Terça-feira, 22/05/2012
Antônio Costa / Agência de Notícias Gazeta do Povo
Coxa precisou ficar em desvantagem para virar partida contra o ParanavaíO Coritiba de ontem repetiu um defeito do ano passado. É como se fosse aquele aluno preguiçoso que só resolve estudar quando se vê em dificuldades para passar de ano. O adversário era o frágil Paranavaí, que entrou em campo no Couto Pereira preocupado em não perder de muito. Mas o Alviverde precisou sofrer para só depois reagir.
Mesmo que 2011 tenha ficado na história do Coxa pelas campanhas irrepreensíveis, é bom lembrar de momentos em que o time praticamente se desligava da partida. Se isso trazia complicações, minutos depois o time voltava à realidade, jogava bem e fazia os gols. Tal irregularidade dentro da mesma partida pode ser grave se do outro lado estiver um adversário forte.
A boa notícia para o torcedor Alviverde é que o elenco tem superado os altos e baixos. A esperança aumenta com a boa volta de Anderson Aquino e a chegada de Roberto. Mais do que vencer a irregularidade, esses dois nomes mostraram ontem que podem derrotar outro ponto fraco do time: o vício nos cruzamentos.
Delair Garcia / Tribuna do Norte
Num jogo pobre tecnicamente, o que chamou mais a atenção, além do resultado negativo para o Atlético, foi mais uma vez as mexidas mirabolantes do técnico Juan Ramón Carrasco. Primeiro escalou como titular o seu indicado Gabriel Marques, dois dias depois de o jogador assinar contrato. E no lugar de Pablo, um atacante improvisado na lateral-direita que vinha cumprindo bem o seu papel – aliás, um dos poucos no Atlético. E olha que o estreante também não é da posição de ofício. Jogava de volante até o Carrasco colocá-lo na lateral no River Plate (ARG) e depois no Nacional (URU). Neste domingo, mudou todo o ataque, sacando Marcinho ainda no primeiro tempo.
Mas, talvez na cabeça de Carrasco, essas alterações que poucos conseguem explicar, tenham um sentido. Com muita boa vontade, podemos concluir que o treinador está usando o Paranaense para fazer experiências de olho na Copa do Brasil e, principalmente, no Brasileiro da Série B. Pelo menos é o que parece. Se for isso, com a vaga já garantida para a provável decisão, vamos continuar a assistir mais “invenções” do uruguaio durante o segundo turno.
O próprio superintendente de futebol coxa-branca, Felipe Ximenes, recomendou este vídeo de uma das arenas mais rentáveis do mundo. Em dez dias foi montado um palco para o show do U2, desmontaram o palco e ainda teve um jogo de futebol. Vale dar uma conferida principalmente nos três minutos finais.
Veja mais sobre o assunto na Gazeta do Povo de sábado (25/2)
Antonio Costa/Gazeta do Povo
Lincoln concentrou as jogadas na área, para tentar a virada, mas o jogo acabou no empateWalter Alves/Gazeta do Povo
Coração a mil: a sequência de jogos – e os gols – fazem de Ricardinho um dos principais destaques do Furacão 2012Divulgação Coritiba
Campanha promovida pelo Coritiba para aumentar o número de torcedoresSe em 2005 o Atlético tivesse conquistado a Libertadores na final contra o São Paulo, o Coritiba, quem sabe, ao invés de amargar os rebaixamentos de 2005 e 2009, não teria se estruturado logo na sequência para também tentar o título continental e não ficar atrás do rival. Em 2011, se o Coritiba tivesse conquistado a Copa do Brasil frente o Vasco, provavelmente o Atlético, ao invés de passar o Campeonato Brasileiro lutando contra o rebaixamento que veio, não teria se visto obrigado a reforçar o time para o Nacional e atenuar um pouco a conquista do adversário.
