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El Niño começa a dar trégua, mas La Niña segue incerta

André Rodrigues/Gazeta do Povo Lavouras encharcadas simbolizaram excesso de chuva gerado pelo El Niño no Sul do Brasil. | André Rodrigues/Gazeta do Povo

Lavouras encharcadas simbolizaram excesso de chuva gerado pelo El Niño no Sul do Brasil.

  • Da Redação com Agências

O fenômeno meteorológico El Niño 2015/16 iniciou seu declive, mas sua intensidade continua sendo forte e influencia no clima do planeta, afirmou a Organização Meteorológica Mundial (OMM). O evento deve sofrer uma debilitação nos próximos meses e desaparecer progressivamente no segundo trimestre de 2016, aponta a entidade.

“Acabamos de viver um dos episódios do El Niño mais intensos jamais observados, e que provocou a aparição de fenômenos meteorológicos extremos em todos os continentes, contribuindo para os recordes de calor registrados em 2015”, indica o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, em um comunicado publicado nesta quinta-feira (18).

“Várias regiões da América do Sul e do Leste da África ainda não estão totalmente recuperadas das chuvas torrenciais e das inundações de que padeceram”, acrescentou.

Este fenômeno meteorológico acontece a cada quatro ou cinco anos e provoca tempestades e inundações. Em geral ele atinge sua maior intensidade no fim do ano, daí a origem de seu nome, El Niño, alusão em espanhol ao Menino Jesus. No Brasil o evento teve efeito direto sobre as lavouras do Cerrado, gerando escassez de chuvas e também no Sul do país, onde o excesso de umidade se tornou um problema para o desenvolvimento das plantas.

La Niña

Enquanto os efeitos do El Niño são contabilizados o campo já começa a monitorar o risco da ocorrência de La Niña. Os dois eventos costumam ser consecutivos, mas sua versão feminina resulta em escassez de chuvas no Brasil.

Em relatório divulgado na semana passada a Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA) apontou que embora existam vários indícios que indiquem a possibilidade de ocorrência do evento, ainda existe “uma incerteza considerável” nas previsões. A última ocorrência do La Niña foi no ciclo 2010/11.

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