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Terça-feira, 09/02/2010

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A Noite Toda

Quem faz o blog
Enviado por Luigi Poniwass (anoitetoda@gazetadopovo.com.br), 04/02/2010 às 14:52

Estimados notívagos, hoje estou um pouco nostálgico. De repente lembrei das baladas das antigas, das casas nas quais me esbaldei em boas noites do passado e que já não existem mais, e decidi dividir com vocês essas reminiscências boêmias.

Por exemplo, em meados dos anos 90, foi no saudoso Dolores Nervosa – que funcionava ali na Vicente Machado, em cima de um bareco tosco – que eu dei o primeiro beijo na primeira garota por quem eu fui realmente apaixonado (e que eu namoraria por três meses depois). Foi também o primeiro bar da Ieda Godoy, atual proprietária do Wonka, e depois mudou de nome para Dromedário.

Antes disso, no começo da década, lembro de ter gostado do Bronx (na esquina da Rua Almirante Barroso com a Avenida Jaime Reis, se não me falha a memória). Ali na região do Largo também existiam o Ópera Prima e o Amnésia, mas essas eram casas de “playboys” e eu, que era duro, cabeludo (insira sua piada aqui) e roqueiro, não chegava nem perto. Preferia ficar tomando cerveja nos eternos Tuba’s e Firefox – que resistem até hoje –, ou vinho barato no Cavalo Babão. Também gostava muito do Aeroanta (quantos shows inesquecíveis!), do Porko Jones e depois do Syndicate (ambos na Cândido de Abreu, em frente ao Mueller) e da dupla Joe/Viking, dois botecos, um em cima do outro, cujo movimento era tamanho que fechava a rua Comendador Araújo. Sem falar nas tardes etílicas na praça de alimentação e na sinuca do Omar, o shopping da galera do rock.

Mas foi no Hangar Bar (quando ele se mudou do Jardim Social para o número 1.111 da Muricy) e no El Potato Medieval (lá na Avenida Paraná, no mesmo terreno do Studio 1250) que eu vivi os melhores momentos da minha juventude. Era vocalista da banda Led Zeppelin Cover – que ajudei a criar em 1995, com o nome de Kashmir –, e nos dois anos seguintes me apresentei muitas vezes no palco das duas principais casas de rock da cidade.


Hedeson Silva

Hedeson Silva / Eu em meados da década de 90 no palco do Hangar, num show da minha banda, o Led Zeppelin Cover (Kashmir). Sim, eu era jovem, magro e cabeludo...Eu em meados da década de 90 no palco do Hangar, num show da minha banda, o Led Zeppelin Cover (Kashmir). Sim, eu era jovem, magro e cabeludo...

Tive o orgulho e o privilégio de tocar ao lado de grandes músicos da cidade, como o pessoal da Gypsy Dream (o vocalista Rodrigo, o guitarrista base Marcelo e o baixista Marcão formaram o The Elder, enquanto o guitarrista solo Édson está há mais de dez anos na Nega Fulô), Via Appia (da qual o vocalista, Paulo, e o baterista, Sílvio, também integram a Nega Fulô), Gethsêmane (atual Sid Vinicius) e todos os outros “covers”, que eram uma febre na época: Ramones (tinha uns três), The Doors (dois, com a Mister Mojo), Bookmakers, o primeiro do Led Zeppelin, Deep Purple (do meu velho amigo e impressionante vocalista Wigando), Black Sabbath (outros dois, pelo menos), Metallica, Pantera, Sepultura, Danzig (!), Pearl Jam, Nirvana e o melhor de todos na minha opinião, o AC/DC do Marcelus, que se transformou no Motorocker de hoje.


Lyrian Oliveira

Lyrian Oliveira / A Gypsy Dream, que começou tocando no Novak, foi residente do Hangar e se desmembrou em The Elder e Nega Fulô.A Gypsy Dream, que começou tocando no Novak, foi residente do Hangar e se desmembrou em The Elder e Nega Fulô.

No circuito Hangar-Potato conheci grandes figuras, como outro excelente vocalista, o Rod e sua indefectível bandana (por onde ele anda?), o Fábio Negão (poseur convicto, de usar pulseiras, camisas e calças skinny), o Julian Barg (músico genial, que também era poseur naquele tempo, à frente da banda Ícarus), o Napoleão da Mister Mojo, o Miguel (baterista da Lakeside, que depois tocou comigo) e a galera toda do bar – o técnico de som Papa (outro que está na Nega Fulô), o Roy do Capeta, o Beto (que ajudava o Roy e cantava Iron Maiden), Dario, Negão, Roadie, Careca e muitos outros. Também vivi intensas aventuras amorosas com as meninas da tribo “metaleira”, e me diverti muito brincando de “rockstar”: fui o primeiro músico do Hangar a cantar de cima dos PAs, por exemplo, numa performance que levava a galera ao delírio (não sei se pela ousadia ou pela torcida para que eu enroscasse os cabelos no ventilador, que girava a centímetros da minha cabeça).

