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Arquibancada Virtual

Quem faz o blog
Enviado por Sandro Gabardo, 17/05/2013 às 01:17

O New York Knicks está nas cordas, cambaleante, mas vai resistindo às investidas do oponente, o Indiana Pacers. Nesta quinta-feira, a equipe nova-iorquina permaneceu viva no confronto semifinal da Conferência Leste da NBA porque fez valer o trunfo de jogar dentro de casa. No Madison Square Garden, Carmelo Anthony marcou 28 pontos, liderando o time na vitória por 85 a 75 que diminuiu a vantagem na série melhor de sete jogos para 3 a 2.

O pior, porém, está por vir. No sábado, às 21 horas, o round será em terreno hostil. Nesta temporada, o Knicks ainda não venceu o rival como visitante em quatro apresentações. Se quebrar a escrita, força a sétima partida, na Grande Maçã. Se for à lona mais uma vez, fica por lá em definitivo, permitindo ao Pacers decidir a chave com o atual campeão da liga, o Miami Heat, a grande força do torneio.

Pendeu contra o Pacers, neste 5º duelo, a ausência de George Hill. Sem o principal armador, a equipe de Indianápolis cometeu muitos erros, 19, entregando a bola de mão beijada para o outro lado da disputa. A baixa produtividade nos arremessos de quadra contribuiu com o tropeço, afinal, apenas 36,2% dos chutes foram certeiros. A diferença no placar, no entanto, poderia ter sido menor mesmo com o pífio desempenho ofensivo se pelo menos Indiana aproveitasse melhor os lances livres. A trupe errou 14 das 33 bolas arremessadas sem marcação, da entrada do garrafão. É mais do que os 10 pontos que garantiram o sucesso dos anfitriões.

Já pelo lado do Knicks, que ainda não consegue se impôr contra um adversário mais forte fisicamente, a boa notícia foi o espasmo de vida apresentado por J.R. Smith. Considerado melhor reserva da temporada regular, ele sumiu depois de ter sido suspenso de um confronto com o Boston Celtics, na fase anterior dos playoffs. Nesta quinta, marcou 13 pontos, tentou ajudar Carmelo e deu uma esperança de ressurreição ao abalado New York. Se ele realmente reaparecer – tem de fazer bem mais do que neste embate –, o Knicks tem alguma chance de ganhar em Indianápolis, dar um murro bem dado no queixo do rival, e equilibrar de vez a luta pela final do Leste.

O Knicks é aquele pugilista magricela, resistente e ágil, que vê do outro lado do ringue um oponente musculoso e de golpes potentes. Terá de bater muito para derrubar o grandalhão. Mas se alguma pancada do Pacers entrar na defesa e pegar de jeito o rosto nova-iorquino, sweet dreams, baby.

Por ora, quem teve uma bela noite de sono – e sem ironia, nesse caso – foi o San Antonio Spurs. Jogando fora de casa, contra o Golden State Warriors, o time texano selou o triunfo por 4 a 2 na série semifinal da Conferência Oeste. A vitória foi incontestável, por 94 a 82, com o time alvinegro dominando o placar o tempo todo, sem ser realmente ameaçado por Stephen Curry e seus companheiros.

O Spurs tem um elenco mais versátil, capaz de mudar sua estratégia de jogo quando acuado. Aconteceu nesta quinta-feira, com o veterano Tim Duncan indo parar no banco de reservas para dar espaço a uma formação mais leve, ideal para furar a marcação à frente do garrafão adversário.

A equipe do Texas não terá muito tempo para saborear o gosto do sucesso. Vem pesadelo por aí. Já no domingo começa a decisão do Oeste, contra o Memphis Grizzlies, em casa. A expectativa é de muito equilíbrio. São dois times embalados, que preferem o jogo mais lento. O Spurs tem mais opções de elenco, pode apostar na força tanto quanto na técnica.

O Grizzlies depende muito dos brutamontes Zach Randolph e Marc Gasol, que têm bom rendimento defensivo ao mesmo tempo em que contribuem muito no ataque. Z-Bo (Randolph) tem bom arremesso de curta distância e não tem medo de cara feia. Vai pra cima. Gasol tem ótima participação com assistências – média de 4 na temporada regular e 2,9 nos playoffs.

Enviado por Sandro Gabardo, 16/05/2013 às 03:11

Dois times de perfis diferentes conseguiram na noite desta quarta-feira a classificação para a decisão de suas conferências nos playoffs da NBA. O Miami Heat, atual campeão da liga norte-americana de basquete, já tinha um poderio ofensivo interessante com LeBron James, Chris Bosh e Dwyane Wade; nesta temporada, tem equilibrado essa agressividade com uma boa postura defensiva. Mesmo assim, depende de seu trio para ter sucesso, especialmente da genialidade de LeBron, considerado o melhor jogador da fase classificatória.

O Heat alcançou a decisão do Leste pelo terceiro ano consecutivo ao despachar o Chicago Bulls por 4 a 1. A partida final, nesta quarta-feira, terminou 94 a 91. Foi apertado porque os Touros não aceitaram o domínio rival passivamente. Lutaram bravamente, mesmo com vários desfalques, o principal deles Derrick Rose, que não entrou em quadra neste campeonato. Faltaram opções de banco para ajudar a fazer frente aos superfavoritos do torneio. O cestinha foi Carlos Boozer, com 26 pontos – ainda abocanhou 14 rebotes. Do outro lado, LeBron marcou 23, pegou 7 rebotes e fez 8 assistências.

