Sábado, 31/07/2010
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Encontro Nacional do Passat em Curitiba atrai colecionadores e admiradores de diferentes localidades do país
Publicado em 17/06/2009 | Renyere TrovãoQuem passou pelo estacionamento do Carrefour Parolin, local do evento, pode apreciar todas as versões do Volkswagen e ouvir histórias de “amor pelo veículo” em diferentes sotaques. O representante mais distante veio de Brasília (DF). Foram 2.800 quilômetros até o retorno à capital do Brasil. “Viemos a 100, 110 km/h com todo o conforto”, resumiu Lellis Greco, dono de um Pointer GTS 1988. Na estrada, ele teve a companhia dos irmãos Nílson e Joseilson Cavalcanti, que se revezaram num Pointer GTS 1986. “No Paraná está a nata dos passateiros. No ano que vem estaremos de volta e traremos mais gente de Brasília”, afirmou Nílson, que possui também os modelo Flash 1987 e LM 1975.
O securitário Eduardo Belarmino Matias, de São Paulo, teve o seu Passat TS 1982 roubado em 2005. Até hoje não conseguiu repor a sua perda. Nem por isso ele deixou de cultivar seu sentimento pelo modelo. Matias participa de todos os encontros do carro, mesmo sem possuir um. “Dá um aperto no coração ver todos esses Passats e eu não ter um para expor. Mas um dia montarei minha coleção”, disse ele, que viajou de moto para Curitiba.
Fotos: Renyere Trovão/Gazeta do Povo
Os irmãos Nilson e Joseilson Cavalcanti e o amigo Lellis Greco vieram do Distrito Federal
Do Rio de Janeiro veio uma estrela do cinema. O Passat 4M 1978, de André Grigorevski, foi o carro de Selton Melo no filme “Meu nome não é Johnny”, no qual o ator faz o personagem central da trama. A paixão de Grigorevski pelo Volks surgiu ainda na infância. O pai tinha um LS 80, que acabou roubado. “Sempre olhava o Passat nas ruas e sonhava um dia ter um. Hoje, além do 4M, possuo um LSE 1987 ‘Iraque’ e um LS 1976”, disse o colecionador, que também criou o site www.hpdopassat.com.br. O primeiro carro do carioca Sérgio Antônio Ferrari Filho foi um LS 1979. E o segundo? Um LS 1983. Já o terceiro foi um LS 1979. Dos 22 ao 27 anos de idade, na garagem dele só entrava Passat. Hoje ele tem um Pointer 1987, que esteve em Curitiba.
A paixão por veículo antigo na maioria das vezes é transmitida de pai para filho, como ficou mais uma vez comprovado no encontro paranaense. Lorival Gualda, de São Paulo, brincou que as primeiras palavras do filho Renato Gualda quando bebê foram “papai, mamãe e Passat”. “Ele era vidrado nos comerciais que passavam na época sobre o carro”, contou o pai. Renato, hoje com 36 anos, disse que a lembrança que guarda da infância é a de lavar os Passats do pai e dos tios. A dupla veio da capital paulista dirigindo um TS 1980.
Tal sentimento não é só compartilhado entre pai e filho. Juliane Machado que o diga. Ela é passageira constante do Passat TS 1977 do namorado Edison Viggiani Junior, de São Paulo. “Viajo com ele para os mais diversos eventos automotivos do país”, frisou. Situação semelhante vive Adriana Yamamura, casada com Artur MachadoYamamura, proprietário dos modelos TS 1977 e TS 1978. No início ela não gostava de andar no carro do marido, pois o achava com um visual antigo e a lataria estava desgastada pelo tempo. “Tinha vergonha, estacionava a duas quadras de onde trabalho para ninguém ver”, lembrou Adriana, que mora em Londrina. Hoje, com os veículos restaurados, ela não só dirige os modelos com orgulho como também acompanha o marido nos encontros de carros.
Reunir tantos apaixonados pelo Passat e de diferentes regiões confirma que Curitiba é uma referência no culto ao modelo. Para Gustavo Gurgel de Castro e Silva, o Lobão, organizador do encontro, a tendência do evento é crescer ainda mais a cada ano. “As pessoas estão enxergando que um encontro como este só fortalece a imagem do Passat. Já estamos no mesmo patamar que os colecionadores do Fusca, por exemplo. Para nós, a qualidade na preservação está acima da quantidade”, resume Lobão, que também é presidente do Clube do Passat de Curitiba.
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