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Sexta-feira, 12/03/2010

Blogs > A Noite Toda

A Noite Toda

Quem faz o blog
Enviado por Luigi Poniwass (anoitetoda@gazetadopovo.com.br), 25/02/2010 às 17:25

Aguerridos boêmios, ainda não foi desta vez que poderemos comemorar a reabertura da Pedreira Paulo Leminski – e a consequente reinclusão da capital paranaense no roteiro das grandes turnês internacionais –, como vocês podem conferir na matéria que saiu hoje na Gazeta do Povo, assinada pela minha amiga Aniela Almeida. A audiência de ontem pode ser definida como um empate com um leve sabor de vitória. Se a liberação ainda não aconteceu, pelo menos ficou acertada a realização de uma perícia técnica para subsidiar um futuro termo de ajustamento de conduta (TAC), que vai regulamentar a reabertura da Pedreira. Até a reunião de ontem, o promotor Sérgio Luiz Cordoni, representante do Ministério Público que encaminhou a ação dos 134 moradores do Abranches, sequer cogitava a possibilidade de qualquer tipo de acordo para reabrir o espaço.

O juiz Douglas Marcel Peres determinou o envio de um ofício ao CREA, solicitando a indicação de profissionais da área de engenharia para a elaboração de um laudo, com especialização em acústica, segurança e urbanismo. Os representantes do movimento A Pedreira é Nossa! calculam que todo esse processo deva levar ainda uns seis meses. Na reunião, também ficou acertado que os eventos Paixão de Cristo, Auto de Natal e Movimento Fé Curitiba serão permitidos, com horário limite de encerramento para as 22 horas.

Na minha modesta opinião, essa história da perícia técnica é uma manobra protelatória do Ministério Público – até porque o promotor Cordoni já impugnou anteriormente um perito nomeado para o caso. Além disso, em qualquer lugar do Brasil, quem determina as condições de segurança e a capacidade de uma praça de espetáculos é o Corpo de Bombeiros. Quem afere as emissões de ruído é a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, e quem fiscaliza o trânsito e o estacionamento irregular é o órgão responsável, no nosso caso, a Diretran. E todos eles sempre são consultados antes da realização de qualquer evento, como informou na matéria o produtor Mac Solek, responsável pelo último grande show na Pedreira, a gravação do DVD do grupo Inimigos da HP, em agosto de 2008: “Para realizar um show precisamos de uma série de documentos e autorizações que atendem a todos os requisitos exigidos pelos órgãos públicos competentes, e que estão sendo questionados através da perícia”.

O MP se aproveitou da inabilidade da Fundação Cultural de Curitiba na defesa da manutenção das atividades na Pedreira – e da sua incapacidade para demonstrar a importância do espaço nas áreas da cultura, economia e turismo – para ganhar mais tempo, e conseguir manter essa interdição absurda e anacrônica. E a capital do Paraná continua andando para trás, atolada no seu próprio provincianismo. Se é assim, proponho formalizar nossa vocação para cidade do interior, com a reintegração do Paraná ao estado de São Paulo. Pelo menos assim, a quinta comarca teria uma capital de verdade, moderna e cosmopolita...

Enviado por Luigi Poniwass (anoitetoda@gazetadopovo.com.br), 23/02/2010 às 16:31

*UPDATE*

Ilustres baladeiros, interrompo o sacrossanto dolce far niente das minhas férias para lembrá-los de um acontecimento importantíssimo para quem se interessa pela vida cultural de Curitiba: hoje, quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010, é o dia D da Pedreira Paulo Leminski. Em audiência pública marcada para as 14h30 na 4ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba (Rua Mauá, 920 - Alto da Glória), o juiz Douglas Marcel Perez vai decidir se a Pedreira será liberada ou não para a realização de shows e grandes espetáculos. Eu estarei lá, acompanhando os integrantes do movimento A Pedreira é Nossa!, para testemunhar in loco o resultado da audiência.


Divulgação/Ippuc

Divulgação/Ippuc / A Pedreira Paulo Leminski nos bons tempos: você prefere vê-la assim ou o buraco triste e abandonado que é hoje?A Pedreira Paulo Leminski nos bons tempos: você prefere vê-la assim ou o buraco triste e abandonado que é hoje?

Em dezembro do ano passado, o juiz Douglas Marcel Perez recebeu do vereador Jonny Stica (PT) – um dos idealizadores do movimento – o abaixo-assinado eletrônico contendo cerca de 11,6 mil assinaturas pela reabertura da Pedreira, anexou-o ao processo e prometeu levá-lo em consideração na decisão final. O espaço está interditado para shows desde maio de 2008, depois que 134 moradores da vizinhança acionaram o Ministério Público por causa do barulho e da confusão nos dias de shows.

Este problema já estaria resolvido, graças a um acordo formalizado em novembro entre os produtores culturais da cidade, a Fundação Cultural de Curitiba (que administra o espaço) e os representantes dos moradores do Abranches. Na proposta, que inclusive já havia sido previamente aceita pelos moradores, os produtores se comprometiam a acatar a limitação de horário para a realização dos eventos no local – encerramento até as 23 horas de segunda a sexta e até 1 hora da manhã nos fins de semana e vésperas de feriados. Como garantia, eles propunham emitir cheques-caução no valor de R$ 50 mil, que poderiam ser resgatados em caso de desobediência.

Portanto, chegou a hora de parar com o mimimi e devolver à nossa cidade o seu principal espaço para shows – considerado um dos melhores e mais criativos do Brasil, tanto pelo público quanto pelos grandes artistas que já passaram por ali. Porque hoje, abandonada do jeito que está, a Pedreira é um imenso buraco no coração de Curitiba...

E você, bote a boca no trombone e diga o que pensa sobre a Pedreira Paulo Leminski. Leia mais sobre o caso aqui.