As estatísticas do Miami dizem tudo. São 98,6 pontos por partida nos playoffs – em média, 13,9 a mais do que sofre em cada jogo (84,7). Ninguém concede menos pontos aos adversários do que eles. A franquia da Flórida tem ainda a melhor pontaria da fase final: 49,1% de aproveitamento – o segundo melhor é o Golden State Warriors, com 46,9%. Por outro lado, a marcação do Heat tem dificultado a vida dos concorrentes. Seus rivais têm obtido em média 40,9% de precisão nos arremessos, melhor rendimento entre todos os 16 que chegaram à pós-temporada. Equilíbrio e craques, essa é a fórmula para o bicampeonato.

Distante do American Airlines Arena, outro time carimbou a passagem para a final da Conferência Oeste, o Memphis Grizzlies. Para fechar a série melhor de sete jogos em 4 a 1, venceu por 88 a 84 o Oklahoma City Thunder, fora de casa. Seria uma zebra do tamanho de um dinossauro se não fosse uma mudança de cenário ocorrida no início dos playoffs. Um dos astros do time, Russell Westbrook, se lesionou na série anterior, contra o Houston Rockets, quando o placar ainda era 2 a 0. Desconfio até que se a contusão tivesse ocorrido antes, quem estaria jogando contra o Memphis na semifinal seria o Rockets do barbudo James Harden.

Seja como for, sem Westbrook o caminho de OKC encurtou. Não havia ninguém nem perto da qualidade dele para ajudar Kevin Durant, o ídolo-mor da trupe. Talvez fosse possível galgar mais um degrau, mesmo assim, aos trancos e barrancos, se pela frente não surgisse o Memphis Grizzlies.

Os Ursos-Pardos estão impressionantes. Eles têm três jogadores fortes fisicamente que também sabem arremessar com qualidade – Zach Randolph, Marc Gasol e Tony Allen (este não se destaca tanto no ataque). Contam ainda com o ágil armador Mike Conley Jr., que ajuda a dar um pouco de velocidade a uma equipe pesada e que gosta de atuar no garrafão do adversário. Esse vigor físico temperado com mãos bem treinadas para os arremessos de curta e média distância deram ao Grizzlies sua primeira final de conferência na história.

O Memphis permite apenas 92,4 pontos aos rivais nos playoffs, a quinta melhor marca. É ainda o terceiro time com a melhor relação pontos marcados/pontos sofridos dessa pós-temporada, somando em média 4,8 pontos a mais do que os adversários.

Os outros
O adversário do Miami Heat na final do Leste deve ser o Indiana Pacers. Nesta quinta-feira, o time vai a Nova York precisando de uma vitória para fechar a série em 4 a 1. Mesmo que perca hoje, o Pacers confirma a classificação no duelo seguinte, em casa. O estilo de jogo da equipe, baseado na marcação forte e no vigor físico, encaixa bem com o perfil do Knicks. Só um milagre salva Carmelo Anthony e seus companheiros.

Na outra série, do Oeste, o San Antonio Spurs precisa vencer o Golden State Warriors para selar o duelo em 4 a 2. Vai enfrentar uma baita pressão na casa do rival, mas só não leva a vaga neste confronto se Stephen Curry voltar a liderar os Guerreiros em quadra. O Spurs tem aproveitado melhor seu elenco. É evidente que o embate é mais equilibrado do que o do Leste.

Enviado por Sandro Gabardo, 14/05/2013 às 02:01

Uma defesa sólida e três jogadores pontuando na casa dos 20 pontos. Essa foi a fórmula do sucesso do Memphis Grizzlies nesta segunda-feira para colocar um pé na final da Conferência Oeste da NBA. Depois de começar mal a partida 4 contra Oklahoma City Thunder, o time da casa reagiu depois do intervalo, ganhou por 103 a 97 após um tempo extra e abriu 3 a 1 na série melhor de sete partidas. Precisa de mais um triunfo em três possíveis confrontos para ir à decisão da chave. A definição pode sair na quarta-feira, às 22h30, em Oklahoma.

Mike Conley Jr. marcou 24 pontos; Marc Gasol (10 rebotes) e Zach Randolph (12 rebotes) anotaram 23 cada um pelo Grizzlies. Boa produção ofensiva, até porque o time errou pouco, desperdiçando apenas 7 bolas, contra 15 do adversário. Apertado pela marcação robusta do time da casa, OKC parou de evoluir no marcador, cometeu erros bobos e permitiu o renascimento do oponente. Terminou com o cestinha do duelo, Kevin Durant, com 27 pontos 7 rebotes e 7 assistências. Serge Ibaka marcou 17 pontos e pegou 14 rebotes. Kevin Martin também pontuou bem, com 18.

No primeiro tempo, OKC teve 53% de aproveitamento dos arremessos. Número que caiu para 32% no restante do duelo. Fator primordial para a mudança de panorama do confronto. Até porque o Memphis manteve-se constante desde o princípio, com cerca de 40% de precisão nos chutes de quadra.

