Terça-feira, 09/02/2010
Antonio Costa/Gazeta do Povo
O volante Chico teve atuação “multifuncional” na Vila Capanema: além de ajudar no ataque, saiu-se muito bem na marcaçãoNão esperava uma ode ao futebol-arte na Vila Capanema, mas gostaria de ter visto um pouco mais de ousadia dos dois lados. Antônio Lopes e Marcelo Oliveira se armaram primeiro para não perder. Pensamento pequeno, que irritantemente está encalacrado até a medula dos nossos times.
Lopes ainda conseguiu deixar alguns escapes ofensivos. Marcelo, o melhor atacante rubro-negro na atualidade, tem a resistência e as passadas de um maratonista - enquanto os outros parecem estar na altitude com 40 graus no côco, ele corria como se estivesse no início de uma manhã de inverno. E tinha a bola aérea, sempre uma opção eficiente.
Marcelo Oliveira não conseguiu nem isso. A estratégia de colocar Elvis e Pará na armação fracassou. Elvis foi engolido por Chico e pouco fez para mudar o cenário. Pará não é o armador que o Paraná procura, Marcelo precisa de convencer disso.
O resultado foi Toscano isolado no ataque, sem receber a bola. Foi emblemático um lance ali pelo fim do primeiro tempo em que o camisa 9 veio buscar a bola quase na meia-lua.
O árbitro Adriano Milczvski também teve papel decisivo no jogo. No lance do gol ele foi perfeito. Se o jogador opta por bater a falta rapidamente, automaticamente abre mão da distância de 9,15 m. E Chico não tentou roubar a bola, ela foi chutada em seus pés.
No mais, o Miltchévski foi mal. Manoel fez pênalti em Toscano no primeiro tempo. Ele não deu. Depois quando Manoel não fez nada, ele marcou pênalti. Sem contar que o juiz demorou a mostrar cartões. Estava cru para o clássico. Vai passar um ano apitando Serrano x Engenheiro Beltrão até merecer um jogo grande de novo.
Chico, aliás, foi muito bem. Anulou Elvis, fez a jogada do gol, ganhou as bolas altas que disputou. Raçudo e eficiente, foi o símbolo de um clássico que não encantou, como não encanta esse errante Campeonato Paranaense.

A) Pastor da Igreja Universal;
B) Novo garoto propaganda da Renovar;
C) Novo técnico do Engenheiro Beltrão;
D) Cantor romântico residente da Churrascaria Lima II;
E) Irmão mais novo do empresário Naor Malaquias;
F) Quem ele é não sei. Só sei que o defunto dono do terno era maior que ele.
Valterci Santos/ Gazeta do Povo

Domingo tem o primeiro clássico do Campeonato Paranaense, Paraná x Atlético, na Vila Capanema. Tem tempo de sobra para falar da estratégia, da técnica e dos defeitos dos times até domingo. Mas vou começar escrevendo sobre uma característica bem marcante do confronto: os golaços.
Em 20 anos de clássico, quatro marcaram pela beleza ímpar. Dois do Paraná, nos anos 90, dois do Atlético, nos anos 2000.
Para o Tricolor, o voleio sensacional da entrada da área de João Antônio e o calcanhar de Mirandinha, aplaudido até pelos atleticanos.
Para o Rubro-Negro, a meia-lua e o cruzamento de letra de Kelly para Lucas matar de sem-pulo e a fila de Dênis Marques, que virou até chamada do SporTV.
Em 2007, o Globo Esporte relembrou esses quatro gols, antes do encontro entre os rivais pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro daquele ano. Confira os golaços e use os comentários para dizer qual o mais bonito.
Henry Miléo/Agência de Notícias Gazeta do Povo
O Coritiba, de Enrico, venceu mais uma contra o Operário e continua isolado na liderançaSe a atuação ainda deixa o torcedor com a dúvida de como será o Coritiba contra um adversário mais potente, revela o clube na metade do caminho de uma marca histórica. Com mais seis vitórias, o Coxa iguala o Atlético de 2008, dono da maior série de triunfos em uma única edição do Paranaense.
O caminho é longo, claro. Mas foi a essa altura, em 2008, que o amigo Cahuê Miranda, na Tribuna, foi o primeiro a escrever sobre o possível recorde. Ninguém acreditava, mas deu certo.
Serviu para resgatar a história do Furacão de 49, algo que a geração Arena conhecia e valorizava bem menos do que deveria. De prático para aquele time teve pouca utilidade. Ney Franco conseguiu motivar o elenco a superar o recorde, mas não o fez entender que somente o título daria sentido àquela série de 12 vitórias. Perdeu o campeonato em casa, não sem antes ser tocado da Copa do Brasil pelo Corinthians-AL.