Só sei que era uma farra, principalmente no Hangar – tanto que a balada invariavelmente só acabava de manhã, com o dia claro, e mesmo assim porque os seguranças enxotavam a galera para a rua. Também não havia nenhuma separação entre “músicos” e “público” – o pessoal das bandas assistia aos shows uns dos outros, ficava no meio da galera antes e depois das apresentações, e volta e meia subia alguém da plateia para tocar ou cantar algum clássico do rock com quem estava se apresentando. Chegava a ser engraçado: num instante eu estava bancando o Robert Plant no palco, dali a pouco já estava chacoalhando a cabeleira no meio do público no show de outra banda – ou enfurnado num canto com alguma menina –, no fim da noite era gentilmente expulso da casa, às vezes ficava cantando mais um pouco com a molecada no meio-fio da Muricy, e depois ia cambaleando até a Praça Ruy Barbosa, pegar o busão que me levaria para casa. Cozido, exausto, duro (levava altos calotes no Hangar), mas quase sempre feliz da vida...

E vocês, quais são os bares e casas noturnas que marcaram as suas vidas? O que eles tinham de tão especial?

Enviado por Luigi Poniwass (anoitetoda@gazetadopovo.com.br), 29/01/2010 às 15:07

Minhas cordiais saudações, bravos boêmios desta chácara iluminada (copyright by João, de Milão). OK, estamos furiosos com a escassez de grandes shows, com a hegemonia do sertanejo “universitário”, com as marias-camarote. Mas hoje, só pra variar, vou parar de mimimi e chamar a atenção de vocês para dois acontecimentos culturais que rolam nos próximos dias e que me enchem de orgulho de ser curitibano.

O primeiro deles, aliás, não acontece só agora, mas nos seis domingos que antecedem a folia (ou seja, ainda restam dois): o cortejo pré-carnavalesco do bloco Garibaldis e Sacis. Pré-carnaval em Curitiba? Deve ser tão animado quanto um funeral em Copenhague, debochará o leitor incrédulo. Pois fiquem sabendo que o grito de carnaval dos Garibaldis não só bomba, como é bem divertido.


Luigi Poniwass

Luigi Poniwass / A muvuca do Garibaldis e Sacis na praça do Relógio das Flores.A muvuca do Garibaldis e Sacis na praça do Relógio das Flores.

Eu estive lá dois domingos atrás, e a galera entra no clima mesmo. Muita gente vai fantasiada, dança e canta junto os sambas, marchinhas, cirandas e até funks entoados de cima do mini-trio elétrico (uma Kombi com sistema de som), tanto músicas consagradas como composições do próprio bloco, que tem o grupo Mundaréu na retaguarda. E os foliões que acompanham a Kombi elétrica são bem ecléticos: indies, fashionistas, neohippies, rastafáris, gente “normal”, famílias, crianças, tiozinhos... todos na maior empolgação, por incrível que pareça. Um dos momentos mais bonitos da festa é a ciranda em volta do Bebedouro, no largo onde fica a Casa Vermelha.


Silvana Camboim

Silvana Camboim / Foliões mascarados, uma das atrações do bloco.Foliões mascarados, uma das atrações do bloco.

Portanto, se você gosta de carnaval e vai estar em Curitiba nos próximos domingos, 31 de janeiro e 7 de fevereiro, anote na sua agenda: o Garibaldis e Sacis se concentra a partir das 16 horas, na praça do Relógio das Flores, em frente à Sociedade Garibaldi. Fica um tempo lá, e depois desce pelo Largo até o Bar Brasileirinho, na altura do Conservatório de MPB de Curitiba. Embora a festa seja mais breve, você vai se sentir nas ladeiras de Olinda. E garanto que não vai se arrepender... se quiser saber mais detalhes sobre o bloco, acesse o perfil dele no Orkut.

O outro evento digno de orgulho dos próximos dias é a segunda edição deste ano do Baile Carioca no Era Só O Que Faltava (Av. República Argentina, 1.334), na próxima segunda-feira, a partir das 20 horas. As atrações são imperdíveis: a banda Stereo Maracanã, que já esteve por lá no ano passado e faz um dos sons mais originais que eu ouvi ultimamente, e o MC Marechal. Mais detalhes pelo telefone (41) 3342-0826 ou neste site.

Como aperitivo pro show de segunda, deem uma olhada na música "Braço", ao vivo na MTV:



Curtiu? Portanto, ao invés de ficar se lamuriando, que tal cair na folia e mostrar que nem todo curitibano é soturno? Bom fim de semana!

Enviado por Luigi Poniwass (anoitetoda@gazetadopovo.com.br), 26/01/2010 às 15:40

Saudações, distintos notívagos! Estou de volta, P da cara por ver tanto show bom passando por cima da nossa cidade, outrora tão receptiva às grandes turnês internacionais. Depois de perdermos a turnê Black Ice, do AC/DC, nesta semana teremos que engolir o Metallica tocando em Porto Alegre (28/01) e São Paulo (30 e 31/01), e o Cranberries no Rio de Janeiro (28/01), São Paulo (29/01), Belo Horizonte (31/01) e Porto Alegre (03/02).


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Divulgação / Pôster autografado do Metallica: para ver os caras de perto em Curitiba, só assim.Pôster autografado do Metallica: para ver os caras de perto em Curitiba, só assim.