Faltando 11 segundos para zerar o cronômetro do tempo regulamentar, Pau Gasol teve a chance de colocar o Memphis Grizzlies em boa vantagem no placar. A equipe vencia por um ponto e o grandalhão espanhol tinha o direito de arremessar dois lances livres. Errou um. Com isso, Kevin Durant, o astro de OKC, só precisou de uma bandeja simples para mandar o confronto para a prorrogação. Com esses dois pontos, Durant anotou apenas cinco nos últimos 18 minutos do tempo regular. Pouco para o principal destaque da equipe.

Na prorrogação, Memphis somou 9 pontos. OKC amealhou apenas 3, sofrendo um duro revés longe de seu território. O fim da linha parece próximo.

Bulls x Heat
Quando entrar em quadra na quarta-feira, às 20 horas, para enfrentar o Miami Heat pela quinta vez na série melhor de sete partidas da semifinal da Conferência Leste, o Chicago Bulls já não terá como foco a classificação. Por causa da derrota nesta segunda-feira, em casa, os Touros agora fazem o possível para não serem eliminados da competição. O placar agora aponta 3 a 1 para os atuais campeões, que levaram a melhor no jogo 4 por 88 a 65.

A queda recente do Bulls foi marcada por dois recordes negativos. Nunca na história da franquia o time havia marcado tão poucos pontos em um jogo de playoff. E também jamais havia anotado menos do que 10 pontos em um quarto. Desta vez, somou apenas 9 na terceira parcial. Um vexame que simboliza bem o fracasso ofensivo da equipe, cujo aproveitamento dos arremessos foi de apenas 25,7% – 19 bolas no alvo em 74 tentativas. Ridículo. O único destaque acabou sendo Carlos Boozer, com 14 pontos e 12 rebotes. Mesmo assim, acertou apenas 3 chutes de 14 realizados. Pior fez o veloz Nate Robinson, falhando nos 12 arremessos executados – 5 da linha dos três pontos.

O Miami Heat teve participação efetiva na péssima pontaria rival, com boa marcação. Tanto que conseguiu 9 bloqueios, 4 com Chris Bosh, responsável também por 14 pontos e 6 rebotes. LeBron James marcou 27 pontos, fez 8 assistências e catou 7 rebotes. É o chamado “pacote básico” do astro do time. Como Chicago esteve abaixo da crítica, o Miami também não precisou brilhar muito para ganhar ao natural.

Enviado por Sandro Gabardo, 12/05/2013 às 19:54

O jovem time do Golden State Warriors, que tem boa parte do elenco com idade entre 20 e 23 anos, se superou neste domingo. Com muita disposição, passou por cima dos próprios erros e empatou em 2 a 2 a série melhor de sete contra o San Antonio Spurs, pela semifinal da Conferência Oeste da NBA. Foi na prorrogação, por 97 a 87, depois de começar muito mal (mais uma vez) a segunda partida dentro de casa no duelo.

O confronto foi marcado mais pelos erros do que pelos acertos, pela pressão da defesa do que pela precisão ofensiva. Os dois lados tiveram chances de liquidar a fatura, mas se atrapalharam nas conclusões das jogadas. Ambos terminaram o embate com menos de 40% de aproveitamento dos arremessos de quadra. O Warriors foi levemente melhor, com 38,9% – mandou fora do alvo 57 dos 92 chutes efetuados. O Spurs conseguiu colocar na cesta apenas 35,5% das tentativas feitas, ou seja, falhou em 60 dos 93 disparos.

Jogando como sempre na velocidade, sem muita paciência com a bola na mão, o time da casa cometeu mais erros do que o rival, entregando de graça a posse da redonda por 18 vezes, contra 12 dos texanos. Por sorte, o trabalho de garrafão funcionou, permitindo ao time ficar bastante tempo no ataque. Conquistou 65 rebotes – já o Spurs recuperou 51 bolas mal lançadas.

Golden State contou com o apoio mais do que bem-vindo de Harrison Barnes. Ele marcou 26 pontos, sendo o cestinha do jogo, além de ter pego 10 rebotes, metade no campo oposto. Jarrett Jack também se destacou com 24 pontos e 7 rebotes. Astro da companhia, Stephen Curry marcou 22 pontos e deu passe para cesta em 4 oportunidades. Pegou 6 rebotes. Não depender apenas do “cara” é fundamental para as pretensões dos Guerreiros. Decisiva também foi a participação de Andrew Bogut, com 18 rebotes, 5 ofensivos.

Do lado do experiente Spurs, Manu Ginóbili apareceu bem – parece ter ressurgido depois da cesta da vitória no duelo anterior. O argentino embolsou 21 pontos, com cinco cestas de longa distância na estatística. Atrás dele vieram os também veteranos Tim Duncan (19 pontos, 15 rebotes e 2 bloqueios) e Tony Parker (17 pontos). O francês, porém, não repetiu a excelente atuação do encontro passado. Errou as três tentativas de cesta de três pontos. Terminou a peleja com 35% de aproveitamento dos arremessos de quadra. Pouco para um dos principais armadores da liga. Até porque também não brilhou na armação das jogadas, distribuindo apenas 3 assistências.

A próxima partida será em San Antonio, na terça-feira, às 22h30.

Enviado por Sandro Gabardo, 12/05/2013 às 00:08

O Memphis Grizzlies conseguiu uma vitória importante neste sábado, ao derrotar o Oklahoma City Thunder por 87 a 81 no FedEx Forum. Com o resultado, a equipe mantém a quebra de mando de quadra conseguida no segundo duelo como visitante, vence a série melhor de sete jogos por 2 a 1 e só depende dos triunfos em seu lar para alcançar a final da Conferência Oeste da NBA. O próximo confronto está marcado para segunda-feira, às 22h30, novamente em Memphis.

