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Sexta-feira, 12/03/2010

Blogs > Bar do Celso

Bar do Celso

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Papo de Bar
Enviado por Luís Celso Jr - bardocelso@gmail.com, 01/03/2010 às 13:40

Olá, pessoal. Sei que estou meio sumido mas, vão me desculpar, vou ficar fora do mapa por algum tempo mais. Quem acompanha esse espaço sabe que eu estava no Litoral do Paraná, de dezembro até o fim de fevereiro, trabalhando bastante no Verão da Gazeta do Povo. E agora começam minhas merecidas férias, período que vou aproveitar com a cabeça enterrada nos livros, terminando minha dissertação de mestrado – sim, não é só de cerveja que eu vivo. E o blog? Vai ficar parado até abril. Mais uma vez, minhas sinceras desculpas, queridos leitores. Será inviável manter qualquer atualização com a carga de trabalho que me espera, assim como foi bem difícil enquanto eu estava na praia.

Conto com a compreensão de vocês para esperar só mais um mês, porque vai valer a pena. O mundo da boemia, dos bares e das cervejas está mais efervescente do que nunca. E novidades não vão faltar para este espaço. A Cervejaria Bodebrown, aqui em Curitiba, por exemplo, virou escola e vai oferecer cursos de produção de cerveja artesanal. Já o bar Realejo Culinária Acústica, que visitei no ano passado, já deve ter turbinado ainda mais seu cardápio com cervejas especiais. Isso para não falar dos novos bares de cerveja na cidade: o Clube do Malte e o La Santa Birra. A Cervejaria da Vila, um dos points cervejeiros mais tradicionais, completou 5 anos no fim de 2009. E por falar em tradicional, conheci um pé-sujo muito querido: a Sociedade Santos Andrade, no Campo Comprido. Ótimos pratos e muitas histórias. Vou fazer a espera valer a pena.

Por enquanto, deixo vocês com a parte cômica da minha estada no Litoral, crônica que publiquei no Blog do Verão há algum tempinho. Ser polaco na praia não é fácil. Abraços, e até mais ver.

Como um urso polar em praia tropical


Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Daniel Castellano/Gazeta do Povo / Não é fácil ser um polaco na praia...Não é fácil ser um polaco na praia...
Sol, calor, e o desconforto só aumentava. Definitivamente existem pessoas que não nasceram para o clima litorâneo de verão. Descendente de poloneses, sou branco demais e suo demais para gostar de praia - sim, nasci em Curitiba e adoro aquele céu cinzento e o friozinho do inverno. Mas nem tudo são lágrimas na vida de um quase albino acima do peso no Litoral. A parte engraçada de ter trabalhado dois meses na praia são os cuidados necessários para sobreviver após esse deslocamento territorial.

O mais chato são os cuidados com o sol. No entanto, sem ficar vermelho como um camarão nenhuma vez após 60 dias, posso me considerar um especialista. Caso tenha que sair, sei que devo usar protetor fator 30 no corpo, 50 no rosto, boné e óculos escuros. Isso tudo além de andar pelas sombras. Ou seja, pareço um bandido se esgueirando em plena luz do dia.

Mas para chegar até esse ponto há uma longa preparação. Considerando que o trabalho de passar o filtro é proporcional ao tamanho, levo cerca de meia hora para cobrir a área de 1,90 metros por 95 quilos. E acrobacias não faltaram para alcançar todos os locais. O meio das costas é, de longe, o mais difícil. E, diabos, como está longe... Estica o braço por cima, pelo lado, e nada. Cheguei a desenvolver uma técnica insuperável. Espalho protetor na parede do banheiro e esfrego as costas como um cachorro se coça num poste. Cena ridícula, mas funciona que é uma beleza.

Depois de todo esse exercício, com um calor que chegou a 35ºC nos dias mais quentes e sensação térmica na casa dos 40ºC, claro, estou suando as Cataratas do Iguaçu. O que remove todo o protetor que havia demorado longos 30 minutos para passar. Conclusão: desisto de sair.

