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No ‘tomara que o preço melhore’, produtor deixa de lucrar, aponta Bolsa de Chicago

Representante da instituição no Brasil participou do lançamento da Expedição Safra; com preços menos atrativos, comercialização da safra 2017/18 segue lenta

Pedro Serapio/Gazeta do Povo Em Mato Grosso, por exemplo, dos 31,2 milhões de toneladas de soja estimados pela Expedição Safra para o estado, apenas 42,4% foram vendidos. | Pedro Serapio/Gazeta do Povo

Em Mato Grosso, por exemplo, dos 31,2 milhões de toneladas de soja estimados pela Expedição Safra para o estado, apenas 42,4% foram vendidos.

  • Flávio Bernardes

Enquanto a safra 2017/18 caminha para a colheita nos principais polos produtivos do Brasil, a comercialização antecipada segue desaquecida, em alguns até menor do que na temporada anterior, que já havia sido lenta na comparação com outros anos.

VÍDEO: Produtor precisa olhar mais para o mercado, diz Bolsa de Chicago

Em Mato Grosso, por exemplo, dos 31,2 milhões de toneladas de soja estimados pela Expedição Safra para o estado, apenas 42,4% foram vendidos. Na campanha passada, eram 50,1%. No Paraná, a venda está em torno de 14%, mesmo índice da safra 2016/17.

“O mercado está bem mais lento. De um lado, temos soja antiga remanescente e a colheita está mais atrasada. Do outro, existe a questão do preço e do câmbio, que caiu nesses últimos dias”, explica o analista da Granoeste, Camilo Motter.

Com a boa safra dos Estados Unidos confirmada pelo departamento de agricultura do país, o USDA, e a melhora de percepção em relação à produção no Brasil, a Argentina é que pode interferir de forma mais significativa nos próximos dias. “Os preços vêm reagindo em função da seca da Argentina, que está na crista da onda, vamos continuar observando. Eles receberam poucas chuvas”, ressalta Motter.

No caso do milho, o ritmo mais lento é ainda mais evidente. Em Mato Grosso, são 20% comercializados no ciclo atual, contra 33,8% na mesma época de 2017. Já no Paraná, enquanto na temporada anterior a comercialização do milho verão estava em 5%, nesta, o indicador aponta para 2% (isto mesmo com uma colheita com queda de 30% em volume).

“Tivemos quebra de safra no verão e no inverno em 2016, mas que respingou até o começo de 2017. E vamos ter uma colheita bem menor, temos que ver como vai ser a ponte até a entrada da safrinha”, explica o analista da Granoeste.

Mudança de conceito

A gerente do CME Group / Bolsa de Chicago no Brasil, Roberta Paffaro, explica que os preços são importantes e por isso o produtor rural precisa aprender a gerenciar melhor os riscos. Ela participou do lançamento da Expedição Safra 2017/18. Confira a entrevista completa:

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