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Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo

Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo / A empresária Carmem Azevedo aderiu ao envelopamento para proteger a pintura do seu Mitsubishi Outlander e também por estética A empresária Carmem Azevedo aderiu ao envelopamento para proteger a pintura do seu Mitsubishi Outlander e também por estética
Tendência

Envelopamento é para quem gosta de ousar

Aplicação de película sobre a lataria também protege o veículo dos efeitos do clima e dos pequenos arranhões

Publicado em 17/07/2011 |
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Mudar a cor do veículo em apenas um dia e por, no mínimo, a metade do preço de uma pintura são facilidades que o envelopamento traz para o motorista que quer incrementar o visual do seu carro ou proteger a lataria dos efeitos do clima e dos pequenos riscos. A técnica consiste na aplicação de uma película que pode ser removida depois, sem prejuízos à pintura original. O consumidor pode escolher entre a película fosca, a brilhante e a de fibra de carbono. E a aplicação também pode ser feita em motos.

Luciana Ventura, gerente Comercial da Imprimax Auto-Adesivos, empresa com sede em São Paulo que produz o material, conta que a companhia percebeu essa tendência do envelopamento há um ano na região Centro-Oeste do país. Imediatamente a Imprimax decidiu aprimorar o seu produto para o mercado automotivo.

Fotos: Divulgação/Imprimax

Fotos:  Divulgação/Imprimax / Fosco amarelo com o capô em fibra de carbono preta Ampliar imagem

Fosco amarelo com o capô em fibra de carbono preta

Legislação

Fique atento à documentação

O motorista não pode mudar a cor predominante do veículo sem a autorização do Departamento de Trânsito (Detran) do Paraná. Essa medida burocrática é necessária quando a mudança é feita em mais de 50% da superfície do carro. O Artigo 98 do Código de Trânsito Brasileiro estabelece que “nenhum proprietário ou responsável poderá, sem prévia autorização da autoridade competente, fazer ou ordenar que sejam feitas no veículo modificações de suas características de fábrica”.

O primeiro passo é a obtenção da autorização prévia. A taxa para esse serviço é de R$ 10,82. O motorista deve apresentar CPF, documento de identificação com foto, o Certificado de Registro de Veículo (CRV), o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV), além da vistoria e decalque do chassi para confirmação dos dados.

Depois de feita a alteração da cor, é preciso fazer o registro no Detran por um processo de Alteração de Características do Veículo. Além de apresentar os mesmos documentos exigidos para obter a autorização prévia, o motorista deve levar comprovante de residência, nota fiscal de prestação de serviço (ou declaração do particular que promoveu a modificação, com firma reconhecida) e cópia da autorização prévia (ou recolhimento da multa, caso não tenha cumprido essa etapa).

Nesse momento, o dono do carro vai pagar outras duas taxas: R$ 46,48 para emitir o novo CRV e mais R$ 24,76 pela mudança de cor. As três taxas somam R$ 82,06.

Julio Silva, do Departamento de Vendas, lembra que no início os motoristas estavam mais preocupados com a proteção da lataria. A técnica era co­­mum no interior, entre aqueles que circulavam por estradas de chão. Hoje ele diz que o uso é mais por estética.

A empresária Carmem Azevedo conta que aderiu ao envelopamento pelos dois motivos. Ela circula com um Mitsubishi Outlander na cor laranja fosco com detalhes em fibra de carbono preta. A cor original do veículo é prata. Carmem lembra que já teve outros dois carros envelopados e que na hora de vender retirou a película, fez um polimento e a pintura ficou preservada.

O dono do carro pode usar uma película da mesma cor do veículo ou optar por outra, mas nesse caso pode ser necessária uma adaptação na documentação do veículo (leia na página). A Imprimax oferece 18 cores de película fosca e 7 de fibra de carbono, sendo que 5 são novas: azul, chumbo, cinza claro, vermelho imperial e verde militar. As outras são o preto e o branco. Segundo Julio Silva, a empresa está desenvolvendo uma película transparente, ideal para o motorista que está interessado apenas em proteger a lataria, sem alterar a cor do veículo.

Outra empresa que descobriu o potencial do setor automotivo foi a Wingard, especializada em películas decorativas e de proteção solar para automóveis e imóveis em geral. Frederico Burlama­qui, responsável pelo Departa­men­to de Marketing, afirma que o envelopamento é uma novidade por aqui depois de ter estourado no mercado europeu.

Desde o dia 11 deste mês a Wingard está com uma loja em Curitiba para atender o consumidor final do mercado automotivo. Burlamaqui conta que o motorista pode escolher en­­tre oito cores da película fosca, a mais procurada atualmente. “Podemos trazer outras desde que o cliente aguar­­de o prazo de importação”, completa. A maio­­ria dos produtos vem da Alemanha.

Tamanho do carro e dificuldade de aplicação determinam o preço

O custo do envelopamento va­­ria conforme o tamanho do veículo e até o grau de dificuldade para fazer a aplicação. Na Win­gard, segundo Frederico Burla­ma­qui, responsável pelo Depar­tamento de Marketing, o motorista vai gastar a partir de R$ 2 mil para aplicar uma película fosca. Para a película brilhante o custo é similar e no caso da fibra de carbono, o valor parte de R$ 4 mil. O serviço é executado em cerca de sete a oito horas, informa ele, mas a empresa está aperfeiçoando o seu trabalho para reduzir esse tempo.

Na Adesipar, em Curitiba, o custo do envelopamento varia, basicamente, de acordo com o ta­­manho do carro. O dono da em­­presa, Mauro Afonso Bunick, diz que para os veículos hatch sai na faixa de R$ 1,2 mil. Envelopar os sedãs custa, em média, R$ 1,4 mil e nos grandes varia entre R$ 1,6 mil e R$ 1,7 mil. O empresário afir­­ma que pede dois dias para entregar o carro porque depois de lavado e de feita a adesivagem, a empresa aguarda ainda algumas horas para fazer uma revisão de entrega.

De acordo com Bunick, é dada ga­­rantia do serviço de até um ano, mas problemas como cantos que levantam ou bolhas só costumam aparecer na primeira semana, pe­­ríodo em que a película está se aco­­modando. Depois disso, os even­­tuais problemas seriam em decorrência do mau uso, ou seja, responsabilidade do motorista. A Adesipar usa as películas da Im­­pri­­max, que dá garantia de sete anos para o produto. Isso se aplica ao desbotamento e à cola, desde que a aplicação tenha sido feita corretamente, explica Julio Silva, do Departamento de Vendas.

Maurício Patriota, dono da AMP, outra empresa de Curitiba que faz o envelopamento de veículos, explica que o sucesso da aplicação depende muito do profissional que faz o serviço. “A superfície de­­ve ser limpa corretamente e o aplicador precisa sa­­ber se o carro ainda tem a pintura original ou não. Quando já foi feito algum reparo na lataria, é mais difícil garantir o sucesso da aplicação porque não se sabe que tipo de material foi usado na pintura”. Na AMP, o envelopamento de um carro pequeno custa de R$ 1,3 mil a R$ 2 mil, informa Patriota.

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