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Sábado, 04/02/2012

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Enviado por Rafael Costa, 03/02/2012 às 16:36

O “cidadão samba” de São Paulo Osvaldinho da Cuíca está em Curitiba para o show História do Samba Paulista, que acontece neste fim de semana, no Teatro da Caixa, com ingressos esgotados. Em entrevista por telefone à Gazeta do Povo, o sambista nascido em 1940, que foi um dos grandes guardiães do samba na cidade -- na época em que era praticado pelos engraxates, quando ainda era proibido --, falou sobre a apresentação com a maior tranquilidade (leia mais aqui). Mas quando o assunto chegou ao carnaval 2012, Osvaldinho – sem perder a ternura – não hesitou em detonar as escolas de samba e a festa, que, em sua opinião, perderam a relação com as origens, passaram a copiar os cariocas e se mercantilizaram. Leia mais na entrevista abaixo.


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Com a proximidade do carnaval, o show pode ser uma oportunidade para o público descobrir a tradição que deu origem ao samba de hoje?
O carnaval não é motivação, porque a escola de samba está muito deteriorada. Evoluiu em tecnologia, em artes plásticas, mas em questão de enredo e samba-enredo, está 100 anos para trás. O espetáculo está cada vez mais bonito, mas a música, cada vez mais uma porcaria. Ela não vira sucesso como antigamente. Está muito ruim. E, no enredo, é o capitalismo quem manda. É tudo manipulado, alienado e vendido para os patrocinadores, que impõem seus produtos como exigência em troca de dinheiro.


Por exemplo?
Isso acontece em todas as grandes escolas. A Gaviões da Fiel o Lula patrocinou [o enredo de 2012 é “Verás que um filho fiel não foge à luta – Lula, o retrato de uma nação”]. A Vai-Vai está com o patrocínio da Bombril [o enredo é “Mulheres que Brilham - A força feminina no progresso social e cultural do país”]. A política está muito presente, patrocinando, o que é proibido, além de ser imoral. As escolas de samba recebem subvenção, e não se pode fazer propaganda política com dinheiro público. E se continuar desse jeito, daqui a pouco a Coca-Cola vai colocar uma garrafa no estandarte da escola.

O senhor foi um dos grandes incentivadores do carnaval paulista, fazia samba em uma época em que as escolas não tinham estrutura alguma. Está decepcionado com o caminho que tomaram?
Sou fundador da ala de compositores da Vai-Vai, onde fui diretor artístico. Mas há 20 anos não apito nada, porque mudou tudo. Ninguém vai que querer que eu imponha um enredo falando do Henricão, do Alfredo Le Pera – que fez o sucesso de Carlos Gardel. Daria o maior enredo, porque entraria o tango, entraria a França (porque sua mãe era francesa). Mas ninguém quer me ouvir, porque cultura não dá dinheiro para escola de samba. Elas querem ganhar o carnaval e querem dinheiro. Agora a escola é do negócio, não do sambista. Eu desfilo na Vai-Vai, mas do meu jeito, mais barato. Desfilo na [Escola de Samba] Passos de Ouro, porque o enredo sou eu. E vou embora pra casa. Porque trabalho muito e não vou gastar energia lá. O carnaval já não é mais do sambista. Nossa participação ali é zero.

Então o senhor está participando do carnaval meio contrariado...
A gente tem que perdoar os ignorantes, tem que aprender a conviver com a maldade. Me incomoda o ritmo acelerado. Às vezes, a escola está com um samba bom, mas estraga acelerando demais. Nesse ritmo é impraticável fazer uma letra com uma frase melódica bonita. Eu não tenho mais a paixão de trabalhar nas escolas. Eles me usam como símbolo, mas não tenho voz ativa e participação. São os tempos modernos: a neurose tomou conta e veio a falta de sensibilidade.