Pior é a Beyoncé, que vai se apresentar em Florianópolis (!) no dia 4, São Paulo dia 6, Rio de Janeiro na noite seguinte e no dia 8 e Salvador (!!) no dia 10. O Coldplay vai passar só pelo Rio de Janeiro (28/02) e São Paulo (02/03). E o meu idolatrado Guns N’ Roses, então? Vai tocar em Brasília (!!!) dia 7 de março, Belo Horizonte (!!!!) dia 10, São Paulo dia 13, Rio de Janeiro dia 14 e em Porto Alegre no dia 16. Quer dizer, Axl Rose e seus novos amigos só vão passar pelo espaço aéreo do Paraná, se tanto.


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Divulgação / Curitiba? FUCK OFF!Curitiba? FUCK OFF!

Outra banda que eu admiro – e de quem eu inclusive canto uma música na DeLorean –, a norueguesa A-ha, levará sua turnê de despedida para São Paulo (10/03), Rio (13/03) e Belo Horizonte (14/03). Quer mais? Que tal o Franz Ferdinand, que estará em Porto Alegre (18/03), Rio de Janeiro (19/03), Brasília (21/03) e São Paulo (23/03)? Ou o ZZ Top, que, a exemplo do AC/DC, só vai se apresentar na capital paulista (dias 20 e 21 de maio).


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Divulgação / Beyoncé, que vai mostrar suas curvas em Floripa, mas não vem para cá...Beyoncé, que vai mostrar suas curvas em Floripa, mas não vem para cá...

Passado um ano e meio desde a interdição da Pedreira Paulo Leminski para shows, Curitiba, que já foi a terceira maior praça do Brasil – atrás apenas do eixo Rio-São Paulo –, tem que se conformar com Iced Earth (07/02), NOFX (07/03) e Social Distortion (18/04), quase exclusivamente no Curitiba Master Hall – bendito seja, caso contrário ninguém viria para cá. Ou com uma situação ainda mais bizarra: um show do Titãs com os Paralamas, chamado 25 anos de ROCK, que a galera vai ver sentadinha no Guaíra (!!!!!!), no dia 12 de março. Para quem estava naquela noite inesquecível do show Curitiba 300, em 1993, com Titãs, Paralamas e Barão Vermelho juntos na Pedreira, será melancólico.

Por tudo isso, não custa lembrar: a audiência pública que vai decidir o futuro da Pedreira foi marcada para o dia 24 de fevereiro, às 14h30, na 4ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba. O juiz Douglas Marcel Peres anexou o abaixo-assinado virtual, contendo mais de 11,6 mil assinaturas, ao processo. Se depois disso a Pedreira continuar interditada, os curitibanos merecem ficar indo em show de duplinha sertaneja o resto da vida...

Enviado por Luigi Poniwass (anoitetoda@gazetadopovo.com.br), 19/01/2010 às 16:16

Salve, meus boêmios de estimação! Deu o que falar essa história do sertanejo, hein? Podem continuar metendo a boca no trombone – periodicamente eu autorizo os comentários do post anterior –, mas agora eu quero discutir com vocês uma outra característica da noite contemporânea em Curitiba (ou será no Paraná, no Brasil?): o fenômeno das “marias-camarote”, ou “marias-pulseira”.


 / Área VIP, o sonho de consumo das marias-camarote.Área VIP, o sonho de consumo das marias-camarote.

Na minha época de estudante durango e usuário do transporte coletivo, vicejavam as “marias-gasolina” – aquelas meninas que se sentiam irresistivelmente atraídas por homens motorizados. Talvez tenha sido o crescimento do país e a popularização cada vez maior do automóvel e das motos, mas o fato é que hoje a chave do meu Corsa já não é tão sedutora quanto as dos Monzas e Santanas da minha adolescência.

Na faculdade, depois de deixar o cabelo crescer (sim, eu tinha cabelo) e entrar na minha primeira banda, conheci os dois tipos correspondentes – as “marias-cabelo” e as “marias-banda”, que se subidividiam em “maria-microfone”, “maria-baixo”, “maria-guitarra” ou “maria-baqueta”. As primeiras (encontradas facilmente no Cavalo Babão e nos bares do Largo, como o Hangar) eram hipnotizadas pelas longas cabeleiras dos meninos, enquanto as segundas são as eternas “groupies” – mulheres que orbitam em torno dos músicos desde tempos imemoriais.

Depois também ouvi falar de outras variedades, como as "marias-chuteira", “marias-prancha”, “marias-farda”, “marias-brevê”, “marias-capacete” (dos pilotos de corrida, como a Adriane Galisteu no começo da carreira), “marias-personal”, “marias-lentes” (de fotógrafos) e “marias-bisturi”, por exemplo.

Eis que nos últimos anos, nas minhas andanças noturnas, pude observar outro tipo de maria: as “marias-camarote”. São mulheres bonitas, bem vestidas, que ficam rondando os cercadinhos VIPs à espera de um convite para entrar, ou de uma mágica pulseirinha. Quando conseguem (e quase sempre conseguem, afinal os donos dos camarotes adoram se cercar de lindas mulheres), elas ficam como abelhas no mel em volta dos baldinhos de whisky com energético, vodca com citrus, champanhe e outras iguarias solicitadas pelos anfitriões. Se acham espertas, bebem a noite inteira sem pagar nada, mas só depois vão se dar conta de que muitas vezes essas noitadas saem caro demais...