Agora, Ney Franco tem a chance de igualar a si próprio. Seria uma dose necessária de autoestima que o Coritiba tanto precisa diante da forma como foi rebaixado.
Mesmo que não consiga (e acho que não consegue, pois o Coxa ainda terá os clássicos e o bom Iraty no caminho), é fundamental que Ney tenha aprendido a lição e mostre ao seu time que acima de séries e recordes estão o título e a oportunidade de montar um Coritiba capaz de subir.
Goleada rubro-negra
Antonio Costa/Gazeta do Povo
Manoel se antecipa a Catatau e faz o segundo gol do Atlético após cruzamento de NetinhoO caminho para a goleada foi aberto com dois cruzamentos de Netinho. Um aproveitado por Rhodolfo, outro por Manoel. Poderia ser Paulo Baier na cobrança. Ou Alan Bahia na conclusão. Pouco muda.
Desde 2008 essa é a única jogada que o Atlético tem. Ainda bem, pois livrou o time de poucas enrascadas. Uma pena, pois desde 2008 o Atlético faz pouco além de se livrar de enrascadas.
Caso eu não tenha sido claro...
Reli o texto e vi que pode dar a impressão de que eu acho uma Coritiba uma maravilha e o Atlético uma porcaria. Negativo. Os dois são fracos. Como já escrevi, o Coxa tem problemas crônicos na defesa. Também sofre com a falta de atacantes. Ainda não tem time para subir.
Essa maravilha do mundo moderno chamada Youtube tem em seus arquivos uma compilação de gols de Javier Toledo, novo reforço do Atlético. Claro, ali está o melhor do cara. Não dá para saber quantas finalizações separam um gol do outro.
Dá para depreender que é um centroavante com C. Homem de área, que depende do posicionamento para chegar à rede, usa bem o corpo e não penteia muito a bola antes de finalizar. O Atlético sentiu falta de um jogador assim desde que Rafael Moura foi afastado.
Patrick não aproveitou as chances que teve. Alex Mineiro jogou mal, e seu estilo é outro. Wallyson tem um magnetismo ímpar com a trave. Sobrou para Toledo a missão de fazer com que o Atlético volte a ter um 9 de verdade, já que Bruno Mineiro pode jogar fora da área também.
O rombo por trás do mito
Escrevi algumas vezes aqui no blog que a gestão de Aurival Correia só se salvava pela competência administrativa, já que o futebol sempre ia de mal a pior. Era um senso comum, pois não havia informação segura de que as contas do clube estivessem fora de ordem.
Pois agora digo que cumpri mal minha função jornalística. Informei mal aos visitantes, vendi como verdade algo que, agora se percebe, é falso como uma nota de 30 reais.
Semana passada, dois guris das categorias de base do Paraná entraram na Justiça para se desvincular do clube. O Paraná não havia depositado FGTS, tipo de infração que qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento legal sabe que dá razão ao empregado na Justiça do Trabalho. Erro de Aurival. O Paraná recebe o dinheiro da Base e tem por obrigação investí-lo adequadamente. Provavelmente a grana foi usada para cobrir outro rombo, o que criou mais um, e mais um, e mais um.
Agora, o clube convive com a ameaça de greve dos seus funcionários. Salário de gente que trabalha no clube está atrasado. Os boleiros que ficaram do ano passado para esse estão indo para o quarto mês de direito de imagem atrasado. Já há respaldo legal para pedir a rescisão na Justiça.
Assim, cai o mito da boa gestão administrativa de Aurival Correia. Por trás do mico oco, um belo rombo. Sem títulos e com uma herança maldita ao sucessor, Aurival firma-se como o pior presidente da história paranista.
Ranking again
Jerry Rock questiona nos comentários o bom posicionamento de Pereira e Jéci versus a ausência de Manoel no top 10. Jerry, tecnicamente, não discuto: Manoel vale mais que Pereira e Jéci juntos. O ranking não é feito com base em notas, mas em informações bem simples, como expliquei: pontuação do time, cartão, gol, assistência, pênalti defendido e gol perdido. O Coritiba ganhou cinco jogos, contra dois do Atlético. Pereira fez gol, deu passe para um. Por isso ele está lá em cima e o Manoel embaixo.
No dia em que eu tiver condições de assistir a todos os jogos com atenção, dou nota para todo mundo e faço um ranking condizente com a atuação.