Enviado por Luigi Poniwass (anoitetoda@gazetadopovo.com.br), 10/02/2010 às 17:59

Salve, notívagos! Esquentando os tamborins? Vão pra onde no carnaval? Para as praias do Paraná ou o litoral de Santa Catarina? Para o interior do estado ou perambular pelas ruas desérticas de Curitiba? Rio, Recife ou Salvador? E pretendem aproveitar como os quatro dias de folga? Atrás do trio elétrico, nos bailes da vida, nos desfiles, num festival de rock, numa balada nervosa ou curtindo o sossego da cidade vazia? Eu vou na opção A, seguir o trio elétrico em São Chico (SC). Mas deixo para vocês uma lista com várias opções de folia – aqui e nas praias do Paraná e Santa Catarina. Escolha a sua:

GRITOS DE CARNAVAL
Amanhã acontecem em Curitiba três gritos de carnaval que prometem: os dos bares Ao Distinto Cavalheiro (Rua Saldanha Marinho, 894) e Seu Garçom (Rua Dr. Faivre, 1.423), e o da Sociedade Treze de Maio (Rua Desembargador Clotário Portugal, 274). O primeiro, já tradicional, rola a partir das 17h30, com a Banda do Distinto tocando sambas e marchinhas antigas a partir das 19 horas. Haverá ainda três chopeiras para “hidratar” os foliões. Outras informações pelo telefone (41) 3019-4771. Recém-inaugurado por um ex-sócio do Ao Distinto Cavalheiro, o Seu Garçom apresenta o seu pré-carnaval a partir das 19 horas, com show da banda Gente Boa da Melhor Qualidade a partir das 23h30. Informações: (41) 3092-2711. Na Sociedade Treze de Maio o arrasta-pé começa a partir das 22 horas, com as bandas Sem Kerer e Espinho na Roseira.

ALICE BAR
O Alice Bar (Rua Guido Straube, 6) também preparou uma programação especial de pré-carnaval. Logo mais, a partir das 22 horas, o Trio-Quartinho esquenta a pista com marchinhas, frevo e forró; amanhã, quinta-feira, é a vez do grupo Prestatenção, com os melhores sambas enredos das escolas de samba; na sexta tem carnaval latino com muito salsa, merengue e rumba; e no sábado, Forró Carnavalesco com a banda Xaxá do Xexé interpretando frevo, forró e marchinhas. A casa reabre na quarta-feira de cinzas.

PSYCHO CARNIVAL
Se ao invés de marchinhas, sambas e axé o seu negócio é rock’n’roll, é melhor ficar em Curitiba no carnaval. Maior festival de psychobilly – gênero nascido da fusão do rockabilly com o punk – do país, o Psycho Carnival entra na sua décima primeira edição e rola de sexta a segunda no Moinho Eventos (Rua Des. Westphalen, 4.000). No domingo vai ter até “Zombie Walk”, passeata de “zumbis” saindo da Boca Maldita às 15 horas, com destino às Ruínas de São Francisco, com shows gratuitos das bandas Rádio Cadáver, Low Fis, Eles Mesmos e Annie & The Malagueta Boys. Os britânicos do Phantom Rockers são o destaque da segunda noite do festival, domingo, a partir das 21 horas, no Moinho. Na segunda, quem encerra o evento no mesmo espaço é o lendário trio inglês Frenzy (foto), um dos precursores do movimento, com 26 anos de estrada. Informações neste site.


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Divulgação / A banda britânica Frenzy: pioneira do psychobilly na Europa.A banda britânica Frenzy: pioneira do psychobilly na Europa.

ROCKARNIVAL JOKERS
Mais uma opção para a tribo roqueira durante a folia: na sexta e no sábado, a partir das 22 horas, acontece a segunda edição do festival Rockarnival no Jokers Pub Café (Rua São Francisco, 164). Na primeira noite sobem ao palco as bandas Subburbia, Mordida e Relespública, e no sábado The Elder, A Fonte e Megavoltz. Os ingressos custam R$ 20 para cada noite. Informações e reservas pelo telefone (41) 3324-2351.


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Divulgação / A banda Mordida, que se apresenta na sexta no Rockarnival do Jokers.A banda Mordida, que se apresenta na sexta no Rockarnival do Jokers.

SHERIDAN'S
Uma terceira via para os amantes do rock é o Sheridan’s Irish Pub, que terá uma programação especial: na sexta, dia 12, shows com as bandas H’ Banks e U2 Cover; no sábado, H’ Banks e Radiophonics; no domingo se apresentam Creedence Cover e Radiophonics; na segunda-feira voltam H’ Banks e U2 Cover, e na terça, Metralhas Beatles Again e Hillbilly Rawhide. O ingresso masculino custa R$ 15, com mulheres free até as 22 horas, passando depois para R$ 6. Informações: (41) 3343-7779 ou no site.

JACOBINA
Por outro lado, se você vai ficar em Curitiba, quer fugir da folia – mas tampouco se encaixa no perfil do público de um festival de rock –, saiba que o Jacobina Bar (Rua Almirante Tamandaré, 1.365) vai funcionar normalmente durante o carnaval – exceto domingo –, inclusive para o almoço. E na terça ainda tem chope em dobro. Mais detalhes pelo telefone (41) 3016-6111.

BAR BRAHMA
Outro bar que permanece aberto na capital durante o reinado de Momo é o Bar Brahma (Av. Getúlio Vargas, 234). E oferece uma regalia aos clientes no período: quem consumir R$ 60 na gastronomia da casa (petiscos e pratos a la carte), ganha um voucher com direito a seis chopes de 350ml a serem consumidos até o último dia de carnaval, terça-feira. Informações: (41) 3026-0700.

CACHAÇARIA MAMBEMBE
A Cachaçaria Mambembe (Rua Barão de Guaraúna, 550) também vai funcionar, com seu tradicional carnaval de marchinhas. A programação inclui os shows de Lucimar Nicastro (sexta), Guego e Banda (sábado) e Grupo D’Favetti (terça). Os ingressos por dia custam R$ 15, e na compra para os três dias o folião ganha um kit Carnaval 2010 e uma camiseta. Mais detalhes pelo telefone (41) 3353-2970 ou neste site.