Enviado por Yuri Al'Hanati, 02/02/2012 às 10:28


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Como todo bom brasileiro, conheci a poesia de Wislawa Szymborska, que faleceu ontem aos 88 anos, no ano passado, quando a prêmio Nobel polonesa de 1996 ganhou uma antologia de poemas em português pela Companhia das Letras e traduzida pela professora curitibana Regina Przybycien. Era não só a estreia da poeta em língua portuguesa -- à exceção de um poema ou outro aqui e ali -- como também a estreia da tradutora em língua polonesa -- também com uma ou outra exceção avulsa --, por isso achei que valia uma matéria sobre isso, que foi publicada aqui.
Conversar com a professora Regina, e ler o prefácio que ela preparou para as obras selecionadas de Szymborska me causou uma certa simpatia de antemão com a obra da autora. Logo eu, que conto poetas de que gosto nos dedos da mão. Ler as poesias do livro, então, só confirmaram o que já pressentia a seu respeito. A mim, sobretudo, impressionou a simplicidade e a objetividade da poeta, que não se perde em imagens herméticas e sensoriais. Ao contrário, procura direcionar bem os temas e desenvolvê-los da maneira mais acessível encontrada. Não demorou muito para que se tornasse uma das minhas poetas mulheres preferidas.
Obviamente, não se pode dizer de uma escritora que alcançou a láurea máxima da literatura que sua existência não passou em branco. Mesmo assim, acho que uma das principais marcas que a autora deixa é a de que é possível ser belo e ser simples, e criar sensações autênticas e fáceis de serem compreendidas mesmo para pessoas que sejam distantes da realidade polonesa. Não foram, afinal, apenas o holocausto, a tortura e o nazismo os focos da escritora, que fez poemas sobre a pornografia, o teatro, os gatos, a arte da escrita e da própria impopularidade do gênero a que se dedicou -- traço indelével de sua personalidade discreta e circunspecta -- sempre com ironia, bom humor e uma leveza rara aos poetas que se desejam sérios.
Talvez esse seja um dos maiores encantos que a leitura de Szymborska desperta: a capacidade de encarar a vida com leveza e bom humor mesmo após uma vida de perseguições e embates políticos -- escapou de ser deportada para a Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial e nos primeiros anos de carreira, permaneceu fiel ao PRL, o partido comunista polonês que censurou suas primeiras publicações. Mesmo assim, nunca deixou de encarar com seriedade do mistério da vida e da morte, e a irreversibilidade dos fatos. Sobre isso escreveu em um de seus mais completos poemas, "A vida na hora":

A vida na hora.
Cena sem ensaio.
Corpo sem medida.
Cabeça sem reflexão.

Não sei o papel que desempenho.
Só sei que é meu, impermutável.

De que trata a peça
devo adivinhar já em cena.

Despreparada para a honra de viver,
mal posso manter o ritmo que a peça impõe.
Improviso embora me repugne a improvisação.
Tropeço a cada passo no desconhecimento das coisas.
Meu jeito de ser cheira a província.
Meus instintos são amadorismo.
O pavor do palco, me explicando, é tanto mais humilhante.
As circunstâncias atenuantes me parecem cruéis.

Não dá para retirar as palavras e os reflexos,
inacabada a contagem das estrelas, o caráter como o casaco às pressas abotoado --
eis os efeitos deploráveis dessa urgência.

(...)

É ilusório pensar que esta é só uma prova rápida
feita em acomodações provisórias. Não.
De pé em meio à cena vejo como é sólida.
Me impressiona a precisão de cada acessório.
O palco giratório já opera há muito tempo.
Acenderam-se até as mais longínquas nebulosas.
Ah, não tenho dúvida de que é uma estreia.
E o que quer que eu faça,
vai se transformar para sempre naquilo que fiz.

01/02/2012 às 14:37


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A etapa Sul do concurso Risadaria, em que comediantes competem "no gogó" com suas piadas, acontece nesta quinta, dia 2, no Curitiba Comedy Club (Av. Mateus Leme, 2.467 – Centro Cívico), (41) 3018-0474.

