Sábado, 22/11/2008
Lindsay Lohan passou o final de semana em Paris. Tudo lindo e maravilhoso até ela se deslocar com um casaqueto de pele para um evento. Uma moça, membro do Peta-ONG que se manifesta na Europa e Estados Unidos contra o uso de peles quase sempre aprontando algo em público, jogou um saco de farinha nela. A agressão foi tão inocente que nem a polícia seguiu a moça. Olha o vídeo:
Bacana é a convivência pacífica entre quem usa e quem odeia. Uma farinha não faz mal a ninguém, apenas demonstra a repulsa e sò. Gostei. Beijos....
Da slim ao modelo masculino. Dos claros aos escuros e tradicionais. O jeans imperou em 2008. Assiste o vídeo/post. O som é de Antonio Vivaldi. Concerto in G.
Ana Clara Garmendia
Em 2008 os saltos mais delicados imperaram na moda internacionalBem, o império dos saltos altos e outras coisinhas mais estão abaixo. O som da Shivaree é "Good Night Moon".
Mais moda? Entra aqui.
Eu acabei refazendo o vídeo da coluna de domingo passado. Confesso que é muito ruim você fazer um projeto solo e ter apenas críticas negativas. Tudo bem recebê-las, mas quando tem um cunho de "alegria" por parte de quem critica, principalmente quando são anônimas, soa maldoso. Errar todo mundo erra. Colocamos a cara para bater todos os dias de nossas jornadas profissionais( elas são muitas! Jornais, blogs, frilas, novos projetos...). Muitas vezes terminamos um texto e não temos tempo sequer de revê-los. Certa vez li o Luis Fernando Veríssimo confessar que jamais revisava o que escrevia. Nós, que fazemos o chamado jornalismo moderno como blogueiros, não temos esta mordomia não. Aqui é fazer foto, pesquisar em várias línguas, dominar as técnicas de postagens como controlar tamanho de fotos, registrar créditos e fazer e refazer muitos downloads, uploads e links. Fica muito complicado e, às vezes, humanamente impossível, perceber erros ao longo de intermináveis semanas, meses e até anos de "trampo" pesado, como dizem os paulistanos.
Antes de soltar de novo o vídeo/post quero falar sobre a Marion Cottilard, atriz francesa que faz parte dele e quem eu fotografei na saída do desfile da Dior, cerca de três semanas atrás. Marion interpretou Piaf como ninguém no cinema. É linda de morrer e agora encarna o papel de garota-propaganda da bolsa Lady Dior. A peça foi criada em 1995 quando a princesa Diana passou em viagem oficial por Paris.
Reprodução/ Internet
A princesa Diana com sua bolsa Lady Dior durante viagem oficial à França em 1995.
Reprodução/ Internet
Versão 2008 da bolsa criada em apenas uma noite para que Margareth Chirac pudesse presentear Lady Di em uma de suas passagens por Paris...Preocupada em dar algo tipicamente francês à Diana, a primeira-dama da França, naquela época Margareth Chirac, pediu à Dior que fizesse um presente original para a princesa. Às pressas, a equipe de criação da casa fez a Lady Dior. Nascia outro ícone de moda.
Hoje o modelo da bolsa existe em muitos outros tamanhos, materiais e cores, mas a original é a pequenina que a gente vê na foto de arquivo que eu achei no google.
O vídeo...
Para terminar a música do vídeo de Edith Piaf foi interpretada grandiosamente por Marion Cotillard no cinema. Quem ainda não viu o filme deveria.
Abaixo Marion no papel de Piaf:
Enquanto refaço os vídeos das colunas do jornal um post sobre as novas peças do momento na Europa. Escrevi que o classicismo impera, principalmente num momento em que a crise financeira deixa todos sem saber o que vai acontecer com o mundo. Roupas mirabolantes, cheias de exageros estão, temporariamente, fora de órbita.
Reprodução/ Internet
Panalona larga meio balão e mais curta é a peça da hora...Pressentindo o que iria acontecer, estilistas como Marc Jacobs/Louis Vuitton e Stefano Pilati/Yves Saint Laurent colocaram em suas coleções de inverno 2008/2009 as calças bombacha que a gente usava na década de 80. A volta a momentos célebres da moda é sempre uma boa jogada de marketing que as grifes lançam mão em momentos críticos como o que vivemos nestes setembro e outubro negros para a economia mundial. Eu estou tão consumida pela vontade de usar estas peças que tenho três no mesmo espírito. O bom é que a gente se sente à vontade. Elas não marcam o corpo e dão liberdade para quem usa. A dica das passarelas é salto altíssimo, daqueles que você quase não consiga se manter em cima deles. Final de semana abandone esta idéia de maxi e troque por Havaianas ou All Star. Calças bombacha ou jodpuhrs ou ainda saroel ficam ótimas com camisetas.
