Sábado, 22/11/2008
Jonathan Campos/Gazeta do Povo

O que mais eu vejo em Olimpíadas é que esta prova assusta e mexe com os atletas. Alguns conseguem lidar melhor com tudo isso; outros, nem tanto. No triatlo masculino, o grande favorito ao ouro não chegou entre os três primeiros e, na prova feminina, a grande favorita também não levou a tão sonhada medalha dourada para casa. Detalhe: esses dois atletas venceram mais de 15 etapas de Copa do Mundo nos últimos anos e eram cotados para ganhar a prova com sobras.
E o que falar do nosso campeão Diego Hypólito, favorito ao ouro e terminando na sexta posição? E da nossa campeã Jade Barbosa? São exemplos de que, numa Olimpíada, não existem favoritos e que qualquer um que está aqui para competir pode ganhar ou perder.
Volto para o Brasil com a certeza de ter participado dos melhores Jogos Olímpicos de todos; organização, estrutura, envolvimento da população, tudo foi perfeito. Parabéns à China.
Após a minha prova, pude conhecer os estádios e as instalações de outras modalidades em Pequim. Fiquei impressionado com o Ninho de Pássaro, local da abertura e do encerramento. O que os chineses fizeram naquele estádio é algo grandioso. Mas o que mais me chamou a atenção foi durante uma noite com várias provas de atletismo. O Ninho estava lotado, com cerca de 50 mil pessoas, a maioria chineses com suas máquinas fotográficas e muitos e muitos flashes. Percebemos facilmente o que está significando este evento para eles. Alegria e empolgação estão em cada rosto, famílias inteiras no estádio, gritando e torcendo muito.
O Brasil, apesar de poucas medalhas até agora, melhorou suas colocações em relação a Atenas 2004. Reflexo do investimento feito. O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) está cada vez com mais recursos e o repasse para as Confederações faz com que nós, atletas, possamos treinar e competir nos melhores lugares do mundo. Daqui a alguns ciclos olímpicos, seremos uma potência esportiva, assim como China e EUA, pois temos o principal, o material humano.
Em quatro anos, quero trazer novamente a vocês detalhes da minha quarta Olimpíada. Obrigado a todos que participaram deste ciclo ao meu lado.
Neste domingo, finalmente chegamos à Vila Olímpica. Como os nossos primeiros jogos haviam sido em Shenyang e Qinhuangdao, ficávamos em hotéis, somente com as outras equipes do torneio de futebol. Agora, não. Estamos com atletas do mundo inteiro, de todas as modalidades. É muito diferente, muito legal ver gente de vários países reunida num só local. Dá para sentir o verdadeiro espírito olímpico.
Também é uma motivação a mais para nós em busca do nosso objetivo, que é a medalha de ouro. No sábado tivemos um jogo duro, contra Camarões. Eles haviam eliminado o Brasil em 2000, mas independentemente de qualquer espírito de revanche, o que queríamos era ganhar. Não deu nos 90 minutos, vencemos na prorrogação.
Amanhã tem o clássico sul-americano com a Argentina. Se a nossa motivação pela medalha já era grande, fica ainda maior por enfrentarmos o maior rival antes da final.
Joguei contra a Argentina no Mundial Sub-20 de 2005, na Holanda. Perdemos por 2 a 1, com um gol nos acréscimos, mas isso é passado. Vamos escrever uma nova história neste jogo.
Todos sabemos o que representa para o Brasil ganhar uma medalha de ouro no futebol. Conversamos bastante sobre isso, o tempo todo.
Particularmente, tem sido muito importante a energia que minha família e meus amigos me passam. Sei que a cada jogo eles se reúnem em Londrina para um churrasco, para torcer pelo Brasil. Essa força me ajuda demais na hora de entrar em campo.
E para amanhã, contra a Argentina, conto demais com esse apoio e de todos os outros torcedores brasileiros. Podem apostar que vale a pena fazer uma forcinha para acordar cedo para apoiar a nossa seleção, pois estamos fazendo de tudo para levar essa medalha ao Brasil.