A partida foi equilibrada, com 13 trocas de liderança e 8 empates no marcador durante os 48 minutos. Mesmo sem disparar no marcador, os anfitriões mostraram mais solidez em quadra. Marc Gasol liderou o time com 20 pontos, 9 rebotes e 4 assistências. Zach Randolph, o outro grandalhão da trupe, manteve a disposição nos rebotes, com 10 ao todo, mas teve pontuação abaixo da média, somando apenas 8 pontos. Quem apareceu bem para ajudar tanto na frente quanto atrás foi Mike Conley Jr. Ele anotou 14 pontos – assim como Tony Allen –, pegou 7 rebotes e distribuiu 6 passes para cestas.

Do outro lado, Kevin Durant manteve o Oklahoma City Thunder vivo até o fim. Faltando 39 segundos para o encerramento da partida, porém, errou dois lances livres que teriam feito toda a diferença no placar – então cravado em 85 a 81. Sem os pontos e com a posse de bola passando para o adversário, o Thunder teve de admitir a derrota. Durant marcou 25 pontos, pegou 11 rebotes e deu 5 assistências. Serge Ibaka e Reggie Jackson proporcionaram double-doubles (estatísticas de dois dígitos em dois fundamentos) importantes para a equipe. O primeiro teve 13 pontos e 10 rebotes, além de 4 tocos. O segundo apareceu com 16 pontos e 10 rebotes.

Apesar de não ter feito uma exibição de gala, o OKC poderia muito bem ter dado o troco na franquia de Memphis. Pois vejamos, o time pegou 7 rebotes a mais (51 a 44) e teve 14 tiros a mais do que o adversário. Teve a posse de bola, a chance de encestar, mas fracassou. Com 36,4% de aproveitamento, acertou apenas 32 tentativas de chutes de quadra. O oponente teve menos chances de atacar e botou 30 bolas no alvo, alcançando 40,5% de aproveitamento. Ganhou quem soube o que fazer com a bola na mão. Justíssimo.

Longe dali, no Leste, mais do mesmo na série entre New York Knicks e Indiana Pacers. Um detalhe continua sendo fatal para o time da Grande Maçã: a falta de pontos. E, convenhamos, isso já diz tudo. Contando apenas com a habilidade e a pontaria de Carmelo Anthony, a equipe de Nova York perdeu por 82 a 71, ficando novamente atrás no duelo: 2 a 1. O Indiana Pacers, por sua vez, fez o que precisa. Usou a força física para levar a melhor no garrafão, apertou a marcação e ganhou ao natural em jogo ruim tecnicamente, cheio de erros dos dois lados. Os anfitriões desperdiçaram 17 bolas; os visitantes, 15.

A superioridade do Pacers foi tamanha que houve apenas dois trocas de liderança no placar, ainda no início do confronto. Apesar de não estar com a pontaria tão calibrada quanto poderia, o time da casa se beneficiou por ter muito mais posse de bola do que o rival, tendo também mais oportunidades de arriscar os arremessos. O Pacers teve 53 rebotes (18 ofensivos), o que o possibilitou chutar 80 bolas (converteu 28; 35% de precisão), enquanto o Knicks naufragou nos rebotes, conquistando apenas 40 (10 no garrafão oposto), o que o levou a disparar somente 71 bolas para a cesta (25 encontraram o alvo, 35,2%). Ambos sofreram para colocar a bola onde deveriam.

A pobreza técnica da partida se refletiu também na matemática dos lances livres. O aproveitamento de New York foi de 72%; o de Indiana, 69%. Anthony marcou 21 pontos pelo Knicks. Roy Hibbert aproveitou seu tamanho GG para fazer 24 e pegar 12 rebotes – oito no ataque – para o Pacers.

O resumo da ópera é que o Knicks não tem forças para superar o jogo físico do Pacers. Para reverter isso, o time precisaria do J.R.Smith da temporada regular – eleito o melhor reserva. Mas o suplente parece ter sentido a pressão, assim como Raymond Felton, outro com um cartaz de procura-se no vestiário. Ao Indiana, basta manter o ritmo. Não custaria, porém, colocar a mão na forma e acertar um pouco mais o alvo a partir da próxima terça-feira, às 20 horas, novamente em Indianápolis.

Enviado por Sandro Gabardo, 11/05/2013 às 01:55

Lógica restabelecida na semifinal da Conferência Leste entre Miami Heat e Chicago Bulls. Jogando em casa, os Touros mostraram mais uma vez muita determinação para enfrentar os atuais campeões da NBA, mas não conseguiram impedir a segunda vitória seguida dos companheiros de LeBron James, o melhor jogador da temporada regular da liga norte-americana de basquete. O placar seguiu empatado até o início do quarto derradeiro, quando os visitantes abriram vantagem no United Center, ganhando por 104 a 94.

