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Milho

Redução de safrinha em MT beneficia mercado no Paraná

A provável redução do terreno destinado ao milho “safrinha” em Mato Grosso em 2015 tem dado gás aos preços nas regiões produtoras do cereal. O grão tem sido cotado a mais de R$ 20 por saca nas praças do Paraná, 12% acima da média de outubro, conforme levantamento da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do estado (Seab).

Maior produtor nacional de milho, Mato Grosso confirmou  que vai reduzir a área ocupada pela cultura no próximo inverno. A decisão está diretamente associada à falta de chuvas. Sem umidade no solo, os produtores do Centro-Oeste, atrasaram o plantio da soja. Com isso, a colheita da oleaginosa tende a ser postergada e comprometer o calendário para início de plantio da cultura seguinte, no primeiro bimestre do ano que vem.

“Aqui no Paraná, se o plantio da segunda safra for tardio, corre-se o risco de as lavouras sofrerem com a geada. Em Mato Grosso, a ameaça é de seca”, explica o técnico da Companhia Nacional de Abastecimento no Paraná (Conab), Eugênio Stefanelo. Segundo ele, a janela ideal para plantio do milho é no primeiro decêndio de fevereiro. Assim, as plantações se desenvolvem dentro do período das chuvas, que normalmente segue até final de abril e início de maio no Centro-Oeste.

A decisão dos mato-grossenses pode fazer ainda com que a produção total de milho no Brasil fique abaixo da demanda no próximo ano. Para que isso se concretize, no entanto, a colheita nacional precisaria recuar cerca de 3 milhões de toneladas em relação ao ano passado. Estimativa da Conab indica que a demanda total (consumo e exportações) é de 75 milhões de toneladas, frente a uma produção de 78,1 milhões de toneladas, considerando as duas safras. Porém, nessa projeção de oferta, a estatal não considera redução de área do milho em Mato Grosso.

Estimativa100 mil hectares de milho safrinha devem deixar de serem plantados em Mato Grosso, considerando as projeções de redução de área da Aprosoja/MT. Se a produtividade das lavouras for mantida em relação ao ano passado, a colheita do cereal tende a recuar mais de 500 mil toneladas.

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