ZAPATA
As duas lojas do Zapata Mexican Bar (Centro Cívico e Batel) também vão abrir as portas normalmente durante a folia. No Zapata Batel, na sexta vai rolar show com a banda El Merekumbé; no sábado, a animação fica por conta do grupo Sensación Latina, que retorna na segunda, acompanhado de show de mágica close-up; no domingo, quem se apresenta é a banda de rock e pop Acústica; e na terça-feira se apresentam mariachis. No Zapata Centro Cívico, sexta tem mariachi e tequileiros, sábado El Cielito e seus Muchachos, domingo MPB e pop-rock com Pexe e segunda-feira mais MPB e pop-rock com Alan e Luiz. Informações: Zapata Batel – (41) 3095-2097 e Zapata Centro Cívico – (41) 3352-9097, ou no site.

WONKA BAR
No domingo, dia 14, a partir das 22 horas, o Wonka Bar (Rua Trajano Reis, 236) será o cenário do carnaval mais alternativo da cidade, com a festa Tudo! O som fica a cargo dos DJs Alex Bogus e Renan Mendes, além de Alec Ventura (Copacabana Club e Our Gang) e Ale Cardinal – que também fotografa o evento. A promoção é da revista Curitiba Deluxe e da loja Brique. Até a meia-noite, entrada free para as mulheres e a R$ 8 para os marmanjos, depois disso R$ 12 para todo mundo. Informações: (41) 3026-6272.

SANTA MÔNICA
Mais tradicional baile de salão de Curitiba, o carnaval do Santa Mônica começa domingo e terá matinês com concurso de fantasia infantil (domingo e terça), baile adulto animado pela banda Madeira (terça) e trio elétrico (segunda). Além disso, o clube oferece estacionamento, segurança, departamento médico, berçário, babyteca, brinquedoteca e ludoteca para a criançada. Informações: (41) 3675-4202.

CARNAVAL BOUTIQUE
Se o seu destino é Floripa e se a sua praia é a música eletrônica, a festa que mais promete é o Carnaval Boutique 2010, que acontece a partir de domingo no hotel Villas Del Sol y Mar, na praia de Jurerê, em um cenário futurista: a Bubble, uma gigantesca boate inflável com mais de mil metros quadrados de área, capacidade para 2,5 mil pessoas e toda a estrutura e conforto de um sofisticado night club, com direito a open bar de vodca, energético, cerveja, refrigerante, sucos e água. No line-up, ícones da house music internacional, como Phonique & Vincenzo e Bob Sinclair. Outras informações pelo telefone (41) 3222-4009 ou no site.


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Divulgação / Bubble, a boate inflável do Carnaval Boutique de Floripa, vista do lado de fora.Bubble, a boate inflável do Carnaval Boutique de Floripa, vista do lado de fora.

PORTO FOLIA
Para quem vai passar o feriadão nas praias do Paraná, além do tradicional carnaval de rua de Antonina (que eu recomendo), o “point” promete ser Guaratuba. No complexo Porto Beach Fun, por exemplo, a folia será eclética, com micareta, pop-rock, MPB e sertanejo distribuídos durante as cinco noites nas operações Porto Santo Canto, Porto Iguana e Porto Deck. A animação fica por conta das bandas Bemba-ô, Móbile, Aroldo Amer Acústico, Mandaí, K com Q, Nadinho Santoro e as duplas Edy & Gil e Serginho & Marcelo. Outras informações e a programação completa você encontra no site ou pelo telefone (41) 3472-3238.

CAFÉ CURAÇAO
Na sexta-feira, dia 12, a dupla Avaro & Daniel dá a largada na programação do Carnaval Curaçao 2010, que vai até a terça-feira, dia 16, no Café Curaçao Guaratuba (Av. Brejatuba, 500). Serão cinco noites de folia para todas as tribos, com sambas, marchinhas, pop-rock, samba-rock, eletrônica, sertanejo, axé e pagode. As principais atrações são as duplas de destaque da nova safra do sertanejo universitário, como Jeann & Júlio. Também vale a pena conferir a feijoada que vai rolar no domingo, dia 14, a partir do meio-dia, ao som da banda Filhos do Olodum. Na terça, dia 16, tem Electronic Carnival com os duos Vácuo Live e Hands Up, e no sábado seguinte, dia 20, Baile da Ressaca com o trio elétrico Águia. Mais detalhes pelo telefone (41) 3442-6851 ou no site.


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Divulgação / O duo Vácuo Live, uma das atrações do Electronic Carnival do Café Curaçao Guaratuba.O duo Vácuo Live, uma das atrações do Electronic Carnival do Café Curaçao Guaratuba.

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Sabe de mais algum lugar onde vai rolar um carnaval bacana? Fique à vontade para indicá-lo(s) aqui embaixo, nos comentários. Depois do carnaval eu entro em férias, e volto no dia 15 de março. Até lá, este espaço noturno permanecerá em recesso. Boa folia e até a volta!

Enviado por Luigi Poniwass (anoitetoda@gazetadopovo.com.br), 04/02/2010 às 14:52

Estimados notívagos, hoje estou um pouco nostálgico. De repente lembrei das baladas das antigas, das casas nas quais me esbaldei em boas noites do passado e que já não existem mais, e decidi dividir com vocês essas reminiscências boêmias.

Por exemplo, em meados dos anos 90, foi no saudoso Dolores Nervosa – que funcionava ali na Vicente Machado, em cima de um bareco tosco – que eu dei o primeiro beijo na primeira garota por quem eu fui realmente apaixonado (e que eu namoraria por três meses depois). Foi também o primeiro bar da Ieda Godoy, atual proprietária do Wonka, e depois mudou de nome para Dromedário.

Antes disso, no começo da década, lembro de ter gostado do Bronx (na esquina da Rua Almirante Barroso com a Avenida Jaime Reis, se não me falha a memória). Ali na região do Largo também existiam o Ópera Prima e o Amnésia, mas essas eram casas de “playboys” e eu, que era duro, cabeludo (insira sua piada aqui) e roqueiro, não chegava nem perto. Preferia ficar tomando cerveja nos eternos Tuba’s e Firefox – que resistem até hoje –, ou vinho barato no Cavalo Babão. Também gostava muito do Aeroanta (quantos shows inesquecíveis!), do Porko Jones e depois do Syndicate (ambos na Cândido de Abreu, em frente ao Mueller) e da dupla Joe/Viking, dois botecos, um em cima do outro, cujo movimento era tamanho que fechava a rua Comendador Araújo. Sem falar nas tardes etílicas na praça de alimentação e na sinuca do Omar, o shopping da galera do rock.

