Sexta-feira, 12/03/2010
Valterci Santos/Gazeta do Povo
Campo de guerra: o Couto Pereira virou palco para um espetáculo de violência.O jogo do Coritiba com o Fluminense mostra que para muitos seres humanos o bom senso e a paz não têm nenhum significado. No esporte, a derrota deve ser encarada com tanta naturalidade como a vitória. Podemos ficar tristes, chorar, berrar e protestar pacificamente. O que não pode é a barbárie.
Os desesperados torcedores do Coxa deram um mau exemplo. Não há justificativa para a violência registrada no Couto Pereira. O quebra-quebra e as agressões não vão mudar o resultado do jogo. Só vão piorar a situação do clube e do futebol paranaense.

A socióloga defende uma série de medidas para diminuir a violência no futebol, entre elas a aprovação de uma legislação específica e a formação de policiais especializados em prevenção de confusões em eventos de massa.
Veja algumas propostas defendidas por Heloisa Reis:
- As autoridades governamentais responsáveis pela Comissão Nacional para a Segurança e a prevenção da violência nos espetáculos esportivos – nomeiem um grupo capacitado para geri-la, além de dar suporte para o trabalho da mesma.
- Apoiar as pesquisas sobre o tema, tanto as acadêmicas quanto as policiais. Investir em treinamento e equipamentos para a formação de policias especializados na prevenção da violência em eventos de massa.
- Incentivar e sensibilizar os deputados e senadores na aprovação de uma lei específica para atos de violência em eventos esportivos.
- Fiscalizar o cumprimento do Estatuto do Torcedor. Apoiar e sensibilizar o Congresso Nacional na aprovação do novo projeto de lei que propõe alterações para o Estatuto do Torcedor.
- Acabar com a impunidade.
- Punir os dirigentes, técnicos, jogadores, policiais, jornalistas e espectadores que provocarem (vierem a provocar) tumulto ou derem declarações à imprensa que possa incentivar a violência e a rivalidade entre os espectadores (torcedores).
- Coibir os excessos dos agentes de segurança pública com constante avaliação de suas atuações.
- Abrir um canal de denúncias anônimas sobre os abusos cometidos por policiais em eventos esportivos.
Quem sabe um dia poderemos ir aos estádios com a certeza de que voltaremos para casa sem presenciar ou ser vítima de nenhum ato de violência.
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Cena da viagem da família de Lula, em pau-de-arara, do sertão nordestino para São Paulo.A jornalista e escritora Denise Paraná, autora da biografia de Lula, diz que o filme é uma cópia fiel de seu livro. A obra da jornalista ficou conhecida em 2003, depois da eleição de Lula para a Presidência da República. Mas bem antes disso, em 1996, eu já conhecia o livro. Se o filme é fiel ao livro, tem tudo para não ser uma propaganda política, como querem muitos críticos.
Pode ser exagero condenar a obra só porque o personagem principal representa o presidente de um país em pleno exercício do mandato. 2 Filhos de Francisco, que narra a história da dupla Zezé di Camargo e Luciano, teve grande sucesso de público e nem por isso foi considerado uma tentativa de transformar os dois músicos de Goiás em mitos vivos.
Assim como a história de Zé di Camargo e Luciano, a biografia de Lula é interessante e ponto final. Aí está o motivo por surgirem livros, filmes, documentários e outras produções. É natural que isso ocorra. Nos Estados Unidos, após a eleição de Obama pipocaram publicações para todos os gostos sobre a vida do primeiro presidente negro do país. E já estão falando em transformar a biografia do menino criado no Havaí em uma megaprodução de Hollywood.
Se até a ex-governadora Alasca Sarah Palin, candidata republicana derrotada à vice-presidência dos EUA, publicou sua biografia e fez grande sucesso, por que a história de Lula não pode virar filme? Só porque ele é filho de retirantes nordestinos? Quem não gosta do presidente não precisa ir ao cinema.
Veja trailer do filme Lula, o filho do Brasil no endereço www.lulaofilhodobrasil.com.br
Em tempo: O Serra, governador de São Paulo, é um bom personagem para filme. Tem uma história de vida interessante: foi líder estudantil, lutou contra a ditadura militar e passou anos no exílio; voltou para o Brasil e deu a volta por cima.
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Me dê um beijo meu amor
Eles estão nos esperando
Os automóveis ardem em chamas
Derrubar as prateleiras
As estátuas, as estantes
As vidraças, louças
Livros, sim...
E eu digo sim
E eu digo não ao não
E eu digo: É!
Proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir...
A maioria da população da Suíça que participou de um referendo no domingo aprovou a proibição da construção de novos minaretes no país. Para quem não sabe, minaretes são aquelas torres que ficam altas nas mesquitas, usadas para convocar os fiéis para as orações.
