Sexta-feira, 12/03/2010
Marcelo Elias/ Gazeta do Povo

Anna Simas
Na última sexta-feira, dia 5 de março, levei meu cachorro Caco para castrar. Ele tem 5 anos e nunca cruzou. Até tentei uma vez distribuir cartazes pelos pets para arrumar uma namorada para ele, mas não deu certo. Fui me acomodando e o comportamento dele só piorou: passou a fazer xixi por todos os cantos da casa. De um mês para cá, começou a fazer xixi também no sofá. Isso mesmo! Pulava em cima dele e dá-lhe fazer xixi.
Além disso, Caco tem um tigrinho – uma pantufa velha - que ele usava para “namorar”. Nos últimos meses ele não largava o tigrinho. Foi pensando nisso e também para prevenir doenças futuras, como o câncer de próstata, que resolvi levá-lo para castrar. Deixei ele pela manhã na clínica e peguei no final da tarde. Estava preocupada, afinal, foi a primeira cirurgia que ele fez na vida. Mas deu tudo certo.
Chegamos em casa e ele estava quieto, não queria comer nem beber, mas passava bem. Como levou dois pontos, estava com curativo e devia permanecer em repouso, sem pular ou se movimentar muito. O veterinário avisou que no dia seguinte poderia tirar o curativo e que ele poderia voltar a passear. Como ele é muito fresco e mimado – admito que por culpa minha -, não pode ter nada grudado nele, nem uma minúscula folha de árvore, que ele não se mexe. Fica com a bunda grudada no chão ou na cama e de lá não sai até que eu tire o que o incomoda. Como estava com esparadrapo, ele não se mexia. Tive que dar comida na boca, água, levá-lo no colo para fazer xixi. Mas depois da primeira noite, voltou a ficar normal.
Ainda é cedo para saber se o Caco vai mudar de comportamento por causa da castração. Mas fato é que desde que voltou da clínica não chegou perto do tigre, tem latido menos e não fez mais xixi no sofá. Mas hoje, segunda-feira à noite, ele arrebentou os pontos. Foi um minuto de distração minha e ele arrancou com os dentes. Corri para o veterinário e lá foi ele levar mais anestesia para ser costurado novamente. E lá vou eu outra vez passar alguns dias dando água e comida na boca porque com curativo ele não vai querer sair do lugar.
E você, castrou ou pensa em castrar seu cão?
Andrei Francisquini/ Gazeta do Povo
O projeto também enquadra outras 16 raças como perigosas e, caso a lei seja aprovada, elas só poderão circular em público com coleira e focinheira. Entre as raças estão rotweiller, pastor alemão, komondor, akita e schnauzer gigante.
Para alguns, a lei é considerada inconstitucional; para outros, é uma medida necessária. Veja mais detalhes do debate na matéria publicada hoje na Gazeta.
O que você acha? Concorda que os pit bulls sejam extintos?
A faixa de cachorro mais alto do mundo tem um novo dono. Recentemente, George, da raça Great Dane, foi reconhecido pelos organizadores do Guiness Book por seus 2,2 metros de altura quando está de pé. Ele roubou o título de gigante de Titan, da mesma raça, que é dois centímetros menor.
George mora com um casal de americanos na cidade de Tucson, no estado do Arizona, nos Estados Unidos. Além de ser enorme, ele pesa 111 quilos e consome 50 quilos de ração ao mês. Veja com seus próprios olhos no vídeo a seguir.
Já o título de mais orelhudo pode ir para um cão da raça Santo Humberto. Esse mês, Zack e Heather Helmer, proprietários de Harvey, de 3 anos, apresentaram o cachorro em um evento em Nova Iorque, e tentam colocá-lo no livro dos recordes. As orelhas de Harvey medem 35,5 centímetros.
Dá uma olhada!
Mary Altaffer/AP

Eu daria à minha cachorrinha preferida -- Bionda, de 5 anos -- o título de "a mais louca labradora amarela do mundo". E você, que título daria a seu bichinho?

