Sexta-feira, 12/03/2010
Olá, pessoal. Sei que estou meio sumido mas, vão me desculpar, vou ficar fora do mapa por algum tempo mais. Quem acompanha esse espaço sabe que eu estava no Litoral do Paraná, de dezembro até o fim de fevereiro, trabalhando bastante no Verão da Gazeta do Povo. E agora começam minhas merecidas férias, período que vou aproveitar com a cabeça enterrada nos livros, terminando minha dissertação de mestrado – sim, não é só de cerveja que eu vivo. E o blog? Vai ficar parado até abril. Mais uma vez, minhas sinceras desculpas, queridos leitores. Será inviável manter qualquer atualização com a carga de trabalho que me espera, assim como foi bem difícil enquanto eu estava na praia.
Conto com a compreensão de vocês para esperar só mais um mês, porque vai valer a pena. O mundo da boemia, dos bares e das cervejas está mais efervescente do que nunca. E novidades não vão faltar para este espaço. A Cervejaria Bodebrown, aqui em Curitiba, por exemplo, virou escola e vai oferecer cursos de produção de cerveja artesanal. Já o bar Realejo Culinária Acústica, que visitei no ano passado, já deve ter turbinado ainda mais seu cardápio com cervejas especiais. Isso para não falar dos novos bares de cerveja na cidade: o Clube do Malte e o La Santa Birra. A Cervejaria da Vila, um dos points cervejeiros mais tradicionais, completou 5 anos no fim de 2009. E por falar em tradicional, conheci um pé-sujo muito querido: a Sociedade Santos Andrade, no Campo Comprido. Ótimos pratos e muitas histórias. Vou fazer a espera valer a pena.
Por enquanto, deixo vocês com a parte cômica da minha estada no Litoral, crônica que publiquei no Blog do Verão há algum tempinho. Ser polaco na praia não é fácil. Abraços, e até mais ver.
Como um urso polar em praia tropical
Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Não é fácil ser um polaco na praia...O mais chato são os cuidados com o sol. No entanto, sem ficar vermelho como um camarão nenhuma vez após 60 dias, posso me considerar um especialista. Caso tenha que sair, sei que devo usar protetor fator 30 no corpo, 50 no rosto, boné e óculos escuros. Isso tudo além de andar pelas sombras. Ou seja, pareço um bandido se esgueirando em plena luz do dia.
Mas para chegar até esse ponto há uma longa preparação. Considerando que o trabalho de passar o filtro é proporcional ao tamanho, levo cerca de meia hora para cobrir a área de 1,90 metros por 95 quilos. E acrobacias não faltaram para alcançar todos os locais. O meio das costas é, de longe, o mais difícil. E, diabos, como está longe... Estica o braço por cima, pelo lado, e nada. Cheguei a desenvolver uma técnica insuperável. Espalho protetor na parede do banheiro e esfrego as costas como um cachorro se coça num poste. Cena ridícula, mas funciona que é uma beleza.
Depois de todo esse exercício, com um calor que chegou a 35ºC nos dias mais quentes e sensação térmica na casa dos 40ºC, claro, estou suando as Cataratas do Iguaçu. O que remove todo o protetor que havia demorado longos 30 minutos para passar. Conclusão: desisto de sair.
Felizmente a redação fica no mesmo hotel onde estamos alojados. E tem ar condicionado. Mas que não venceu o calor infernal. No dia do primeiro recorde de temperatura de 2010 não é que o malandro, que já era preguiçoso, quebra. Foi a primeira vez na minha vida que suei só de clicar o mouse do computador. Uma toalha foi equipamento indispensável, tanto quanto um bom desodorante.
Nas vezes em que a persistência venceu a preguiça de passar filtro solar e saí do hotel fui para a academia na tentativa de diminuir a camada adiposa e reduzir a sudorese. Perdi a conta de quantas camisas lavei durante os exercícios. Em outras ocasiões fui fazer reportagens na orla, e o suor retirava todo o protetor solar, novamente. Mesmo com o pote tamanho econômico comigo, o difícil era parar de suar para reaplicar o produto com pele seca, como indicam os fabricantes.
É por essas e por outras que me senti como um urso polar em praia tropical.
Divulgação/Grupo Schincariol
Será que Paris Hilton é a melhor garota propaganda para a nova Devassa Bem Loura?Explico.
O portfólio cerveja já incluía uma tipo pilsener, a Devassa Loura, que deve continuar no mercado. A Devassa Bem Loura é nova, sendo mais leve, segundo o fabricante, e disponível também em garrafas de 600 ml, latas e chope. A idéia, claramente, é popularizar a marca.
Sei que poucos devem ter experimentado a novidade até agora (também não degustei), mas trazer uma marca artesanal para o comercial massivo é o temor dos cervejeiros mais inveterados, pois normalmente é o equivalente a baratear a produção para tornar vendável. Com isso, perde-se em qualidade.
O grupo Schin também detém as marcas Baden Baden e Eisenbahn, apreciadas por muitos e premiadas internacionalmente. Imagine se alguém alterar na fórmula dessas cervejas?! Ou mesmo, como aconteceu com a Devassa, usar a marca para endossar uma produção comercial em larga escala?!
Divulgação/Grupo Schincariol
Nova Devassa Bem Loura: nas versões latinha, garrafa e chopeA meu ver, apesar da boa campanha, do comercial bastante discreto, a escolha da Paris, que tem uma imagem já depreciada, como garota propaganda não foi boa. A cerveja, mesmo tendo um apelo sexy desde o início, era mais sutil e até bastante comedida apesar do nome - percebam que moça da logo usa até um biquíni antigo. Para mim, a nova campanha reflete mais ou menos a vulgarização que está acontecendo com a cerveja. E isso está sendo passado em escala nacional.
E você, o que acha?
Confira abaixo o comercial da Devassa Bem Loura.
Divulgação/Duvel
A belga Duvel, que se traduz por demônio ou diabo, é uma feroz concorrente para a nossa DiabólicaQuem vai marcar presença também é a Diabólica, que apareceu para o público pela primeira vez justamente no Psycho Carnival do ano passado. Uma opção que, sem dúvida, tem muito do espírito do Psycho Carnival.