Três peças foram fundamentais para o triunfo do Heat, que domina a série melhor de sete jogos por 2 a 1. LeBron James manteve o ritmo de sempre, com 25 pontos, 8 rebotes e 7 assistências. Chris Bosh, por sua vez, esteve acima da média. Marcou 20 pontos e catou 19 rebotes, sendo 5 no ataque. Até então, apresentava como números por partida 13,3 pontos e 9 rebotes (1,4 ofensivos). Arrebentou. A novidade, no entanto, ficou por conta do brilho de Norris Cole, que saiu do banco de reservas para somar 18 pontos em 24 minutos de ação.

Com poucas opções de rodízio – pior ainda com Nazr Mohammed expulso por ter dado um empurrão em LeBron com pouco mais de dois minutos de duelo –, o Chicago Bulls aguentou firme a pressão dentro de casa. Complicou a vida do Heat o quanto pôde, contando com cinco atletas marcando mais de dez pontos. Jimmy Butler (17 pontos), Carlos Boozer (21), Joakim Noah (15), Marco Belinelli (16) e Nate Robinson (17) começaram na formação titular. Outros dois jogadores vieram do banco, Taj Gibson e Marquis Teague, sem ajudar muita coisa.

O que tem ficado claro nesta série é que o Miami Heat não pode contar muito com o banco de reservas. Ora um, ora outro contribui com a equipe titular, sem uma regularidade que permita ao time imaginar uma real ajuda dos suplentes na luta pelo bicampeonato. Real e sólida mesmo é a boa atuação de duas peças do trio de ouro – LeBron James, Chris Bosh e Dwyane Wade. Normalmente, Bosh e Wade se revezam no papel de coadjuvante do craque James. O outro joga “pro gasto”. Já o Chicago Bulls faz o máximo que pode. E faz bem feito. Não ser varrido (4 a 0) é um grande mérito para um grupo desfalcado desde o início da temporada.

A partida 4 será na segunda-feira, às 20 horas, mais uma vez no United Center.

Na outra partida da noite desta sexta-feira, pela Conferência Oeste, o San Antonio Spurs se impôs ao Golden State Warriors atuando fora de casa. Em momento algum o time anfitrião demonstrou força para reagir no confronto, que terminou 102 a 92 para os texanos. Com o resultado, o Spurs se recupera do revés no AT&T Center e volta a liderar a série melhor de sete jogos por 2 a 1.

A dupla de veteranos Tony Parker e Tim Duncan fez a diferença a favor dos visitantes. O armador somou 32 pontos, fez 5 assistências e pegou 5 rebotes. Teve aproveitamento de 56% nos arremessos em geral. Já o pivozão acumulou 23 pontos, 10 rebotes e 2 bloqueios. Juntos, fizeram 54% dos pontos da franquia.

Por outro lado, Stephen Curry, que chegou a sentir uma lesão no tornozelo durante a partida, foi discreto. Sem ele em alta rotação, o Warriors terminou sendo uma presa fácil para o time com a segunda melhor campanha do Oeste na temporada regular. Fez 16 pontos e 8 assistências. Klay Thompson, candidato mais forte a fiel escudeiro do astro da equipe, jogou mal. Mesmo assim, conseguiu chegar aos 17 pontos. Pegou ainda 8 rebotes. Quem alcançou um double-double (estatísticas de dois dígitos em dois fundamentos) pelos anfitriões foi o gigante Andrew Bogut – 11 pontos e 12 rebotes.

Dois brasileiros estiveram em quadra pela primeira vez na série. Tiago Splitter iniciou o confronto como titular pelo Spurs. Irreconhecível, talvez pela falta de ritmo de jogo, permaneceu em quadra apenas 18 minutos: 4 pontos, 4 rebotes e 2 desperdícios de bola infantis. Do outro lado, Scott Machado, que veio do basquete universitário norte-americano, ganhou a chance de disputar a partidas nos últimos 22 segundos pelo Warriors.

Os dois times voltam a se enfrentar no domingo, às 14h30, outra vez na casa dos Guerreiros. Se Curry e Thompson não estiverem no ápice, vai ser moleza para os visitantes mais uma vez.

Enviado por Sandro Gabardo, 08/05/2013 às 02:45

O New York Knicks precisava vencer o Indiana Pacers para sair de casa vivo na série melhor de sete jogos da semifinal da Conferência Leste da NBA. Conseguiu, graças a uma sequência de pontos entre o terceiro e quarto quartos: 30 a 2. Triunfo assegurado por 105 a 79 e empate no duelo em 1 a 1. Os dois próximos embates serão em Indianápolis. O primeiro, sábado (11), às 21 horas. Depois na terça-feira (14), ainda sem o horário definido. Para não ficar a um passo da eliminação, o grupo de Carmelo Anthony terá de roubar um mando de quadra do rival.

Não será fácil para o Knicks, pois o estilo de jogo de muita força física do Pacers tem sido eficaz contra o time leve e pouco vigoroso do representante da Grande Maçã. Nesta terça-feira, o drama só foi interrompido quando o marcador apontava 69 a 66 para New York. Aí os visitantes pisaram na bola, travaram geral durante seis longos minutos de total pane ofensiva, e viram os donos da casa abrirem uma vantagem inalcansável.

Carmelo Anthony mais uma vez foi o destaque do Knicks, com 32 pontos e 9 rebotes. No caminho inverso, J.R. Smith segue decepcionando. O melhor reserva da temporada regular anotou 8 pontos, com aproveitamento de arremessos de ridículos 20%. Iman Shumpert (15) e Pablo Prigioni (14) compensaram a ausência de contribuição ofensiva de Smith. Dois pontos específicos chamam a atenção na atuação da equipe. O baixíssimo desperdício de bola, apenas 7, e o bom desempenho nos rebotes, mesmo atuando contra rivais maiores: 37 a 35. Os rebotes ofensivos também caíram mais nas mãos de New York, 13 a 7. Não tinha como perder o embate.

