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Mapa mostra onde comprar orgânicos mais baratos, sob encomenda

Projeto Cestas Solidárias estabelece parceria entre produtores e consumidores, com entregas semanais de orgânicos pagos antecipadamente

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  • Da redação

É como uma assinatura de hortaliças: você paga antecipadamente e retira toda semana uma cesta de produtos em local predeterminado - pode ser igreja, escola, centro comunitário, empresa ou academia.

O projeto Cestas Solidárias, promovido pelo Centro de Agroecologia (CPRA) da Secretaria da Agricultura do Paraná, tem hoje 38 grupos funcionando e outros seis em incubação, a maioria em Curitiba e região metropolitana.

INFOGRÁFICO: Veja o mapa de entrega de produtos orgânicos sob encomenda no Paraná

Os mentores do projeto preferem ver a iniciativa como uma parceria, porque existe um compromisso de financiamento da atividade agrícola, por parte do consumidor,enquanto o produtor assume a responsabilidade de entregar uma determinada quantia de produtos orgânicos religiosamente (de sete a dez produtos em cada cesta).

O agrônomo Manuel Delafoulhouze diz que existe grande demanda para expandir os grupos de consumidores e produtores parceiros. “Estamos indo propositalmente devagarinho. Tomamos cuidado para não fazer fogo de palha, para não pegar um embalo grande e depois não conseguir acompanhar”, explica.

Atualmente, 600 famílias paranaenses recebem as cestas de hortaliças e frutas, produzidas em 18 diferentes municípios. O maior grupo envolve funcionários da Copel e duas famílias de produtores, que entregam 120 cestas por semana, a R$ 25 reais cada. Todos os produtores de orgânicos que participam do projeto são certificados, ou pela rede Ecovida – certificação participativa, em que uns fiscalizam os outros – ou pelo Tecpar, do governo estadual.

Os clientes são chamados de coagricultores porque, mais do que meros consumidores, são vistos como sócios de um modelo sustentável. Delafoulhouze tenta obter de todos o compromisso de manter a ‘assinatura’ de orgânicos mesmo nas férias, quando não puderem receber as cestas. “O agricultor vai continuar trabalhando para o pessoal comer em fevereiro e março. O pé de tomate continuará produzindo em janeiro”, observa o agrônomo. Quem viaja pode doar as cestas para alguma instituição, parentes ou amigos que queiram conhecer o sistema.

Outra atitude “parceira” esperada dos que aderem ao sistema é a compreensão de que, por causa de problemas climáticos, os produtos podem não vir tão variados ou bonitos. O consumidor não escolhe o que vai receber.

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