Felizmente a redação fica no mesmo hotel onde estamos alojados. E tem ar condicionado. Mas que não venceu o calor infernal. No dia do primeiro recorde de temperatura de 2010 não é que o malandro, que já era preguiçoso, quebra. Foi a primeira vez na minha vida que suei só de clicar o mouse do computador. Uma toalha foi equipamento indispensável, tanto quanto um bom desodorante.

Nas vezes em que a persistência venceu a preguiça de passar filtro solar e saí do hotel fui para a academia na tentativa de diminuir a camada adiposa e reduzir a sudorese. Perdi a conta de quantas camisas lavei durante os exercícios. Em outras ocasiões fui fazer reportagens na orla, e o suor retirava todo o protetor solar, novamente. Mesmo com o pote tamanho econômico comigo, o difícil era parar de suar para reaplicar o produto com pele seca, como indicam os fabricantes.

É por essas e por outras que me senti como um urso polar em praia tropical.

Enviado por Luís Celso Jr. - bardocelso@gmail.com, 16/02/2010 às 13:45


Divulgação/Grupo Schincariol

Divulgação/Grupo Schincariol / Será que Paris Hilton é a melhor garota propaganda para a nova Devassa Bem Loura?Será que Paris Hilton é a melhor garota propaganda para a nova Devassa Bem Loura?
Queria lançar uma questão para os meus amigos boêmios e cervejeiros que costumam participar deste espaço. O que acharam da Devassa Bem Loura? Trata-se da nova cerveja do Grupo Schincariol que pretende reposicionar a marca da cervejaria Devassa, adquirida há dois anos. Oficialmente lançada na sexta-feira (12), véspera do feriadão de carnaval, a bera teve uma campanha que movimentou a internet e tem como garota propaganda Paris Hilton.

Explico.

O portfólio cerveja já incluía uma tipo pilsener, a Devassa Loura, que deve continuar no mercado. A Devassa Bem Loura é nova, sendo mais leve, segundo o fabricante, e disponível também em garrafas de 600 ml, latas e chope. A idéia, claramente, é popularizar a marca.

Sei que poucos devem ter experimentado a novidade até agora (também não degustei), mas trazer uma marca artesanal para o comercial massivo é o temor dos cervejeiros mais inveterados, pois normalmente é o equivalente a baratear a produção para tornar vendável. Com isso, perde-se em qualidade.

O grupo Schin também detém as marcas Baden Baden e Eisenbahn, apreciadas por muitos e premiadas internacionalmente. Imagine se alguém alterar na fórmula dessas cervejas?! Ou mesmo, como aconteceu com a Devassa, usar a marca para endossar uma produção comercial em larga escala?!


Divulgação/Grupo Schincariol

Divulgação/Grupo Schincariol / Nova Devassa Bem Loura: nas versões latinha, garrafa e chopeNova Devassa Bem Loura: nas versões latinha, garrafa e chope
Já a campanha de lançamento deu bastante repercussão na internet. Uma semana antes do lançamento um teaser chamava atenção para uma tal de Bem Misteriosa. O comercial mostrava uma loura sendo espiada ao melhor estilo hitchcockiano, e instigava o telespectador a descobrir quem era. Na quinta já se sabia que se tratava da Paris Hilton e a campanha da Devassa.

A meu ver, apesar da boa campanha, do comercial bastante discreto, a escolha da Paris, que tem uma imagem já depreciada, como garota propaganda não foi boa. A cerveja, mesmo tendo um apelo sexy desde o início, era mais sutil e até bastante comedida apesar do nome - percebam que moça da logo usa até um biquíni antigo. Para mim, a nova campanha reflete mais ou menos a vulgarização que está acontecendo com a cerveja. E isso está sendo passado em escala nacional.

E você, o que acha?

Confira abaixo o comercial da Devassa Bem Loura.

