Quinta-feira, 11/03/2010
O Coritiba conseguiu nesta quinta-feira (11) atenuar em 2/3 a pena imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva em dezembro passado. Se no primeiro julgamento o clube pegou 30 jogos de suspensão (para jogar no mínimo a 100 km de Curitiba), agora ficará 10 partidas longe de casa. O veredicto do tribunal pleno do STJD também amortizou a multa pecuniária do clube: antes R$ 610 mil, hoje R$ 100 mil.
Com o resultado no tapetão, a situação coxa-branca devido ao vandalismo no Couto Pereira (dia 6/12/2009) foi amenizada, mas ainda é preocupante dentro de campo. A volta do time em casa na Série B será apenas na segunda quinzena de setembro, quando receberá a Portuguesa, em jogo válido pela 22ª rodada. Antes disso, terá que enfrentar América-MG, Brasiliense, Ponte Preta, Bragantino, Sport, São Caetano, Bahia, Duque de Caxias, Icasa e Náutico longe de Curitiba.
Confira como foi o julgamento!

Para facilitar a visualização, fiz um investimento vigoroso em tecnologia e converti em imagem a lista dos dez melhores do ranking. Fica melhor assim, não?
E o Atletiba?
Não vou ser babaca de vir aqui um dia depois do Atletiba e não escrever nada do clássico. Tenho realmente pouco a acrescentar daquilo que vocês já discutiram, ouviram e leram. Mas, segue minha contribuição.
- Entre os 20 e os 30 minutos do primeiro tempo, o Coritiba exerceu um domínio raras vezes visto nos últimos Atletibas. Deveria ter resolvido o jogo ali;
- Neto pegou muito, mas o Coritiba perdeu algumas chances por incompetência. Deixando um pouco de lado o fato de o 1 a 1 ter quase assegurado ao Coxa o supermando, o empate deve ser visto no Alto da Glória, pelo que foi o jogo, como dois pontos perdidos, não um ganho. Repetir isso na Série B será prejuízo certo;
- Da perspectiva do Atlético, é preciso ficar preocupado. O time foi dominado durante metade do jogo por uma equipe que se reconstrói após desmoronar para a Série B. É um alerta mais do que claro que se algo não mudar com urgência, será mais um Brasileiro de agonia na Baixada;
- Mencionei acima, mas vale um tópico só para ele. Neto tem muito futuro. Vai errar? Vai. Mas é acima da média dos goleiros da sua idade. Sai bem do gol e não dá rebote. Se fosse Galatto ou Vinícius no gol, pelo menos duas finalizações do Coxa teriam voltado para o meio da área;
- Desde 2008 o Atlético só consegue fazer gol de bola parada. Para quem fez fama por sufocar os adversários em casa e ter o contra-ataque mais mortal do futebol brasileiro há alguns anos, ter só isso a oferecer é desolador;
- Manoel jogou sujo nas divididas seguidas com Marcos Aurélio e Renatinho. Chutou a perna do primeiro sem a bola estar pelo caminho e mostrou o jacaré para o segundo sem dó. Quase decidiu o jogo ali, pois Marcos Aurélio se escondeu até o gol e Renatinho saiu do jogo, deixando o Coritiba sem armação. Manoel é um zagueiraço, não precisa disso. Alguém tem de falar isso para ele já;
- Rafinha jogou dois clássicos e eclipsou em ambos. Daqui a pouco vira jogador que só resolve contra time pequeno;
- O duelo argentino foi uma decepção. Pepe Toledo não pegou na bola. Ariel quando pegava nela, dava canelada - e ainda levou um pito do Marcos Aurélio;
- Alan Bahia fez pênalti em Renatinho;
- O bandeirinha que correu lá pela Brasílio Itiberê é a cara do Freddy Mercury (copyright do meu bróder João Paulo Zanona).
Dia da mulher
Mulheres que visitam o blog, um beijo respeitoso a todas pelo seu dia. Não vou ser machista de dizer que os outros dias são do homem nem hipócrita de falar que todo o dia é dia da mulher. O dia da mulher é um dia que simboliza a luta feminina para ganhar seu espaço e lembrar a todos nós que a diferença entre eles e elas diminuiu, mas infelizmente não acabou.
Marmanjos que ainda não deram um beijo carinhoso na mãe, na mulher/ namorada, na filha, na sogra ou naquela colega que senta umas três cadeiras do lado: criem vergonha na cara e vão lá dar os parabéns sinceros. Não dói, pombas.
Segunda-feira que vem eu volto com a última atualização de férias. Uma atualização especial, direto de Fortaleza. Lembrarei de todos vocês quando estiver tomando uma água de côco na Praia da Futuro.
Giuliano Gomes e Marcelo Elias/ GP

