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Diferentemente dos gaúchos, produtores paranaenses colhem safra cheia neste ano. Mas preços estão em queda se comparados a 2013. | Josua© Teixeira / Gazeta Do Povo
Diferentemente dos gaúchos, produtores paranaenses colhem safra cheia neste ano. Mas preços estão em queda se comparados a 2013.| Foto: Josua© Teixeira / Gazeta Do Povo

As chuvas que chegaram ontem forçam uma pausa na colheita do trigo, num momento em que pouco mais de 10% da produção foram retirados das lavouras do Paraná. O setor produtivo pretende retomar os trabalhos de campo ainda nesta semana, para que não haja perda de qualidade, mas prevalece a tensão em relação ao mercado. O produtor perde valor a cada dia.

Em Guarapuava (Região Central), onde o plantio é tardio, a umidade foi bem recebida, porque favorece a produtividade da safra de inverno. Na região de Cornélio Procópio (Norte do estado), onde a colheita de trigo passa de 20%, o sol deve se firmar novamente a partir de amanhã. A colheita avança normalmente mas, como pressiona os preços, aumenta a preocupação entre os produtores, relata Devanir Ladeira, técnico que atua na região de Cornélio pelo Departamento de Economia Rural (Deral).

Nas últimas duas semanas, a cotação do cereal caiu 1% para cada dois pontos porcentuais de avanço na colheita. A saca de 60 quilos valia R$ 31,76 em média ontem no estado (cotação 5% abaixo do preço mínimo). Ainda assim, não há previsão de leilões públicos que garantam cobertura dos custos. O governo federal concentra atenção no milho, privilegiando o escoamento da safra de Mato Grosso.

Alento

85% das lavouras de trigo do Paraná estão em boas condições e 13% são regulares, conforme o Deral. Apenas 2% são considerados ruins.

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