Enviado por Luís Celso Jr. - bardocelso@gmail.com, 12/02/2010 às 14:41


Divulgação/Duvel

Divulgação/Duvel / A belga Duvel, que se traduz por demônio ou diabo, é uma feroz concorrente para a nossa DiabólicaA belga Duvel, que se traduz por demônio ou diabo, é uma feroz concorrente para a nossa Diabólica
Quem gosta de cervejas especiais e artesanais não vai ter do que reclamar do Carnaval em Curitiba. Durante o Psycho Carnival, que acontece no Moinho Eventos entre 13 a 15 de fevereiro, ótimas opções estarão à disposição do público. Inclusive, o evento este ano é patrocinado por uma cervejaria da capital paranaense: a Klein Bier, de Campo Largo, na Região Metropolitana. Os chopes estilos brown ale e stout devem ser facilmente encontrados no Moinho, local dos shows.

Quem vai marcar presença também é a Diabólica, que apareceu para o público pela primeira vez justamente no Psycho Carnival do ano passado. Uma opção que, sem dúvida, tem muito do espírito do Psycho Carnival.

A loja Mestre-Cervejeiro.com está igualmente no páreo, e vai disponibilizar cinco marcas de cervejas especiais importadas durante a festa: Amstel (Holanda, estilo Pilser), Coopers Original Pale Ale (Austrália, estilo Pale Ale), Duvel (Bélgica, estilo Strong Golden Ale), Marston's Pedigree (Inglaterra, estilo Pale Ale) e Marston's Strong Pale Ale (Inglaterra, estilo Strong Ale).

Ai que inveja de quem vai passar o Carnaval em Curitiba...

Saiba mais informações sobre o Psycho Carnival no Guia da Gazeta do Povo, no Caderno G e no blog Sobre Tudo.

Enviado por Luís Celso Jr. - bardocelso@gmail.com, 11/02/2010 às 13:36


Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

Aniele Nascimento/Gazeta do Povo / O alquimista Leonardo Botto, que já levou entre outros prêmios, o Concurso Mestre Cervejeiro da Eisenbahn de 2007, com a Dama do Lago O alquimista Leonardo Botto, que já levou entre outros prêmios, o Concurso Mestre Cervejeiro da Eisenbahn de 2007, com a Dama do Lago
Fazer e beber a própria cerveja é algo delicioso. O pessoal que produz a bebida em casa já sabe disso faz tempo. E agora o público em geral também teve esse gostinho, mesmo que só pela tela da televisão. Fiquei muito feliz em saber que a matéria gravada pelo Paraná TV na metade do ano passado sobre produção de cerveja artesanal em casa, durante um curso do cervejeiro carioca Leonardo Botto na cervejaria Bode Brown, em Curitiba, foi ao ar nesta quinta-feira (11).

Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

Aniele Nascimento/Gazeta do Povo / Acredite se quiser: o pessoal realmente estuda como fazer cerveja em casa. Não ficamos só bebendo durante o cursoAcredite se quiser: o pessoal realmente estuda como fazer cerveja em casa. Não ficamos só bebendo durante o curso

Participei desse evento e aprendi muito lá. Publicamos uma entrevista com o Botto no Bom Gourmet, caderno de gastronomia aqui da Gazeta do Povo, sobre o assunto. E imagino que muitos novos cervejeiros artesanais tenham produzido ótimas receitas desde então. Isso para não falar dos veteranos. É o que chamam de um incentivo a cultura cervejeira do Paraná.

Quero parabenizar o pessoal da tevê pela matéria, além, é claro, da organização e os patrocinadores do curso que acreditaram na ideia. Isso inclui a cervejaria Bode Brown, e o cabeça Samuel Cavalcanti; o pessoal da Associação de Cervejeiros Artesanais do Paraná (Acerva-PR), e o presidente Alessandro Santos de Oliveira; a cervejaria Klein Bier, e o proprietário Henrique Presser; e o Carocha Bar, negócio do Luiz Fernando Pacheco.

Estamos torcendo por mais cursos e concursos cervejeiros por aqui para matar nossa sede... de conhecimento, cultura e, claro, de cerveja também.

Confira a reportagem no vídeo abaixo.

Em tempo: ainda estou trabalhando no Litoral do Paraná. Portanto, está um pouco difícil de blogar. Novidades e comentários que normalmente você encontra aqui podem ser conferidos no meu twitter. E aproveite para seguir o twitter da Acerva-PR também.

