Sexta-feira, 03/09/2010
O deputado federal Ricardo Barros (PP) afirmou em sua sabatina à Gazeta do Povo que a Lei da Ficha Limpa tira do povo a liberdade de escolher seu candidato.
O exemplo usado pelo deputado para explicar seu ponto de vista foi o de Joaquim Roriz, do PSC do Distrito Federal.
Disse que Roriz é o líder das pesquisas mas não pode ser candidato porque foi barrado pela legislação. "O povo quer a sua candidatura mas não pode ter", disse.
Sobre o PP, seu partido, que tem problemas com Paulo Maluf e Severino Cavalcanti, por exemplo, disse que todas as legendas são assim.
"Não é privilégio do meu partido. E a política é assim. Cada um sabe o político que tem. Essa questão é uma questão da população."
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Os deputados estaduais do PT não estão muito satisfeitos com o que as pesqquisas estão lhes mostrando. Acreditam que, sozinhos, teriam condições de eleger até oito representantes para o próximo mandato. A coligação com o PMDB e o PT, no entanto, pode derrubar esse número para seis. Ou até para quatro.
"Faz sentido o PMDB e o PDT juntos. Eles têm mais prefeitos, mais dinheiro. Nós não estamos nas mesma condições. Tínhamos que sair sozinhos", diz um dos candidatos à reeleição.
Além disso, a chegada de Toninho da AW, que agora disputa a eleição como Toninho do PT, pode tirar mais uma vaga de "petistas históricos". Toninho é ex-prefeito de Fazenda Rio Grande e mudou recentemente para o partido.
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A editoria de política da Gazeta estreia hoje o seu videocast. Eis o primeiro programete, feito por mim e pelo André Gonçalves, nosso correspondente em Brasília e autor do blog Conexão Brasília.
Veja, comente, mas seja paciente: é só o programa piloto!
Trabalhos técnicos de Thiago Costa.
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Fotos: Valterci Santos/ Gazeta do Povo
Buracos de rua: 84 pedidos de tapa-buracos só em agosto.Quantos buracos têm as ruas de Curitiba? Claro que é impossível saber. Mas existe um termômetro razoavelmente confiável para isso. É o site da Câmara Municipal de Curitiba.
No mês de agosto, por exemplo, os vereadores da cidade apresentaram 84 requerimentos pedindo operações "tapa-buracos" em bairros da cidade.
Para ver o resultado, basta entrar em www.cmc.pr.gov.br e clicar na parte de Proposições Legislativas. Escolha a data e digite a expressão tapa buracos.
Obviamente, se há pedido de tapa-buracos, há buracos.
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Amanhã é dia de saber quanto o seu candidato já gastou na campanha. É dia de prestar contas parciais da parte financeira de todos os candidatos.
Refrescando a memória: na primeira parcial, no início de agosto, Osmar Dias declarou ter arrecadado R$ 5,1 milhões. Beto Richa declarou ter arrecadado mais de R$ 2 milhões, mas só havia gastos de R$ 228 mil.
Como os tetos de campanha são muito altos, devem subir bastante os números amanhã.
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A quebra de sigilo na Receita Federal parece ser o fato mais importante da eleição no momento. Desde que ficou claro que o sigilo fiscal de sua filha foi quebrado, Serra botou a boca no trombone como vinha evitando fazer até o momento.
Tinha preferido ser suave com Dilma e com Lula. A tática, claramente, não estava funcionando. A brecha aberta para ele bater duro no PT surgiu no momento em que o partido realmente precisava mudar o discurso.
Serra passou a comparar Lula e Dilma a Collor. Diz que só em 1989 alguém usou um filho do adversário na campanha: no caso, Collor usou Lurian, filha de Lula fora do casamento, para atingi-lo.
Ainda não se sabe o tamanho do estrago que isso pode fazer na campanha de Dilma. Na verdade, muita coisa ainda precisa ser apurada. Mas algumas coisas já ficaram claras.
1 - Existia mesmo um esquema de quebra de sigilos fiscais dentro da Receita Federal. Várias pessoas foram atingidas. Algumas, não têm nada a ver com política (caso de Ana Maria Braga). Outras, tinham. Caso do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de Verônica Serra.
2 - O esquema para quebrar o sigilo provavelmente envolvia propinas a servidores. E pelo menos no caso de Verônica Serra envolveu uma fraude. A procuração que ela supostamente teria dado para mexerem em seus dados era falsa.
3 - Um ex-delegado diz que membros do PT estariam montando uma equipe para fazer dossiês contra o PSDB. O PT nega.
4 - Houve uma reunião de pessoas ligadas ao PT em que dados sigilosos teriam circulado. O PT, novamente, nega qualquer ligação com o caso.
A grande pergunta que fica, como no caso Watergate, é quem está por trás disso. No caso americano, o jornalismo provou que Nixon sabia de tudo. Aqui, as provas de que realmente partiu uma ordem do comando do PT para que algo fosse feito de ilegal ainda não estão postas. Há indícios, não provas.
Isso pode mudar a história da eleição?
Só o tempo dirá.
Pedro Gilson Abreu / Fiep

O candidato Beto Richa (PSDB) foi cobrado durante a sabatina da Folha de S. Paulo e do UOL, que acontece nesta quinta, em Curitiba, sobre dois casos de denúncias envolvendo pessoas de sua campanha.
Um deles é a série Diários Secretos. Richa foi perguntado sobre o fato de o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nelson Justus (DEM), acusado de várias irregularidades à frente do Legislativo, estar em sua coligação.
A resposta de Richa foi que ele não pode escolher quem vota nele. Que não há como pedir para ver a ficha de cada um que lhe apoia.
