Domingo, 14/03/2010
Ricardo Stuckert/Presidência
Lula fala e os fiéis escutam? Não, Israel não é Garanhuns."Imparcialidade é o nome do jogo. Lula tem que ser amado por todos. Sua visita ao Oriente Médio na próxima semana começará em Israel, mas também o levará para os territórios palestinos e para a Jordânia."
O trecho acima foi publicado pelo jornal Haaretz, o mais respeitado de Israel, na última sexta-feira. Quem lê pensa que os israelenses estão realmente empolgados com a entrada do presidente no truncado jogo diplomático do Oriente Médio.
Na prática, porém, o atual governo do Estado de Israel simplesmente não admite a participação de Lula nessa jogada.
Entre janeiro e fevereiro, estive em Israel em um curso sobre jornalismo em áreas de conflito. Tive a oportunidade de participar de palestras com todo tipo de gente, especialmente da diplomacia.
Eles foram uníssonos: Lula não vai mediar nada por aquelas bandas enquanto se mantiver próximo do Irã.
Como afastar-se do "brother" Mahmoud Ahmadinejad está descartado pelo presidente, o que se verá a partir de hoje (quando começa a visita de Lula por Israel, Palestina e Jordânia) será puro jogo de cena.
Aliás, é bom reparar que a aproximação brasileira com os iranianos não é questionada apenas pelos israelenses. Nas últimas duas semanas, também foi criticada por Estados Unidos e Alemanha - que tradicionalmente não mete a colher nessas questões.
Lula vai falar muito, ser bem recebido, gerar algumas manchetes (inclusive do Haaretz), mas vai ficar tudo por isso mesmo.
A pergunta que fica é a seguinte: é uma grande mancada a "parceria" com o Irã?
Sim e não.
Não, porque o Brasil é soberano para se relacionar com quem bem entender.
Sim, porque a estratégia de se posicionar como um mediador contra-hegemônico no Oriente Médio exige bem mais do que "diálogo".
De profetas, israelenses, palestinos e iranianos já estão cheios.
Quer saber mais sobre a visita do presidente Lula a Israel? Leia a matéria da jornalista Helena Carnieri, direto do Oriente Médio.
Aí vão algumas fotos sobre o que Lula vai encontrar em Israel:
André Gonçalves
André Gonçalves
André Gonçalves
André Gonçalves
Jonathan Campos/Agência de Notícias Gazeta do Povo
Presidente Lula e a Ministra Dilma visitaram obras na Repar. Governador Roberto Requião também participouDe Brasília, alguns drops da visita de Lula ao Paraná por fontes que acompanham a viagem de perto:
1 - Requião não queria sentar ao lado de Paulo Bernardo na Repar, em Araucária. Curiosamente, eles ficaram juntos.
2 - Quando foi anunciado para discursar, Requião recebeu algumas vaias, de leve.
3 - As vaias ficaram generalizadas quando ele chamou o pessoal que promovia os apupos de "palhaços".
4 - Sim, ele ficou bem nervozinho com a situação.
5 - Ele não criticou publicamente Paulo Bernardo, aquele mesmo que acusou de tentar superfaturar uma obra ferroviária no Oeste do estado.
6 - No Twitter, porém, ele disse que apresentou a denúncia pessoalmente a Lula.
7 - Quem esperava que Lula abraçasse a candidatura de Osmar Dias para governador, ficou só na expectativa.
Divulgação
Ouro negro que vem do mar.A mudança na divisão dos royalties e da participação especial do petróleo extraído no mar brasileiro pode aumentar em oito vezes os recursos destinados ao Paraná.
A alteração aprovada na noite de anteontem pela Câmara dos Deputados – e que ainda precisa passar pelo Senado - acaba com o privilégio na distribuição dessa verba para estados e municípios produtores.
Dados da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) apontam que a medida beneficia 25 estados e prejudica Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Os números são baseados no volume de royalties e participação especial pagos em 2008.
Pelas regras atuais de distribuição dos recursos, o estado do Paraná e seus 399 municípios receberam nesse ano R$ 52, 3 milhões.
Se a nova fórmula estivesse em vigor, esse valor saltaria para R$ 425,2 milhões.
Quer saber mais? Clique aqui.
Divulgação/Mauro Campos
Vai um chopinho aí? Não, esse vai para a gorjeta.Para não dizer que as excelências estão pouco preocupadas com o bem-estar da população, o Senado acaba de aprovar um projeto que institui a cobrança de gorjeta de 20% sobre contas encerradas após as 23h em bares e restaurantes.
A proposta passou em caráter terminativo ontem pela Comissão de Assuntos Sociais e segue agora para a Câmara.
O texto do senador carioca Marcelo Crivela (PRB) altera a norma atual, que prevê a cobrança de apenas 10% do total da conta, em qualquer horário do dia.
Na justificativa, o parlamentar (que é pastor evangélico) disse que os garçons e demais trabalhadores do ramo estão mais sujeitos a riscos de violência na madrugada e sofrem com dificuldades para conseguir transporte.
Além disso, a proposta prevê que as gorjetas recebidas constituam a base de cálculo das férias, do décimo-terceiro salário, do FGTS e de outros direitos legais dos garçons.
O Procon já se manifestou e disse que o pagamento, mesmo dos atuais 10%, é opcional.
Ninguém nega também que os garçons que trabalham à noite merecem um tratamento diferenciado.
Por outro lado, não é justo que seja só o consumidor que pague por essa conta.
Ainda mais quando o serviço não é lá essas coisas.
Enquanto o Brasil retalia comercialmente os Estados Unidos, Obama recebe o presidente do Haiti e o Chile sofre para se reconstruir, notícia mesmo na política internacional é a roupa (ou a ausência dela) da primeira-dama francesa Carla Bruni.