Poucas mudanças, exceto um empate triplo na liderança, com dois goleiros (Neto e Édson Bastos) e um atacante (Marcos Aurélio); Netinho ganhando posição e Pereira reaparecendo no top 10, com a saída de Rhodolfo. O Atletiba de domingo, porém, deve dar uma mexida no negócio.
O Paraná, com o 6 a 1 no Cerâmica, esteve perto de reaparecer no top 10, com Juninho ou Toscano. Mas o empate com o Cascavel manteve a porta fechada para o Tricolor.
Segue a classificação, com a pontuação, quantas posições oscilou e as semanas seguidas na lista.
1º Edson Bastos (Coritiba) 31 pontos (+1/5)
1º Marcos Aurélio (Coritiba) 31 pontos (-/5)
1º Neto (Atlético) 31 pontos (+1/3)
4º Netinho (Atlético) 28,7 pontos (+1/2)
5º Jéci (Coritiba) 28 pontos (-1/5)
6º Alan Bahia (Atlético) 27,4 pontos (-/3)
7º Rafinha (Coritiba) 25,6 pontos (+2/5)
8º Manoel (Atlético) 25,4 pontos (-/2)
9º Leandro Donizete (Coritiba) 25,3 pontos (-/4)
10º Pereira (Coritiba) 23,9 pontos (+1/1)
E, por fim, a relação completa.
Quem comenta quer resposta...
Aos visitantes que comentaram durante a semana...
... Estou em férias, como expliquei semana passada. E como deixei claro semana passada, até minha volta, dia 22 de março, o blog só será atualizado com o ranking. Passei semana passada inteira viajando, farei isso em boa parte das duas próximas e nem tenho acompanhado os jogos. E outra. Alguém aqui dá expediente no trampo durante as férias? Acho que não, né.
... Sobre os horários da tevê. A Justiça do Rio concedeu liminar proibindo os jogos de acontecerem por lá entre 10 e 17 horas, por causa do calor. Assim, o jogo dominical da Globo Rio só começa 17 horas e por efeito cascata todos os jogos de tevê aberta dos estaduais ficam nesse horário. Como aqui no Paraná muitos estádios não têm iluminação, alguns jogos não podem acontecer nesse horário, é o caso de Serrano e Paraná, que seria o jogo desse domingo (por isso veremos Cascavel x ACP). E também por efeito cascata, os jogos da segunda leva do pague-pra-ver vão para 19h30. O horário tem pontos negativos? Concordo. Mas são as regras que os clubes aceitaram e recebem dinheiro por isso. Também deveriam ser cobrados quando os horários dos jogos não são aqueles que os torcedores sonham.
... Realmente não costuma haver bandeiras do Coritiba na Vila Capanema. Mas o que a Vila tem a ver com um clássico no Caranguejão, Sandro? O Paratiba foi lá, a foto é de lá, não da Vila. Não tem montagem, amigo.
... Adriano e Vinícius reclamam de forma doentia da existência de bandeira do Coritiba na foto do post abaixo. A troco de que essa intolerância, gente? Há ali simplesmente o contraste entre a festa de quem venceu o clássico merecidamente e a desolação de quem viu a invencibilidade ir para o espaço. Larguem mão de ser paranoicos e curtam a vitória paranista.
Rodolfo Bührer / Agência de Notícias Gazeta do Povo
O Coritiba esteve apático. Sem Leandro Donizete o time fica fora do eixo. Marca de maneira frouxa e ataca tolamente. Rafinha, o cara para levar o time ao ataque, não jogou nada e levou o time consigo. Ariel parecia com a cabeça na renovação ou em qualquer outro lugar, que não o Caranguejão.
No geral, o jogo foi fraco, como fracos têm sido os jogos do Paranaense. Se há uma conclusão que é possivel tirar até agora, é a de que se sofrem contra adversários abaixo da média, os nossos times devem sofrer mais uma vez no Brasileiro.
Atlético perdia dinheiro no contrato da Timemania

No acordo original, firmado pela gestão anterior, a conta necessariamente passava por uma agência de propaganda, ligada a um antigo diretor do clube. Por acordo interno, esse diretor ganhava uma comissão por qualquer contrato que firmasse pelo clube. Então, ganhava do Atlético e ganhava no caminho do direito entre a Caixa e o clube. Essa intermediação tirava do Atlético cerca de 30 mil reais por mês.
A operação - totalmente legal, mas claramente inadequada - foi desfeita em abril, quando Enio Fornea foi negociar a renovação e estipulou, no novo contrato, que o clube receberia a grana diretamente.
Ranking Atletiba
Rodolfo Bührer/ Gazeta do Povo