Os jornalistas responsáveis pela entrevista insistiram que se tratava do presidente da Assembleia (e não de um eleitor qualquer). Richa respondeu que não faz demagogia e que não vai pisar na cabeça de quem já está sendo investigado.
O outro ponto levantado pelos jornalistas foi sobre a investigação de um possível caixa dois na campanha de Richa em 2008. O Comitê Lealdade, montado por dissidentes do PRTB, trabalhava pelo candidato, mas suas contas não foram registradas na Justiça Eleitoral.
Os jornalistas lembraram que Richa sempre menciona que ele próprio pediu para ser investigado nesse caso. Os jornalistas perguntaram porque, no entanto, aliados de Beto foram à Justiça e conseguiram suspender a investigação.
O candidato manteve sua declaração de que foi ao Ministério Público pedir a investigação. Disse no entanto que houve "fatos estranhos" que ele "não poderia comentar".
E disse que a investigação estava sendo usada maldosamente na campanha. Por isso a suspensão das investigações.
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Hedeson Alves/Gazeta do Povo
Gustavo Fruet foi o segundo entrevistado da série de sabatinas da Gazeta do Povo com os candidatos ao Senado.Há coisas de que uma pessoa pode se arrepender pela vida inteira. O deputado Gustavo Fruet ainda tem muitos anos pela frente na vida pública. Mas um dos arrependimentos que levará com ele já está claro.
Trata-se do dia em que registrou presença na Câmara sem pretender ficar na sessão. O paranaense foi flagrado pelo jornal O Globo colocando sua presença no painel e, logo em seguida, saindo para outros compromissos.
Em sua sabatina na Gazeta, na tarde de ontem, Fruet soube responder sobre tudo. Mas, quando chegou a esse ponto, deu uma resposta pela metade.
Foi perguntado se isso não vai contra o seu discurso de moralização na política. Veja o trecho:
"Primeiro que eu não tenho esse discurso. Isso é hipocrisia, nunca apontei o dedo para ninguém. Sou deputado por 12 anos, o mais frequente do Paraná, talvez um dos mais frequentes do Brasil. Naquele dia, é importante deixar bem claro, não tinha votação nominal na Câmara e eu participava de um ato público, oficial, representando o Congresso em um encontro da associação de procuradores municipais. Pinçar um fato isolado desse... Acaba sendo generalizado."
O deputado acaba errando o tom do começo ao fim da resposta.
Diz que não tem o discurso de moralização da política. É uma resposta falsa. Sua campanha na tevê começa dizendo que ele é o senador "Ficha Limpa". E ele diz inúmeras vezes que é preciso tirar o Senado da agenda policial. No que, aliás, está certo.
Não devia era recuar do discurso em razão de um ponto específico e pessoal.
Segundo, diz que estava cumprindo outras atribuições no momento. Se estava a serviço, poderia justificar a ausência. Não precisaria marcar presença e sair em seguida.
Por último, diz que foi um dos deputados mais presentes nos últimos anos e que "pinçar um fato isolado" acaba generalizando a discussão.
De fato, Fruet tem um bom registro na Câmara. Mas o papel da imprensa e do eleitor é de ficar em cima de cada fato isolado. Justamente para evitar que eles se tornem rotineiros.
Talvez tivesse sido mais simples e mais elegante o deputado assumir o erro e pedir desculpas.
Mas isso não faz parte do vocabulário dos políticos...
Quem quiser pode assistir a sabatina de Gustavo Fruet clicando aqui.
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Marina Silva acabou sendo poupada pelos apresentadores do Jornal da Globo. Respondeu a perguntas bem mais fáceis do que Serra e Dilma.
Em parte, porque não tem nenhum governo para representar. Dilma tem de responder por Lula. Serra, por Fernando Henrique e por sua gestão em São Paulo. A Marina, perguntar sobre o quê? No fim, ela pôde falar muito mais de propostas.
Mas teve oportunidade de falar dos dois adversários. De Serra, com quem ela nunca teve proximidade, criticou a gestão de São Paulo. Disse que o PT, no Acre, pôde fazer pouco por um estado tão pobre. Mas como explicar tanta pobreza e tantas favelas no estado mais rico da Nação?
Sobre o PT, sobrou para a política externa. Marina disse que jamais teria dado audiência a Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, por se tratar de "um ditador" que mantém presos de consciência.
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A condenação de 21 servidores do Tribunal de Contas do Estado a devolver dinheiro público recebido a mais, publicada hoje em manchete pela Gazeta, tem várias consequências.
A primeira delas é continuar o processe de moralização porque vem passando o Centro Cívico. A denúncia de irregularidades em promoções por lá veio antes da série Diários Secretos e teve grande importância.
A repórter Pollianna Milan, dona de uma paciência de Jó, passou meses frequentando arquivos públicos para provar por A mais B que o TC havia conbtratado gente porn concurso para funções mais baixas e, na sequência, promovido a cargos com salários bem mais altos.
Agora, saiu a condenação. Serão, no mínimo, R$ 9 milhões a ser devolvidos, caso os réus não consigam reverter a sentença. E entre os réus, isso é o que mais chama a atenção, quatro ex-presidente do tribunal, por terem sido coniventes com o problema.
A consequência de longo prazo pode ser uma crença maior do paranaense em sua Justiça. É comum ouvir que ninguém com poder é condenado. E que, se condenado, nunca se devolve o dinheiro ao erário.
Dessa vez, parece que isso está perto de acontecer.
PS: A produção dessa matéria deixou o blog parado por várias horas de ontem para hoje. Espero que tenha valido a pena.
PPS: Saíram as estatísticas dee agosto. Embora sejam confidenciais, posso dizer que o blog tem muito o que comemorar. Obrigado pelas visitas e pela divulgação.
ATUALIZADOhá 1h
Kelly Osbourne continua magra e vira pussycat doll
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