E vocês, que tipos de marias (ou josés) já encontraram por aí?

Siga-me se for capaz...

Enviado por Luigi Poniwass (anoitetoda@gazetadopovo.com.br), 13/01/2010 às 18:08

Ilustres notívagos, agora que a vida vai retornando aos poucos à noite de Curitiba, permitam-me dar a mão à palmatória: de nada adiantaram os mais de 20 anos dedicados ao rock’n’roll. Curitiba não é capital do rock coisa nenhuma. Nem da música eletrônica, apesar da força da cena por aqui. Curitibano – e o paranaense em geral – gosta mesmo é de sertanejo. Aliás, a preferência musical é um dos poucos pontos de afinidade entre os habitantes da capital e do interior do estado, segundo a reportagem de capa da Gazeta do último domingo, assinada por Pollianna Milan e pelo correspondente em Cascavel, Luiz Carlos da Cruz.

Segundo o levantamento, feito pelo instituto Paraná Pesquisas com 1.830 pessoas maiores de 16 anos em 65 municípios paranaenses, a música sertaneja é o estilo preferido para 37% dos curitibanos e 51% de quem vive no interior. O rock aparece em quarto lugar em ambos os casos, com 7% e 4% da preferência, respectivamente – atrás do evangélico/gospel e do samba/pagode.

Os números comprovaram o que todos já sabíamos. As casas dedicadas ao country/sertanejo no estado vão de vento em popa, multiplicam-se e estendem seus tentáculos até o litoral (!?), ambiente que, teoricamente, nada teria a ver com o estilo. Em Curitiba, diversos bares vinculados ao pop-rock ou à eletrônica se renderam à massa chapeluda e reservaram uma ou mais noites da semana ao sertanejo.


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Divulgação / Entrada da Woods em Balneário Camboriú: sertanejo bombando na praia.Entrada da Woods em Balneário Camboriú: sertanejo bombando na praia.

Outro sintoma da hegemonia do country/sertanejo por aqui é a programação de verão no litoral: se no passado recente os grandes shows da temporada eram de axé (como Ivete Sangalo, carro-chefe do verão de 2006) ou de pop-rock (O Rappa em 2005 e 2007, Charlie Brown Jr. em 2005), dessa vez praticamente TODOS os grandes shows que estão rolando nas nossas praias são de duplas sertanejas, como Fernando & Sorocaba, que se apresentam na próxima sexta na Prime Arena do Café Curaçao Guaratuba.


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Divulgação / Se você Se você "paga pau" para Fernando & Sorocaba, na sexta eles vão estar no Café Curaçao Guaratuba.

Mas por que tanta gente “paga pau” para essas duplas de cantores limpinhos, perfumados e com cara de bom moço? Qual é o segredo do absurdo poder de sedução dos sertanejos? Eu tenho algumas teorias. Primeira: a música sertaneja é cantada em português, com letras simples, refrões pegajosos e é feita para dançar a dois – o que atinge em cheio o coração das mulheres, que normalmente adoram dançar e cantar junto. A temática das letras também costuma hipnotizar as garotas: declarações de amor, desilusões amorosas, o jogo da sedução, enfim, o bom e velho romantismo. Arrebatadas as mulheres, elas se encarregam de fisgar os marmanjos – afinal, para eles, festa boa é festa com muita mulher. E está feito o “estrago”.

Outro detalhe a ser levado em consideração é o grande número de jovens do interior que vêm estudar na capital - talvez mais da metade da população jovem que viva hoje em Curitiba seja de fora da cidade, principalmente do interior do Paraná. Essa fatia da população em tese estaria mais familiarizada com o universo sertanejo, o que explicaria em parte o sucesso dos empreendimentos do gênero.

Um terceiro aspecto é o verniz de sofisticação que o sertanejo adquiriu nos últimos anos. Conheço gente (ex-roqueiros, clubbers e afins) que achava a música “country” o suprassumo do brega, mas que agora não vê problema nenhum em saracotear na Wood’s e acompanhar as duplas a plenos pulmões. O que mudou em relação à onda sertaneja do fim dos anos 90, início dos 2000, quando a cidade era dominada pelos “grupos country” (Os Galo Véio, Os Coyote, Os Bartira, As Countrycinhas, lembram?)?

Acredito que foi a apropriação do gênero pela elite. Ao invés das baladas toscas e dos clubes de cowboys e cowgirls que se vestiam e dançavam igualzinho (ou seja, um gueto), as casas sertanejas de hoje são mais requintadas e praticamente ninguém mais usa bota, espora e chapéu – a não ser que seja uma tendência consagrada nas passarelas internacionais, como as botas cowboy e de montaria que fizeram sucesso no inverno passado.

Com isso, hoje as baladas com a maior concentração de mulheres bonitas – e bem produzidas – por metro quadrado são as sertanejas. E, ao contrário da época do “movimento country” de Curitiba, ninguém mais tem vergonha de ser associado ao estilo. Menos eu, um dinossauro fiel a uma manifestação cultural arcaica chamada rock’n’roll. E vocês, como explicam o sucesso do novo sertanejo? Será que ele veio para ficar, ou será nuvem passageira?