Mas foi no Hangar Bar (quando ele se mudou do Jardim Social para o número 1.111 da Muricy) e no El Potato Medieval (lá na Avenida Paraná, no mesmo terreno do Studio 1250) que eu vivi os melhores momentos da minha juventude. Era vocalista da banda Led Zeppelin Cover – que ajudei a criar em 1995, com o nome de Kashmir –, e nos dois anos seguintes me apresentei muitas vezes no palco das duas principais casas de rock da cidade.


Hedeson Silva

Hedeson Silva / Eu em meados da década de 90 no palco do Hangar, num show da minha banda, o Led Zeppelin Cover (Kashmir). Sim, eu era jovem, magro e cabeludo...Eu em meados da década de 90 no palco do Hangar, num show da minha banda, o Led Zeppelin Cover (Kashmir). Sim, eu era jovem, magro e cabeludo...

Tive o orgulho e o privilégio de tocar ao lado de grandes músicos da cidade, como o pessoal da Gypsy Dream (o vocalista Rodrigo, o guitarrista base Marcelo e o baixista Marcão formaram o The Elder, enquanto o guitarrista solo Édson está há mais de dez anos na Nega Fulô), Via Appia (da qual o vocalista, Paulo, e o baterista, Sílvio, também integram a Nega Fulô), Gethsêmane (atual Sid Vinicius) e todos os outros “covers”, que eram uma febre na época: Ramones (tinha uns três), The Doors (dois, com a Mister Mojo), Bookmakers, o primeiro do Led Zeppelin, Deep Purple (do meu velho amigo e impressionante vocalista Wigando), Black Sabbath (outros dois, pelo menos), Metallica, Pantera, Sepultura, Danzig (!), Pearl Jam, Nirvana e o melhor de todos na minha opinião, o AC/DC do Marcelus, que se transformou no Motorocker de hoje.


Lyrian Oliveira

Lyrian Oliveira / A Gypsy Dream, que começou tocando no Novak, foi residente do Hangar e se desmembrou em The Elder e Nega Fulô.A Gypsy Dream, que começou tocando no Novak, foi residente do Hangar e se desmembrou em The Elder e Nega Fulô.

No circuito Hangar-Potato conheci grandes figuras, como outro excelente vocalista, o Rod e sua indefectível bandana (por onde ele anda?), o Fábio Negão (poseur convicto, de usar pulseiras, camisas e calças skinny), o Julian Barg (músico genial, que também era poseur naquele tempo, à frente da banda Ícarus), o Napoleão da Mister Mojo, o Miguel (baterista da Lakeside, que depois tocou comigo) e a galera toda do bar – o técnico de som Papa (outro que está na Nega Fulô), o Roy do Capeta, o Beto (que ajudava o Roy e cantava Iron Maiden), Dario, Negão, Roadie, Careca e muitos outros. Também vivi intensas aventuras amorosas com as meninas da tribo “metaleira”, e me diverti muito brincando de “rockstar”: fui o primeiro músico do Hangar a cantar de cima dos PAs, por exemplo, numa performance que levava a galera ao delírio (não sei se pela ousadia ou pela torcida para que eu enroscasse os cabelos no ventilador, que girava a centímetros da minha cabeça).

Só sei que era uma farra, principalmente no Hangar – tanto que a balada invariavelmente só acabava de manhã, com o dia claro, e mesmo assim porque os seguranças enxotavam a galera para a rua. Também não havia nenhuma separação entre “músicos” e “público” – o pessoal das bandas assistia aos shows uns dos outros, ficava no meio da galera antes e depois das apresentações, e volta e meia subia alguém da plateia para tocar ou cantar algum clássico do rock com quem estava se apresentando. Chegava a ser engraçado: num instante eu estava bancando o Robert Plant no palco, dali a pouco já estava chacoalhando a cabeleira no meio do público no show de outra banda – ou enfurnado num canto com alguma menina –, no fim da noite era gentilmente expulso da casa, às vezes ficava cantando mais um pouco com a molecada no meio-fio da Muricy, e depois ia cambaleando até a Praça Ruy Barbosa, pegar o busão que me levaria para casa. Cozido, exausto, duro (levava altos calotes no Hangar), mas quase sempre feliz da vida...

E vocês, quais são os bares e casas noturnas que marcaram as suas vidas? O que eles tinham de tão especial?

Enviado por Luigi Poniwass (anoitetoda@gazetadopovo.com.br), 29/01/2010 às 15:07

Minhas cordiais saudações, bravos boêmios desta chácara iluminada (copyright by João, de Milão). OK, estamos furiosos com a escassez de grandes shows, com a hegemonia do sertanejo “universitário”, com as marias-camarote. Mas hoje, só pra variar, vou parar de mimimi e chamar a atenção de vocês para dois acontecimentos culturais que rolam nos próximos dias e que me enchem de orgulho de ser curitibano.

O primeiro deles, aliás, não acontece só agora, mas nos seis domingos que antecedem a folia (ou seja, ainda restam dois): o cortejo pré-carnavalesco do bloco Garibaldis e Sacis. Pré-carnaval em Curitiba? Deve ser tão animado quanto um funeral em Copenhague, debochará o leitor incrédulo. Pois fiquem sabendo que o grito de carnaval dos Garibaldis não só bomba, como é bem divertido.


Luigi Poniwass

Luigi Poniwass / A muvuca do Garibaldis e Sacis na praça do Relógio das Flores.A muvuca do Garibaldis e Sacis na praça do Relógio das Flores.