De acordo com a reportagem, a novidade chegou aqui no Brasil, como é o caso de dois profissionais que deram seus depoimentos ao jornal. Enquanto oito funcionários trabalham, dois gatinhos têm liberdade para circular por todo o escritório, em um bairro da capital de São Paulo, e gostam de se acomodar entre computadores e papéis.
Segundo uma psicanalista entrevistada para a reportagem, estudos comprovam que a presença de animais reduz a pressão arterial e a frequência cardíaca. Ela disse que "o contato ativa um neurotransmissor que libera a serotonina, substância sedativa e calmante, além de hormônios como a oxitocina - responsável pela confiança - e a prostatina, o hormônio do vínculo social."
Será que isso pega por aqui também? Como você acha que seria?
Marcelo Elias
Eles são solitários, carinhosos, amorosos, companheiros e fiéis. O que mais querem na vida é um amor, alguém que cuide deles e a quem possam se dedicar. Mas se você é uma pessoa tímida, muito ocupada e não tem tempo para encontros demorados, pode começar uma nova história de amor pela internet, sem sair de casa.
Não, não é um site de relacionamento, mas de adoção de cachorros e gatos. O Adote Bicho está no ar há quatro meses e envolve 78 protetoras cadastradas, que deixam sempre atualizados os dados dos animais em adoção assim como os que fugiram de casa. Hoje estão no ar 217 bichos que sonham com um dono. Durante seu tempo de vida, o site consegui 205 novos lares para os bichinhos.
Se você está à procura de um novo amor para você e sua família, pode entrar no www.adotebicho.com.br e conhecer os pretendentes.
SPA/ divulgação
A cachorra Mel, da Sociedade Protetora dos Animais, que está para adoçãoPeguei uma colcha velha em casa, joguei no banco de trás do meu carro e uma vizinha ajudou a erguer o cão – com cuidado porque não sabíamos onde ele estava ferido. Ele ficou quietinho. Acho que a dor era tanta, que nem conseguia se mexer. Fomos direto à Sociedade Protetora dos Animais. Pensei em levar em uma clínica, mas eu não tinha dinheiro suficiente e sabia que na Sociedade eles atendem animais em estado grave.
SPA/divulgação
Meg e Kika, também moradoras da Sociedade que aguardam por um dono.Como eu moro no Portão e a ong é no Santa Cândida, foi um longo caminho. A vizinha que foi comigo ficava o tempo todo olhando para o banco de trás, para garantir que o cão estava bem. Chegamos lá e fomos atendidos na hora. A veterinária examinou e disse que não foi atropelamento, mas provavelmente ataque de outros cães. Ele estava com vários furos pelo corpo e com a pele da região genital inteira em carne viva. Ela colocou soro, tirou os pelos de algumas partes para fazer curativo. Explicou que ele entraria em cirurgia. Faria castração para tirar aquela parte sem pele, porque não tinha outro jeito.
Enquanto estávamos lá, outros animais chegaram. Todos foram muito bem atendidos, tratados com cuidado e atenção. Quem conhece o lugar sabe que é bicho para todos os cantos. Gato com curativo dormindo na gaiola, cão sem perna deitado embaixo da mesa, filhotes magrinhos amontoados em um canto. Em cinco minutos lá dentro, vários cachorros grudaram na minha perna loucos por um pouco de carinho. Por isso, toda vez que vou lá saio com o coração apertado, mas ao mesmo tempo sinto um alívio por saber que existem voluntários como os da Sociedade, que fazem com amor e paciência um trabalho pesado que é atender tanto animal doente em condições precárias.
Fomos embora e prometemos voltar na manhã de domingo, para saber se o cachorrinho estava melhor. Aproveitaríamos para levar ração para ajudar. A veterinária explicou que existia chance de ele não aguentar, porque perdeu muito sangue. No dia seguinte, lá estávamos nós: eu e a vizinha, que no caminho me disse que queria chamá-lo de Bob. Ela não sabia, mas minha intenção era convencê-la a adotá-lo, porque tinha me contado que estava pensando em ter um cachorro. Mas, chegando lá, a má notícia: Bob não resistiu. Passou bem pela operação, mas não aguentou e morreu durante a madrugada. Ficamos chateadas, mas sabíamos que nós e a Sociedade fizemos a nossa parte, tudo que estava ao nosso alcance.
A Sociedade Protetora dos Animais socorre gratuitamente os animais de rua atropelados ou feridos. Ela só não recebe mais animais sadios porque está superlotada, mas não deixa na mão nenhum cão ou gato em estado grave. Para quem tem animal, eles fazem atendimento clínico – inclusive vacinas – a preços mais em conta que nas clínicas particulares. O dinheiro é revertido para tratar dos animais que moram por lá. Quem quiser ajudar, também pode contribuir com ração, jornal ou papelão velhos, sabão em pó para lavar o lugar e medicamentos. Mas se não tiver nada disso, também pode dar uma passadinha por lá para agradar os bichinhos. Eles agradecem.
Serviço:
Sociedade Protetora dos Animais. Rua Professor Sandária Monzon, 113, Santa Cândida. Contato pelo 3256-8211 ou www.spacuritiba.org.br
Marcelo Elias
E você, trocaria seu namorado pelo seu cachorro no dia dos namorados?
Reprodução
Stewart, à esquerda, com o cão Buck.Segundo informações da agência de notícias AP, há duas semanas o cão Buck foi atropelado e levado ao local para atendimento. O dono do cão, Stewart, teria então que decidir entre pagar US$ 1.730 para que os médicos colocassem pinos na pata do animal ou US$ 555 para que a amputassem.
Sem dinheiro para pagar, Stewart e o pai, Kevin, propuseram pagar US$ 3,50 por semana. A oferta foi negada e o cachorro condenado pelos veterinários ao sacrifício. "Eu tinha que retirar meu cachorro de lá. Ele é como meu irmão. Não posso matá-lo só porque não tenho dinheiro", disse Stewart.
Agora, vizinhos e amigos estão promovendo eventos para pagar a conta do hospital.
E você, tem uma história de amor com seu animal de estimação? Deixe seu depoimento. Se quiser, também envie a história para o e-mail cadernoanimal@gazetadopovo.com.br, com dados para contato. Ela pode ser publicada no caderno Animal.
Rodolfo Bührer

Este fim de semana seu bichinho já pode pular o carnaval.
Amanhã, sábado, a partir das 11h45 os donos poderão levar seus bichinhos para desfilar na Praça da Espanha no Blocão Woof!. Haverá ainda distribuição de brindes, doação de cães e venda de produtos de ONGs. A iniciativa é da Woof! Pet Boutique.
No domingo o agito fica por conta do Carnaval Animal promovido por diversas ONGs da cidade. O evento acontece das 10 às 18 horas, com desfile de fantasia às 16 horas.
Se você ainda não tem ideia do modelito para colocar no seu cão, confira dicas e ideias na matéria do Caderno Animal de amanhã. Depois, é só cair na folia.
Serviço:
Blocão Woof!
Data: 6 de fevereiro
Local - Praça da Espanha, Batel.
Horário da concentração: 11h45.
Carnaval Animal
Data: 7 de fevereiro
Local – Rua Euclides Bandeira, 801, na Praça do Palácio, Centro Cívico.
Horário do Desfile: 16 horas.
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