Enviado por Luigi Poniwass (anoitetoda@gazetadopovo.com.br), 05/01/2010 às 16:49

Bronzeados notívagos, depois de alguns dias de sol, mar, rock’n’roll, comida, sinuca e cerveja – e de oito longas horas para voltar de Canto Grande –, cá estou para propor a primeira grande questão filosófica deste recém-nascido 2010: a vida noturna curitibana precisa mesmo definhar e quase se extinguir durante a temporada de verão? A cidade fica tão vazia que não vale a pena nem abrir as portas, ou são os empresários da noite que aproveitam o movimento menor para tirar e conceder férias? Ou para abrir filiais praianas dos seus empreendimentos, como a bem-sucedida Wood’s de Balneário Camboriú?


 / Alusão à trepidante vida noturna de Curitiba no começo do ano.Alusão à trepidante vida noturna de Curitiba no começo do ano.

Tudo bem que uma boa parte da galera que só estuda vaza nessa época, mas eles são tão predominantes assim na boemia de Curitiba, a ponto de deixá-la subnutrida nas férias? E quem (como eu) precisa trabalhar aqui, como faz? Vai aonde? A lebre foi levantada pelo dono do Era Só O Que Faltava, Odilon Merlin, que também está com o seu bar em recesso. Ele comentou que alguns curitibanos que estão recebendo turistas reclamam que não têm onde levá-los. Com razão, né? Afinal, somos uma capital ou não? Convoco portanto os empreendedores da noite que porventura tenham lido essas linhas para nos ajudar a compreender essa prática. Porque aparentemente os poucos bares de Curitiba que permanecem abertos nesse período – como o Crossroads, Empório São Francisco, Sheridan’s e outros – não têm do que reclamar. E vocês, não sentem falta da noite curitibana?

Enviado por Luigi Poniwass (anoitetoda@gazetadopovo.com.br), 29/12/2009 às 17:08

Ilustres boêmios, aqui vão mais algumas sugestões para as baladinhas de fim de ano em Curitiba e nas praias do Paraná e de Santa Catarina.


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Divulgação / A banda Inimigos da HP, que se apresenta logo mais no Café Curaçao Guaratuba.A banda Inimigos da HP, que se apresenta logo mais no Café Curaçao Guaratuba.

Por exemplo: logo mais, a partir das 22 horas, tem Pré-Réveillon com a banda Inimigos da HP na Prime Arena do Café Curaçao Guaratuba (Av. Brejatuba, 500). O grupo paulista de pagode universitário vai levar o show de lançamento do DVD Zoodstock na Estrada, gravado em agosto do ano passado na Pedreira Paulo Leminski – foi o último show feito lá depois da sua interdição, inclusive. No repertório, músicas consagradas como “Toca um Samba Aí”, “Isso é Amor”, “Bye Bye”, “Quer Dizer”, “Bons Momentos”, “Vem Buscar o Que é Teu” e muitas outras. Completam a noite a banda Tiaveya (pop-rock) e a dupla sertaneja Ander e Fael, na pista Live, a banda Joe Crow (pop-rock) no restaurante Curaçao Acústico e o live Hands Up na pista eletrônica. Mais detalhes pelo telefone (41) 3442-6851 ou neste site.


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Divulgação / O Exaltasamba, que volta com show inédito.O Exaltasamba, que volta com show inédito.

O pagode continua dando as cartas amanhã, a partir das 22 horas, no mesmo Curaçao Guaratuba, com outro grupo paulista, o Exaltasamba. Os rapazes de São Bernardo do Campo apresentam na Prime Arena o show inédito do seu trabalho mais recente, o CD e DVD Ao Vivo na Ilha da Magia, lançado este ano. Na pista Live, shows com as bandas Mississipi (sertanejo, de Goiânia) e Morning Sun (pop-rock); no restaurante Curaçao Acústico, Lenny Vox (pop internacional), enquanto Mateus B. e convidados comandam a pista eletrônica. Informações: (41) 3442-6851.

Ainda no Café Curaçao Guaratuba, na quinta-feira rola uma das maiores baladas de ano-novo do litoral paranaense, o Réveillon Curaçao 2010, com bebidas e comida à vontade, ilhas gastronômicas, show de fogos à 1 hora e decoração temática. A animação fica por conta das bandas DeLorean (new wave e rock anos 80 e 90, para quem não sabe) e Kaduka (micareta sertaneja), e da dupla Tony e Brian, além dos DJs na pista eletrônica. Informações: (41) 3442-6851.


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Divulgação / A dupla revelação Maria Cecília & Rodolfo, que está de malas prontas para os EUA.A dupla revelação Maria Cecília & Rodolfo, que está de malas prontas para os EUA.

Já na sexta, dia 1º, a noite será sertaneja no Café Curaçao Guaratuba, com a dupla revelação Maria Cecília & Rodolfo, que leva o show do CD e DVD Ao Vivo em Goiânia, antes de fazer as malas para uma turnê norte-americana, agendada para março. No repertório, sucessos como “Nós Dois”, “A Fila Andou”, “Basta Você me Olhar”, “Você me Paga” e “Você de Volta”, entre outros. Na pista Live se apresentam a banda CW7 (pop-rock) e a dupla sertaneja Sandro & Alex, enquanto o DJ Sandro Horta comanda a pista eletrônica e rola o especial Acústico Mundo Livre no restaurante Curaçao Acústico. Mais detalhes pelo telefone (41) 3442-6851.