Há pouco tempo, autoridades da União Europeia determinaram a retirada de crucifixos das escolas públicas da Itália. Na França, não é de hoje que o uso de véus nas escolas está proibido. E o presidente francês, Nicolas Sarkozy, defende o banimento do uso da burca –traje usado por mulheres muçulmanas que cobre até o rosto. Nos EUA existe gente que defende a proibição de enfeites de Natal nas ruas.
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É bem verdade que em alguns lugares a colocação de símbolos religiosos não convém. Fixar crucifixos nas salas de aulas das escolas públicas, por exemplo, não fica bem. E os alunos que não são cristãos? Sabemos que no mundo há adeptos do budismo, do islamismo, da seicho-no-ie e de outras religiões.
Mas proibir a construção de minaretes é outra história. Se a moda pega, daqui a pouco vão proibir as pessoas de usar crucifixos, imagens de santos em casa e outros símbolos religiosos.
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Madonna será capa da revista Rolling Stone de novembro.Pode haver muita inveja nas acusações. A realidade é que Madonna já escreveu 16 livros para crianças. Como ela arruma tempo? Bem, só ela pode explicar. No Brasil vários de seus títulos já foram traduzidos. As Rosas Inglesas fez o maior sucesso entre as meninas. E depois vieram As Maçãs do Sr. Peabody, Yakov e os Sete Ladrões e As Aventuras de Abdi.
Na música pop os números parecem ser insuperáveis. São dezenas de discos e mais de 300 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. É a cantora que mais vendeu na história da música mundial.
A rainha do pop tem fama ainda como compositora, dançarina, atriz e produtora musical e cinematográfica. Atuou em filmes como Evita e Na cama com Madonna.
Agora, Madonna está investindo em outro segmento cinematográfico. A ex-mulher do diretor inglês Guy Richie estaria escrevendo um roteiro. Batizado de We, o script conta uma história de amor. Segundo o site da revista Ok, Madonna estaria procurando por investidores para levar o filme para a tela grande. Usando de seu prestígio, a estrela pop também está pesquisando atores para os papéis principais.
O que a indústria cultural não faz?
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No romance, a escritora retorna ao passado e às suas próprias experiências para retratar as adversidades e humilhações por que passou na Romênia comunista onde viveu de 1953 até 1987. Sob um regime repressor, a delação se tornou uma instituição extra-oficial e a confiança no próximo, uma raridade.
Leia a seguir um trecho de O Compromisso:
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A ONG acusa o escritor de, ao ceder os direitos do livro para o cinema – o filme começa a ser rodado em breve--, "massificar a mensagem e reivindicar poeticamente como natural essa atividade (a prostituição), o que leva à normalização do fenômeno e o faz ser considerado lícito".
Se alguém tem dúvida, pergunte ao Gabriel García Márquez o que ele pensa sobre prostituição infantil. Por suas declarações sobre vários outros temos, certamente ele dirá que é inaceitável socialmente.
O romance narra a vida de um homem de 90 anos que decide presentear-se com uma noite de sexo com uma adolescente de 14 anos. Essa história, em livro de ficção, não pode ser confundida com apologia à prostituição infantil, um crime que deve ser punido com todo o rigor da lei.
Se fosse para condenar García Márquez por sua obra, todos os que escrevem sobre assassinatos, roubos, drogas e outros crimes também teriam de ser punidos.
A Literatura é uma representação da realidade. E a realidade tem dessas perversões: homens com 80/90 anos que sonham fazer sexo com uma adolescente. Em vez de ser considerado uma apologia à prostituição infantil, o livro pode ser uma denúncia de costumes impregnados na sociedade.
Memórias e Minhas Putas Tristes é uma obra inferior de Gabriel García Márquez se comparado com Cem Anos de Solidão, obra que marcou uma nova época na literatura mundial e um dos maiores romances do século 20. Para um leitor que nunca leu García Márquez eu diria “não perca tempo com Memórias de Minhas Putas Tristes”. O escritor tem obras muito mais interessantes, como O Outono do Patriarca, Crônica de Uma Morte Anunciada e Ninguém Escreve ao Coronel.
O filme será dirigido pelo dinamarquês Henning Carlsen, e protagonizado pelo ator mexicano Damián Alcázar. No Brasil, o livro foi traduzido por Eric Nepomuceno.