Enviado por Luís Celso Jr., 04/02/2010 às 16:33


Divulgação/Bakanas Pub

Divulgação/Bakanas Pub / Um dos destaques do Bakanas Pub é oferecer a cerveja artesanal da Klein Bier, de Campo Largo. E a carta da bebida deve aumentar num futuro próximoUm dos destaques do Bakanas Pub é oferecer a cerveja artesanal da Klein Bier, de Campo Largo. E a carta da bebida deve aumentar num futuro próximo
Quando a gente fica um bom tempo na praia, começa a enjoar um pouco do mesmo estilo de bar. Felizmente há boas opções para "mudar de ares", mesmo que poucas. Uma delas é o Bakana's Pub. E, pasmem, a casa tem cerveja artesanal da Klein Bier, fabricada em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. É a salvação da lavoura cervejeira no Litoral e em um dos pontos mais nobres de Caiobá - perto do Morro do Boi, entre as praias Brava e Mansa.

A casa não se parece com um pub tracidional, estilo londrino - todo arquitetado em madeira, quente e até meio depressivo - nem tem nada daqueles porões escuros e esfumaçados. O ambiente é gostoso, arejado, com mobilha bem cuidada e música ambiente. Tem até wi-fi, para quem não larga da internet. Aliás, foi pelo twitter do bar que soube que ele existia.

O cardápio também sai daquele comum de praia. "Nosso carro chefe é o Bakana's Beef, preparado com mignon e os temperos secretos de nossa chef Eliza. Também o acompanha nossa batata suiça, entre outras as recheadas com camarão e catupity ou mignon com cheddar", conta o proprietário Marcelo Meoqui.

Isso para não falar das cervejas artesanais da Klein, que são das poucas opções aqui no litoral para quem aprecia cervejas especiais. Elas só são vendidas em mais dois pontos do Litoral do Paraná: no Quiosque do Beto, em Guaratuba; e no Restaurante e Pousada Paraíso, na Praia de Encantadas, na Ilha do Mel. E, segundo Meoqui, num futuro próximo mais cervejas devem entrar na carta, que também tem bebidas da Femsa.

E não deve ser só um bar de temporada, não. O Bakana's deve ficar aberto o ano todo. E em breve, pelo que conta Meoqui, o empreendimento também deve subir a serra até Curitiba. E pela longa experiência com bares desse uruguaio - são mais de 20 anos em bares de várias partes do mundo como Panamá, Costa Rica, Caribe e Espanha - acho que deve dar muito certo.

Serviço: Bakana's Pub. Rua Rio Branco, 240 - Praia de Caiobá, Matinhos - PR. Telefone (41) 3473-4481. Site http://www.bakanaspub.com.br.

E qual a sua dica de bar no Litoral do Paraná? Escreva abaixo

Enviado por Luís Celso Jr. - bardocelso@gmail.com, 26/01/2010 às 16:31


Divulgação/Heineken

Divulgação/Heineken / Seria tão bom pegar uma praia com a sua cerveja preferida, não? Mas no litoral paranaense falta uma maior variedade de marcas da bebida no comércioSeria tão bom pegar uma praia com a sua cerveja preferida, não? Mas no litoral paranaense falta uma maior variedade de marcas da bebida no comércio
Você gosta de cerveja? Qual delas? Se fizéssemos essa pergunta em uma mesa de bar, meia dúzia de marcas seriam citadas, conforme o gosto do freguês. As comerciais apareceriam com mais frequência. No entanto, hoje especiais e artesanais também estariam representadas. Em um grande centro é possível achar essa variedade de marcas. Já aqui no Litoral do Paraná está difícil. Falta opção no comércio local.

Girei pelos mercados de Matinhos e tudo que achei de mais elaborado foi a holandesa Heineken, a mexicana Dos Equis e as Bohemias Weiss, Confraria e Escura. Apesar da carta de cervejas da Ambev e Femsa incluírem outras marcas importadas, essas passam longe das praias. E nos bares e restaurantes a dificuldade é a mesma, com raras exceções que vou comentar em outros posts.