Títulos trazem concorrência. E concorrência obriga as equipes a se reforçarem de verdade, não somente para o Paranaense, mas para conquistas maiores, conquistas de fato. Foi assim com os times gaúchos, que todos adoram dizer que são unidos em prol do futebol do Rio Grande do Sul. Perdoem-me, meus caros, mas as torcidas de Grêmio e Internacional crescem porque estão sempre disputando títulos de relevância, não porque tenham um acordo tácito para se unirem quando a coisa aperta.
Ou seja, lá acontece exatamente o que não temos visto no futebol paranaense.
Com todo o respeito que o presidente alviverde Vilson Ribeiro de Andrade merece, mas essa campanha Amo minha terra, torço pelo meu estado, que pretende fazer com que mais torcedores paranaenses torçam pelos times daqui, tende a não dar em nada.
Torcedor não se emociona com campanha publicitária pedindo para exaltar as coisas do estado. Torcedor se emociona com títulos, conquistas. E pelo que vimos no último Atletiba, aquele que teria tudo para ser o maior da história pelas circunstâncias e que no fim se tornou um confronto de duas equipes medrosas, estamos bem longe de ver os clubes paranaenses fomentarem suas torcidas.
Polícia
Quem frequenta estádios de futebol sabe bem que na hora da confusão a Polícia Militar não distingue se você é uma pessoa do bem ou do mal. Senta a borracha em quem estiver na frente, tenha você participação na encrenca ou não.
Não acredito que a Polícia Militar não tenha tido motivo para interceder em algo errado que acontecia no bloco carnavalesco Garibaldis e Sacis, no Largo da Ordem, no último domingo.
Assim como também não acredito que todos os machucados na ocasião mereciam realmente tal tratamento. Há de se ter mais preparo.
O Super Bowl deste domingo (5) significa muito mais do que a decisão da temporada de futebol americano. É praticamente um ritual de celebração do estilo de vida da América.
E como não poderia faltar por lá, os intervalos do jogo são recheados de comerciais. Os publiciatários pagam milhões para mostrar suas marcas para literalmente metade do país. Só para se ter uma ideia, cada segundo equivale a R$ 200 mil.
Assista às principais campanhas da edição de 2012 e veja se o dinheiro foi bem investido.
Honda curtindo a vida adoiadado
Chevy e o melhor presente do mundo
Seinfeld quer um Acura
Pepsi trollando a Coca-cola
Volkswagen e seu cachorro de dieta
Audi e a festa de vampiros
Ainda é cedo para dizer que o Atlético tem condições de brigar de igual para igual com o Coritiba no Estadual. Seria temeroso fazer tal afirmação, ainda mais tratando-se de um time em formação, que vive à mercê de insights de Juan Ramón Carrasco. O treinador, aliás, tem cumprido o time ofensivo que prometeu, só que está longe de encontrar equilíbrio na defesa.
E é exatamente o setor defensivo que pode pesar contra o Rubro-Negro na esperança de chegar empatado com o rival no Atletiba da 10ª rodada. Muito permissivo, contou com a sorte e com a deficiência ofensiva de Londrina, Operário e Rio Branco. Carrasco precisa olhar para trás da mesma forma que pensa o ataque. Caso contrário, pode ser tarde.
Apesar disso, o técnico uruguaio tem surpreendido. Era difícil imaginar, mesmo em um campeonato tecnicamente ruim, que o combalido Furacão largaria com três vitórias. Carrasco ganhou crédito.
O desafio dele é manter essa confiança, inclusive da torcida, impondo limites. Nele mesmo.
Sabidamente, os norte-americanos não são muito chegados ao “soccer”, o nosso futebol. Mesmo assim, a revista Sports Illustrated AFP
Messi melhor do que Pelé segundo draft da Sports Illustrated
O resultado? Polêmica. Isso porque o argentino Lionel Messi ficou em primeiro na lista da publicação. O Rei Pelé ficou apenas em quarto na eleição, atrás ainda de Diego Maradona e Johan Cruyff. Zico e Ronaldo foram os outros dois brasileiros mais bem colocados, na 18ª e 19ª colocação, respectivamente.
