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Melancia amarela? Conheça produtos em risco de extinção

Consumo baixo e dificuldade em produzir colocam alguns alimentos em risco de sobrevivência

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  • Da Redação

Melancia amarela? Conheça produtos em risco de extinção Ampliar

A diversidade de alimentos é tão grande que alguns acabam entrando em processo de “extinção”. Muitas vezes, isso ocorre pela falta e interesse dos consumidores. Sem comprador, é natural que deixe de ser produzido ou ao menos em menor quantidade. Em outros casos, a dificuldade em produzir é tamanha que faz com que o processo se torne inviável, financeiramente e na questão de logística. Conheça alguns alimentos que fazem parte da extensa lista de produtos do meio rural em extinção.

Araruta

A araruta é uma planta originária das regiões tropicais da América do Sul, cultivada há, pelo menos, 7 mil anos, de acordo com estudos arqueológicos. Da raiz é extraída uma fécula branca que é alimentícia. Além do uso medicinal, é na culinária que a planta se destaca, recomendada para pessoas com restrições alimentares ao glúten. A fécula da araruta é usada no preparo de mingaus, bolos e biscoitos.

A planta está em processo de extinção em função da indústria alimentícia ter substituído o polvilho de araruta pelo de mandioca ou pela farinha de trigo ou milho, prejudicando o cultivo daquela planta. Mesmo assim, em alguns sites na internet é possível comprar a fécula de araruta. O valor é, em média, de R$ 38 pelo pacote de 1 quilo.

Melancia amarela

Essa variedade do fruto era bastante popular nos Estados Unidos, no século passado. A melancia amarela era bastante comercializada nos mercados de Nova Iorque, Pensilvânia e Nova Jersey. No Brasil, nunca foi muito popular, sendo sempre difícil de encontrá-la.

Tem formato redondo e é menor que a tradicional melancia vermelha. Geralmente, o tamanho da melancia amarela é entre 25 e 60 centímetros, com peso de 15 quilos. O fruto tem casca verde clara, lisa e lustrosa, com veios verdes escuros. A polpa tem cor amarelo bem intenso, sem ou quase nenhuma semente. O saber é doce, por conta do alto teor de açúcar, fazendo com que seja bastante usada para produzir sucos e sorvetes.

Melão alaranjado

Pertencentes à espécie Cucumis melo, os melões assumem diferentes formas, tipos e tamanhos. Podem-se distinguir vários tipos comerciais de melão de acordo com as características da casca, a cor da polpa, a forma.

Os frutos alaranjados são de tamanho médio, de casca grossa e a polpa aromática. Devido a “competição” com o tradicional fruto amarelo, a variedade alaranjado perdeu espaço nas gondolas dos mercados nos últimos anos. Atualmente, quem quiser comer o melão alaranjado precisa procurar em mercados especializados em frutas e verduras, e estar com o bolso preparado para pagar um bom preço.

Palmito Juçara

Essa espécie é encontrada em ambientes úmidos e quente como nas florestas pluviais atlântica. A maior incidência ocorre do Sul da Bahia ao Rio Grande do Sul em toda a Mata Atlântica.

Árvore de palmito-juçara mede de 10 a 15 metros de altura e floresce nos meses de setembro a dezembro e seus frutos amadurecem de abril a agosto. A madeira, por ser dura e resistente, é utilizada em paisagismo. Mas o maior interesse está na exploração do palmito visando o comércio. Porém a extração de modo predatório há décadas colocou o alimento na lista de extinção, Isso só ainda não ocorreu porque o plantio ocorre em reservas indígenas.

Vassoura de sorgo

Em algumas localidades do Paraná, plantar sorgo-vassoura ainda é uma atividade rentável. O cultivo é semelhante ao milho, mas os custos são menores em função do uso reduzido de adubos e herbicidas. Em Água Boa, distrito de Paiçandu, no Norte do estado, as moitas ocupam 970 hectares. Após a colheita, são transformadas na principal ferramenta de limpeza das donas de casa.

Porém, a competitividade acirrada com as vassouras de fibras sintéticas tem colocado o produto na lista de extinção. Mesmo assim, existe que diga que as vassouras encontradas nos supermercados não varrem como uma vassoura de bruxa.

Berbigão

O berbigão é um molusco presente em todo o litoral brasileiro. Mas os pescadores de origem açoriana de Florianópolis são os especialistas em sua coleta. Cerca de 90% do vôngole, nome popular do berbigão, consumido nos restaurantes do país têm origem no estado catarinense. O molusco ganhou certa relevância culinária ao longo das últimas décadas, desde recheio de pastel até como parte do molho para o espaghete com vôngole servidos nas cantinas italianas.

A pesca desenfreada tem contribuído para escassez do molusco. Algumas tentativas de reproduzir o molusco em cativeiro foram realizadas, mas sem sucesso. A atividade permanece, portanto, puramente extrativista e artesanal, o que compromete o desenvolvimento da espécie.

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