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Contra a maré

Paraná pode até não ser mais o Rei do Café, mas ‘representou’ o setor em 2017

Destoando dos principais produtores do país, que enfrentaram quedas de produção acima de 20%, paranaenses colheram mais café em 2017

Albari Rosa A produtividade dos cafezais paranaenses foi a maior entre os principais players brasileiros, com 26,26 sacas por hectare (+15,8%). | Albari Rosa

A produtividade dos cafezais paranaenses foi a maior entre os principais players brasileiros, com 26,26 sacas por hectare (+15,8%).

  • Flávio Bernardes, com informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

Quem foi rei nunca perde a majestade. Na safra 2017, o Paraná contrariou a maioria e conseguiu ampliar a safra de café em 15,6%. O estado - que já dominou os cafezais brasileiros, mas perdeu a coroa depois da Geada Negra – colheu 1,21 milhão de sacas de 60 kg, contra 1,05 milhão na temporada anterior.

O bom desempenho dos produtores paranaenses se deve ao clima favorável ao longo de 2016 e início de 2017, com chuvas e temperaturas dentro da média. A colheita ocorreu entre maio e setembro deste ano, beneficiada pela estiagem observada a partir de junho, que favoreceu os trabalhos de campo e a secagem dos grãos. A produtividade foi a maior entre os principais players brasileiros, com 26,26 sacas por hectare (+15,8%).

Além disso, os cafezais do Paraná viveram um ano de bienalidade positiva, característica agronômica da variedade arábica, que responde por quase 100% dos cultivos comerciais no estado. No Brasil, o café arábica concentra 76% das plantações. Na prática, significa a alternância entre uma safra cheia e uma ruim, ano a ano.

Em Minas Gerais, por exemplo, as lavouras passaram por um ano de bienalidade negativa, que, somada às estiagens e geadas em regiões importantes, levou a uma queda de produção na casa de 20,4%, fechando a temporada em 24,45 milhões de sacas. Principal polo cafeeiro do Brasil, Minas representa mais da metade da colheita nacional e acabou puxando a safra para baixo. O problema da bienalidade do café arábica também foi percebido no Espírito Santo, segundo maior produtor, que colheu 8,87 milhões de sacas (queda de 1,1%).

Ao todo, o país encerrou o ciclo 2017 com uma redução de 12,5% na safra, totalizando 44,97 milhões de sacas, contra 51,37 milhões de sacas na campanha passada. Além da bienalidade negativa, a área total em produção dedicada ao café também caiu. Segundo a Conab, com 1,87 milhão de hectares em 2017, a redução foi de 4,3%.

Conilon

O resultado só não foi pior porque a produção de café do tipo conilon – que sofre menos com a bienalidade - chegou a 10,72 milhões de sacas, um aumento de 34,2% sobre a safra anterior. A produtividade média também foi positiva, com recuperação das lavouras após a forte escassez de chuvas dos últimos anos. A média atingiu 28,1 sacas/hectare, 49,4% a mais no comparativo com o ciclo anterior.

O Brasil é o maior produtor de café no mundo e exporta o grão para mais de 100 países.

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