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Cooperativas do Paraná lançam nova marca de R$ 7 bilhões

Localizadas nos Campos Gerais, as cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal anunciaram hoje a criação de uma marca conjunta: a Unium

Antônio More/Gazeta do Povo Sede da Castrolanda, em Castro: a cooperativa se uniu à Frísia e à Capal para lançar a marca conjunta Unium | Antônio More/Gazeta do Povo

Sede da Castrolanda, em Castro: a cooperativa se uniu à Frísia e à Capal para lançar a marca conjunta Unium

Castro (PR) |

  • Giorgio Dal Molin, enviado especial

Com mais de 5 mil famílias cooperadas, R$ 7 bilhões de faturamento anual e mais de R$ 800 milhões em investimentos, três das maiores cooperativas do Paraná anunciaram nesta sexta-feira (10), em Castro, nos Campos Gerais, uma união que promete revolucionar o agronegócio paranaense. Frísia, Castrolanda e Capal lançaram a marca Unium.

A novidade irá, aos poucos, substituir os selos das cooperativas que ‘assinam’ produtos do mercado de carnes, leite e farinha de trigo. “Será como a assinatura da BRF na marca Sadia, por exemplo”, ilustra o diretor de marketing da recém-criada Unium, Cracios Consul.

Presentes no evento de lançamento, os presidentes das cooperativas reforçaram que a marca é resultado de um modelo de negócios idealizado pelas empresas, mas que seguem gestões independentes e continuam com cooperados próprios:

“É o que chamamos de intercooperação. Estávamos buscando uma identidade para nossas marcas, que já trabalham e têm desenvolvimento conjunto”, revela o presidente da Castrolanda, Frans Borg. “A Unium surgiu da necessidade de dar empoderamento às cooperativas e irmos para o mercado de forma conjunta”, complementa Renato Greidanus, da Frísia. “Este é um projeto no qual já estamos trabalhando há quase dois anos, faz parte de um momento histórico”, reforça Erik Bosch, da Capal.

Apesar de não haver uma sede administrativa própria da Unium, os diretores não descartam uma futura fusão completa das marcas. “Eu particularmente não posso descartar isso para o futuro”, revela Bosch.

Da mesma forma, neste momento, as famílias cooperadas não precisam necessariamente ser associadas das três cooperativas, explica Borg. “Não existe distinção entre nossos cooperados, a questão é que o investimento nas unidades de negócios é compartilhado”, reforça Renato Greidanus.

Henry Milleo/Gazeta do Povo

Da esquerda para a direita: Renato Greidanus, Frans Borg, e Erik Bosch, presidentes da Frísia, Castrolanda e Capal

Qualidade e cooperativismo

Segundo os diretores, a união das cooperativas é uma maneira de mostrar a proximidade e a consolidação de valores das empresas. “Temos metas semelhantes e prezamos sempre pela qualidade”, diz Greidanus.

Cada cooperativa tem uma participação nas diversas divisões da empresa, compartilhando algumas marcas no mercado. Uma delas é a Alegra, de carne suína, recentemente certificada com o selo internacional Professional Animal Auditor Certification Organization (PAACO), de bem-estar animal. No setor de lácteos, a Unium atua com as marcas Colaso, Colônia Holandesa e Naturalle. Já no setor de grãos, a marca Herança Holandesa, de farinha de trigo, fornece o produto para outras empresas.

“Além de oficializar uma união que acontece há muito tempo com a intercooperação, a nova marca é um passo fundamental para o aumento da competitividade do agronegócio local”, afirma Erik Bosch.

Cracios Consul destaca que a novidade nasce com uma estrutura de holding sem a necessidade de um grande investimento inicial, comparando a marca com a Univeler, que tem uma gama de produtos.

O potencial é inegável: além do faturamento bilionário, a união intercooperativa processa diariamente 3 milhões de litros de leite, produz 120 mil toneladas de carne suína anualmente (com abate de 3,2 mil suínos por dia) e tem 115 mil toneladas de grãos de trigo moídos por ano. Atualmente com cinco unidades industriais, nos Campos Gerais e em São Paulo, a Unium já exporta seus produtos para 25 países.

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