A cantora e mulher de Sarkozy participou de um jantar na Rússia, semana passada, com um vestido de tirar o apetite de qualquer embaixador. Por baixo, "esqueceu" de usar sutiã. O coquetel bombástico pode ser visto aqui.
Quem achar que a moça se excedeu (ou não) nos dotes diplomáticos pode colocar a sua opinião aí embaixo.
Christian Rizzi/Gazeta do Povo
Paulo Bernardo: aniversariante do dia e tuiteiro de plantão.O governo federal vai lançar uma cartilha de "boas maneiras" para o uso do Twitter e das redes sociais como Orkut e Facebook pelo primeiro escalão. O objetivo é evitar problemas com a Justiça Eleitoral.
O ministro mais assíduo no Twitter é Paulo Bernardo. Curiosamente, a ferramenta é a preferida do governador Roberto Requião para atacá-lo - sem dó nem piedade.
A propósito, hoje é aniversário de Paulo Bernardo. Ele completa 58 anos. São 11 a menos que Requião. E dez a mais que Obama.
Outra coisa: os interessados em acompanhar o Conexão Brasília no Twitter podem clicar aqui.
De volta ao jogo: tem gente com saudade das bolinhas.Quando parecia que todo mundo já havia esquecido o assunto, a legalização dos bingos voltou à agenda da Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), recolocou ontem o tema na pauta - ao mesmo tempo em que anunciou o congelamento da tramitação de propostas de emenda à Constituição. Segundo ele, a decisão ocorreu por “pressões” das lideranças partidárias.
Há entre os deputados um clima de consenso de que a proposta será aprovada. Nos últimos dias, está mais do que difícil encontrar parlamentares contrários à reabertura das casas de bingo, videobingo e videoloterias. Na ponta da língua, eles têm dois argumentos para defender a proposta – a criação imediata de 250 mil empregos e o aumento da arrecadação em R$ 6 bilhões por ano.
Mas e a lavagem de dinheiro? A tese é de que o projeto veda o crime porque exige a interligação de todas as apostas à Receita Federal.
Parece genial, mas bastante complexo de ser colocado em prática. Como é que a receita conseguirá criar da noite para o dia um sistema realmente confiável de controle de todas as casas de jogo?
Seria um cenário mais ou menos como no filme Minority Report, aquele em que a polícia do futuro consegue prever o crime antes de ele acontecer. No papel, é perfeito. Já na prática...
José Cruz/Agência Senado
Jaime Lerner teve destaque hoje pela manhã na entrega do diploma Bertha Lutz em homenagem ao trabalho da esposa, Fani, que morreu no ano passado. O ex-governador foi um dos poucos homenageados convidados a formar a mesa no Senado.
Curiosamente, sentou-se bem perto da presidenciável Dilma Rousseff. Não concedeu entrevistas e aproveitou o burburinho provocado pela presença da ministra para sair de fininho, antes do encerramento da cerimônia, e embarcar para uma palestra em São Paulo.
A propósito, a bancada paranaense compareceu em peso à solenidade. Entre os senadores, no entanto, Lerner só recebeu afagos de Flávio Arns (PSDB). Osmar Dias (PDT) até pediu a palavra para discursar, mas desistiu pela concorrência de mais de 20 colegas inscritos.
Paulo Whitaker/Reuters
Serra, Dilma e Lula: vai uma obrinha aí?Matéria publicada hoje pela Folha de S. Paulo diz que a busca frenética de Dilma e Serra por obras para inaugurar inclui até empreendimento inacabado.
Mais uma vez, essa imprensa é malvada mesmo. Qual é o problema de inaugurar algo antes do previsto?
Deve ser para poupar trabalho para o sucessor.
Ainda sobre a campanha, o PT acaba de anunciar que vai pagar o salário de ministra de Dilma após a desincompatibilização, dia 2 de abril.
O de Serra, ninguém sabe como fica. Aliás, ele ainda nem diz que é candidato.
Em matéria de planejamento de campanha, parece que o PT está até salários-luz na frente dos tucanos.
Divulgação/PR
Lula: mira na imprensa.Lula ficou nervozinho com uma matéria do jornal O Globo que questionava a participação no domingo da ministra-candidata Dilma Roussef à inauguração de um hospital construído sem dinheiro do governo federal em São João do Meriti, na Baixada Fluminense.
"A imprensa brasileira por hábito ou desvio de comportamento não gosta de falar de obra inaugurada. O que é bom, não presta, só serve desgraça", disse Lula, durante outra inauguração - dessa vez de um complexo esportivo na favela da Rocinha, hoje à tarde.
Malhar a imprensa não é novidade para o presidente, o mesmo que já disse que ler jornal dá azia. P
Para falar na verdade, ele está no seu direito.
Assim como a imprensa está no direito de ressaltar os périplos de Dilma pelo país participando de toda solenidade possível e imaginável fora do período legal de campanha. Afinal de contas, ela é a candidata do governo.
Transferindo a discussão para o Paraná, Requião também não cansou da história de dizer que a imprensa é culpada por todos os males do mundo.
Será que é?
Não sei, mas que grande parte dos jornais se dedica a cobrir desgraças, isso é uma grande verdade.
A outra é que muitas dessas mazelas são promovidas ou perpetuadas por nossas excelências, os reclamentos de sempre.
Para eles, boa é a imprensa que eles podem comandar. Sempre para bater palminha...
Scorsese faz de Ilha do Medo mais do que uma boa trama policial
ATUALIZADOhá 11h
ATUALIZADOhá 12h
Os melhores preços estão aqui, clique e compare!
Powered by: Buscapé