Guilherme Caldas
Ao entrar pela porta, fica fácil saber por quais cores bate o coração do seu Antônio Carlos, o Toninho, que empresta seu nome ao bar (embora na placa leia-se Bar Stela). Instalado no número 1776 da Ângelo Sampaio, encontra-se aquele que é tido como um dos maiores redutos atleticanos de Curitiba.
Seu Toninho não arrisca um placar para o Atletiba, mas seu filho Juba crava "2x1 pro Furacão", talvez por estar ainda sob o efeito do placar do jogo da véspera, em que o Atlético despachou o Cruzeiro pela Copa do Brasil. Do outro lado do balcão, um freguês opina "1x0", mas para o Coxa. É a opinião de Manoel, frequentador assíduo do bar, embora torça para o Coritiba.
Guilherme Caldas
Sim, porque o Bar do Toninho torce e sofre pelas cores vermelha e preta mas acolhe seguidores de todas as agremiações. E o fato de algumas delas serem extintas é só um detalhe. Que o diga o seu Pedro Ivo, torcedor do Paraná Clube desdes os tempos de Esporte Clube Água Verde e frequentador do lugar antes mesmo de se tornar o Bar do Toninho.
É ele quem puxa a história, que seu Toninho completa: "quem construiu tudo aqui foi o seu Salvador, que abriu a mercearia em 1947". Esta primeira fase se encerra em 1962, quando o estabelecimento, que ocupava um terreno que ia até a D. Pedro II, foi vendido para o Café Alvorada. Reaberto, ainda como mercearia, em 1978, o bar passou por mais alguns proprietários, antes de passar à família Stela (daí o nome na placa).
Guilherme Caldas
A identificação com o Atlético, ao contrário do que se imagina, não foi imediata. "Ali por 85, na época em que o Coritiba foi campeão brasileiro, vinham aqui uns fregueses coxa-branca, que eram meus amigos, mas eram também uns chatos!", nos conta o Toninho, justificando como ele – um são paulino convertido – sua família e o bar acabaram indo para o lado rubro-negro da força.
Funcionando ainda como mercearia, o lugar aos poucos foi se adaptando ao novo perfil de ocupação das redondezas, em que casas residenciais passaram a dar lugar a prédios e estabelecimentos comerciais. "Antes, dava 6:30 da manhã, a gente já estava aberto, vendendo leite, pão, verdura. Mas a calçada começou a ficar vazia e eu precisei fazer o meu sinal de fumaça, que nem índio, pra chamar as pessoas de volta".
A "Fumaça", no caso, é mais ou menos literal: saía de um latão cortado ao meio, posicionado na calçada, em que seu Toninho passou a preparar carnes, chamando de volta parte da freguesia que aos poucos migrava para as novas padarias abertas no bairro. Também serviu para atrair novos fregueses, agora funcionando como boteco.
A porção de torresmo é o campeão de pedidos, mas a porção de bolinho de carne e de pastel, provados pela Equipe BG, também são sensacionais. Uma das marcas registradas do balcão do Bar do Toninho é o molho da casa, feito a partir de uma combinação que lembra o vinagrete. O diferencial do molho é a adição de alguns ingredientes, que o seu Toninho até conta quais são, mas nós da BG vamos ficar moita, que é para você, leitor amigo, ir até lá e perguntar pessoalmente a ele.
Guilherme Caldas
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Serviço
Bar do Toninho
Rua Ângelo Sampaio, 1776 (veja a localização no Mapa da Baixa Gastronomia)
(41) 3225-3774
Aberto todos os dias das 10:30 à meia noite (domingo, até 21:00)
Não aceita cartões
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Bar do Toninho na Av. Presidente Kenedy é eclética, tanto é que o dono anterior Antonio Carlos Nazario (morto por assaltantes) era coxa roxo, sua irmã e seu cunhado reabriram o bar sua irmão a Abegail (bega) também é coxa roxa, seu marido Sidnei é atleticano, os frequentadores coxas e atleticanos assistem em paz os jogos
Sandro Moser | 11/05/2012 | 10:46Há algumas décadas, o grande bar da cidade. Para melhor entende-lo, sugiro que o visitante de primeiro gole leia o texto afixado na parede cujo o título é revelador "A República Popular do Bar do Toninho", da lavra do grande JC Fernandes. Tá tudo ali. Em tempo: para estas próximas noites frias a mãnha é pedir a porção de moela ao molho. para beber, a impagável "água de valeta".
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