Eu estive lá dois domingos atrás, e a galera entra no clima mesmo. Muita gente vai fantasiada, dança e canta junto os sambas, marchinhas, cirandas e até funks entoados de cima do mini-trio elétrico (uma Kombi com sistema de som), tanto músicas consagradas como composições do próprio bloco, que tem o grupo Mundaréu na retaguarda. E os foliões que acompanham a Kombi elétrica são bem ecléticos: indies, fashionistas, neohippies, rastafáris, gente “normal”, famílias, crianças, tiozinhos... todos na maior empolgação, por incrível que pareça. Um dos momentos mais bonitos da festa é a ciranda em volta do Bebedouro, no largo onde fica a Casa Vermelha.


Silvana Camboim

Silvana Camboim / Foliões mascarados, uma das atrações do bloco.Foliões mascarados, uma das atrações do bloco.

Portanto, se você gosta de carnaval e vai estar em Curitiba nos próximos domingos, 31 de janeiro e 7 de fevereiro, anote na sua agenda: o Garibaldis e Sacis se concentra a partir das 16 horas, na praça do Relógio das Flores, em frente à Sociedade Garibaldi. Fica um tempo lá, e depois desce pelo Largo até o Bar Brasileirinho, na altura do Conservatório de MPB de Curitiba. Embora a festa seja mais breve, você vai se sentir nas ladeiras de Olinda. E garanto que não vai se arrepender... se quiser saber mais detalhes sobre o bloco, acesse o perfil dele no Orkut.

O outro evento digno de orgulho dos próximos dias é a segunda edição deste ano do Baile Carioca no Era Só O Que Faltava (Av. República Argentina, 1.334), na próxima segunda-feira, a partir das 20 horas. As atrações são imperdíveis: a banda Stereo Maracanã, que já esteve por lá no ano passado e faz um dos sons mais originais que eu ouvi ultimamente, e o MC Marechal. Mais detalhes pelo telefone (41) 3342-0826 ou neste site.

Como aperitivo pro show de segunda, deem uma olhada na música "Braço", ao vivo na MTV:



Curtiu? Portanto, ao invés de ficar se lamuriando, que tal cair na folia e mostrar que nem todo curitibano é soturno? Bom fim de semana!

Enviado por Luigi Poniwass (anoitetoda@gazetadopovo.com.br), 26/01/2010 às 15:40

Saudações, distintos notívagos! Estou de volta, P da cara por ver tanto show bom passando por cima da nossa cidade, outrora tão receptiva às grandes turnês internacionais. Depois de perdermos a turnê Black Ice, do AC/DC, nesta semana teremos que engolir o Metallica tocando em Porto Alegre (28/01) e São Paulo (30 e 31/01), e o Cranberries no Rio de Janeiro (28/01), São Paulo (29/01), Belo Horizonte (31/01) e Porto Alegre (03/02).


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Divulgação / Pôster autografado do Metallica: para ver os caras de perto em Curitiba, só assim.Pôster autografado do Metallica: para ver os caras de perto em Curitiba, só assim.

Pior é a Beyoncé, que vai se apresentar em Florianópolis (!) no dia 4, São Paulo dia 6, Rio de Janeiro na noite seguinte e no dia 8 e Salvador (!!) no dia 10. O Coldplay vai passar só pelo Rio de Janeiro (28/02) e São Paulo (02/03). E o meu idolatrado Guns N’ Roses, então? Vai tocar em Brasília (!!!) dia 7 de março, Belo Horizonte (!!!!) dia 10, São Paulo dia 13, Rio de Janeiro dia 14 e em Porto Alegre no dia 16. Quer dizer, Axl Rose e seus novos amigos só vão passar pelo espaço aéreo do Paraná, se tanto.


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Divulgação / Curitiba? FUCK OFF!Curitiba? FUCK OFF!

Outra banda que eu admiro – e de quem eu inclusive canto uma música na DeLorean –, a norueguesa A-ha, levará sua turnê de despedida para São Paulo (10/03), Rio (13/03) e Belo Horizonte (14/03). Quer mais? Que tal o Franz Ferdinand, que estará em Porto Alegre (18/03), Rio de Janeiro (19/03), Brasília (21/03) e São Paulo (23/03)? Ou o ZZ Top, que, a exemplo do AC/DC, só vai se apresentar na capital paulista (dias 20 e 21 de maio).


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Divulgação / Beyoncé, que vai mostrar suas curvas em Floripa, mas não vem para cá...Beyoncé, que vai mostrar suas curvas em Floripa, mas não vem para cá...

Passado um ano e meio desde a interdição da Pedreira Paulo Leminski para shows, Curitiba, que já foi a terceira maior praça do Brasil – atrás apenas do eixo Rio-São Paulo –, tem que se conformar com Iced Earth (07/02), NOFX (07/03) e Social Distortion (18/04), quase exclusivamente no Curitiba Master Hall – bendito seja, caso contrário ninguém viria para cá. Ou com uma situação ainda mais bizarra: um show do Titãs com os Paralamas, chamado 25 anos de ROCK, que a galera vai ver sentadinha no Guaíra (!!!!!!), no dia 12 de março. Para quem estava naquela noite inesquecível do show Curitiba 300, em 1993, com Titãs, Paralamas e Barão Vermelho juntos na Pedreira, será melancólico.

Por tudo isso, não custa lembrar: a audiência pública que vai decidir o futuro da Pedreira foi marcada para o dia 24 de fevereiro, às 14h30, na 4ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba. O juiz Douglas Marcel Peres anexou o abaixo-assinado virtual, contendo mais de 11,6 mil assinaturas, ao processo. Se depois disso a Pedreira continuar interditada, os curitibanos merecem ficar indo em show de duplinha sertaneja o resto da vida...

Enviado por Luigi Poniwass (anoitetoda@gazetadopovo.com.br), 19/01/2010 às 16:16

Salve, meus boêmios de estimação! Deu o que falar essa história do sertanejo, hein? Podem continuar metendo a boca no trombone – periodicamente eu autorizo os comentários do post anterior –, mas agora eu quero discutir com vocês uma outra característica da noite contemporânea em Curitiba (ou será no Paraná, no Brasil?): o fenômeno das “marias-camarote”, ou “marias-pulseira”.


