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Aquisição

Aurora compra indústrias de cooperativa gaúcha por R$ 108 milhões

Grupo que ocupa a terceira colocação na produção nacional de carnes anunciou a aquisição de dois frigoríficos da Cotrel, sediada em Erechim

Hugo Harada/Gazeta do Povo Juntas, as duas plantas sustentam 2.496 empregos diretos que representam R$ 52,3 milhões em salários e R$ 11,6 milhões em encargos sociais. | Hugo Harada/Gazeta do Povo

Juntas, as duas plantas sustentam 2.496 empregos diretos que representam R$ 52,3 milhões em salários e R$ 11,6 milhões em encargos sociais.

A Cooperativa Central Aurora Alimentos (Aurora), terceiro maior grupo produtor de carnes do Brasil, comprou dois frigoríficos da Cooperativa Tritícola de Erechim (Cotrel). O anúncio ocorreu nesta quarta-feira (8), em um comunicado oficial. Os valores envolvidos na transação somam R$ 108 milhões.

Trata-se de um frigorífico de aves e um frigorífico de suínos, que já são objeto de parcerias desde 2005. Em comunicado à imprensa a Aurora informou que de setembro de 2005 a agosto de 2007, Aurora e Cotrel assinaram contrato de prestação de serviços, pelo qual a cooperativa gaúcha abateu e industrializou aves e suínos em nome da Aurora. Estava incluída na parceria a prestação a fabricação de rações e a incubação de ovos.

De setembro de 2007 até o momento, a operação funcionou na forma de arrendamento. Desde então, a Aurora também é responsável pelas marcas Nobre, Nobreza, Da Fazenda e Capone, que eram de domínio da Cotrel.

A unidade de abate e processamento de frangos tem capacidade para 26,7 milhões de cabeças ao ano e mantém 1.345 trabalhadores diretos. A unidade de suínos tem capacidade para 418 mil cabeças ao ano com 1.151 empregos diretos.

No total, as duas plantas respondem por 7,8% da receita operacional bruta do conglomerado Aurora. Juntas, sustentam 2.496 empregos diretos que representam R$ 52,3 milhões em salários e R$ 11,6 milhões em encargos sociais. A geração de ICMS das duas unidades é de R$ 41,6 milhões ao ano.

O valor da aquisição – R$ 108 milhões de reais a serem pagos em cinco anos – serão obtidos de recursos próprios e, parte, de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

No comunicado, o presidente Mário Lanznaster assinalou que, apesar das incertezas da conjuntura econômica, a Aurora adotou essa posição com o compromisso de evitar o desemprego. Com isso, ele diz que será possível “proteger os produtores rurais cooperados integrados, manter a sua base produtiva e sua receita operacional bruta, além de atender ao apelo da comunidade regional”, disse.

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