Ainda em Guaratuba, também vai rolar uma megafesta de Réveillon no complexo Porto Beach Fun, com opções para todos os gostos: ceia no Porto Deck, com buffet de carnes, peixes, saladas e frutas, com MPB ao vivo, a R$ 150 por pessoa, com bonificação de uma garrafa de espumante por casal; a festa Dance Paradise no Porto Iguana (ingresso a R$ 20 ou R$ 250 para mesas de quatro ou cinco lugares); ou virada sertaneja no Porto Santo Canto, com a dupla Melk & Marquinhos (entrada a R$ 20 e mesas para seis a doze pessoas variando entre R$ 200 e R$ 400). Informações e reservas pelo telefone (41) 3472-3238.

Na mesma Guaratuba, no sábado, dia 2, vai ter balada sertaneja com os sul-matogrossenses João Bosco & Vinícius e a revelação Luan Santana, conterrâneo da dupla, na Arena de Verão montada no terreno do antigo Bali Hai. João Bosco & Vinícius apresentam o show do CD e DVD Acústico pelo Brasil, com hits como “Parece Castigo”. Já o repertório de Luan Santana inclui canções como “Tô de Cara”, “Meteoro”, “A Louca” e as autorais “Sempre com Você” e “Chocolate”. Os ingressos (meia entrada) custam R$ 33 para a pista, R$ 63 para o camarote e R$ 133 para a área VIP com open bar. Outras informações pelo telefone (41) 3042-6262.

Para quem vai perambular pela cidade-fantasma de Curitiba no réveillon, uma boa pedida é o New Year’s Rock Day do Crossroads (Av. Iguaçu, 2.310), a partir da 00h30. No palco, a competente banda The Elder celebra a chegada de 2010 com muito rock’n’roll. Informações e reservas: (41) 3243-3711.

Outra opção para os roqueiros errantes de Curitiba é o Empório São Francisco (Rua Carlos Cavalcanti, 1.138), com a banda CrackerJack interpretando clássicos do rock’n’roll como Rolling Stones, Beatles, Eric Clapton, The Doors e outros monstros sagrados. Ingressos masculinos a R$ 12, e feminino a R$ 8.

Aos baladeiros que vão passar a virada na região de São Chico (SC), na quinta tem festa de Réveillon no Banana Joe da praia de Ubatuba, com Bino (live stage), Combinação Perfeita (pagode), Alex Silva (garden), Beat4Life e Marcelo Andrade. Mais detalhes pelo telefone (47) 8852-2252 ou neste site.

Na mesma noite, em Itajaí (SC), o Kiwi Bar (Canto do Morcego) apresenta o Réveillon 2010 com open bar, comida à vontade e os DJs Juliano, Gian Del Sant, Renatinho Ribas e Guided by Fun. Informações e reservas pelo telefone (47) 3249-1727 ou no site.

Para quem vai pular as sete ondas em Balneário Camboriú (SC), a Green Valley preparou uma mega balada de ano-novo no Praia do Estaleiro Residence (Rodovia Lap. Rodesino Pavan, 3.987), de frente para o mar, com tenda, backstage, piscina e duas pistas. Na principal, se revezam Double Click, André Pulse (GO), Rodrigo Vieira (EUA), os curitibanos do Hands Up x Magic Sax Live, o projeto Crossover (Amon Lima + Julio Torres/SP), enquanto a Big Lounge apresenta Rag (SC), Gustavo Porto (SC), Marcel e Fabrício Coelho (SC), Bernardo Schwanka (PR) e Fábio Dutra (SC). Informações: (47) 3360-8097 ou no site www.greenvalley.art.br.

A seguir, algumas opções para quem vai saudar 2010 em Floripa:

No Life Club (Rod. SC-401, 14.037) a balada terá open bar e comida à vontade e será comandada pelos DJs Gustavo Bravetti, Ferris, Miss Cady, Alex G., Beto Dias, Binho C.A. e Marcelo D’Sá. Informações e reservas pelo telefone (48) 9985-9898 ou neste site.

Na praia de Jurerê, vai ter Réveillon Boutique com open bar, bebidas premium, alta gastronomia e os top DJs norte-americanos Miguel Migs e Dennis Ferrer, mais os brazucas Mário Fischetti, Paulinho Boghosian, Alê Reis, China, Renne Mussi, Edu Schwartz, Magui e The Beckers. Informações e reservas pelo telefone (48) 3222-4009 ou no site.

No El Divino – Allure Beach, quem comanda a festa de ano-novo são os DJs Rodrigo Patrício, Ely Yabu e Chris Montana (Alemanha). Mais uma festa com open bar e comida à vontade. Mais detalhes pelo telefone (48) 3225-1266 ou no site.

O restaurante Taikô da praia de Jurerê Internacional promove na quinta-feira o Réveillon 2010 Veuve Clicquot, com open bar, ilhas gastronômicas e os DJs Fernando Picon, Wladimir, Edgar Fontes e Jean. Outras informações pelo telefone (48) 9971-6277 ou no site.