Trecho de Memórias de Minhas Putas Tristes
“No ano de meus noventa anos quis me dar de presente uma noite de amor louco com uma adolescente virgem. Lembrei de Rosa Cabarcas, a dona de uma casa clandestina que costumava avisar aos seus bons clientes quando tinha alguma novidade disponível. Nunca sucumbi a essa nem a nenhuma de suas muitas tentações obscenas, mas ela não acreditava na pureza de meus princípios. Também a moral é uma questão de tempo, dizia com um sorriso maligno, você vai ver. Era um pouco mais nova que eu, e não sabia dela fazia tantos anos que podia muito bem estar morta. Mas no primeiro toque reconheci a voz no telefone e disparei sem preâmbulos:
— É hoje.
Ela suspirou: Ai, meu sábio triste, você desaparece vinte anos e volta só para pedir o impossível. Recobrou em seguida o domínio de sua arte e me ofereceu meia dúzia de opções deleitáveis, mas com um senão: eram todas usadas. Insisti que não, que tinha de ser donzela e para aquela noite. Ela perguntou alarmada: Mas o que é que você está querendo provar a si mesmo? Nada, respondi, machucado onde mais doía, sei muito bem o que posso e o que não posso. Ela disse impassível que os sábios sabem de tudo, mas não tudo: Virgens sobrando neste mundo só os do seu signo, dos nascidos em agosto. Por que não encomendou com mais tempo? A inspiração não avisa, respondi. Mas talvez espere, disse ela, sempre mais sabichona que qualquer homem, e me pediu nem que fossem dois dias para revirar o mercado a fundo. Eu repliquei a sério que numa questão dessas, e na minha idade, cada hora é um ano. Então não tem jeito, disse ela sem o menor fiapo de dúvida, mas não importa, assim é mais emocionante, merda, deixa que eu telefono em uma hora.”
Acervo pessoal de Alice Ruiz/Dico Kremer
Alice Ruiz com Paulo Leminski em 1980.É o reconhecimento do trabalho de uma vida inteira. Alice começou a escrever bem cedo, ainda criança, mas só lançou seu primeiro livro aos 34 anos. De lá para cá foram 15 livros. Isso sem falar do trabalho como compositora.
Foi companheira do poeta Paulo Leminski com quem teve três filhos: Miguel Ângelo Leminski, Áurea Alice Leminski e Estrela Ruiz Leminski, que também é poeta.
Um poema de Dois em Um:
assim que vi você
logo vi que ia dar coisa
coisa feita pra durar
batendo duro no peito
até eu acabar virando
alguma coisa
parecida com você
parecia ter saído
de alguma lembrança antiga
que eu nunca tinha vivido
alguma coisa perdida
que eu nunca tinha tido
alguma voz amiga
esquecida no meu ouvido
agora não tem mais jeito
carrego você no peito
poema na camiseta
com a tua assinatura
já nem sei se é você mesmo
ou se sou eu que virei
parte da tua leitura
Creative Commons/licenciado
Soldados reprimem cidadãos hondurenhos em Tegucigalpa: a difícil vida sob um regime autoritário.Um dos mais ardorosos defensores do governo interino hondurenho é o colunista da Veja Reinaldo Azevedo. “O governo interino editou um decreto que lhe permite proibir protestos públicos, suspender direitos individuais e limitar a liberdade de imprensa. Como se supõe, a canalha já veio como enxame: ‘E agora? É ditadura ou não é?’ NÃO É!!!”, escreveu Azevedo em seu blog. Logo em seguida, o colunista cita artigos das Constituições do Brasil e de Honduras para justificar as medidas de exceção. A posição de Azevedo é defendida por gente como Diogo Mainardi e Cia.
Não pretendo fazer o papel de acusador desse ou daquele colunista ou jornalista defensor do golpismo. Acredito que muitos dos apoiadores do governo interino de Honduras não contavam com o endurecimento do regime.
As ditaduras de direita na América Latina sempre começam assim. Após a tomada do poder segue-se uma escalada gradual de repressão. Os direitos civis são suspensos, os meios de comunicação contrários ao regime são fechados e a resistência exterminada. Esse filme, mesmo os mais jovens, como eu, já viram.
As medidas anunciadas no fim de semana pelo governo interino de Honduras e as ações contra veículos de comunicação e jornalistas são a mais clara prova de que se trata de um governo ditatorial. No Brasil, a invasão e fechamento de emissoras de rádio e tevê foram condenados pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Associação Nacional de Jornais (ANJ), Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), cientistas políticos, sociólogos e defensores dos direitos humanos. Veja um resumo das medidas do governo hondurenho:
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O decreto anunciado pelo governo de exceção suspende por 45 dias as garantias previstas na Constituição.
DIREITO DE REUNIÃO
Não serão permitidas reuniões públicas não autorizadas, e a Polícia e o Exército têm poder para dissolvê-las. Podem dissolver também reuniões autorizadas que terminem em violência.
LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Fica proibida a emissão por meios de comunicação de mensagens “que ameacem a paz e a ordem pública ou que ofendam a dignidade humana ou autoridades públicas, ou ataquem a lei”. O Conatel pode suspender meios que incitem a revolta.
PRISÃO
Permite a prisão sem ordem judicial. Também permite desalojar prédios públicos que estejam ocupados.
DIREITO DE CIRCULAÇÃO
Fica suspenso o artigo que afirma que toda pessoa tem o direito de circular livremente, inclusive sair, entrar e permanecer no país.
LIBERDADES PESSOAIS
Fica suspenso o artigo que diz que a liberdade pessoal é inviolável e que só poderia ser restringida de acordo com as leis.
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Diferentemente dos colunistas que se empolgaram com a deposição do “caudilho” Zelaya, escritores e colunistas de bom senso, como Luis Fernando Veríssimo, não titubearam em criticar a ação em Honduras. Veja o que escreveu Verissimo:
“Em Honduras houve um golpe militar à antiga, que deve ter feito bater mais forte o coração de alguns nostálgicos. Lá também se invoca uma forma de “realpolitik” como justificativa, no caso a necessidade de prevenir um novo Hugo Chávez em formação. “Honduras” quer dizer “funduras”. Foram buscar lá no fundo da história latino-americana o modelo mais primitivo para troca de governos. O golpe hondurenho é uma versão grosseira de uma história conhecida, a da reação do conservadorismo a qualquer ameaça ao seu poder, e cujo protótipo é a reação da oligarquia mexicana à eleição do índio zapoteca Benito Juárez à presidência em 1858. A elite mexicana exagerou: para substituir o índio foi buscar um príncipe, o arquiduque Maximiliano, da Áustria, financiado por Napoleão III. Desde então nunca se chegou mais a tanto, mas a reação se repete através dos anos onde quer que um “índio” chegue ao poder. Sem imperadores importados, ultimamente sem militares golpistas, ainda é a mesma velha história.”
Defender a suspensão de direitos civis, com restrições à liberdade de expressão, não é papel de nenhum cidadão, muito menos de quem trabalha com comunicação.
Creative Commons
Parisienses passeiam de bicicletas, que são colocadas à disposição pelo poder público: um bom começo.A cada dia vemos mais incentivos ao uso do automóvel – veja os investimentos públicos dos EUA na indústria automobilística nos últimos meses e as isenções do governo brasileiro às montadoras – em detrimento dos transportes públicos.
No Brasil, a gasolina e o diesel são de péssima qualidade, aumentando a emissão de poluentes. Os carros saem das fábricas sem maiores exigências contra a poluição. E se fala pouco em inspeção dos veículos que estão circulando.
Curitiba está atrasada nas políticas de transporte coletivo não poluente. O sistema de ônibus da cidade pode até ser superior ao da maioria das cidades do país, mas não resolve o problema. A capital do Paraná fica atrás de muitas das capitais do país por não ter percebido que o metrô oferece serviço de melhor qualidade e não polui.
Nós todos devemos exigir das nossas autoridades soluções para o congestionamento de nossas ruas e o ar contaminado. Não adianta o prefeito e muitos vereadores deixarem o carro hoje em casa só para se promover. O ato simbólico pode até ter algum efeito positivo, mas é muito pouco.
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O livro Aquecimento Global, de Fred Pearce, que escreve sobre ciências há mais de 20 anos e é consultor da revista inglesa New Scientist, relata como as mudanças climáticas provocadas pela atividade humana constituem possivelmente a maior ameaça ao futuro da vida na Terra. Pearce examina causas e efeitos do aumento da temperatura no planeta e apresenta soluções para remediar a situação.

Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Protesto de alunos da UFPR por melhoria no ensino.Uns dizem que os países pobres não investem em educação por falta de recursos. Os opostos insistem que, por não investir os parcos recursos de que dispõem no ensino, esses países permanecem mergulhados na miséria.
Um dado é certo: a pobreza alimenta a ignorância e a falta de investimento em educação impede a superação da miséria.

O documento, intitulado "Um olhar sobre a educação em 2009", destaca que frequentar uma universidade permite ao estudante obter uma série de benefícios mais tarde, com maiores salários, mais saúde e menos vulnerabilidade ao desemprego.
Essa tese não é novidade. Há um consenso de que o caminho é destinar mais esforços na educação. Mas quando olhamos os gráficos, constatamos o abismo entre pobres e ricos na questão do ensino
Como base de comparação, os Estados Unidos destinam US$ 13 mil anuais por aluno matriculado no ensino superior. No Brasil, são US$ 2 mil dólares, e no Chile, pouco menos de US$ 3 mil por aluno. A Espanha gasta US$ 8 mil.
Como chegar lá se, no Brasil, não conseguimos investir o suficiente no ensino básico?
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