Os candidatos deste segundo campeonato brasileiro concorrem a uma vaga na final, com seis humoristas de cada região do país. Apresentam-se Lincohn Mendes e Sergio Lacerda de Oliveira (foto), de Curitiba; Marcelo Rodrigues Souza, de Londrina; Sérgio Furlan, de Arapongas; Diego Ribeiro, de Ponta Grossa, e Pedro Lemos, de Araucária.

Após a etapa de classificação regional, a votação popular decide quem vai para a final, entre os dias 22 a 25 de março, no Pavilhão da Bienal, no parque Ibirapuera, em São Paulo.

O campeão recebe R$ 3 mil e garante participação na edição de 2013. A fase curitibana começa nesta quinta às 21 horas e a entrada custa R$ 20.

O comediante Diogo Portugal fará um show após a apresentação.

Enviado por Da redação, 31/01/2012 às 16:47


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A Gibiteca de Curitiba abre nesta quarta-feira (1.º de fevereiro) as inscrições para os cursos de Histórias em Quadrinhos (níveis Básico, Intermediário e Avançado) e Mangá (Quadrinhos japoneses).

As aulas começam em março, prosseguindo até o mês de julho. Qualquer um dos cursos tem custo mensal de R$ 40 e o pagamento da primeira mensalidade deve ser feito no ato da matrícula. A Gibiteca funciona dentro do Solar do Barão, no Centro.

HQ NÍVEL BÁSICO
Sextas-feiras
Período: 9 de março a 6 de julho de 2012
Horário: das 16h às 18h
Vagas: 20

Sábados
Período: 10 de março a 7 de julho de 2012
Horário: das 14h30 às 16h30
Vagas: 20

HQ NÍVEL INTERMEDIÁRIO
Quartas-feiras
Período: 14 de março a 27 de junho de 2012
Horário: das 14h30 às 16h30
Vagas: 20

Sábados
Período: 10 de março a 7 de julho de 2012
Horário: das 12h às 14h
Vagas: 20

HQ NÍVEL AVANÇADO
Sábados
Período: 10 de março a 7 de julho de 2012
Horário: das 17h às 19h
Vagas: 20

CURSO DE MANGÁ (Quadrinhos japoneses)
Segundas-feiras
Turma 1:
Período: 12 de março a 25 de junho de 2012
Horário: das 9h45 às 11h45
Vagas: 20

Turma 2:
Período: 12 de março a 25 de junho de 2012
Horário: das 16h às 18h
Vagas: 20

Solar do Barão – Rua Carlos Cavalcanti, 533 – Centro - Informações no local ou pelo telefone (41) 3321-3250.


Enviado por Agência EFE, 31/01/2012 às 10:43


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Ícones do mundo da moda como Karl Lagerfeld, Donatella Versace e Coco Chanel ganharam um tom de pele amarelado e adotaram as figuras de Homer e Marge Simpson em ilustrações feitas pelo artista italiano Alexsandro Palombo.

Palombo, que tem um estúdio em Nova York, disse que com estas 12 ilustrações, todas publicadas em seu blog "Humor Chic".

As caricaturas mostram os personagens de Matt Groening transfigurados em estilistas como Donatella Versace e sua filha Allegra, Marc Jacobs, Karl Lagerfeld e Coco Chanel, em jornalistas como a editora da "Vogue" Anna Wintour e na dançarina burlesca Dita Von Teese.

"Os escolhi porque são os mais icônicos e os mais divertidos", disse Palombo, que com suas sátiras já condenou a anorexia, usando para isso o rosto da falecida cantora britânica Amy Winehouse com o corpo de um esqueleto, e destacou a luta da primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, para promover uma melhor alimentação das crianças americanas.

Enviado por Juliana Girardi, 29/01/2012 às 21:14


Alexandre Moreira/Divulgação

Alexandre Moreira/Divulgação / Cantora se aposentou dos palcos com muita confusão neste sábado.Cantora se aposentou dos palcos com muita confusão neste sábado.