1º Marcos Aurélio (Coritiba) 26,5 pontos (-/ 4)
2º Édson Bastos (Coritiba) 24 pontos (-/ 4)
2º Neto (Atlético) 24 pontos (+3/ 2)
4º Jéci (Coritiba) 22 pontos (-1/ 4)
5º Netinho (Atlético) 20,7 pontos (+10/1)
6º Alan Bahia (Atlético) 20,4 pontos (+4/ 2)
7º Rhodolfo (Atlético) 20,3 pontos (+6/ 1)
8º Manoel (Atlético) 19,7 pontos (+6/ 1)
9º Leandro Donizete (Coritiba) 19,6 pontos (-3/ 3)
9º Rafinha (Coritiba) 19,6 pontos (-5/ 4)
Abaixo, o arquivo com a classificação geral e os critérios de pontuação. Já temos 74 jogadores contabilizados.
Adeus ano velho, feliz ano novo
Costumo dizer que meus anos só terminam quando eu saio de férias. É quando, de fato, consigo parar e olhar aquilo que ficou para trás e projetar o que vem pela frente. Assim, meu 2009 acabou de fato neste domingo, 21 de fevereiro. Estou saindo de férias e, em poucas horas, pego estrada rumo ao interior de São Paulo. Uma semana pescando no Paranapanema. Só eu, os peixes, o rio, a natureza e o silêncio. Depois, ainda não sei. Férias não podem ser muito planejadas, precisam ser curtidas e é isso que vou fazer.
Para que esse belo plano funcione, vou dar um tempinho aqui no blog. Até 22 de março, quando volto do descanso, as atualizações serão apenas do ranking. Os comentários também serão moderados nesse ritmo, apenas às segundas-feiras.
Abraço e feliz ano novo.


Bastante gente vai para lá, mas quase todo mundo volta na Quarta-feira de Cinzas. E você não precisa disso. Já ganhou a vida e a Justiça Desportiva é apenas um hobby, uma maneira de fazer parte da sua paixão.
Isso mesmo, você pode voltar na quinta. Afinal, há um processo importante para apreciar.
Mas espera aí. Não é do seu Fluzão. Nem do Flamengo, do Vasco ou do Botafogo dos seus amigos auditores. Também não é dos neuróticos paulistas. Nem dos gaúchos, aqueles chatos que sempre pensam que estão em guerra. Muito menos dos mineiros, aquela gente simpática que vem se divertir nas praias do seu Rio de Janeiro.
É do pessoal lá do Paraná. Aquele povinho estranho, com cara de europeu, metade quer ser paulista, metade quer ser gaúcho. Ainda se fosse dos "*paraíbas", até valia esforço. O porteiro lá do tribunal é "paraíba", você dá o panetone da cesta de Natal do tribunal para ele. Até valia o esforço por aquela gente sofrida. Quer saber, volta na sexta! Resolve tudo na sexta-feira e pronto.
Além disso, se você tomar a decisão na quinta, o time lá do Paraná vai poder jogar um clássico no seu estádio. Sim, aquele campo em que não deixaram o seu Fluzão comemorar o título da permanência na Primeira Divisão.
Vai, que Deus te livre!, que você permite o jogo lá e aqueles vândalos aprontam de novo. Você só está tapando buraco no tribunal, daqui a pouco aquele paulista estressado se recupera e volta - se fosse carioca, passeando no calçadão de Copa todo o fim de tarde, não estaria doente. Melhor não arrumar pra cabeça.
Então fica assim. Você volta na sexta, caneteia o aval do seu xará e dá para aquela gente o que eles esperam. Não saiu quando eles queriam? Bem, não é culpa sua, nem tudo na vida é 100% e o trânsito do pós-carnaval é uma loucura. Se ainda fosse um "paraíba", até valia o esforço de sacrificar a quinta-feira em Angra.
* paraíba é como muitos cariocas chamam todo mundo que nasce da Bahia pra cima.
Rodolfo Bührer/ Gazeta do Povo

