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Febre aftosa

Fim da vacinação contra aftosa no PR será definido após campanha de maio

Paraná busca status de área livre da doença sem vacinação, mas impasse junto ao setor privado continua

Henry MilleoGazeta do Povo Vacina contra febre aftosa: o impasse longe de um desfecho. | Henry MilleoGazeta do Povo

Vacina contra febre aftosa: o impasse longe de um desfecho.

Texto publicado na edição impressa de 16 de fevereiro de 2016

O governo do Paraná busca consenso para definir se a campanha de vacinação contra a febre aftosa prevista para maio será a última da história do estado. Mirando o reconhecimento internacional como área livre da doença sem imunização do rebanho, o estado dá sequência à preparação para atender todos os requisitos exigidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) . Mas, para colocar as medidas efetivamente em prática, a aposta é manter o diálogo com o setor privado para que não haja resistência às mudanças.

A intenção inicial da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab) era suspender a vacinação já no ano passado. Entretanto, questionamentos do setor produtivo e as restrições orçamentárias enfrentadas pelo Estado levaram as entidades a adiar a decisão, pois nem todas as obras de infraestrutura sanitária necessárias para o controle da doença estavam prontas.

Agora os debates recomeçam, mas a campanha de imunização do primeiro semestre está mantida, revela o presidente da Adapar, Inácio Kroetz. “Quem vacinou em novembro vacina em maio. Até porque é a partir daí que começa a contar o calendário da OIE, com o período de 12 meses sem vacinação até a obtenção do status de área livre.” Ele explica que, havendo consenso geral, o pleito é apresentado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que por sua vez faz a solicitação para a OIE.

Ainda assim o impasse parece longe de um desfecho. Entidades que se manifestaram contrárias à mudança no ano passado, como a Sociedade Rural do Paraná, não recuaram. “Reconhecemos a importância da área livre sem vacinação, mas questionamos o modo como está sendo feita essa transição”, afirma o presidente da entidade, Moacir Sgarioni. “Enquanto o mundo amplia as fronteiras comerciais nós iremos nos fechar, e sem nenhum ganho real garantido”, critica.

Kroetz adota tom conciliatório, mas defende as vantagens da medida. “Não é uma decisão que vem de cima para baixo, também precisa ser um desejo do setor produtivo o fim da vacinação”, pondera. “Mais dia ou menos dia o fim da vacinação terá que ocorrer. O impacto positivo está mais calculado e comprovado”.

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