Reprodução/ Internet
Kate Moss e uma novidade: o blazer-smoking-quimono. O classicismo impera na moda.
Uma outra peça-chave é o blazer. Diria que é a peça de 2008. Adorei o que a Kate Moss apareceu. É a mistura do blazer com quimono e toques de smoking. Se tiver coragem coloque nada por baixo. Atrizes e estrelas internacionais têm feito assim. Ousadia para combater a seriedade do clássico.
Reprodução/ Internet
Mais além: Karl Lagerfeld assina a capa da nova Larousse. Edição e locução: Ana Clara Garmendia.
O som é do Oasis e os créditos das imagens são das assessorias das grifes e reproduções da internet.
Ana Clara Garmendia
Editora da Vogue Paris, Carine Roitfeld, dita a moda que todo mundo vai querer usar: saia-làpis jeans e blazer justinho...Terminou no domingo a Paris Fashion Week. É a temporada mais comprida de todas ( NY-Londres-Milão) e eu cubro tudo para a coluna Agora é moda do Viver Bem. Falta-me fôlego para postar aqui. Sobra material. Foi uma semana difícil. Um frio inesperado. Chuva idem. O mercado despencando e as grifes mostrando roupas que possam ser vendidas sem problemas. Vou dar a cobertura completa no domingo que vem. Mas adianto e mostro algumas coisas paralelas aqui. É um barato a correria da moda. É um barato este mundo que gira em um ritmo de beleza, mas que, ao mesmo, tempo, é super abalado pela falta de dinheiro no mercado. Teve grife que não fez desfile. Teve grife que fez roupas quase iguais as do inverno. Teve grife que anunciou que talvez pare de fazer desfiles. Realmente cansa tanta correria para minutos rápidos em que a gente quase não vê roupa. Enfim queria dar uns toques sobre esta temporada.
Ana Clara Garmendia
Cerca viva: a top italiana Mariacarla Boscono posa para fotógrafos durante semana de moda de Paris
Os cabelos são puxados. Mais comportados do que em outras estações, eles vêm em penteados que, podem ter uma piradinha, como um frisado ou um chumaço escabelado na franja ou no rabo-de-cavalo.
A unhas são funestas. A Dior distribuiu entre os convidados um kit de esmaltes preto e prata. Se você observar a foto da menina ao telefone vai ver as mãos de bruxa. É uma lua prateada na ponta. Idéias afro-chiques de Galliano. Eu tenho meu kit. Ele veio também com um rímel e um pò iluminador fantástico. Não sei se vou usar, mas vi nos pés de uma garota o esmalte preto e achei legal. Os saltos são altos e finos, imensos mesmo. Vou mostrà-los com o tempo.
A onda é sexy, não vulgar. Você mostra as pernas e um pedaço do seio até, mas não mostra o bum-bum. Tudo é meio largo quando a parte de cima é abusada. Se você aperta para baixo como no look da Carine Roitfeld, faz um clássico na parte de cima. Fazia tempos que a gente não usava tanto blazer justinho. Desde os anos 80. A década é esta. As calças largas voltam, mas não abandonamos nem a legging e nem a skinny e usaremos as sapatilha de dia igual a Mariacarla Boscono fazendo pose para os fotógrafos. Capinhas tipo Chapéuzinho Vermelho, porém pretas são hits. Fáceis e quentinhas são boas armas para abater o frio. A moda deste outubro frio em todas as partes do planeta ( sei que em Curitiba também anda gelada) não é nada complicada. Quanto maior a crise, mais simples fica se vestir. A falta de dinheiro encolhe o glamour, mas não acaba com a criatividade. Pense nisto. Invente. Seja clássica, sexy ou rocker e entre no clima de um período histórico: outubro de 2008. As bolsas despencam no mundo inteiro, mas as da Chanel subiram 15% na quinta-feira passada. Crise perguntei eu a uma vendedora? "Não temos crise. É um reposicionamento de nossos acessórios mercado". Ah tà.
Bisous
Mais moda Paris entra aqui.
Reprodução/ Internet
Vai encarar? Vivienne Westwood Red Label ousou e colocou estômagos de fora na sua coleção verão 2009Verão 2009 cheio de barrigas e estômagos de fora!!! Comprimentos curtos de blusas e até tops, jogados com saias-lápis ou calças masculinas, são a estratégia usada para algumas grifes internacionais fugirem da austeridade que reina agora na moda. A rodada "pelada" começou com Vivienne Weswood Red Label em Londres. A segunda marca da estilista inglesa apresentou uns looks comportados de blazer e saia, mas com o detalhe de um pedaço de abdômen de fora. Até aì tudo bem, pensei eu. Influência brasileira pensei eu também. Madame Westwood andou dando umas pintas por São Paulo e lançou uma Melissa em parceria com a Grendene.
