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Chineses querem instalar duas fábricas no Brasil que vão gerar 600 empregos

A fábrica de ração terá capacidade para produzir 10 toneladas diariamente. Já a indústria de biomassa se caracteriza pela sustentabilidade. |

A fábrica de ração terá capacidade para produzir 10 toneladas diariamente. Já a indústria de biomassa se caracteriza pela sustentabilidade.

  • Da Redação

Após a compra de uma empresa bilionária no Paraná por chineses e da maior exportadora de grãos do Brasil ter sido colocada à venda, a onda de investimentos estrangeiros no país continua forte. Desta vez, é o grupo Jianggsu Zhengchang, também da China, que pretende instalar duas indústrias em Palmas, no Tocantins: uma para a fabricação de ração e outra de biomassa, que é a produção de energia a partir da decomposição de resíduos orgânicos.

As empresas devem ser instaladas num complexo de 50 mil metros quadrados, gerando 600 empregos diretos. A fábrica de ração terá capacidade para produzir 10 toneladas diariamente. Já a indústria de biomassa se caracteriza pela sustentabilidade, uma vez que pode ser formada de substâncias de origem animal ou vegetal, como casca de frutas, esterco, madeira, restos de alimentos, resíduos agrícolas e florestais, entre outros materiais orgânicos.

Os empresários também pretendem, no futuro, expandir seus negócios em outras áreas, como construção de silos para armazenagem de grãos e exportação de alimentos para a China. “A China precisa de alimentos. A ideia é exportar os produtos processados para lá, grãos e carnes”, disse o vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil-China, Chiu Po Cheng.

A gigante chinesa está presente em 105 países e é reconhecida mundialmente pela sua atuação no setor de engenharia e fabricação de equipamentos para processamento de grãos, óleos, ração, alimentos, fertilizantes, engenharia de fábricas completas e automáticas.

O empresário chinês YunXin Jiang, do grupo Zhengchang, destacou os potenciais encontrados na capital do Tocantins, inclusive na zona rural, sinalizando positivamente sobre a abertura da empresas e esclarecendo que, tão logo a diretoria do grupo autorize os investimentos, as empresas serão instaladas em Palmas.

Incentivos Fiscais

Participaram do encontro membros da Secretaria de Desenvolvimento e Emprego de Palmas (Sedem) e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura do Estado do Tocantins, que elencaram os incentivos fiscais e tributários que podem ser oferecidos com a chegada do grupo empresarial.

Por parte do Município, o secretário da Sedem, Kariello Coelho, ressaltou que são oferecidos isenções de taxas e de tributos para construções, além da concessão de áreas com preços subsidiados para que a indústria tenha capital para investir na própria construção.

Representando o Estado, o diretor de Desenvolvimento Estratégico e Atração de Investimentos, Paulo Marcelo Mendonça, afirmou que “nós somos uma região em expansão agrícola, e isso atrai muitas indústrias e empresas. Vale lembrar que os incentivos por si só não atraem os investidores”. No entanto, o Estado também oferece o Proindústria, com isenções de ICMS na aquisição de matérias-primas e insumos, no consumo de energia elétrica, na importação de equipamentos e bens destinados à empresa dentre outros.

Zona Rural

Os empresários chineses também foram à região de Buritirana para conhecer os recursos naturais, a terra, topografia e disponibilidade de água na zona rural.

Segundo o secretário Desenvolvimento Rural de Palmas, Roberto Sahium, na região de Buritirana, os chineses puderam conferir uma plantação significativa de milho e soja irrigados, além de safrinha de feijão. “Era importante que eles conhecessem nossa realidade, uma vez que eles produzem equipamentos, inclusive para fábricas, que processam toda essa produção”, disse.

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