A “brincadeira” da revista funcionou da seguinte forma. Foi organizado um “draft”, como ocorre na NBA e na NFL, a liga de futebol americano. Após um sorteio entre 10 jornalistas, o primeiro sorteado ganhou o direito de escolher “em teoria” o melhor de todos os tempos. A opção foi Messi.
“Será que eu preciso explicar o porquê? O júri pode questionar se ele é o melhor de todos os tempos, mas já houve um ‘melhor jogador’ quando se fala em atitude, altruísmo e ritmo de trabalho?”, declarou Raphael Honigstein, o responsável pela escolha polêmica.
Melhor os norte-americanos não se arriscarem muito em opiniões sobre futebol...
Confira os 20 primeiros da lista da Sports Illustrated e os brasileiros escolhidos pelos jornalistas:
1º - Messi
2º - Diego Maradona
3º - Johan Cruyff
4º - Pelé
5º - Franz Beckenbauer
6º - Lev Yashin
7º - Michel Platini
8º - Bobby Moore
9º - Zinedine Zidane
10º - Ferenc Puskas
11º - Gerd Müller
12º - Marco Van Basten
13º - Nandor Hidegkuti
14º - Franco Baresi
15º - Paolo Maldini
16º - Alfredo Di Stéfano
17º - Xavi
18º - Zico
19º - Ronaldo
20º - Karl Heinz Rummenigge
22º - Roberto Carlos
24º - Ronaldinho Gaúcho
28º - Garrincha
29º - Carlos Alberto
34º - Falcão
40º - Romário
45º - Nilton Santos
57º - Cafu
78º - Toninho Cerezo
85º - Didi
91º - Djalma Santos
100º - Daniel Alves
114º - Maicon
127º - Junior
130º - Domingos da Guia
131º - Rivaldo
136º - José Altafini Mazola
141º - Marcos Senna
Ontem à tarde, enquanto zapeava pelos canais da televisão, vi, de relance, o goleiro Márcio, ex-Atlético, fazer uma bela defesa de mão trocada no jogo contra o São Paulo.
Presumi que o inferno astral do arqueiro, reserva de Renan Rocha na maior parte de 2011, havia passado. Errei feio. Quatro gols - um deles literalmente bizarro - foram pra conta do jogador revelado pelo Paulista de Jundiaí.
Depois da cabeçada do atacante Luís Fabiano, Márcio, que estava no chão, tenta afastar com o pé e acaba mandando a bola pra dentro da própria meta (veja o vídeo acima). Um lance de azar, um momento de distração, uma jogada de improvável repetição?
Pode ser, mas parece que os bons fluidos não acompanharam os filhos pródigos do Trio de Ferro no início de 2012. Além do goleiro artilheiro, dois ex-jogadores do Coxa não estrearam bem no campeonato Gaúcho.
O volante Léo Gago foi titular na derrota do Grêmio para o Lajeadense e começou com o pé esquerdo. Na verdade, a canhota do garoto do trio boladão não surtiu efeito. Com vários "balões" de fora da área, a atuação fez com que alguns torcedores gremistas já pedissem que o jogador fosse trocado por Tcheco.
Marcos Aurélio, que deixou o Coxa pelo Inter, também não teve sorte com a nova camisa. Titular do time reserva do Colorado, foi substituído no segundo tempo da derrota para o Avenida.
O trio paranista que hoje defende o Bragantino (Giancarlo, Wellington e Serginho) também não largou com vitória. O time de Bragança Paulista perdeu para o Palmeiras por 2 a 1, mas pelo menos Wellington deixou sua marca, de pênalti.
O goleiro Zé Carlos e o zagueiro Cris não tiveram a mesma sorte do ex-companheiro. Foram titulares na derrota do Oeste-SP para o Guarani.
Quem se salvou foi o atacante Hernane, autor dos dois gols do Mogi-Mirim contra a Catanduvense.
Mas mesmo como o grande nome do jogo, o herói da partida, o ex-centroavante do Paraná não chamou tanta atenção quanto o goleiro Márcio, que nesse momento certamente não gostaria de estar no centro dos holofotes.
Mais sorte na próxima.
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