Rafinha é lateral-direito da seleção brasileira de futebol.
THOMAS COEX/AFP
Ricardo e Emanuel comemoram após a vitória contra Barsouk e Kolodinsky em jogo duríssimo nas areias de PequimImagino como o coração de vocês, torcedores, ficou, o quanto pulou, e quero agradecer, em meu nome e em nome do meu parceiro, Ricardo, a energia, a força, a torcida e a confiança de todos vocês. Vencemos os russos, já vamos pensar nos americanos Gibb e Rosenthal, que é um time de qualidade, um jogo que vale vaga na semifinal. Enfim, continuamos concentrados, focados e firmes na luta pelo bicampeonato olímpico.
Passada a adrenalina dessa importante e difícil vitória, queria falar um pouco sobre o que encontrei de diferente nesta Olimpíada: um respeito ainda maior de todos pelo vôlei de praia. Não que não houvesse nas outras vezes, pelo contrário, mas o vôlei de praia não parou de crescer e, com ele, o respeito, o interesse de todos. Quando falo sobre interesse e respeito, queria dar exemplos de coisas que aconteceram aqui em Pequim.
No primeiro dia, quem esteve foi George Bush, presidente dos Estados Unidos. Simpático, tirou fotos e até ‘bateu uma bolinha’. Outro fato que me chamou atenção foi a presença do Kobe Bryant. Kobe é um astro, o maior nome do basquete no mundo, e foi assistir ao vôlei de praia. Soube dos elogios que fez à nossa dupla, gostaria de agradecer e retribuir os elogios. Kobe é um ídolo, e ninguém é ídolo sem merecimento, sem qualidade e simpatia.
E esse respeito também se deve à seriedade da maioria dos profissionais do vôlei de praia. Antes de jogarmos contra Renatão e Jorge, da Geórgia, companheiros de treinos em João Pessoa, alguns acharam que fôssemos facilitar para eles porque somos amigos. A nossa amizade é forte e sólida, mas é do lado de fora. Dentro somos rivais, estou representando o Brasil e não há nada que me tire do foco da vitória. E eles estão de parabéns, porque estão nas quartas-de-final também.
Torçam pela gente, joguem com a gente!
Abraços!
Emanuel é campeão olímpico de vôlei de praia e octo mundial.
É um tanto engraçado ter assistido a abertura e as primeiras provas da Olimpíada no Brasil, pela TV, e, após alguns dias, estar aqui vivenciando tudo isso de perto, fazendo parte desta grande festa. Cheguei em Pequim no dia 12 de agosto, terça-feira, às 7h45, depois de mais de 30 horas viajando. Confesso que é impossível chegar bem de uma viagem longa como essa, pois é muito cansativa. Mas é só botar o pé na Vila Olímpica que tudo isso passa logo, já que, agora, estou na Olimpíada.
O fuso horário de 11 horas de diferença em relação ao Brasil é o maior desafio nos primeiros dias. Durante o dia, sempre estamos com sono. À noite, bate aquela insônia. É assim que nos sentimos nos primeiros dias por aqui. Bom exemplo disso é o fato de eu escrever este texto às 5 da manhã – nesse ritmo, as idéias ficam até meio embaralhadas.
Minha chegada foi um pouco tumultuada, pois nenhuma das minhas três malas (inclusive a bicicleta) vieram no meu vôo de Paris para Pequim. Mas esses extravios temporários de bagagem acontecem – infelizmente com uma freqüência maior do que a aceitável – e tento não me preocupar tanto com isso. Já passei por isso muitas vezes nas minhas viagens pelo mundo e, até hoje sempre tive meu equipamento chegando a tempo. Aqui não foi diferente. Fiquei sem malas por 24 horas; no dia seguinte, quarta-feira, já estava montando minha bicicleta para os primeiros treinos aqui na China.
