Expedição Safra

Logística faz a soja do Tocantins entrar nos trilhos

Ferrovia no Tocantins torna a proximidade com o Porto de São Luís, no Maranhão, um trunfo para escoar a produção com agilidade

Lineu Filho/Gazeta do Povo Com a proximidade dos portos do Nordeste brasileiro e rodovias em bom estado de conservação, em sua maioria, o escoamento tocantinense conta também com uma estrada de ferro (ferrovia sul-norte). | Lineu Filho/Gazeta do Povo

Com a proximidade dos portos do Nordeste brasileiro e rodovias em bom estado de conservação, em sua maioria, o escoamento tocantinense conta também com uma estrada de ferro (ferrovia sul-norte).

Palmas (TO) |

  • Antonio C. Senkovski, enviado especial

O Tocantins é uma nova fronteira agrícola, mas já está à frente de estados com a produção de soja consolidada há décadas. A logística é um grande trunfo para os produtores da região. Com a proximidade dos portos do Nordeste brasileiro e rodovias em bom estado de conservação, em sua maioria, o escoamento tocantinense conta também com uma estrada de ferro (ferrovia sul-norte). A estrutura liga a região da capital, Palmas, até São Luís, no Maranhão.

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A previsão é que sejam escoadas 320 mil toneladas do grão pela Agrex como um todo nesta temporada. Os trens já levaram 18% de toda essa soja.

A empresa Agrex, uma das maiores companhias do mercado de grãos de todo o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), tem uma unidade que recebe soja no Terminal Multimodal Porto Nacional, a 25 quilômetros de Palmas. Somente de janeiro até agora foram movimentadas no local 60 mil toneladas da oleaginosa. A previsão é que sejam escoadas 320 mil toneladas do grão pela empresa como um todo nesta temporada. Os trens já levaram 18% de toda essa soja esperada pela companhia. Isso considerando que, até o momento, apenas 25% dessa safra já foi colhida.

“Hoje, movimentamos de 2,5 a 3 mil toneladas por dia aqui”, diz Alessandro Acácio Gomes, gerente de filial da Agrex, em Porto Nacional (TO). Segundo ele, o escoamento via linha de ferro pode aumentar nos próximos anos, caso sejam disponibilizados mais vagões. Atualmente, quando o armazenamento aperta e não há espaço suficiente no trem, a empresa precisa despachar via rodovia. Cerca de 10% da soja que chega ao Terminal Multimodal de Porto Nacional precisam ser remanejados para carretas.

Otimismo para 2017/18

O diretor comercial da Agrex, Antonio Prado Galvão de Barros Neto, explica que as quebras repetidas de safra nos últimos anos geraram quedas nos investimentos nesta temporada. Mas ,com médias de produtividade entre as maiores já colhidas na área de atuação da companhia nesta temporada, ele prevê que 2017/18 vai ser um ano de maior confiança tanto no campo quanto nas instituições financeiras. “Podemos ver que os bancos já estão financiando de novo, é possível sentir que esse movimento já está mais adiantado nesse ano”, avalia.

O Tocantins cultiva 880 mil hectares de soja e a Agrex estima que abrange em torno de 600 mil hectares. Do total, aproximadamente 25% são áreas de primeiro plantio. Para a próxima temporada é esperado um ritmo de expansão ainda maior. A previsão para 2016/17 é que o estado feche com uma média de produtividade acima das 50 sacas por hectare. Em 2015/16, a média tinha sido de 30 sacas por hectare, o que não cobriu os custos de produção, estimados em torno de 37 sacas para cada hectare cultivado, tanto na temporada passada quanto na atual.

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