Não sei qual é o problema exatamente. Se as distribuidoras não mandam para cá outros rótulos ou se os mercados não tem interesse em trazer. Sabe-se que perto do volume de vendas das marcas comerciais, as especiais têm um fluxo pequeno. Mas podem dar mais lucro, pelos preços mais altos.

A justificativa da falta de procura também não "cola" muito, não. Falei com o produtor de cervejas artesanais Heraldo Gillung, de Palmeira, na Região dos Campos Gerais, que faz as cervejas Nat Bier. Ele está na Feira de Sabores - que trouxe pequenos produtores agrícolas do estado para o Litoral e fez uma parada aqui em Matinhos - e diz que grande parte do seu estoque acabou nos primeiros dias. Principalmente as rauchbiers (cervejas de malte defumado) e as weissbier (de malte de trigo). Agora só sobraram pilseners. Prova da procura principalmente por cervejas diferenciadas.

Já o proprietário do Bakana's Pub, Marcelo Meoqui, um dos três bares do Litoral que trabalha com chopes da Klein Bier - microcervejaria de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba - afirma que as cervejas tem boa saída. "Quando vem alguém que gosta do estilo stout, por exemplo, só toma dele. Aí vão uns 10 copos", conta. Ele tem, inclusive, planos para trazer mais cervejas especiais para o bar. Vamos fazer figa!

Enfim, esse post é só para enfatizar o problema. Não pretendo resolver. Mas falando por e-mail com o pessoal da Associação de Cervejeiros Artesanais do Paraná (Acerva-PR), que agradeço aqui publicamente, vi que há duas soluções mais usadas. Uma é comprar a cerveja na sua cidade e trazer para a praia. Outra é debandar para Santa Catarina. Joinville já tem outras opções e Camboriú muitas mais.

E você, leitor, conhece algum lugar (mercado, loja, restaurante, bar) que tenha cervejas especiais no Litoral paranaense? E onde você gosta de tomar a sua bera? Indique um local.

Enviado por Luís Celso Jr. - bardocelso@gmail.com, 11/01/2010 às 14:56


Divulgação

Divulgação /
É a notícia cervejeira do dia. A holandesa Heineken comprou a mexicana Femsa por 7,6 bilhões de dólares. Com isso, a Heineken assume as operações da companhia no México e um fatia maior das operações no Brasil, dois dos mercados que mais crescem em volume no mundo. E é esse o pulo do gato!

Assim com a Schincariol, que comprou as cervejarias Devassa, Baden Baden e Eisenbahn, a Heineken pensa no futuro. Com a aquisição, somente no Brasil, a empresa deve abocanhar uma participação de 8% no mercado. Não muito se pensarmos no 70% que pertence a AmBev, mas o bastante para brigar pelo terceiro lugar com a cervejaria Petrópolis, que tem 9,6%, e até incomodar com a Schin, que tem 11,6%.

Segundo matéria publicada no site do O Estado de São Paulo, analistas de mercado elogiaram a iniciativa. Somente pela manhã, na bolsa holandesa, as ações da Heineken subiram 5%.

Aí aplica-se a lógica. Quanto maior a participação aqui e no México, mais dinheiro. E se os mercados crescem, mais dinheiro ainda. Isso é bom para eles.

E você com isso?

Hoje o mercado brasileiro tem um volume de consumo de cerveja per capita de cinquenta litros por ano, enquanto na República Checa o consumo é de aproximadamente 150 litros per capita. No nosso país, esse número só aumenta, enquanto lá fora há uma certa saturação, segundo matéria do O Globo.

E os dos nichos que mais devem crescer percentualmente são os segmento Premium e das cervejas especiais. Isso demonstra um certo apuramento do paladar do brasileiro, que está buscando novidades. E isso é bom para nós.

Um mercado que pede, é um mercado que ganha. Há, portando, o reconhecimento por parte das empresas do brasileiro como bom consumidor de cervejas. Esse é o grande mérito, na minha opinião.

Isso deve gerar maior facilidade de distribuição deve trazer mais marcas importadas a preços atraentes, assim como aconteceu com a AmBev na época da fusão com a Interbrew. Uma certa concorrência deve animar o mercado de cervejas, que deve se tornar também mais criativo para conquistar o cliente. Ou seja, teremos, aos poucos, mais acesso à qualidade.