Durante esta semana aqui na Vila não faço treinos pesados, apenas sessões leves. O principal é estar 100% recuperado da viagem e o mais adaptado possível ao fuso horário – tento treinar sempre nos horários da minha prova. No dia 19, a largada será às 10 da manhã (de Pequim) e o calor e esse ar mais poluído que o normal serão grandes desafios. Fiquei impressionado no meu primeiro dia de treinos. Fiz natação e corrida de uma hora cada. O ar quente é incrível, parece que estamos numa sauna. Minha sensação é a de estar treinando em altitude, quando respiramos e o ar não entra na quantidade necessária, nos obrigando a respirar mais profundamente.
Até o dia da prova, meu corpo irá se adaptar a todas essas adversidades. Na hora do “vamos ver” o ar, o calor, as subidas do percurso, serão os mesmos para os meus 54 adversários. Sendo assim, que vença o melhor! Na próxima semana, quinta-feira, já terei competido. Pela primeira vez em três Olimpíadas, vou ficar na Vila até o encerramento, que ocorre no domingo, dia 24. Podem ter certeza que serão cinco dias que vou poder aproveitar as comidas e guloseimas que temos à vontade no refeitório, as tentações que nós atletas temos que enfrentar, e evitar ao máximo, antes das provas... Depois da competição, ninguém me segura! Hahahahah! Por isso, vou tratar de treinar e competir superbem! Daí fico com crédito de calorias para tirar o atraso culinário...
JONATHAN CAMPOS/GAZETA DO POVO
Luciano Pagliarini durante a prova de ciclismo dos Jogos Olímpicos de PequimDepois de vários exames feitos pelos médicos do COB, fui acompanhado pelo Dr. Bernardino ao centro policlínico do complexo olímpico. Na recepção fomos atendidos por uma enfermeira chinesa que dominava o inglês. A rapidez foi notável e em alguns minutos uma equipe de médicos já estava à nossa disposição. O primeiro exame foi o de urina no tradicional copinho de plástico transparente, e logo fui encaminhado para uma sala onde outra equipe me esperava para o ultra-som. A aparelhagem utilizada despertou minha atenção: máquinas novas de ultima geração. A especialista que operava o aparelho tinha muita habilidade e simultaneamente a equipe ia discutindo e avaliando o que viam na tela do computador. Achar uma pedra no rim esquerdo foi trabalho simples para eles, mas esse não era o problema. O que não foi possível solucionar nessa fase era a dor que eu sentia ao sentar no selim. Com isso surgiu uma nova dúvida e fui encaminhado para a sala de radiografia, com suspeita da existência de outra pedrinha que já havia saído do rim e poderia estar enroscada no canal da uretra. Na sala de radiografia, outro impacto: uma estrutura ainda mais complexa. O doutor pediu uma radiografia baixa na região do abdôme. Eu, na mesma hora, pelo vidro da sala, assisti aos doutores na frente do monitor da máquina com expressões no rosto como se tivessem encontrado um tesouro. Lá estava a famosa pedrinha de 0,4 mm, enroscada no final do canal da uretra.
Todo esse processo no centro policlínico foi extremamente rápido e eficiente. Fiquei impressionado com a estrutura e organização, pois fizeram um trabalho digno de Olimpíada e sem dúvida superaram minhas expectativas até nesse ponto.
Medalha de ouro aos chineses.
THOMAS COEX/AFP
Emanuel acena após a vitória sobre a dupla de AngolaConseguimos abrir uma boa vantagem no placar, chegamos aos 11 a 3, o que nos deu muita tranqüilidade para jogar e buscar a vitória no primeiro set. No vôlei de praia, desde que começou a valer a regra sem vantagens, conseguir abrir dois, três pontos no placar é uma vantagem enorme. Jogamos tranqüilos e muito concentrados, vencemos o primeiro set, mas, no segundo, cometemos erros bobos até o meio do set. Depois, acertamos o nosso ataque e conseguimos fechar o jogo, uma vitória que valeu muito pela estréia, por termos começado com o pé direito nas areias de Pequim.