A loja Mestre-Cervejeiro.com está igualmente no páreo, e vai disponibilizar cinco marcas de cervejas especiais importadas durante a festa: Amstel (Holanda, estilo Pilser), Coopers Original Pale Ale (Austrália, estilo Pale Ale), Duvel (Bélgica, estilo Strong Golden Ale), Marston's Pedigree (Inglaterra, estilo Pale Ale) e Marston's Strong Pale Ale (Inglaterra, estilo Strong Ale).
Ai que inveja de quem vai passar o Carnaval em Curitiba...
Saiba mais informações sobre o Psycho Carnival no Guia da Gazeta do Povo, no Caderno G e no blog Sobre Tudo.
Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
O alquimista Leonardo Botto, que já levou entre outros prêmios, o Concurso Mestre Cervejeiro da Eisenbahn de 2007, com a Dama do Lago Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Acredite se quiser: o pessoal realmente estuda como fazer cerveja em casa. Não ficamos só bebendo durante o cursoQuero parabenizar o pessoal da tevê pela matéria, além, é claro, da organização e os patrocinadores do curso que acreditaram na ideia. Isso inclui a cervejaria Bode Brown, e o cabeça Samuel Cavalcanti; o pessoal da Associação de Cervejeiros Artesanais do Paraná (Acerva-PR), e o presidente Alessandro Santos de Oliveira; a cervejaria Klein Bier, e o proprietário Henrique Presser; e o Carocha Bar, negócio do Luiz Fernando Pacheco.
Estamos torcendo por mais cursos e concursos cervejeiros por aqui para matar nossa sede... de conhecimento, cultura e, claro, de cerveja também.
Confira a reportagem no vídeo abaixo.
Em tempo: ainda estou trabalhando no Litoral do Paraná. Portanto, está um pouco difícil de blogar. Novidades e comentários que normalmente você encontra aqui podem ser conferidos no meu twitter. E aproveite para seguir o twitter da Acerva-PR também.
Divulgação/Bakanas Pub
Um dos destaques do Bakanas Pub é oferecer a cerveja artesanal da Klein Bier, de Campo Largo. E a carta da bebida deve aumentar num futuro próximoA casa não se parece com um pub tracidional, estilo londrino - todo arquitetado em madeira, quente e até meio depressivo - nem tem nada daqueles porões escuros e esfumaçados. O ambiente é gostoso, arejado, com mobilha bem cuidada e música ambiente. Tem até wi-fi, para quem não larga da internet. Aliás, foi pelo twitter do bar que soube que ele existia.
O cardápio também sai daquele comum de praia. "Nosso carro chefe é o Bakana's Beef, preparado com mignon e os temperos secretos de nossa chef Eliza. Também o acompanha nossa batata suiça, entre outras as recheadas com camarão e catupity ou mignon com cheddar", conta o proprietário Marcelo Meoqui.
Isso para não falar das cervejas artesanais da Klein, que são das poucas opções aqui no litoral para quem aprecia cervejas especiais. Elas só são vendidas em mais dois pontos do Litoral do Paraná: no Quiosque do Beto, em Guaratuba; e no Restaurante e Pousada Paraíso, na Praia de Encantadas, na Ilha do Mel. E, segundo Meoqui, num futuro próximo mais cervejas devem entrar na carta, que também tem bebidas da Femsa.
E não deve ser só um bar de temporada, não. O Bakana's deve ficar aberto o ano todo. E em breve, pelo que conta Meoqui, o empreendimento também deve subir a serra até Curitiba. E pela longa experiência com bares desse uruguaio - são mais de 20 anos em bares de várias partes do mundo como Panamá, Costa Rica, Caribe e Espanha - acho que deve dar muito certo.
Serviço: Bakana's Pub. Rua Rio Branco, 240 - Praia de Caiobá, Matinhos - PR. Telefone (41) 3473-4481. Site http://www.bakanaspub.com.br.
E qual a sua dica de bar no Litoral do Paraná? Escreva abaixo
Divulgação/Heineken
Seria tão bom pegar uma praia com a sua cerveja preferida, não? Mas no litoral paranaense falta uma maior variedade de marcas da bebida no comércioGirei pelos mercados de Matinhos e tudo que achei de mais elaborado foi a holandesa Heineken, a mexicana Dos Equis e as Bohemias Weiss, Confraria e Escura. Apesar da carta de cervejas da Ambev e Femsa incluírem outras marcas importadas, essas passam longe das praias. E nos bares e restaurantes a dificuldade é a mesma, com raras exceções que vou comentar em outros posts.
Não sei qual é o problema exatamente. Se as distribuidoras não mandam para cá outros rótulos ou se os mercados não tem interesse em trazer. Sabe-se que perto do volume de vendas das marcas comerciais, as especiais têm um fluxo pequeno. Mas podem dar mais lucro, pelos preços mais altos.
A justificativa da falta de procura também não "cola" muito, não. Falei com o produtor de cervejas artesanais Heraldo Gillung, de Palmeira, na Região dos Campos Gerais, que faz as cervejas Nat Bier. Ele está na Feira de Sabores - que trouxe pequenos produtores agrícolas do estado para o Litoral e fez uma parada aqui em Matinhos - e diz que grande parte do seu estoque acabou nos primeiros dias. Principalmente as rauchbiers (cervejas de malte defumado) e as weissbier (de malte de trigo). Agora só sobraram pilseners. Prova da procura principalmente por cervejas diferenciadas.
Já o proprietário do Bakana's Pub, Marcelo Meoqui, um dos três bares do Litoral que trabalha com chopes da Klein Bier - microcervejaria de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba - afirma que as cervejas tem boa saída. "Quando vem alguém que gosta do estilo stout, por exemplo, só toma dele. Aí vão uns 10 copos", conta. Ele tem, inclusive, planos para trazer mais cervejas especiais para o bar. Vamos fazer figa!
Enfim, esse post é só para enfatizar o problema. Não pretendo resolver. Mas falando por e-mail com o pessoal da Associação de Cervejeiros Artesanais do Paraná (Acerva-PR), que agradeço aqui publicamente, vi que há duas soluções mais usadas. Uma é comprar a cerveja na sua cidade e trazer para a praia. Outra é debandar para Santa Catarina. Joinville já tem outras opções e Camboriú muitas mais.
E você, leitor, conhece algum lugar (mercado, loja, restaurante, bar) que tenha cervejas especiais no Litoral paranaense? E onde você gosta de tomar a sua bera? Indique um local.
Divulgação