A parte ruim, que consigo ver no calor do momento, é um tendência a termos cada vez mais gigantes cervejeiras. É notória a preocupação dessas empresas com o consumo em volume, contra a preocupação com a qualidade, comum nas pequenas.

E você, caro leitor, o que achou de tudo isso? Da compra, de mais cervejas?

[Update 12/01/2010] Pessoal, como alertou o Alessando, os dados de consumo per capita de cerveja estão errados na matéria do O Globo. No Brasil e no México, esse números giram em torno de 50 litros por pessoa por ano, segundo dados do Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústri da Cerveja). Na República Checa, esse número chega a cerca de 150 litros por ano.

Enviado por Luís Celso Jr. - bardocelso@gmail.com, 07/01/2010 às 17:21


Daniel Castellano / Gazeta do Povo

Daniel Castellano / Gazeta do Povo /
[Olá, pessoal. Tenho trabalhado bastante, mas ainda não morri. Estou pesquisando coisas interessantes do Litoral para fazer alguns posts aqui no Bar do Celso. Logo, logo sai. Por enquanto, fiquem com uma matéria que escrevi para o caderno Verão, para quem não viu. São dicas de produtos para manter sua cerveja na temperatura certa na praia. Espero que gostem]

Quando a sede aperta, cerveja gelada se torna artigo de luxo. Ainda mais na praia, quando os ambulantes custam a passar e a cerveja que rola nos isopores nem sempre está estupidamente fria. Uma solução é trazer a bebida de casa, devidamente acondicionada em recipientes especiais que prometem não só manter a temperatura baixa por horas, quanto refrigerar alimentos para o lanche rápido à beira do mar.

Isopor


Fotos: Divulgação

Fotos: Divulgação /

É um dos isolantes térmicos mais populares e baratos do mercado. As embalagens são leves, fáceis de encontrar e estão disponíveis em formatos variados. As caixas maiores, por exemplo, podem ficar em casa, para os dias de festa e churrasco. As menores – principalmente as que têm alças – podem ir à praia. Caixas de isopor são capazes de manter a bebida gelada por até três horas, em média. Os preços variam entre R$ 1 (250ml) e R$ 80 (70 litros).

Caixas térmicas


 /

São fabricadas normalmente com os mesmos materiais dos coolers e tem igual resistência térmica. Mas há modelos especiais, como os usados na pesca esportiva, que contam com maior desenvolvimento tecnológico e mantêm o gelo por até cinco dias. O formato quadrado facilita o transporte no porta-malas do carro. Com alça para transporte. Preços entre R$ 60 e R$ 700.

Baldes e caixas de gelo


 /

São recepientes simples, sem isolamento térmico. Por isso, precisam de uma grande quantidade de gelo para manter as bebidas frias. São mais difíceis de carregar. Preços entre R$ 25 e R$ 200.

Bolsas térmicas


 /

A flexibilidade é a maior vantagem das bolsas térmicas. Depois de usar, é só limpar, dobrar e guardar. Dependendo da composição, elas podem manter a temperatura por até quatro horas. Em geral, são mais baratas que os coolers e caixas térmicas. Custam entre R$ 20 e R$ 200.

Coolers


 /

São os campeões da cerveja gelada e com estilo. Fabricados com isopor ou poliuretano expandido e revestidos por lâminas de plástico, podem segurar a temperatura por até seis horas, segundo os fabricantes. Estão disponíveis em modelos com estampa, alças de tecido ou plástico e até rodinhas – nos coolers maiores. Preços entre R$ 30 (8 latas) e R$ 590 (80 latas).

Tudo limpo
Antes de beber direto da embalagem, certifique-se de que latas e garrafas estão limpas

A parte externa das embalagens de cerveja está exposta à sujeira e às bactérias presentes no ambiente. Por isso, não devem ser abertas sem a devida higienização. “Latas contaminhadas podem causar infecções bacterianas, infecções intestinais e outras doenças”, explica o médico José Luiz Andrade Neto, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Para a limpeza, basta lavar bem a superfície com água e detergente.Preste atenção também à água com que é feito o gelo. “Ele tem de ser feito com água potável, pois estará em contato direto com as embalagens”, explica Andrade.