Na Pacha Floripa (Rod. Maurício Sirotsky Sobrinho, KM 1), vai ter réveillon com open bar e os DJs André Maran e Southmen. Informações: (48) 3282-2054.

E no Café De La Musique (Jurerê Internacional) a balada de ano-novo vai ter os britânicos Copyright e Abigail Bailey (live vocal), com open bar e comida à vontade. Mais detalhes pelo telefone (48) 3028-9400.

E você, como vai festejar a virada do ano? Até 2010!

Enviado por Luigi Poniwass (anoitetoda@gazetadopovo.com.br), 22/12/2009 às 15:12

Estimados notívagos, conforme prometi no post anterior, aqui vão mais algumas sugestões de festas e baladas nas derradeiras noites de 2009. Começando com o já tradicional show de Natal da banda Denorex 80, a partir da 1 hora da manhã de quinta para sexta, no John Bull Music Hall (Rua Engenheiros Rebouças, 1.645). Além das novas coreografias e performances, a apresentação também vai marcar a despedida de um dos fundadores do grupo, o vocalista Alexandre Nero, que “deu certo” como ator na Rede Globo e está morando no Rio de Janeiro. Esta portanto será a última oportunidade para conferir o valente peão Terêncio, da novela Paraíso, na pele do purpurinado cantor da Denorex. Informações: (41) 3252-0706.


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Divulgação / Alexandre Nero na Denorex 80: despedida quinta no John Bull Music Hall.Alexandre Nero na Denorex 80: despedida quinta no John Bull Music Hall.

Ainda na linha balada pós-ceia, o Crossroads (Av. Iguaçu, 2.310) preparou para a mesma noite o seu Merry Rock Christmas, com a banda The Elder tocando alguns clássicos do rock’n’roll. Mais detalhes neste site.

Falando em rock, o Hangar Bar (Al. Dr. Muricy, 1.091) vai receber a banda Motorocker tocando Elvis Presley na festa Elvis Christmas Tribute. Ingressos antecipados a R$ 10 e R$ 15 na hora. Outras informações pelo telefone (41) 3077-8189.

Outro rei, Roberto Carlos, será homenageado no Hermes Bar (Av. Iguaçu, 2.504) pela dupla Roberto & Carlos, com direito a luzes, efeitos e decoração especial. Informações: (41) 3018-9320.

No Yankee American Bar (Rua Bispo Dom José, 2.160) vai ter Natal Sertanejo com as duplas Cristian & Miguel, Lunara & Vitor Fontana e Melk & Marquinhos. Informações: (41) 3342-1001.

Já os adeptos do “rala-coxa” vão poder se esbaldar no Forró Especial de Natal da Sociedade Treze de Maio (Rua Clotário Portugal, 274). Saiba mais pelo telefone (41) 9938-9510.

No Matriz & Filial (Av. Iguaçu, 2.300) o Natal vai ser em ritmo de carnaval com Os Milagrosos Decompositores na festa Natal Samba Funk Soul. Informações e reservas pelo telefone (41) 3343-3063.

Essas são algumas das principais festas de Natal que vão rolar em Curitiba. Sentiu falta de alguma? Faça sua indicação nos comentários. Ainda nesta semana eu volto com uma relação das baladas de ano-novo. Feliz Natal!

Enviado por Luigi Poniwass (anoitetoda@gazetadopovo.com.br), 18/12/2009 às 17:51

Baladeiros de estimação, acho que ninguém está conseguindo pensar em outra coisa além de encerrar os trabalhos de 2009 para curtir as festas de fim de ano numa boa, certo? Pois é, nem eu. Portanto, aqui vai uma relação das melhores baladas da semana do Natal. Divirtam-se!


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Divulgação / O DJ e produtor britânico Colin Airey, a estrela da festa de Natal da Liqüe.O DJ e produtor britânico Colin Airey, a estrela da festa de Natal da Liqüe.

Na próxima quinta, dia 24, depois da ceia, a Liqüe promove a sua já tradicional balada de Natal no Embratel Convention Center (Shopping Estação). O line-up será encabeçado pelo DJ britânico Colin Airey, do cultuado selo de house music Hed Kandi. Completam a programação o Vácuo Live, projeto do produtor e guitarrista Edu Pizzato com a vocalista Fernanda Mateus, o duo Hands Up (o DJ Ber Bush + o percussionista Gutto Serta) e os DJs André Buschle e Luiza Bernardi. Informações e reservas pelo telefone (41) 3322-0900 ou neste site.

Se o seu esquema é o risca-faca, na mesma noite, no Victoria Villa (Av. Victor Ferreira do Amaral, 2.291), vai rolar a festa Country Jingle Bell’s. Na pista 1 se apresentam Tony & Bryan, Lunara & Vitor Fontana, Marcus & Dalto, banda Victoria e o DJ Ed Texas. Já a pista 2 terá os shows da banda de pop-rock Vibe Joe e música eletrônica com Wastage Project e o DJ Vlad. Na pista 3, micareta sertaneja com a banda Kaduká. A balada terá ainda café da manhã e área VIP com open bar. Mais detalhes pelo telefone (41) 3365-5050 ou aqui.