Assim com a Schincariol, que comprou as cervejarias Devassa, Baden Baden e Eisenbahn, a Heineken pensa no futuro. Com a aquisição, somente no Brasil, a empresa deve abocanhar uma participação de 8% no mercado. Não muito se pensarmos no 70% que pertence a AmBev, mas o bastante para brigar pelo terceiro lugar com a cervejaria Petrópolis, que tem 9,6%, e até incomodar com a Schin, que tem 11,6%.
Segundo matéria publicada no site do O Estado de São Paulo, analistas de mercado elogiaram a iniciativa. Somente pela manhã, na bolsa holandesa, as ações da Heineken subiram 5%.
Aí aplica-se a lógica. Quanto maior a participação aqui e no México, mais dinheiro. E se os mercados crescem, mais dinheiro ainda. Isso é bom para eles.
E você com isso?
Hoje o mercado brasileiro tem um volume de consumo de cerveja per capita de cinquenta litros por ano, enquanto na República Checa o consumo é de aproximadamente 150 litros per capita. No nosso país, esse número só aumenta, enquanto lá fora há uma certa saturação, segundo matéria do O Globo.
E os dos nichos que mais devem crescer percentualmente são os segmento Premium e das cervejas especiais. Isso demonstra um certo apuramento do paladar do brasileiro, que está buscando novidades. E isso é bom para nós.
Um mercado que pede, é um mercado que ganha. Há, portando, o reconhecimento por parte das empresas do brasileiro como bom consumidor de cervejas. Esse é o grande mérito, na minha opinião.
Isso deve gerar maior facilidade de distribuição deve trazer mais marcas importadas a preços atraentes, assim como aconteceu com a AmBev na época da fusão com a Interbrew. Uma certa concorrência deve animar o mercado de cervejas, que deve se tornar também mais criativo para conquistar o cliente. Ou seja, teremos, aos poucos, mais acesso à qualidade.
A parte ruim, que consigo ver no calor do momento, é um tendência a termos cada vez mais gigantes cervejeiras. É notória a preocupação dessas empresas com o consumo em volume, contra a preocupação com a qualidade, comum nas pequenas.
E você, caro leitor, o que achou de tudo isso? Da compra, de mais cervejas?
[Update 12/01/2010] Pessoal, como alertou o Alessando, os dados de consumo per capita de cerveja estão errados na matéria do O Globo. No Brasil e no México, esse números giram em torno de 50 litros por pessoa por ano, segundo dados do Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústri da Cerveja). Na República Checa, esse número chega a cerca de 150 litros por ano.
Daniel Castellano / Gazeta do Povo