Se for dirigir
Para quem vai pegar a estrada ou mesmo passear de carro na praia, cuidado com as cervejas sem álcool

As cervejas ditas sem álcool podem ser consumidas “quase” sem restrições. Antes de beber e correr para o volante dê uma olhada no que dizem os rótulos. Algumas marcas têm uma pequena concentração de álcool – cerca de 12 vezes menor do que a de uma cerveja normal – e se consumidas em grande volume podem ser detectadas pelo bafômetro.

A explicação para isso é de que a legislação brasileira considera que bebidas com concentração inferior a 0,5% isentas de álcool. No entanto, apenas duas marcas nacionais estão absolu­tamente livres de álcool: a Liber e a Nova Schin Zero.

Qual a temperatura certa?

Cerveja gelada é preferência nacional. E o mercado está lançando marcas para serem consumidas em temperaturas ainda mais baixas e que aumentam a sensação de refrescância.

Mas, afinal, qual a temperatura certa para beber a cerveja? Segundo o sommelier de cervejas Daniel Wolff, o que vale mesmo é o gosto pessoal. Se você prefere cerveja mais gelada, aprecie desta forma. “No entanto, há cervejas especiais que podem ser degustadas em temperaturas um pouco superiores (não tão frias ou em temperatura ambiente), para que se possa perceber toda a riqueza de aromas e paladares da bebida”, explica. As temperaturas muito baixas, de acordo com o sommelier, interferem na capacidade de sentir sabores e impedem a liberação dos aromas da bebida.

Enviado por Luís Celso Jr. - bardocelso@gmail.com, 23/12/2009 às 21:53


Luís Celso Jr./Gazeta do Povo

Luís Celso Jr./Gazeta do Povo / Minha praia: muito trabalho até fevereiroMinha praia: muito trabalho até fevereiro
Olá, pessoal. Depois de um longo tempo sem postar, cá estou. Peço desculpas pela ausência, mas foi necessária para dar conta de um novo projeto. Estou hoje no Litoral paranaense, mais especificamente em Matinhos, editando o site do Verão da Gazeta do Povo. E não é moleza, não! Estou de chinelos, mas fazendo calos nos dedos de tanto trabalhar. Praia, só pela janela. Mas vou tentar ser mais assíduo, na proporção que as coisas se organizarem. E vou falar um pouco sobre os bares daqui. Alguns tem cada história...

Enviado por Luís Celso Jr. - bardocelso@gmail.com, 11/12/2009 às 14:47


Divulgação/Aos Democratas

Divulgação/Aos Democratas / Aos Democratas dobra de tamanho e ganha três novos ambientesAos Democratas dobra de tamanho e ganha três novos ambientes
Nesta sexta-feira (11) o Aos Democratas, aqui de Curitiba, inaugura seu novo espaço. Trata-se de uma grande ampliação da casa, que dobrou de tamanho e ganhou três novos ambientes. Cada um com um tema diferente, sempre ligado à brasilidade e ao samba. As novidades também incluem mais pontos para assistir aos jogos de futebol, que já são tradição no estabelecimento, e uma mini-orquestra de samba, com músicos fixos contratados pelo bar.

O primeiro dos novos ambientes é uma uma rua cenográfica que reproduz as típicas vielas da Lapa, no Rio de Janeiro, com direito a calçadas com pedrinhas portuguesas, moveis e postes de luz de época. O segundo é um mezanino que homenageia as escolas de samba, tanto do Rio quanto de Curitiba, decorado com adereços e outros itens. O terceiro é o primeiro Camarote Brahma permanente do país, segundo informações do estabelecimento.

Vou conferir como ficou e depois coloco aqui mais comentários.

Serviço: Bar Aos Democratas. Rua Dr. Pedrosa, 485 – Batel. Telefone: (41) 3024-4496. www.aosdemocratas.com.br.

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