Até porque o Pacers cansou de entregar a posse de bola para o inimigo. Foram 21 erros. Resultado também da boa marcação do Knicks. Paul George, por exemplo, desperdiçou 7 bolas, apesar de ter anotado 20 pontos. David West marcou 13 pontos e Roy Hibbert agarrou 12 rebotes. A baixa produtividade na linha de frente culminou com um revés de 33 a 13 na última parcial da partida. Uma lástima.

O segundo jogo da noite desta terça-feira teve algumas semelhanças com o que abriu a rodada. Em Oklahoma, o Thunder perdeu para o Memphis Grizzlies por 99 a 93. Assim como ocorreu no Madison Square Garden, o confronto foi decidido com uma boa arrancada no quarto derradeiro (30 a 19), também empatando a série em 1 a 1. Os Ursos-Pardos fizeram aquilo que já esboçaram no primeiro confronto: usaram o vigor físico para superar a agilidade adversária, temperada com a genialidade de Kevin Durant. Sozinho, o astro de OKC ainda manteve o time na briga até o fim. Fez 36 pontos e deu 9 assistências – participou de 58% dos pontos da equipe –, além de pegar 11 rebotes.

Até poderia ter sido suficiente se o Memphis não estivesse em uma noite pra láde animada. Os visitantes marcaram 50 pontos no garrafão, contra 30 dos anfitriões. Além disso, souberam aproveitar os erros dos rivais, contabilizando 18 pontos em contra-ataques – OKC fez apenas 7 dessa maneira, principalmente porque a defesa do outro lado estava sempre bem posicionada. O amplo domínio nos rebotes ofensivos, 16 a 8, foi outro fator preponderante para o triunfo forasteiro.

Mike Conley Jr. esteve fenomenal. Somou 26 pontos, deu 9 assistências e pegou 10 rebotes. Marc Gasol, o grandalhão mais talentoso da trupe azul, fez 24, distribuiu 5 assistências e catou 5 rebotes. Zach Randolph mostrou-se mais discreto do que de costume, contabilizando 15 pontos e pegando 8 rebotes – 4 ofensivos. Já Tony Allen teve papel primordial defensivamente, roubando 5 bolas e pegando 5 rebotes no garrafão de ataque.

As duas próximas partidas serão em Memphis. No sábado (11), o jogo será às 18 horas. Na segunda-feira (13), às 22h30.

Enviado por Sandro Gabardo, 07/05/2013 às 02:32

Na coluna publicada nesta terça-feira no caderno Esportiva desta Gazeta do Povo, escrita antes da noturna rodada dos playoffs da NBA, defendi que o Chicago Bulls não seria páreo para o Miami Heat. Horas depois, os Touros venceram os atuais campeões da liga norte-americana de basquete dentro da American Airlines Arena: 93 a 86.

Pode tirar esse sorrisinho irônico do rosto. É verdade que caí do cavalo, mas o resultado desse primeiro duelo não muda meu pensamento sobre a série semifinal da Conferência Leste. Ainda é inviável pensar que o Bulls possa ganhar quatro em sete jogos. E ninguém disse que seria moleza para o Heat. Basta lembrar que na temporada regular foram duas vitórias para cada lado – uma fora e uma em casa.

Tem sido bonito ver o Chicago atuar nessa reta decisiva. Não que o time seja uma versão competitiva do Globetrotters, cheio de habilidade e lances circenses. Não mesmo. O que encanta é a dedicação com que os atletas têm buscado os resultados, a despeito dos desfalques de Derrick Rose (desde o início da temporada), Luol Deng e Kirk Hinrich. Essa fome de provar que não está em quadra brincando fez a diferença nesta segunda-feira contra um Miami Heat desnorteado, talvez reflexo de ter ficado uma semana apenas treinando depois de varrer o Milwaukee Bucks da competição.

A turma de LeBron James aparentemente subestimou o embalo do rival, que se classificou no sétimo e derradeiro duelo com o Brooklyn Nets. O Chicago, inclusive, marcou menos pontos do que seu oponente nova-iorquino – levou em média de 2,2 pontos a mais do que produziu na série.

Cestinha da partida, Nate Robinson fez 27 pontos e entregou nove assistências diante do Miami. Jimmy Butler acompanhou o ritmo do colega de Bulls. Jogou todos os 48 minutos do embate, anotando 21 pontos e dominando 14 rebotes. LeBron James marcou 24 pontos, pegou 8 rebotes e fez 7 assistências. Teve pouca ajuda. Dwyane Wade ainda botou 14 pontos na conta dele, enquando Chris Bosh fracassou retumbantemente, com nove pontos e apenas 30% de aproveitamento dos arremessos.

A próxima batalha será na quarta-feira, às 20 horas, de novo em Miami.

Se no primeiro duelo da noite acabei sendo surpreendido, no segundo acertei o prognóstico: equilíbrio (duas prorrogações), placar dilatado e Stephen Curry como fiel da balança. Esse cenário se confirmou na abertura da semifinal do Oeste, entre San Antonio Spurs e Golden State Warriors.