Fogo amigo
Amanhã, voltamos à arena de Chaoyang para enfrentar a dupla da Geórgia, ou melhor, a outra dupla brasileira do grupo. Esta sim, conhecemos e conhecemos bem, afinal, Geor e Gia, na verdade, são Renatão e Jorge, companheiros de alguns anos nos treinos em João Pessoa. É uma partida bem mais difícil do que contra os angolanos. Renatão e Jorge têm mais qualidade, mais experiência e disputam o Circuito Mundial. Se vencermos, estaremos classificados para a próxima fase.
Quero deixar um abraço a todos os pais do Brasil neste Dia dos Pais. Eu, como pai, mando um beijo especial para o meu filho, Matheus, que me faz um pai muito feliz e que aniversaria nesta terça-feira, e um forte abraço para o meu pai, seu Manuel, a quem devo muito do que sou hoje.
Ganhamos a primeira. Amanhã tem outra. Continuem torcendo pela gente!
Emanuel é campeão olímpico e octo mundial de vôlei de praia.
É incrível como realmente o tempo passa muito rápido. Lembro, como se fosse ontem, eu indo para minha primeira olimpíada, em Sydney-2000. Naquele ano, o triatlo faria sua estréia como esporte olímpico e eu estava fazendo parte da primeira seleção olímpica brasileira do esporte – era o triatleta mais jovem da Olimpíada, com 21 anos.
Tudo foi incrível. Receber aquela mala do COB com os uniformes, as roupas da seleção olímpica – um uniforme que todo atleta sonha em usar um dia. Quando recebi a mala em casa, foi uma festa, eu e minha família vendo peça por peça, vestindo, provando, tirando fotos e já imaginando como seria estar lá na Austrália com aqueles trajes.
O dia do embarque foi mais uma festa, todos meus familiares no aeroporto para a despedida, choradeira geral e lá fui eu para o outro lado do mundo disputar meus primeiros Jogos Olímpicos. A Vila Olímpica sempre é o lugar mais incrível dessa competição, com mais de 10 mil pessoas do mundo todo reunidos numa cidade só para atletas. Sim, é assim que vemos a Vila, uma mini-cidade construída para hospedar os competidores, os melhores do mundo, de todas as modalidades e países, com culturas distintas.
Imaginem quantas fotos eu tirei da Vila e de tudo que via lá. Naquele momento, o resultado não me importava muito. Estava relaxado e curtindo cada momento daqueles 21 dias que passei na terra dos cangurus. Isso me ajudarou a largar na minha prova sem pressão, o que acabou funcionando. Dos 50 atletas que largaram, fui o 22º a chegar, um bom resultado para o mascote do triatlo.
Os quatro anos seguintes passaram muito rápido e chegou a vez de Atenas, na Grécia. Lá estava eu, alinhado para disputar pela segunda vez os Jogos Olímpicos – muito mais experiente e sem aquele deslumbramento de Sydney, mais com certeza emocionado em poder estar lá outra vez, no maior evento esportivo do mundo.
Minhas tatuagens olímpicas demonstram o quanto isso tudo é importante para mim, tenho no braço direito tatuados os símbolos olímpicos de Sydney-2000 e Atenas-2004. Agora, fiz mais uma, no braço esquerdo, com o símbolo de Pequim-2008, minha terceira participação olímpica. Estou indo para a China satisfeito e orgulhoso em ter chegado até aqui, pois apenas sete atletas do mundo todo irão para a Olimpíada no triatlo – e sei que meu nome estará para sempre nos arquivos do movimento olímpico. Que venha a prova! Dia 19, estarei alinhado com mais 54 triatletas para mais um sonho realizado.
Pousamos em Pequim às 7h45 da manhã, após longas 15 horas de viagem em um avião lotado de atletas, dirigentes e turistas. Pela janela via-se uma nublada manhã, sem muita cor. Um ambiente cinza. As bagagens e a bike chegaram intactas e sem demora. Minha Olimpíada começou bem!
No saguão do aeroporto, logo encontramos – ou melhor, fomos encontrados – por José Carlos, funcionário do COB que estava ali somente para nossa recepção. Do aeroporto para a Vila Olímpica, fizemos um percurso de aproximadamente 20 km apreciando uma estrutura digna de Jogos Olimpícos: estradas novas com três pistas, trânsito controlado, muito verde e limpeza invejável.