 / Área VIP, o sonho de consumo das marias-camarote.Área VIP, o sonho de consumo das marias-camarote.

Na minha época de estudante durango e usuário do transporte coletivo, vicejavam as “marias-gasolina” – aquelas meninas que se sentiam irresistivelmente atraídas por homens motorizados. Talvez tenha sido o crescimento do país e a popularização cada vez maior do automóvel e das motos, mas o fato é que hoje a chave do meu Corsa já não é tão sedutora quanto as dos Monzas e Santanas da minha adolescência.

Na faculdade, depois de deixar o cabelo crescer (sim, eu tinha cabelo) e entrar na minha primeira banda, conheci os dois tipos correspondentes – as “marias-cabelo” e as “marias-banda”, que se subidividiam em “maria-microfone”, “maria-baixo”, “maria-guitarra” ou “maria-baqueta”. As primeiras (encontradas facilmente no Cavalo Babão e nos bares do Largo, como o Hangar) eram hipnotizadas pelas longas cabeleiras dos meninos, enquanto as segundas são as eternas “groupies” – mulheres que orbitam em torno dos músicos desde tempos imemoriais.

Depois também ouvi falar de outras variedades, como as "marias-chuteira", “marias-prancha”, “marias-farda”, “marias-brevê”, “marias-capacete” (dos pilotos de corrida, como a Adriane Galisteu no começo da carreira), “marias-personal”, “marias-lentes” (de fotógrafos) e “marias-bisturi”, por exemplo.

Eis que nos últimos anos, nas minhas andanças noturnas, pude observar outro tipo de maria: as “marias-camarote”. São mulheres bonitas, bem vestidas, que ficam rondando os cercadinhos VIPs à espera de um convite para entrar, ou de uma mágica pulseirinha. Quando conseguem (e quase sempre conseguem, afinal os donos dos camarotes adoram se cercar de lindas mulheres), elas ficam como abelhas no mel em volta dos baldinhos de whisky com energético, vodca com citrus, champanhe e outras iguarias solicitadas pelos anfitriões. Se acham espertas, bebem a noite inteira sem pagar nada, mas só depois vão se dar conta de que muitas vezes essas noitadas saem caro demais...

E vocês, que tipos de marias (ou josés) já encontraram por aí?

Siga-me se for capaz...

Enviado por Luigi Poniwass (anoitetoda@gazetadopovo.com.br), 13/01/2010 às 18:08

Ilustres notívagos, agora que a vida vai retornando aos poucos à noite de Curitiba, permitam-me dar a mão à palmatória: de nada adiantaram os mais de 20 anos dedicados ao rock’n’roll. Curitiba não é capital do rock coisa nenhuma. Nem da música eletrônica, apesar da força da cena por aqui. Curitibano – e o paranaense em geral – gosta mesmo é de sertanejo. Aliás, a preferência musical é um dos poucos pontos de afinidade entre os habitantes da capital e do interior do estado, segundo a reportagem de capa da Gazeta do último domingo, assinada por Pollianna Milan e pelo correspondente em Cascavel, Luiz Carlos da Cruz.

Segundo o levantamento, feito pelo instituto Paraná Pesquisas com 1.830 pessoas maiores de 16 anos em 65 municípios paranaenses, a música sertaneja é o estilo preferido para 37% dos curitibanos e 51% de quem vive no interior. O rock aparece em quarto lugar em ambos os casos, com 7% e 4% da preferência, respectivamente – atrás do evangélico/gospel e do samba/pagode.

Os números comprovaram o que todos já sabíamos. As casas dedicadas ao country/sertanejo no estado vão de vento em popa, multiplicam-se e estendem seus tentáculos até o litoral (!?), ambiente que, teoricamente, nada teria a ver com o estilo. Em Curitiba, diversos bares vinculados ao pop-rock ou à eletrônica se renderam à massa chapeluda e reservaram uma ou mais noites da semana ao sertanejo.


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Divulgação / Entrada da Woods em Balneário Camboriú: sertanejo bombando na praia.Entrada da Woods em Balneário Camboriú: sertanejo bombando na praia.

Outro sintoma da hegemonia do country/sertanejo por aqui é a programação de verão no litoral: se no passado recente os grandes shows da temporada eram de axé (como Ivete Sangalo, carro-chefe do verão de 2006) ou de pop-rock (O Rappa em 2005 e 2007, Charlie Brown Jr. em 2005), dessa vez praticamente TODOS os grandes shows que estão rolando nas nossas praias são de duplas sertanejas, como Fernando & Sorocaba, que se apresentam na próxima sexta na Prime Arena do Café Curaçao Guaratuba.


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Divulgação / Se você Se você "paga pau" para Fernando & Sorocaba, na sexta eles vão estar no Café Curaçao Guaratuba.

Mas por que tanta gente “paga pau” para essas duplas de cantores limpinhos, perfumados e com cara de bom moço? Qual é o segredo do absurdo poder de sedução dos sertanejos? Eu tenho algumas teorias. Primeira: a música sertaneja é cantada em português, com letras simples, refrões pegajosos e é feita para dançar a dois – o que atinge em cheio o coração das mulheres, que normalmente adoram dançar e cantar junto. A temática das letras também costuma hipnotizar as garotas: declarações de amor, desilusões amorosas, o jogo da sedução, enfim, o bom e velho romantismo. Arrebatadas as mulheres, elas se encarregam de fisgar os marmanjos – afinal, para eles, festa boa é festa com muita mulher. E está feito o “estrago”.

Outro detalhe a ser levado em consideração é o grande número de jovens do interior que vêm estudar na capital - talvez mais da metade da população jovem que viva hoje em Curitiba seja de fora da cidade, principalmente do interior do Paraná. Essa fatia da população em tese estaria mais familiarizada com o universo sertanejo, o que explicaria em parte o sucesso dos empreendimentos do gênero.