Apenas com Curry desperto a equipe do técnico Mark Jackson poderia dobrar o Spurs. O cara então marcou 44 pontos, acertou 11 assistências e sozinho deu muito trabalho aos anfitriões. O show particular acabou ofuscado pela espetacular virada do Spurs no final de duas prorrogações: 129 a 127, graças a uma cesta de longa distância do argentino Manu Ginóbili, livre de marcação, faltando 1 segundo para o estouro do cronômetro.

Curry abusou das bolas de três pontos (seis na rede), cavou espaço para bandejas em velocidade e não se amedrontou diante da marcação adversária. Tem tudo para se tornar um dos grandes nomes da história da liga. O que não pode é sumir nos momentos de maior pressão, como fez nos 10 minutos de tempo extra. Quando reapareceu, fez quatro pontos e uma assistência. Já era tarde. O estrago estava feito.

A defesa dos Guerreiros ajudou durante boa parte do confronto, empurrando a artilharia inimiga para longe do garrafão, onde não é tão precisa. Nesse período de seca no lado texano, o time de Oakland disparou no contador, dando a impressão de saltar na frente na semifinal. O problema é que não dá para manter o Spurs afastado por todo o tempo. Quando a barricada arrefeceu, uma chuva de cestas alvinegras despencou no AT&T Center.

San Antonio marcou 15 a 0 em um esforço de reação no 4º quarto. Volta por cima que significou o empate no tempo normal e a ida para a prorrogação. No primeiro tempo extra, o Spurs voltou a liderar o marcador pela primeira vez desde o 3 a 2 no primeiro quarto. Delírio no ginásio.

A essa altura, o Warriors já não podia contar com Klay Thompson, que vinha bem, com 19 pontos. Ele saiu ainda no tempo normal por exceder o limite de faltas pessoais, deixando um vácuo no time e a pressão toda nos ombros do craque do elenco. Harrison Barnes tentou ajudar e acabou com 19 pontos e 12 rebotes. Foi insuficiente. Nitidamente, o grupo não estava preparado para a ressurreição do rival. Tremeram legal. Pesou também o alto índice de erros. Perdeu 21 bolas, contra 14 dos donos da casa.

Pelo Spurs, o veterano Tony Parker liderou a resistência colocando 28 pontos no placar, servindo de garçom em 8 oportunidades e catando 8 rebotes. Tim Duncan somou 19 pontos e pegou 11 rebotes. Daniel Green acrescentou 22 pontos – seis cestas de três. O herói Ginóbili anotou 16 pontos e 11 assistências. E Kawhi Leonard completou o pacote da virada botando 18 pontos e 9 rebotes em suas estatísticas.

O capítulo 2 da série está marcado para quarta-feira às 22h30 no mesmo local. É quando se saberá o tamanho do estrago psicológico na cabeça dos jogadores do Warriors. E quanto isso acarretará em prejuízo dentro de quadra. Já que estou em um momento corneta, arrisco outro palpite: o Spurs não vai dar tão mole de novo. Azar de Curry e seus parceiros.

Enviado por Sandro Gabardo, 05/05/2013 às 00:15

Fim de linha para o Brooklyn Nets. O estreante da liga norte-americana de basquete – até o ano passado a equipe representava New Jersey – desmoronou no jogo 7 contra o tradicional Chicago Bulls. A derrota em casa foi implacável. Sem reação, o grupo liderado por Deron Williams pouco fez para ter destino diferente. O Nets entrou em ritmo de amistoto; o Bulls, cheio de desfalques há algum tempo na competição, botou pra quebrar. Final: 99 a 93.

Três jogadores terminaram com 24 pontos. Deron Williams, pelo Nets; Marco Belinelli e Joakim Noah, pelo Bulls. Noah ainda pegou 14 rebotes, sendo 7 ofensivos. O Brooklyn chegou a ter em mãos 19 rebotes de ataque e mesmo assim não foi capaz de escapar à marcação vermelha e preta. Com o triunfo, o Chicago se credencia a tentar a sorte contra o Miami Heat. E vai precisar de uma grande dose dela para sobreviver a mais do que quatro jogos.

Na temporada regular, o Bulls até fez papel digno contra o Heat. Ganhou duas e perdeu duas. Em dois jogos em casa, ambos venceram uma e perderam a outra.

As semifinais de Conferência começam neste domingo com duas partidas. No Leste, o New York Knicks recebe o Indiana Pacers no Madison Square Garden. O confronto começa às 16h30. O time da casa é favorito. Para não desperdiçar o mando de quadra, como fez contra o Boston Celtics, a equipe de Carmelo Anthony precisa minimizar as oscilações dentro do jogo. A boa pontaria que marca a franquia nova-iorquina será crucial para sobrepujar a sólida defesa visitante. Para o Indiana Pacers, a fórmula é dar ao Knicks aquilo que ele não gosta: um embate baseado na força física. Na temporada regular, 2 a 2, com cada um mandando ver em seu território.