A veterana Rita Lee, 64 anos, encerrou sua carreira nos palcos de maneira nada glamourosa na noite de sábado. Após seu show de despedida, realizado na Praia dos Coqueiros (região da Grande Aracaju, em Sergipe), a cantora foi parar na Delegacia Plantonista, no centro da capital, acusada de "desacato e apologia ao crime ou ao criminoso" (art. 287 do Código Penal).

A confusão teve início durante a apresentação, quando Rita afirmou ter visto integrantes de seu fã-clube, que a segue por todo o país, sendo agredidos por policiais. Incomodada, a cantora disse ao microfone: "Vocês são legais, vão lá fumar um baseadinho".

Em seguida, meia dúzia de policiais permaneceu junto ao palco, formando uma espécie de parede diante dela. Com isso, os ânimos de Rita se exaltaram ainda mais e ela terminou por xingá-los de "cavalos", "cachorros" e "filhos da puta".

Levada à delegacia para prestar esclarecimentos, Rita foi acompanhada da ex-senadora e hoje vereadora de Aracaju, Heloisa Helena, que assinou o boletim de ocorrência como testemunha a seu favor. A cantora justificou-se alegando "uma reação emocional, provocada pela ação truculenta desnecessária".

Todo o imbróglio foi narrado por Rita em seu Twitter () e a cantora recebeu apoio de vários artistas na mesma rede social. "Mas era só o que faltava...prender a Ritinha é de última!", escreveu Lobão. Preta Gil afirmou: "O palco é o lugar pra se protestar mesmo".

Enviado por Agência EFE, 28/01/2012 às 13:33


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A atriz Sarah Jessica Parker substituirá Demi Moore nas filmagens do longa Lovelace, obra que contará a história da ex-estrela do pornô Linda Lovelace.

Sarah vai interpretar a jornalista Gloria Steinem, uma personagem que seria de Demi, mas a protagonista de Ghost - Do Outro Lado da Vida desistiu do papel.

Demi Moore, que anunciou seu divórcio de Ashton Kutcher em novembro passado, foi internada na segunda-feira passada em um hospital de Los Angeles por "abuso de substâncias".

"Devido às tensões de sua vida neste momento, Demi preferiu buscar ajuda profissional para tratar seu desgaste e melhorar sua saúde em geral. Ela quer se sentir melhor e agradece o apoio de sua família e amigos", anunciou o representante da intérprete em comunicado.

Gloria Steinem, a personagem que agora será de Sarah Jessica Parker, fundou a revista "Ms. Magazine", responsável pela publicação de um polêmico artigo no qual se descrevia a relação de Linda Lovelace com seu marido, o diretor pornô Chuck Traynor.

Protagonista de filmes como Garganta Profunda (1972), Linda Lovelace, após uma carreira no cinema adulto, passou a fazer campanhas contra a indústria pornô.

Rob Epstein e Jeffrey Friedman são os diretores da fita, protagonizada por Amanda Seyfried, Peter Sarsgaard, Sharon Stone, Hank Azaria, Chris Noth e James Franco.


Enviado por Agência EFE, 28/01/2012 às 11:49


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O 39.º Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême, que começou na quinta-feira, dedica uma minuciosa retrospectiva ao autor Art Spiegelman, que em 1992 ganhou um Prêmio Pulitzer por sua obra Maus, um imprescindível relato em quadrinhos sobre o Holocausto, publicada no Brasil pela Companhia das Letras.

O festival, que revisa o trabalho do americano por meio de desenhos originais, cadernos, e esboços pode ser visitado até domingo na homenagem que a cidade de Angoulême, no oeste da França, faz às histórias em quadrinhos todos os anos.

Grande parte da exposição analisa o processo criativo que levou Spiegelman (Estocolmo, 1948) a desenhar dois volumes de 296 páginas em preto e branco, publicados em 1986 e 1991, nos quais reúne a experiência de seu pai, Vladek, em um campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial.