Rodolfo Bührer / Agência de Notícias Gazeta do Povo
O golaço contra o Toledo foi uma demonstração perfeita disso. Conciliou com perfeição a complicada tarefa de enfileirar cinco zagueiros com a quase impossível missão de controlar a bola no judiado gramado da Vila Capanema.
Quando Rafinha foi contratado, escrevi aqui que só não podia deixá-lo entrar na área. Sua incapacidade de acertar o gol custou pontos, cabelos e unhas aos paranistas. Rafinha evoluiu, voltou mais preciso. Ótimo ver sua capacidade de melhorar.
Agora, tanto Rafinha quanto o Coritiba têm o desafio de manter esse bom início por um longo tempo. Tanto no Paranaense, cujo supermando já é quase certo do Coxa, mas especialmente na Série B, o que realmente importa para o time nesse ano.
Rafinha e Enrico acertaram o meio de campo. Fizeram Ariel e Marcos Aurélio jogar. Com Andrade e Triguinho, o time fica mais encorpado.
Só a defesa que continua sendo um perigo. Não dá para se iludir com Pereira e Jéci juntos. O fato de o Coritiba ter tomado gol em quatro dos cinco jogos deve ser encarado como um alerta sério. Qualquer atacante veloz passa pelas torres gêmeas alviverdes.
Ranking
Para quem reclamou do fato de o ranking ser 90% do Coritiba, me acusando de manipulá-lo, sugiro que corra até o post de sábado e clique no arquivo com a classificação completa e os critérios. Ou venha aqui no primeiro post do ranking, em que ele foi explicado.
A pontuação não é feita no achômetro. Segue critérios simples e claros, que qualquer um com o mínimo de boa vontade lê e entende. Se o time ganha, o cara faz mais pontos. Por isso tanta gente do Coritiba.
Se alguém acha o ranking bobagem, perda de tempo, ótimo. Respeito a opinião e não tenho a ilusão de que todos gostem do que escrevo. Agora, guardem leviandades para quem realmente mereça.
E Jerry, o ranking não é só para o Paranaense. Segue o ano inteiro, sendo que no Brasileiro haverá pesos diferentes. A pontuação do Atlético será normal. A de Coritiba e Paraná, multiplicada por 0,75. Afinal, um terá rivais bem mais difíceis que os outros dois.
Rodolfo Bührer/ Gazeta do Povo

Alan Bahia tem usado essa experiência maravilhosamente bem. Diminuiu o impacto da perda de liderança no Rubro-Negro pela saída de Paulo Baier. Conhece o Atlético a fundo, é identificado com a torcida. Com a escolta de Valencia, ganhou licença para atacar. Virou artilheiro. Já balançou a rede quatro vezes no Estadual.
A experiência de Juninho ainda não tem entrado em campo. Nos dois últimos jogos, o goleiro falhou como juvenil em lances cruciais. Contra o Paranavaí, a sua rebatida fez estrago menor porque depois o Tricolor conseguiu desempatar. Hoje, porém, não teve tempo para corrigir. Juninho cometeu um pênalti bobo. Jogou no lixo uma vitória que havia acabado de cair no colo do Paraná. Mostra porque não se criou no Atlético Mineiro.
A maneira como os dois experientes se comportaram diz muito a respeito do que Atlético e Paraná fizeram nesse fim de semana no Paranaense.
Marcelo Elias/Gazeta do Povo

Para começar, a segunda parcial do ranking do futebol curitibano, a disputa pra lá de informal para medir a importância dos jogadores de Coritiba, Atlético e Paraná.
Parcial prejudicada pelo temporal de quinta-feira, que adiou Paraná x Iraty. Com um jogo a menos, o Tricolor perdeu espaço no top 10. Toscano caiu de posição e Murilo saiu da lista. O Atlético reagiu com o 8 a 0 sobre o Serrano, mas empacou no 0 a 0 com o Cascavel e, por isso, segue fora da relação dos melhores.
Essa relação, aliás, tem um novo líder. Destaque contra o Engenheiro Beltrão, domingo passado, Ariel tomou de Rafinha a primeira posição. Confiram a lista, ainda bem pintada de verde e branco - resultado do aproveitamento total do Coritiba. Entre parênteses, a posição na semana passada (ou se não estava no top 10) e há quantas semanas o jogador está na lista.
1º Ariel - Coritiba 15,2 (2º/2)
2º Rafinha - Coritiba 14,9 (1º/ 2)
3º Edson Bastos - Coritiba 13 (3º/2)
4º Jéci - Coritiba 12,7 (7°/2)
5º Marcos Aurélio - Coritiba 12,5 (5º/2)
6º Pereira - Coritiba 10,2 (7º/ 2)
7º Marcelo Toscano - Paraná 10 (4º/2)
8º Leandro Donizete - Coritiba 9,9 (-/1)
9º Enrico - Coritiba 9,5 (-/1)
10º Rodrigo Heffner - Coritiba 8,7 (4º/2)
Abaixo, o arquivo com a classificação completa (já são 58 nomes) e os critérios de pontuação.