Mas, tenho de dizer, o Coritiba deveria agradecer à FPF por marcar o clássico para o Caranguejão. Tudo o que o Coritiba não precisa é passar por cima, direta ou indiretamente, da decisão do STJD para antecipar o retorno ao Couto Pereira.
Não é praxe se liberar estádio apenas com aval da CBF, sem que o tribunal abra um brecha na sua própria decisão. E não me venha com a história de que o ofício do Virgílio Elísio é manifestação clara de que o jogo pode ser no Couto. O ofício especifica, sim, que do ponto de vista técnico o estádio está liberado. Mas o problema do Coritiba é jurídico. E de lá não veio nenhum sinal verde para o Alto da Glória ser reaberto.
A realização do clássico no Couto à revelia do STJD certamente seria usada contra o Coritiba no julgamento do recurso. Jogaria no lixo boa parte do trabalho de bastidor que tem sido feito para amenizar a punição no Pleno. Daria munição gratuita à procuradoria para pedir a manutenção da punição, ou até achar uma brecha para aumentá-la.
Se a intenção era jogar para a torcida, também foi mal pensada. Ao invés de demonstração de força, mostra é que as bravatas que tanto marcaram a gestão passada seguem ecoando nos corredores do Alto da Glória.

A diretoria começou o ano com uma bala só no tambor para acertar dois alvos, técnico e elenco. Errou os dois, como admite Aquilino, e não tem munição para fazer melhor a curto prazo. Se quiser mudar já, precisa se endividar. E sem garantia de que acertará dessa vez.
O mais provável é que o Paraná siga por mais um tempo como está, à espera de que tudo, subitamente, se encaixe, torcendo para que o estrago seja pequeno e o dinheiro chegue logo. Se chegar até o Brasileiro, ótimo, dá para salvar o ano. Se não chegar, o Paraná engatará a terceira temporada seguida em que ficar na Série B será uma vitória.
A culpa é só do Aurival?
Aquilino Romani voltou a falar da herança deixada por Aurival Correia. Herança que também é dele, vice-presidente até dezembro. Como integrante da gestão anterior, tinha o dever de saber das finanças do clube. Assim, ou está arrumando desculpa; ou foi ingênuo por não ver que a coisa degringolava debaixo do seu nariz; ou foi omisso por não tomar atitude como dirigente eleito.
Cadê o cerco à Fúria, Delazari?
No calor do vandalismo pós-rebaixamento do Coritiba, o secretário da Segurança Pública Luiz Fernando Delazari, em entrevista a Carlos Eduardo Vicelli, disse que a ofensiva contra as organizadas não se resumiria à Império e que a Fúria seria a próxima. Já faz mais de dois meses e não há notícia de que algo tenha sido feito contra a organizada paranista.
Domingo, seja no Couto ou no Caranguejão, Império e Fúria estarão frente a frente, como também estiveram na batalha de dezembro (os paranistas pajeando a Young Flu). Como funcionário público (secretários de estado e políticos eleitos são isso), Delazari tem obrigação de dar uma satisfação a quem paga o seu salário. Ou ficará claro que só fez o que fez e falou o que falou em busca de mais holofote - algo bem comum na sua gestão.
Pedro Serapio / Agência de Notícias Gazeta do Povo
Antes do jogo, torcedores paranistas já protestaram contra o técnico Marcelo OliveiraQuando um técnico é cobrado dessa forma, só há dois caminhos: é demitido ou pede demissão. Não há mais clima para Marcelo continuar.
Claro, não dá para jogar a culpa toda nele. Marcelo Oliveira é um técnico que nunca decolou. Viu no Paraná mais uma oportunidade de contrariar o histórico da sua carreira. Não conseguiu porque o elenco é limitado. Mas também não conseguiu porque lhe falta competência para isso. O Paraná, hoje, joga pior do que há cinco rodadas. Isso é culpa do treinador.
A parcela maior de responsabilidade é da diretoria, que montou mais um elenco limitado. Falta dinheiro? Eles sabiam dessa situação. Aquilino Romani era dirigente na gestão passada, Aramis Tissot teve reuniões antes de trocar a revolução paranista pelo mais do mesmo.
Há a promessa de bons aportes financeiros para a Série B. Se for cumprida, ainda há saída para o Paraná neste ano. Mas sem Marcelo Oliveira no banco de reservas.
Peso leve
O Coritiba perdeu seu aproveitamento de 100% e com isso a possibilidade de quebrar recordes. Em boa hora. Não ameaça de imediato a liderança e permite voltar a atenção àquilo que realmente interessa. A médio prazo, vencer a primeira fase; a longo prazo, terminar o Estadual campeão e com um time confiável. A curtíssimo prazo, é dar uma orientada melhor nos jogadores. Rafinha, Willian e Jéci poderiam ter evitado as últimas expulsões.
Marketing de semáforo
A caminho de casa, parei no semáforo perto da PUC para cruzar a Linha Verde no sentido Hauer. Lá na outra esquina, um dos tantos pedintes que tenta descolar umas moedas enquanto o não pisca o verde. Esse, porém, era diferente.
"Atenção! Atenção! Vamos aproveitar a promoção, freguesia. Homens, mulheres, crianças, idosos. Todos podem participar", disse, ganhando minha atenção.
"Doe uma moeda para a campanha Negão Esperança", prosseguiu. Não me aguentei. Nem eu nem a Alline, primeira-dama. Começamos a rir no carro.
Negão aproveitou a deixa do casal de ingênuos. "Atenção! Atenção! Proprietário do Idea Frex 1.4. Opa, Frex é foda. Idea Flex 1.4 HGV-8907. Essa é a sua chance", gritou, lá do outro lado da pista.
Alline imediatamente sacou uma moeda do console e, fato raro, soltou na mão do marqueteiro. Ele ainda teve tempo de conferir se o carro era mesmo do modelo que havia chutado. E enquanto a meia dúzia de carros parada ali arrancava pela Linha Verde, ele ainda soltou: "Aproveite, freguesia. É sua última chance de me doar uma moeda".
Nunca tinha visto esse cara ali naquele cruzamento. E olha que passo por ali com frequência. Se encontrá-lo de novo, vou perguntar se ele não é a fim de trabalhar para captar recursos para os nossos times. A lábia é melhor que o de muito cara letrado.
Priscila Forone/ Gazeta do Povo