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Divulgação / A banda Inimigos da HP, que se apresenta no dia 29 no Café Curaçao Guaratuba.A banda Inimigos da HP, que se apresenta no dia 29 no Café Curaçao Guaratuba.

Comemorando dez anos de atividades, o Café Curaçao Guaratuba (Av. Brejatuba, 500) abre a sua programação de verão no próximo dia 26, a partir das 22 horas, com uma mega festa. As atrações, como de costume no Café Curaçao, são bem ecléticas: as bandas Magnólia (pop-rock), Viola do Avesso (country e sertanejo), Mateus B. e convidados (eletrônica) e Lenny Vox (surf music e pop ústico). Outros shows estão programados para a temporada no Café Curaçao Guaratuba: Jorge & Mateus (27/12), Inimigos da HP (29/12), Maria Cecília & Rodolfo (01º/01), Nando Reis (09/01), Fernando & Sorocaba (15/01) e Monobloco (23/01). A produção é da Prime Produções. Informações: (41) 3442-6851.


Silvio Ribeiro / Gazeta do Povo

Silvio Ribeiro / Gazeta do Povo / Jorge Ben Jor no Lupaluna. Ele estará no Porto Beach Fun no próximo dia 27.Jorge Ben Jor no Lupaluna. Ele estará no Porto Beach Fun no próximo dia 27.

Também em Guaratuba, o complexo Porto Beach Fun abre a temporada 2010 amanhã, a partir das 11 horas (Porto Deck) e das 19 horas (Porto Iguana). E vem com novidades como o Porto Dog – lanchonete com vários tipos de cachorro-quente – e o Porto Chopp – choperia para 100 pessoas. Ambos se juntam às cinco operações já existentes: Porta Iguana, Porto Deck, Porto México, Porto Sushi e Porto Santo Canto. Na programação musical, os destaques são o show de Jorge Ben Jor no palco flutuante, no dia 27, e a festa de Reveillon, que terá três opções: ceia especial no Porto Deck; eletrônica na festa Dance Paradise, no Porto Iguana, e virada sertaneja com a dupla Melk & Marquinhos, no Porto Santo Canto. Informações e reservas pelo telefone (41) 3472-3238 ou neste e-mail.

No início da próxima semana, eu publico aqui algumas sugestões para as baladas de ano-novo em Curitiba e nas praias do Paraná e de Santa Catarina. E você, sabe de alguma festa boa que eu omiti? Então indique-a(s) nos comentários... bom fim de semana!

Enviado por Luigi Poniwass (anoitetoda@gazetadopovo.com.br), 11/12/2009 às 11:50

Intrépidos boêmios, a interdição da Pedreira Paulo Leminski para shows e espetáculos musicais pode estar com os dias contados. Ontem à tarde, o vereador Jonny Stica (PT) e integrantes do movimento A Pedreira é Nossa! entregaram ao juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública, Douglas Marcel Peres, o abaixo-assinado pedindo a reabertura do espaço, com cerca de 11,6 mil nomes – mais de mil assinaturas não foram consideradas, por omissão ou erro no número do CPF ou alguma outra irregularidade. A Pedreira está interditada desde maio do ano passado, depois que 134 moradores da vizinhança acionaram o Ministério Público por causa do barulho e da confusão nos dias de shows.


Venâncio Vicente

Venâncio Vicente / Não vejo a hora de a Pedreira ficar assim de novo...Não vejo a hora de a Pedreira ficar assim de novo...

Ontem o juiz prometeu anexar o abaixo-assinado ao processo, assim como levar em consideração o acordo proposto numa reunião feita no mês passado entre a Fundação Cultural de Curitiba – responsável pela Pedreira –, representantes dos moradores do Abranches e os produtores culturais da cidade. Na proposta, que havia sido previamente aceita pelos moradores, os produtores se comprometiam a acatar a limitação de horário para a realização dos eventos no local – com o encerramento até as 23 horas de segunda a sexta e até 1 hora da manhã nos fins de semana e vésperas de feriados. Como garantia, eles se comprometiam inclusive a emitir cheques-caução, no valor de R$ 50 mil, que seriam resgatados em caso de desobediência.

A audiência que deve decidir o caso está marcada para o dia 24 de fevereiro de 2010, às 14h30, na 4ª Vara da Fazenda Pública. Saiba mais aqui. Vamos ficar de olho!


***


Quero chamar a atenção para duas coisas nessa história: os transtornos para quem vive nas imediações de estádios como o Couto Pereira ou a Arena da Baixada são infinitamente maiores (além de muito mais frequentes) do que para quem mora perto da Pedreira – vide a selvageria de domingo no Alto da Glória. O outro detalhe é a valorização que o complexo Pedreira-Ópera de Arame trouxe aos imóveis daquela região - que naturalmente vai se degradar se a vida for banida de lá.

Hoje, a Pedreira está praticamente abandonada – já que nem a administração funciona mais no local. Será que os moradores do Abranches preferem um imenso “mocó” a céu aberto do que o movimento e a receita proporcionados pelos shows e espetáculos num dos maiores cartões-portais da cidade? E vocês, o que acham?

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