Quando a sede aperta, cerveja gelada se torna artigo de luxo. Ainda mais na praia, quando os ambulantes custam a passar e a cerveja que rola nos isopores nem sempre está estupidamente fria. Uma solução é trazer a bebida de casa, devidamente acondicionada em recipientes especiais que prometem não só manter a temperatura baixa por horas, quanto refrigerar alimentos para o lanche rápido à beira do mar.
Isopor
Fotos: Divulgação

Caixas térmicas

Baldes e caixas de gelo

Bolsas térmicas

Coolers

Tudo limpo
Antes de beber direto da embalagem, certifique-se de que latas e garrafas estão limpas
A parte externa das embalagens de cerveja está exposta à sujeira e às bactérias presentes no ambiente. Por isso, não devem ser abertas sem a devida higienização. “Latas contaminhadas podem causar infecções bacterianas, infecções intestinais e outras doenças”, explica o médico José Luiz Andrade Neto, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Para a limpeza, basta lavar bem a superfície com água e detergente.Preste atenção também à água com que é feito o gelo. “Ele tem de ser feito com água potável, pois estará em contato direto com as embalagens”, explica Andrade.
Se for dirigir
Para quem vai pegar a estrada ou mesmo passear de carro na praia, cuidado com as cervejas sem álcool
As cervejas ditas sem álcool podem ser consumidas “quase” sem restrições. Antes de beber e correr para o volante dê uma olhada no que dizem os rótulos. Algumas marcas têm uma pequena concentração de álcool – cerca de 12 vezes menor do que a de uma cerveja normal – e se consumidas em grande volume podem ser detectadas pelo bafômetro.
A explicação para isso é de que a legislação brasileira considera que bebidas com concentração inferior a 0,5% isentas de álcool. No entanto, apenas duas marcas nacionais estão absolutamente livres de álcool: a Liber e a Nova Schin Zero.
Qual a temperatura certa?
Cerveja gelada é preferência nacional. E o mercado está lançando marcas para serem consumidas em temperaturas ainda mais baixas e que aumentam a sensação de refrescância.
Mas, afinal, qual a temperatura certa para beber a cerveja? Segundo o sommelier de cervejas Daniel Wolff, o que vale mesmo é o gosto pessoal. Se você prefere cerveja mais gelada, aprecie desta forma. “No entanto, há cervejas especiais que podem ser degustadas em temperaturas um pouco superiores (não tão frias ou em temperatura ambiente), para que se possa perceber toda a riqueza de aromas e paladares da bebida”, explica. As temperaturas muito baixas, de acordo com o sommelier, interferem na capacidade de sentir sabores e impedem a liberação dos aromas da bebida.
Luís Celso Jr./Gazeta do Povo
Minha praia: muito trabalho até fevereiroDivulgação/Aos Democratas
O primeiro dos novos ambientes é uma uma rua cenográfica que reproduz as típicas vielas da Lapa, no Rio de Janeiro, com direito a calçadas com pedrinhas portuguesas, moveis e postes de luz de época. O segundo é um mezanino que homenageia as escolas de samba, tanto do Rio quanto de Curitiba, decorado com adereços e outros itens. O terceiro é o primeiro Camarote Brahma permanente do país, segundo informações do estabelecimento.
Vou conferir como ficou e depois coloco aqui mais comentários.
Serviço: Bar Aos Democratas. Rua Dr. Pedrosa, 485 – Batel. Telefone: (41) 3024-4496. www.aosdemocratas.com.br.
8 vezes mais dinheiro para o Paraná
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