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Preço da carne cai do pasto ao supermercado; veja cortes mais baratos

Produtores estão recebendo 7,5% menos no boi gordo, comparado ao início do ano, e cortes no varejo estão quase 10% mais baratos

Daniel Castellano/Gazeta do Povo Cortes bovinos estão quase 10% mais baratos no varejo, comparado ao início do ano | Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Cortes bovinos estão quase 10% mais baratos no varejo, comparado ao início do ano

  • Da redação

Ruim para o produtor, nem tanto para o consumidor. De janeiro a maio deste ano, o preço do boi gordo [pago aos produtores] caiu 7,5% (por arroba), passando de R$ 148,72 no início de 2017 contra R$ 137,70 ao fim do mês passado, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral). No mesmo período de 2016, o valor estava em R$ 145,81.

Por outro lado, nos supermercados apenas um corte avaliado pelo Deral teve alta no primeiro semestre do ano: a costela bovina, que subiu 1,8%. Todos os demais cortes estão com a cotação mais baixa no varejo, com destaque para a alcatra, o coxão mole e o mignon - com preços 8,8%, 8,7% e 7,3% menores.

Preço da carne: motivos da queda

De acordo com estudo do Deral, os motivos para a baixa são vários: da maior produtividade à crise político-econômica do país. As delações da JBS e os efeitos da carne fraca trouxeram incertezas e falta de confiança ao mercado.

Além disso, “o menor poder de compra da população contribuiu para uma diminuição no consumo interno de carne bovina, desaquecendo este mercado e puxando para baixo as margens dos preços”, destaca relatório do Deral.

Outro fator para a redução de preços em abril e maio é o pico de safra do boi gordo. Neste período, os animais que passaram a primavera e verão engordando estão prontos para o abate, aumentando a oferta no mercado. Este ano, contudo, há um problema. “Muitos produtores estão optando por segurar seus animais no pasto à espera de uma recuperação nos preços da arroba”, informa o Deral.

Exportações de carne no Paraná

Também houve forte queda nas exportações de carne bovina do Paraná. No período de janeiro a abril de 2016, foram exportadas 12,5 mil toneladas, gerando receita de US$ 40,8 milhões. Neste ano, no mesmo período, foram 8,8 mil toneladas e US$ 33 milhões em valores. Isso representa exportações 30% menores e 18% menos receita gerada.

“Esta carne que permanece no mercado interno, somada a uma situação de redução no consumo interno, causa um cenário de grande oferta e redução de cotações”, destaca o Deral.

A expectativa do órgão, vinculado à Secretaria da Agricultura e Abastecimento do estado, é que os pecuaristas não consigam segurar seus animais no pasto por muito tempo, devido às geadas que podem prejudicar as pastagens. Com isso, os preços podem cair ainda mais.

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