Se algum pai atleticano levou o filho pela primeira vez ao estádio ontem, para ver o jogo contra o Serrano, saiu com a certeza de que arregimentou o guri para as fileiras rubro-negras. Um 8 a 0, perante os olhos de uma criança, é hipnótico e mítico. A subjugação completa do adversário. Uma variedade de gols e personagens para o garoto (ou garota) chamar de ídolo.
O valor da goleada de ontem vai pouco além dessa possibilidade de "perpetuação da espécie". Como medição da força do time, serve para quase nada. O Serrano não está preparado para disputar uma primeira divisão. Só está ali porque o futebol paranaense de hoje paga muito ainda pelos erros de ontem, quando a política do quanto mais melhor dava o limite do número de participantes. Com dez clubes, a primeira divisão estadual seria mais seletiva e não nos deixaria diante do que se viu na Arena: um time de profissionais jogando como um amontoado que mais parecia um combinado de casados&solteiros. Renaldo, com sua história e seu talento ainda claro, não merece ficar pregando no meio desse deserto que é o Serrano.
O Atlético, que não tem nada com isso, fez sua parte. Diante de um adversário frágil, goleie-se. Sem dó. Sem tirar o pé. Os oito gols de margem podem ser muito importantes como critério de desempate. Em um campeonato em que já se tem a impressão de que Atlético, Coritiba e Paraná (talvez com Operário, Corinthians e Cianorte na carona) vão sobrar, qualquer detalhe ajuda.
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Valencia saiu aplaudido de pé. No Atlético de hoje, ninguém tem mais identificação com o clube do que ele.
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Bruno Mineiro fez gol, mas também cometeu erros primários. Me lembrou um pouco Finazzi, que quando não fazia gol, era o pior em campo.
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Marcelo funcionou melhor como atacante do que como ala. Coroou a boa atuação com um golaço, a partir de uma arrancada fantástica desde o campo de defesa. Lopes deveria parar de inventar e deixar o menino jogar onde ele sabe.
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Bruno Furlan fez outro belo gol, excelente cartão de visitas. Merece ser observado contra um adversário de verdade.
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Marcelo jogando bem, Bruno Furlan estreando com um belo gol, Serna por estrear, Alex Mineiro para voltar, Bruno Mineiro provando sua utilidade... Wallyson e Patrick, aos poucos, vão se tornando cada vez mais dispensáveis para o Atlético.
Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
Rafinha comemora o primeiro gol do Coritiba no Estadual, contra o Serrano, na Vila Capanema.O critério é bem simples. Cada jogador recebe a pontuação do seu time na rodada (integral se ele jogou os 90 minutos; pela metade se ele foi substituído ou veio do banco). Há bônus para gol e assistência para o pessoal da linha; pênalti defendido e jogo sem ser vazado para a turma da meta. E penalidade por cartão amarelo ou vermelho.
Sempre na sexta ou no sábado eu trarei aqui o top 10 da semana, mais o arquivo com a pontuação completa e detalhada por rodada. Quem fechar o ano em primeiro... Sei lá, programo uma entrevista exclusiva para o blog do cara com perguntas de vocês. Se alguém tiver ideia melhor, será bem aceita.
Top 10 - 23/1
A primeira parcial do ranking tem, obviamente, o domínio de jogadores do Coritiba no top 10. São oito coxas, inclusive o líder, Rafinha. Toscano e Murilo, expoentes na vitória do Paraná sobre o Engenheiro Beltrão, são os "intrusos" no top 10 quase todo verde e branco. Toscano, por sinal, tem a maior pontuação em um único jogo - 6 contra o Engenheiro (3 pela vitória, 3 pelos gols).
1º Rafinha (Coritiba) 8,2
2º Ariel (Coritiba) 7,7
3º Edson Bastos (Coritiba) 7
4º Marcelo Toscano (Paraná) 6
Marcos Aurélio (Coritiba) 6
Rodrigo Heffner (Coritiba) 6
7º Jéci (Coritiba) 5,7
Pereira (Coritiba) 5,7
9º Renatinho (Coritiba) 5,5
10º Murilo (Paraná) 5
Clique aqui
para baixar o arquivo com todas as pontuações e os critérios de desempate.
ATUALIZADOhá 2h
Por dentro da Paris Fashion Week; diário de uma semana de moda...
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