A recepção na Vila foi muito agradável. Pelotões de voluntários chineses carregados de muita energia positiva e simpatia fazem o check-in das delegações. Segurança extrema com máquinas de raio-x, detectores de metal e controles eletrônicos das credenciais. A entrada é permitida somente para integrantes das seleções.
À primeira vista, tudo parece gigante! Uma pequena cidade com dezenas de prédios circulados por muitos jardins formam a estrutura do complexo olímpico, numa atmosfera mágica. Atletas e dirigentes do mundo todo se movimentando, vestidos nas cores de seus países. Alguns correm e treinam; outros, descansam ou estão de passagem no meio das áreas de recreação entre prédios e refeitório.
Os prédios têm seis andares e as delegações estão distribuídas neles. O refeitório, onde se encontram os restaurantes, fica numa grande área interligada pelo transporte público interno da Vila. Infinita variedade de frutas e comidas para satisfazer gostos diversos, da cozinha chinesa à italiana, francesa, indiana – ou o clássico fast food do McDonalds. Um ambiente agradável e ao mesmo tempo perigoso para atletas que precisam manter o peso. Difícil tentação!
Aqui você acompanha os passos dos atletas paranaenses. Direto de Pequim, Juraci Moreira Júnior (triatleta), Luciano Pagliarini (ciclista), Êga (basquete), Emanuel (vôlei de praia) e Rafinha (futebol) comentam as emoções, treinamentos, desempenhos e curiosidades durante os Jogos Olímpicos de Pequim. Clique em "Comente" ao final de cada post e deixe sua mensagem.
Reuters
Rafinha durante treino da Seleção Brasileira de Futebol no estádio Tiexi Sports Centre, em Shenyang, onde o time se prepara para a estréia nas Olimpíadas de Pequim 2008Esta semana foi de alívio. A Fifa confirmou a liberação dos atletas com menos de 23 anos para o torneio de futebol dos Jogos. Travei uma briga muito grande para conseguir a liberação do meu clube e fico feliz por a Fifa ter se posicionado ao lado dos jogadores. Mostra que fiz a coisa certa em me apresentar à seleção.
Essa determinação garantiu não só a minha participação na Olimpíada, como também a do Diego, que é meu companheiro de quarto. Nos conhecíamos apenas de jogar um contra o outro na Alemanha: eu pelo Schalke 04, ele pelo Werder Bremen. Agora estamos convivendo um pouco mais.
Ele também está superconcentrado na conquista da medalha, como todo o grupo aqui. Os treinos têm sido puxados e só sobra tempo para descansar.
Quando dá, ligo para casa, lá em Londrina. Não todo dia, pois o fuso horário atrapalha. Só de ouvir a voz da minha mãe, dona Odete, já dá um gás novo. E mãe é mãe. Ela pergunta da saúde, se eu estou feliz, comendo direitinho... Recarrega as baterias na hora!
Agora estamos em Shenyang, aonde chegamos no sábado, e faremos os dois primeiros jogos na Olimpíada, contra Bélgica e Nova Zelândia. Antes de vir para a China, fizemos dois amistosos, em Cingapura e no Vietnã. Impressionante o assédio e o carinho da torcida com a seleção brasileira. O Brasil nunca havia jogado lá, foi legal ver como o nosso futebol é admirado neste lado do planeta.
Adoram o Ronaldinho, de longe o mais assediado. Ele merece. É um dos melhores jogadores do mundo; em minha opinião, o melhor. É um prazer jogar com ele logo na minha primeira grande competição com a seleção. Ainda mais sendo um campeonato desse porte, uma Olimpíada, e a chance de fazer história ganhando o primeiro ouro do nosso país.
Como todas as seleções estão por aqui, o assédio é menor. A recepção calorosa é dividida por todos.
Quarta-feira tem jogo, será às 6 horas da manhã. Torçam por nós! E tenham certeza de que daremos o máximo por esse título inédito para o nosso país. Até semana que vem!
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