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Agronegócio segura alta do desemprego no Brasil em 2016

O setor fechou com déficit de apenas 0,84% na comparação entre contratações e demissões no ano passado. O número foi o menor entre oito segmentos pesquisados pelo governo

André Rodrigues/Gazeta do Povo Queda na safra de 2015/16 e momento ruim da economia nacional explicam o déficit nas vagas do setor de agronegócio. | André Rodrigues/Gazeta do Povo

Queda na safra de 2015/16 e momento ruim da economia nacional explicam o déficit nas vagas do setor de agronegócio.

  • Antonio Senkovski

O agronegócio novamente ajudou a segurar as pontas da economia brasileira, desta vez com uma contribuição para desacelerar o crescente desemprego no país. Em 2016, a agropecuária gerou 987.748 vagas e demitiu 1.000.837 – déficit de 0,84%. Parece ruim, mas, em todos os outros setores pesquisados, o saldo foi ainda mais negativo (veja a lista abaixo). A construção civil, por exemplo, demitiu 13,48% a mais do que contratou, enquanto que a indústria da transformação teve déficit de 4,23%. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Flávio Roberto de França Junior, consultor econômico especialista em agronegócio, analisa que há dois fatores determinantes para o déficit de vagas no agronegócio “As perdas na safra 2015/16 e o próprio processo recessivo no país, que levaram o setor a encolher os investimentos, explicam esse impacto ruim para a renda e nível de emprego do setor”, resume. Segundo ele, especialmente o segmento de máquinas e equipamentos vem acumulando perdas nos últimos três anos, o que ajuda a entender o fechamento de postos de trabalho em parte da indústria movida pela agropecuária.

O professor de economia da Universidade Positivo e consultor da Valuup, Lucas Dezordi, também enfatiza a crise e a queda na safra do ano passado como fatores decisivos para a redução nos números do Caged. Mas ele acredita que o déficit não se trata de uma tendência e as expectativas já para os próximos meses são boas. “A perspectiva é que a safra 2016/17 vai ser boa. Não me preocupo muito com esse resultado negativo no saldo porque eu acredito que isso é uma questão da sazonalidade. Mesmo que já tivesse ocorrido o período de plantio [na época das demissões, principalmente em dezembro], as empresas ainda não tinham renovado os contratos e o momento, pelo ano ter sido ruim, ainda não era bom”, explica.

Veja como fechou cada setor

- Extrativa Mineral: -5,67% (33.618 contratações e 45.506 demissões - saldo de -11.888);

- Indústria de Transformação: -4,23% (2.354.799 contratações e 2.677.325 demissões - saldo de -322.526);

- Serviços Industriais de Utilidade Pública: -3,07% (68.936 contratações e 81.623 demissões - saldo de -12.687);

- Construção Civil: -13,48% (1.503.045 de contratações e 1.861.724 demissões - saldo de -358.679);

- Comércio: -2,22% (3.704.430 contratações e 3.908.803 demissões - saldo de -204.373);

- Serviços: -2,28% (6.018.895 contratações e 6.409.004 demissões - saldo de -390.109);

- Administração Pública: -0,97% (67.175 contratações e 75.818 demissões - saldo de -8643);

- Agricultura: -0,84% (987.748 contratações e 1.000.837 demissões - saldo de -13.089);

- Total do Brasil: -3,33% (14.738.646 contratações e 16.060.640 demissões - saldo de -1.321.994);

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