Enviado por Yuri Al'Hanati, 27/01/2012 às 14:20

O sebo Taborda Livros Lidos faz no próximo sábado, dia 28, a sua tradicional venda especial de sábado. A promoção dessa vez é a terceira edição do "5 por 50", em que os itens serão vendidos em pacotes de cinco, à escolha do freguês, a R$10 reais cada um. No acervo da loja, além de livros, é possível comprar também revistas, LPs, CDs e DVDs.

O bazar acontece das 10h às 16h. O sebo Taborda fica na Avenida República Argentina, 1617, ao lado da Papelaria Taborda, próximo à estação tubo Sebastião Paraná. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (41) 3277-1100.

Enviado por Yuri Al'Hanati, 26/01/2012 às 15:40


Reprodução

Reprodução / A polêmica capa de Todos os Olhos, de Tom Zé: disco da década de 70 é resgatado por Charles Gavin na Coleção Cultura.A polêmica capa de Todos os Olhos, de Tom Zé: disco da década de 70 é resgatado por Charles Gavin na Coleção Cultura.
Álbuns importantes da música brasileira, muitos deles raríssimos, foram resgatados pelo baterista dos Titãs, Charles Gavin, para a Coleção Cultura, da Livraria Cultura. A série, que tem curadoria do próprio Gavin e já lançou obras de artistas como Raul de Souza, Walter Franco, Sonny Rollins, Dave Brubeck e Zé Ramalho, ganha agora discos de Tom Zé, Hermeto Pascoal, Marcus Miller e Miles Davis, Azymuth, Artur Verocai, Barney Kessel, Herbie Mann & João Gilberto with Antônio Carlos Jobim, Sérgio Mendes, Jon Hendricks e Eumir Deodato.

Para citar dois entre tantos títulos, o clássico de Tom Zé, Todos os Olhos (com sua capa polêmica), e o Zabumbê-bum-á, de Hermeto Pascoal destacam-se pela ousadia e experimentalismo exacerbado. O primeiro, lançado em LP em 1972 -- na época mais negra da ditadura militar, portanto -- foi o quarto disco do compositor baiano. Apresentou peças cerebrais e revolucionárias para a época, mas levou alguns anos para ser entendida pela crítica, como a maior parte dos trabalhos de Tom Zé. Todo os Olhos rendeu elogios até mesmo do ex-Talking Heads David Byrne, que declarou na década de 90, quando conheceu o disco: "que país é esse que tem um artista assim e que tão poucos conhecem?”.

Zabumbê-bum-á, de Hermeto Pascoal, que hoje é mais conhecido por suas incurssões no forró e no jazz, é um disco repleto do que ele afirmou ser "sons da natureza", resquícios de sua infância em Lagoa da Canoa, em Alagoas, onde tocava pífano na companhia de pássaros, sapos e outros bichos. Permeado por experimentalismos, dissonâncias e arranjos nada tradicionais que ainda assim são diretamente ligados à tradição de música brasileira, Zabumbê-bum-á expressa toda a genialidade de Hermeto Pascoal, que foi elogiado pela imprensa durante o festival de Montreaux, na França, como um dos maiores músicos do mundo.

Entre os outros títulos da coleção, estão The Music From Siesta, dos jazzistas Marcus Miller e Miles Davis; Águia não Come Mosca, do trio carioca Azymuth; o álbum homônimo de Arthur Verocai; Hair is Beautiful, do guitarrista e arranjador Barney Kessel; Herbie Mann & João Gilberto with Antônio Carlos, dos mesmos; In Person at El Matador, do pianista e compositor Sergio Mendes -- um dos brasileiros indicados ao Oscar esse ano por melhor canção junto com Carlinhos Brown; Salud! João Gilberto, um tributo da influência do criador da bossa nova e sua influência na música americana pelo cantor e baterista Jon Hendricks; e Love Island, do produtor musical e arranjador brasileiro Eumir Deodato. Os discos já estão disponíveis na Livraria Cultura e custam R$34,90 cada um.

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