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Acabamento do painel e do volante é em madeira. Já os bancos trazem couro

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Ana Cláudia e o mini MP Lafer dado pelo pai. Acabou vendido para um mineiro

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A empresa paranaense também produz réplicas do estilo hot rod

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Qual pai não presenteou o filho com um carrinho movido a pedal, por fricção ou a bateria? É o brinquedo predileto das crianças, não tem como errar. O empresário de Curitiba Durval Magosso, 51 anos, recorreu a essa fórmula para agradar a um de seus herdeiros. No entanto, aprimorou a prática com muita criatividade. Primeiro resolveu que a filha Ana Claudia Magosso também merecia ganhar um carrinho. Só que não era um modelo qualquer. Teria o tamanho suficiente para caber a menina, na época com 13 anos. Depois decidiu que ele seria impulsionado por um motor a combustão, com direito a caixa de marchas, painel de instrumentos e rodas de liga leve. Nascia ali o primeiro projeto de veículos em escala 2/3 que tornaria um dos negócios da família.
O brinquedo criado por Durval para a filha, hoje com 17 anos, era uma réplica perfeita do MP Lafer, conversível nacional produzido de 1974 a 1990 e inspirado no inglês MG. Tinha até a carroceria em fibra de vidro como o original.
A escolha não foi por acaso. Além de frequentador assíduo de exposições de carros antigos, onde o clássico esportivo é figura carimbada, o empresário é fã do modelo e atualmente tem cinco unidades na garagem.
Bastaram alguns passeios de Ana Claudia com o pai por parques, praias e eventos de antigomobilismo para despertar a curiosidade e o interesse nas pessoas. "Perguntavam onde eu tinha feito. Quando informava (a origem), diziam se eu não queria fazê-lo em escala industrial", lembra. "Não pensava e ainda não vejo como um negócio. Eu continuo trabalhando nas réplicas levado pela emoção", diz o empresário, que tem o mercado de blindagem automotiva como atividade principal.
Diante de inúmeros pedidos, Durval decidiu abrir em setembro do ano passado a empresa Mini Carros Clássicos. É claro que o MP Lafer seria o carro-chefe, mas alguns hot rods, baseados no Ford 1932, também já saíram do galpão no qual está instalada a linha de montagem, no Bairro Alto.
De lá para cá foram feitas e comercializadas 12 unidades, curiosamente a maioria para outros estados, como Bahia, Ceará e Minas Gerais. "Vendi até para um xará de Salvador (Durval Lelys, vocalista da banda baiana Ásia de Águia)", conta.
Cada peça leva 30 dias para ficar pronta nas reduções do MP Lafer ou do hot rod. Mas pode passar de seis meses caso a encomenda seja de outro modelo e venha repleta de detalhes no acabamento e na pintura. O preço do mini Lafer parte de R$ 18.600, enquanto o do hot sai por R$ 15.600. O pagamento pode ser feito, inclusive, no cartão de crédito e parcelado se o cliente preferir. Um sinal é exigido de entrada para que a produção seja iniciada.
Serviço
Mais informações:
www.minicarrosclassicos.com.br ou facebook.com/minicarrosclassicos. Fone: (41) 8423-9000.
Motor de 125 cc e quatro marchas
O funcionamento do minicarro, desenvolvido por Durval Magosso, é semelhante a de um quadriciclo. Ele usa um motor quatro tempos de 125 cc, da marca chinesa Lifan, acoplado a um câmbio de quatro marchas, incluindo a ré. As rodas em alumínio aro 10" traz sistema de freio a disco. A suspensão é independente, favorecendo a maciez e o conforto ao rodar. "A suspensão não é seca como nos bugues", garante o empresário.
O carrinho é acionado por partida elétrica (via botão no painel); os bancos e as laterais são em couro; o piso é encarpetado e o painel e volante são confeccionados em madeira. Os marcadores analógicos alguns apenas decorativos e a carroceria em fibra de vidro copiam todos os detalhes da modelo em tamanho real. Até a "mira" na ponta do capô remetem ao estilo original do MP Lafer.
O tanque tem capacidade para três litros de gasolina e é possível alcançar uma autonomia de 120 quilômetros o consumo médio é de 40 km/l. O peso total da réplica reduzida é de 200 quilos.