Um terceiro aspecto é o verniz de sofisticação que o sertanejo adquiriu nos últimos anos. Conheço gente (ex-roqueiros, clubbers e afins) que achava a música “country” o suprassumo do brega, mas que agora não vê problema nenhum em saracotear na Wood’s e acompanhar as duplas a plenos pulmões. O que mudou em relação à onda sertaneja do fim dos anos 90, início dos 2000, quando a cidade era dominada pelos “grupos country” (Os Galo Véio, Os Coyote, Os Bartira, As Countrycinhas, lembram?)?

Acredito que foi a apropriação do gênero pela elite. Ao invés das baladas toscas e dos clubes de cowboys e cowgirls que se vestiam e dançavam igualzinho (ou seja, um gueto), as casas sertanejas de hoje são mais requintadas e praticamente ninguém mais usa bota, espora e chapéu – a não ser que seja uma tendência consagrada nas passarelas internacionais, como as botas cowboy e de montaria que fizeram sucesso no inverno passado.

Com isso, hoje as baladas com a maior concentração de mulheres bonitas – e bem produzidas – por metro quadrado são as sertanejas. E, ao contrário da época do “movimento country” de Curitiba, ninguém mais tem vergonha de ser associado ao estilo. Menos eu, um dinossauro fiel a uma manifestação cultural arcaica chamada rock’n’roll. E vocês, como explicam o sucesso do novo sertanejo? Será que ele veio para ficar, ou será nuvem passageira?

Enviado por Luigi Poniwass (anoitetoda@gazetadopovo.com.br), 05/01/2010 às 16:49

Bronzeados notívagos, depois de alguns dias de sol, mar, rock’n’roll, comida, sinuca e cerveja – e de oito longas horas para voltar de Canto Grande –, cá estou para propor a primeira grande questão filosófica deste recém-nascido 2010: a vida noturna curitibana precisa mesmo definhar e quase se extinguir durante a temporada de verão? A cidade fica tão vazia que não vale a pena nem abrir as portas, ou são os empresários da noite que aproveitam o movimento menor para tirar e conceder férias? Ou para abrir filiais praianas dos seus empreendimentos, como a bem-sucedida Wood’s de Balneário Camboriú?


 / Alusão à trepidante vida noturna de Curitiba no começo do ano.Alusão à trepidante vida noturna de Curitiba no começo do ano.

Tudo bem que uma boa parte da galera que só estuda vaza nessa época, mas eles são tão predominantes assim na boemia de Curitiba, a ponto de deixá-la subnutrida nas férias? E quem (como eu) precisa trabalhar aqui, como faz? Vai aonde? A lebre foi levantada pelo dono do Era Só O Que Faltava, Odilon Merlin, que também está com o seu bar em recesso. Ele comentou que alguns curitibanos que estão recebendo turistas reclamam que não têm onde levá-los. Com razão, né? Afinal, somos uma capital ou não? Convoco portanto os empreendedores da noite que porventura tenham lido essas linhas para nos ajudar a compreender essa prática. Porque aparentemente os poucos bares de Curitiba que permanecem abertos nesse período – como o Crossroads, Empório São Francisco, Sheridan’s e outros – não têm do que reclamar. E vocês, não sentem falta da noite curitibana?

Enviado por Luigi Poniwass (anoitetoda@gazetadopovo.com.br), 29/12/2009 às 17:08

Ilustres boêmios, aqui vão mais algumas sugestões para as baladinhas de fim de ano em Curitiba e nas praias do Paraná e de Santa Catarina.


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Divulgação / A banda Inimigos da HP, que se apresenta logo mais no Café Curaçao Guaratuba.A banda Inimigos da HP, que se apresenta logo mais no Café Curaçao Guaratuba.

Por exemplo: logo mais, a partir das 22 horas, tem Pré-Réveillon com a banda Inimigos da HP na Prime Arena do Café Curaçao Guaratuba (Av. Brejatuba, 500). O grupo paulista de pagode universitário vai levar o show de lançamento do DVD Zoodstock na Estrada, gravado em agosto do ano passado na Pedreira Paulo Leminski – foi o último show feito lá depois da sua interdição, inclusive. No repertório, músicas consagradas como “Toca um Samba Aí”, “Isso é Amor”, “Bye Bye”, “Quer Dizer”, “Bons Momentos”, “Vem Buscar o Que é Teu” e muitas outras. Completam a noite a banda Tiaveya (pop-rock) e a dupla sertaneja Ander e Fael, na pista Live, a banda Joe Crow (pop-rock) no restaurante Curaçao Acústico e o live Hands Up na pista eletrônica. Mais detalhes pelo telefone (41) 3442-6851 ou neste site.


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Divulgação / O Exaltasamba, que volta com show inédito.O Exaltasamba, que volta com show inédito.

O pagode continua dando as cartas amanhã, a partir das 22 horas, no mesmo Curaçao Guaratuba, com outro grupo paulista, o Exaltasamba. Os rapazes de São Bernardo do Campo apresentam na Prime Arena o show inédito do seu trabalho mais recente, o CD e DVD Ao Vivo na Ilha da Magia, lançado este ano. Na pista Live, shows com as bandas Mississipi (sertanejo, de Goiânia) e Morning Sun (pop-rock); no restaurante Curaçao Acústico, Lenny Vox (pop internacional), enquanto Mateus B. e convidados comandam a pista eletrônica. Informações: (41) 3442-6851.

Ainda no Café Curaçao Guaratuba, na quinta-feira rola uma das maiores baladas de ano-novo do litoral paranaense, o Réveillon Curaçao 2010, com bebidas e comida à vontade, ilhas gastronômicas, show de fogos à 1 hora e decoração temática. A animação fica por conta das bandas DeLorean (new wave e rock anos 80 e 90, para quem não sabe) e Kaduka (micareta sertaneja), e da dupla Tony e Brian, além dos DJs na pista eletrônica. Informações: (41) 3442-6851.


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Divulgação / A dupla revelação Maria Cecília & Rodolfo, que está de malas prontas para os EUA.A dupla revelação Maria Cecília & Rodolfo, que está de malas prontas para os EUA.