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Miuccia Prada "chocou" com a nova coleção verão 2009Virando as atenções para Milão, onde a Fashion Week começou no sábado, mas pegou fogo mesmo ontem com o desfile da Prada, vejo mais barrigas!!!!Depois de uma coleção comportada com Linda Evangelista vestindo camisa fechada e vestido de renda guipure preto dona Miuccia Prada coloca muita barriga de fora no seu verão 2009. Ousada? Não. Apenas uma jogada para "desorientar" os copiadores. Miuccia fez isto outras vezes. O mercado internacional ( leia mais sobre na minha coluna Agora é Moda de domingo no caderno Viver Bem da Gazeta do Povo) está em crise. Ela espera para ver o lado que vai. Nas lojas garanto que os minúsculos pedaços de pano terão pouco destaque, afinal as mulheres que vestem sua roupa não vão adentrar reuniões de negócios e tampouco festas privadas com seus ventres quase revelados. Espero que não. Pode ser a bancarrota total da elegância. "Loucas por grifes" podem não saber analisar suas reais condições de vestir uma " não blusa"!
Reprodução/ Internet
Até a chique Alberta Ferreti colocou pedaços de "pele abdominal" de fora em sua coleção de verão 2009E por fim, Alberta Ferreti- outra italiana que ganha espaço vestindo atrizes em tapetes vermelhos. No Festival de Veneza imperaram seus vestidos chiques e discretos - fez sua versão "barriga eu mostro"! Bem, eu não vou mostrar. No Brasil o hábito ( não moda!) nunca passou. É cultural mostrar o corpo para firmar poder. Bonito é num corpo escultural entre quatro paredes ou à beira de uma bela praia ou piscina. De resto, para mim, é apenas look de passarela, mal pensado diga-se de passagem.
Beijos
Reprodução/ Internet
Madonna em foto semana passada indo ao aniversário do marido, Guy Ritchie. Cabelos totalmente crespos e o colete de pelos, peça-chave do outono que começa a soprar na Europa...E eu decidi que não vou ao show da Madonna no final de semana aqui em Paris. Não que eu não adore a Ciccone. Não que eu não curta seu som. Não que eu não possa me arrepender, mas resolvi me dar ao "luxo" de não ir.
Bom quando você pode escolher. Não me deslumbro mais com grandes shows. Tenho pânico da multidão e do que eu vou querer ver e não vou conseguir. Então curto os clipes e as fotos de meus artistas preferidos. Como a da Madonna chegando ao aniversário do marido com o colete de pelos, uma das peças que começo a ver por tudo nas ruas de Paris. Um friozinho suave bate por aqui. Não chega a gelar, mas um coletinho como o da Madonna vai bem. Você pode optar por vários modelos de coletes. Eles são moda em todos os tecidos e formas. Tenho de renda, de malha forradinho com um tecido florido e vou comprar um de alfaiataria. Gosto da idéia de homenagear Yves Saint Laurent com um preto para usar com camisa branca e uma calça de cintura alta, meio larga e mais curta. Nos pés vou colocar um saltão, coisa que de jeito algum poderia fazer para ir ao show de Madonna. Talvez seja este um dos motivo que não ir. Para mim um show é um evento de gala, mas não posso me movimentar como tal com a roupa e o salto que gostaria de usar numa ocasião como esta. Então não vou! Achei uma boa desculpa. Enquanto isso curto o clip oficial de Get Stupid. Caiu na minha rede agora.
Beijos
Ah
O verão brasileiro pede coletes também.
Fique na renda e na alfaiataria. Guarde a opção peluda para 2009. Você vai precisar.
Beijos de novo.
Beijar nunca é demais.
Ana Clara Garmendia
Vista de um dos chateaux ou castelos ( em português!) por onde passei durante a viagem ao Vale de la Loire e onde jantei de All Star...Semana passada fiz uma viagem pela região do Vale de la Loire, aqui na França. O lugar é patrimônio mundial da humanidade e tem como marca registrada castelos de mais de 500 anos e muitos vinhedos. O bacana do passeio é conhecer estas antigas construções, muitas delas hoje transformadas em hotéis, se hospedando là. O ambiente do passado conservado nos remete a um mundo de opulência "quase" em desuso hoje.
A decadente sociedade não tem interesse em arte. Pelo menos, a maioria. Fico impressionada como os sites de fofoca e "bundinhas" da Britney bombam de acessos, enquanto os que falam de coisas mais interessantes, amargam índices baixos de audiência. Bem, mas não foi para falar sobre este assunto que posto hoje e sim sobre o gancho que me faz soltar a matéria que a Marcella fez sobre os cem anos do All Star.