O Paraná está vulnerável a esse tipo de estratégia. A pressão dos cinco jogos e dos gols perdidos cria uma carga extra sobre os jogadores. Cada chance desperdiçada e os fracassos recentes voltam à mente. Será preciso, acima de tudo, controle emocional para o Tricolor fazer o que se espera dele.
O Coritiba enfrenta o melhor time do interior até aqui. Em seu estádio, o Paranavaí tem sido imbatível, ganhou os três jogos que fez lá. Marca forte e conta com o gramado mais alto para cansar o adversário. Como bem lembrou Luiz Betenheuser, tem Rogerinho pela esquerda e Danielzinho pela direita para jogar em velocidade. E qualquer jogador que saiba correr se torna um perigo para quem tem Pereira e Jéci na zaga.
Se o Coritiba perder o 100% hoje, será aceitável, embora haja uma clara mobilização para bater o recorde. Superando ou não a marca, o desafio será Ney Franco fazer o elenco ter claro na cabeça que a conquista maior é o título. Algo simples, mas que ele não conseguir incutir na mente do Atlético de 2008. Mas, inteligente que é, deve ter aprendido a lição.

Repito aqui o que escrevi ontem. O Paraná, sim, deveria aproveitar a ideia e a rejeição entre atleticanos e coxas para entrar no projeto. Se conseguir acelerar a solução da pendência do terreno, terá pronto para construir uma área grande, bem servida de transporte e muito bem localizada. Uma chance de o clube voltar a crescer.
De qualquer maneira, acho ótimo que a história toda tenha reavivado a discussão sobre o futuro do nosso futebol. É preciso uma mudança rápida de rumo, senão seremos cada vez menores e mais insignificantes no futebol nacional. Ficaremos parecidos com Pernambuco, que ano passado tinha dois na elite e agora não terá ninguém. E olha que lá há uma grana forte rolando, com Cimentos Nassau, BMG e Votorantim investindo nos clubes.
Aqui no Paraná, nem sinal. Temos algumas empresas de grande porte que nunca puseram um tostão nos nossos clubes ou quando o fizeram, foi de maneira discreta. Boticário, Bematech, Renault (sede aqui), HSBC (sede aqui), Unimed-Curitiba, enfim. Gente com muita grana que simplesmente dá de ombros para o nosso futebol.
O importante é os clubes encontrarem uma maneira de aumentar sua receita. O dinheiro faz, cada vez mais, diferença em uma disputa por pontos corridos. É a grana que permite ao Flamengo montar um time capenga, perceber o erro e corrigir a tempo de ser campeão brasileiro. Por aqui, se os dirigentes erram, um abraço. Não tem grana para repor em alto nível.
Se não for feito nada imediatamente, o jeito é pendurar as chuteiras e se dedicar a outra coisa. Por que não o simpático curling? Aqui é frio mesmo e, com uma panela de pressão, três vassouras e um chão bem encerado já dá para começar um projeto olímpico.
Melhor rir para não chorar.
ATUALIZADOhá 8h
Baterista do Paralamas fala sobre o show em Curitiba e o rock feito hoje no Brasil
ATUALIZADOhá 8h
Os melhores preços estão aqui, clique e compare!
Powered by: Buscapé