Já na sexta, dia 1º, a noite será sertaneja no Café Curaçao Guaratuba, com a dupla revelação Maria Cecília & Rodolfo, que leva o show do CD e DVD Ao Vivo em Goiânia, antes de fazer as malas para uma turnê norte-americana, agendada para março. No repertório, sucessos como “Nós Dois”, “A Fila Andou”, “Basta Você me Olhar”, “Você me Paga” e “Você de Volta”, entre outros. Na pista Live se apresentam a banda CW7 (pop-rock) e a dupla sertaneja Sandro & Alex, enquanto o DJ Sandro Horta comanda a pista eletrônica e rola o especial Acústico Mundo Livre no restaurante Curaçao Acústico. Mais detalhes pelo telefone (41) 3442-6851.

Ainda em Guaratuba, também vai rolar uma megafesta de Réveillon no complexo Porto Beach Fun, com opções para todos os gostos: ceia no Porto Deck, com buffet de carnes, peixes, saladas e frutas, com MPB ao vivo, a R$ 150 por pessoa, com bonificação de uma garrafa de espumante por casal; a festa Dance Paradise no Porto Iguana (ingresso a R$ 20 ou R$ 250 para mesas de quatro ou cinco lugares); ou virada sertaneja no Porto Santo Canto, com a dupla Melk & Marquinhos (entrada a R$ 20 e mesas para seis a doze pessoas variando entre R$ 200 e R$ 400). Informações e reservas pelo telefone (41) 3472-3238.

Na mesma Guaratuba, no sábado, dia 2, vai ter balada sertaneja com os sul-matogrossenses João Bosco & Vinícius e a revelação Luan Santana, conterrâneo da dupla, na Arena de Verão montada no terreno do antigo Bali Hai. João Bosco & Vinícius apresentam o show do CD e DVD Acústico pelo Brasil, com hits como “Parece Castigo”. Já o repertório de Luan Santana inclui canções como “Tô de Cara”, “Meteoro”, “A Louca” e as autorais “Sempre com Você” e “Chocolate”. Os ingressos (meia entrada) custam R$ 33 para a pista, R$ 63 para o camarote e R$ 133 para a área VIP com open bar. Outras informações pelo telefone (41) 3042-6262.

Para quem vai perambular pela cidade-fantasma de Curitiba no réveillon, uma boa pedida é o New Year’s Rock Day do Crossroads (Av. Iguaçu, 2.310), a partir da 00h30. No palco, a competente banda The Elder celebra a chegada de 2010 com muito rock’n’roll. Informações e reservas: (41) 3243-3711.

Outra opção para os roqueiros errantes de Curitiba é o Empório São Francisco (Rua Carlos Cavalcanti, 1.138), com a banda CrackerJack interpretando clássicos do rock’n’roll como Rolling Stones, Beatles, Eric Clapton, The Doors e outros monstros sagrados. Ingressos masculinos a R$ 12, e feminino a R$ 8.

Aos baladeiros que vão passar a virada na região de São Chico (SC), na quinta tem festa de Réveillon no Banana Joe da praia de Ubatuba, com Bino (live stage), Combinação Perfeita (pagode), Alex Silva (garden), Beat4Life e Marcelo Andrade. Mais detalhes pelo telefone (47) 8852-2252 ou neste site.

Na mesma noite, em Itajaí (SC), o Kiwi Bar (Canto do Morcego) apresenta o Réveillon 2010 com open bar, comida à vontade e os DJs Juliano, Gian Del Sant, Renatinho Ribas e Guided by Fun. Informações e reservas pelo telefone (47) 3249-1727 ou no site.

Para quem vai pular as sete ondas em Balneário Camboriú (SC), a Green Valley preparou uma mega balada de ano-novo no Praia do Estaleiro Residence (Rodovia Lap. Rodesino Pavan, 3.987), de frente para o mar, com tenda, backstage, piscina e duas pistas. Na principal, se revezam Double Click, André Pulse (GO), Rodrigo Vieira (EUA), os curitibanos do Hands Up x Magic Sax Live, o projeto Crossover (Amon Lima + Julio Torres/SP), enquanto a Big Lounge apresenta Rag (SC), Gustavo Porto (SC), Marcel e Fabrício Coelho (SC), Bernardo Schwanka (PR) e Fábio Dutra (SC). Informações: (47) 3360-8097 ou no site www.greenvalley.art.br.

A seguir, algumas opções para quem vai saudar 2010 em Floripa:

No Life Club (Rod. SC-401, 14.037) a balada terá open bar e comida à vontade e será comandada pelos DJs Gustavo Bravetti, Ferris, Miss Cady, Alex G., Beto Dias, Binho C.A. e Marcelo D’Sá. Informações e reservas pelo telefone (48) 9985-9898 ou neste site.

Na praia de Jurerê, vai ter Réveillon Boutique com open bar, bebidas premium, alta gastronomia e os top DJs norte-americanos Miguel Migs e Dennis Ferrer, mais os brazucas Mário Fischetti, Paulinho Boghosian, Alê Reis, China, Renne Mussi, Edu Schwartz, Magui e The Beckers. Informações e reservas pelo telefone (48) 3222-4009 ou no site.

No El Divino – Allure Beach, quem comanda a festa de ano-novo são os DJs Rodrigo Patrício, Ely Yabu e Chris Montana (Alemanha). Mais uma festa com open bar e comida à vontade. Mais detalhes pelo telefone (48) 3225-1266 ou no site.

O restaurante Taikô da praia de Jurerê Internacional promove na quinta-feira o Réveillon 2010 Veuve Clicquot, com open bar, ilhas gastronômicas e os DJs Fernando Picon, Wladimir, Edgar Fontes e Jean. Outras informações pelo telefone (48) 9971-6277 ou no site.

Na Pacha Floripa (Rod. Maurício Sirotsky Sobrinho, KM 1), vai ter réveillon com open bar e os DJs André Maran e Southmen. Informações: (48) 3282-2054.

E no Café De La Musique (Jurerê Internacional) a balada de ano-novo vai ter os britânicos Copyright e Abigail Bailey (live vocal), com open bar e comida à vontade. Mais detalhes pelo telefone (48) 3028-9400.

E você, como vai festejar a virada do ano? Até 2010!

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