No lado Oeste, o Oklahoma City Thunder volta à quadra depois de despachar o Houston Rockets por 4 a 2. Agora, o rival é o Memphis Grizzlies, a partir das 14 horas. No cenário da temporada regular, OKC provavelmente seria favorito diante dos Ursos-Pardos. Acontece que o vice-campeão do ano passado perdeu Russell Westbrook, o coprotagonista ao lado de Kevin Durant. Sem ele, o Trovão é um adversário comum. Memphis, por outro lado, cresceu nos playoffs. Zach Randolph e Marc Gasol – este o melhor defensor da liga – estão barbarizando na defesa e no ataque. A chave da partida é a velocidade. Se OKC conseguir impor um ritmo frenético, os visitantes terão muita dificuldade. Caso contrário, os anfitriões terão de achar um jeito de não parar nos brutamontes parados debaixo do garrafão. Na temporada regular, o Memphis surpreendeu. Ganhou duas vezes, uma delas na estrada, e perdeu a outra, também como visitante. Mas em playoff o buraco é bem mais embaixo. Ou não?

Enviado por Sandro Gabardo, 03/05/2013 às 00:12

Fim de combate, nocaute do Golden State Warriors no sexto round. Em casa, a equipe do astro Stephen Curry ganhou por 92 a 88 do Denver Nuggets e fechou a série melhor de sete jogos dos playoffs da NBA em 4 a 2. Vai ao próximo desafio novamente como franco-atirador, agora contra o San Antonio Spurs, segunda melhor campanha do Oeste e que varreu o Los Angeles Lakers por 4 a 0.

Ao Denver resta acompanhar o desfecho da liga norte-americana de basquete pela televisão. Apesar de ter entrado como favorito na contenda, o Nuggets em momento algum mereceu a classificação, provavelmente sentido falta de Danilo Gallinari, que se lesionou no fim da temporada regular. O Warriors mostrou mais vontade de levar a vaga, mesmo depois de perder David Lee, contundido, no primeiro duelo. E a vaga veio em uma batalha dividida em três partes.

Na primeira, o Denver Nuggets encontrou espaço no ataque, abriu vantagem de 11 pontos e deu a entender que forçaria a realização do sétimo e derradeiro embate. Mesmo em desvantagem, o Golden State Warriors teve o destaque do primeiro tempo. Andrew Bogut fez oito pontos e pegou dez rebotes antes do intervalo, mantendo o time vivo.

O segundo cenário do confronto surgiu logo após a volta dos vestiários. Liderados por Stephen Curry, que vinha devendo desde o jogo anterior, o Warriors atropelou sem piedade os visitantes. Quando não arriscava (com sucesso) os tiros longos, Curry armava o ataque com velocidade e passes certeiros. Como as bolas de fora do garrafão passaram a cair, o Nuggets abriu a defesa, tentando evitar os arremessos, e ficou ainda mais vulnerável debaixo da tabela. Foi um banho de bola. Na defesa, o time da casa permitia os chutes de média e longa distância, se postando à frente da tabela como o exército de Leônidas na famosa batalha das Termópilas – aquela do filme 300. Todo mundo juntinho, sem brechas para o avanço do oponente.

Vendo-se em péssima situação no confronto, perdendo de virada, o Nuggets mudou de postura. Passou então a ser agressivo na defesa, marcando quadra toda e impedindo que Curry tivesse a liberdade de criar. Os erros de Golden State se acumularam de maneira infantil (21 no total) e a vantagem no placar diminuiu aos poucos, colocando a vitória em risco. Sorte dos Guerreiros que a pontaria de Denver estava desajustada. De 98 bolas arremessadas, encestou apenas 34 (34,7%). Fez-se justiça.

Andre Iguodala foi o cestinha do confronto. Fez 24 pontos para o Nuggets. Kenneth Faried marcou 11 e pegou o mesmo número de rebotes. Pelo Warriors, Curry fez 22 pontos – quatro bolas de três certeiras – e deu oito assistências quando o time mais precisou. Só não foi mais brilhante do que Andrew Bogut. Onipresente, o cara pegou 21 rebotes, sendo 7 no terreno inimigo, bloqueou quatro arremessos e ainda achou tempo para anotar 14 pontos.

A batalha final: Nova York
Ficou para sábado. Sétimo encontro marcado entre Chicago Bulls e Brooklyn Nets, pelos playoffs da NBA. Quem ganhar esse duelo, em Nova York, leva a vaga para disputar a semifinal da Conferência Leste, contra o Miami Heat. A classificação poderia ter saído nesta quinta-feira, para os Touros. Nem mesmo com a torcida a seu favor o time de Marco Belinelli – cestinha com 22 pontos – conseguiu sacramentar a conquista. Por saber defender como poucos e não ter a mesma desenvoltura no ataque, o Chicago perdeu por 95 a 92. Resta dar o troco na batalha final de uma guerra muito equilibrada. Somente no jogo 1, quando o Nets derrotou o Bulls por 106 a 89, uma equipe teve domínio total da outra.

Em um confronto com 15 trocas de liderança no placar, os dois lados tiveram jogadores com boa pontuação. No Bulls, além de Belinelli, que ficou em quadra por 46 minutos, destacaram-se também Nate Robinson, com 18; e Jimmy Butler, com 17. Menos pontuadores, Carlos Boozer (14 pontos e 13 rebotes) e Joakim Noah (14 pontos, 15 rebotes e 5 bloqueios) foram importantes tanto na frente quanto atrás. No Nets, Deron Williams fez os mesmos 17 pontos de Joe Johnson e Brook Lopez, só que distribuiu 11 assistências, dando vigor e velocidade ao ataque visitante.

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