Durante a viagem, passei uma das noites em um dos maravilhosos castelos do século 16. Com a correria da chegada fomos direto para o jantar, com data limite de entrada para 21 horas. Nem tive tempo de trocar de roupa. A noite foi esplêndida, entrada de foie gras, tartare de pêras com vinho e algumas outras iguarias oferecidas pelo chef. Prato principal um frango maravilhoso e sobremesa um foudant de chocolate, uma espécie de mousse quente, feito no forno e servido na hora. Tudo isto com o toque de um bom vinho da região do Loire e uma musiquinha ambiente bem no fundo. O lugar faz parte de uma rota do silêncio. Todo mundo fala baixinho. Perfeito momento de reflexão e entrega aos prazeres da mesa que a França tanto sabe oferecer.
No outro dia, encontrei em cima da mesa, perto da cama, um papel onde eles pediam um traje especial para compartilhar aquele momento com os demais visitantes ou hóspedes do hotel. Sabe que roupa eu fui e em nenhum momento me senti mal-vestida e tampouco recebi olhares de reprovação? Uma camiseta cheia de desenhos na frente, uma calça preta, um colete marrom, uma porção de colares no pescoço e meu amado par de All Star brancos. Tenho certeza que poderia ter me "montado" mais, mas naquele momento de silêncio e prazer meu tênis branco não me fez, em momento algum, não ser merecedora da cadeira reservada para mim. Quando voltei para casa encontrei o e-mail da Marcella com o texto e resolvi contar o valor que este acessório tem.
Curte a história dos cem anos do All Star que a Ma conta:
Reprodução/ Internet
Campanha publicitária da Convense All Star que mostra celebridades que fizeram parte da história da marca, como James Dean, M.I.A, Ian Curtis (do Joy Division), Jane Birkin, Nina Hagen, Sid Vicious e Billie Joe Armstrong (Green Day)
Por Marcella Cerci Ruschel
Gisele Bündchen, Ron Woods, Princesa Diana, Lobão, Kurt Cobain e James Dean têm em comum? Todos eles fazem parte de uma centena de milhares de pessoas que usam um dos calçados mais confortáveis e conhecidos mundialmente, o Converse All Star. Em 1008, Marquis M. Converse inaugurava uma empresa que produzia um tênis feito de lona com solado de borracha em Malden, Massachusetts. Foi somente em 1918 que um estudante de basquete da liga estudantil norte americana, Chuck Taylor, juntou-se a Marquis e modificou o solado do tênis, deixando-o mais forte e aumentou o tamanho do tênis, para uma maior proteção no calcanhar e tornozelo dos jogadores. Pouco tempo depois o tênis viraria uma febre, tornando-se o único tênis usado pelos jogadores de basquete.
Reprodução/ Internet
Gisele Bündchen em estilo clássico: calça jeans e casaquinhoOs jogos da liga profissional nessa época eram vistos por mais de cem milhões de pessoas, o que fez do Converse All Star um sucesso. No ano de seu centenário, a empresa calcula já ter produzido cerca de um bilhão de pares do calçado, hoje vendido em mais de 140 países.
Versatilidade:
O All Star foi calçado esportivo, parte do uniforme do Exército Americano na II Guerra Mundial e sinônimo de rebeldia entre os roqueiros. Hoje é democrático e combina com qualquer pessoa, qualquer guarda roupa.
Reprodução/ Internet
Kurt Cobain do Nirvana não tirava os seus All Stars. Estilo grunge ainda permanece em alta. Atualmente a empresa pertence à Nike, mas isso não fez com que o estilo do tênis mudasse muito ao longo desse século, parece que a mudança foi no preço. Peças mais fashions como as de couro de cobra, perolados, cetins e estampas criativas são encontradas por cerca de R$200,00. Os modelos mais básicos, como o tradicional Chuck Taylor, podem ser adiquirido de R$70,00 a R$100,00.
Bem, o meu é o mais simples possível. Outra história dele???? Final de semana passado usei com uma calça saroel, uma blusa preta e um blazer de renda branco. Como bolsa uma Balenciaga preta, aquela com os fios penduradinhos, febre ano retrasado e agora feita em outras versões maiores e mais coloridas. Vestida assim fui às compras com amigos na Hugo Boss ( eles, não eu!!!). Là dentro daquela chiquérrima loja o elogio do vendedor: " madame, eu adoro a maneira como a senhora está vestida hoje. A mistura do saroel com o blazer justinho e o All Star são perfeitas". Ganhei o dia e meu tênis mais um bom tempo de uso no meu guarda-roupa.
Beijos
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