Terça-feira, 22/05/2012
A Expedição Paraná terminou na sexta-feira (09/09) com a publicação da última matéria da série, que procurou levantar as principais demandas regionais, que devem ser enfretadas pelo próximo governador.
É o caso da conclusão da Estrada Boiadeira, a BR-487 entre Campo Mourão e a divisa com o Mato Grosso do Sul. O agricultor Sebastião Rodrigues (foto) espera há 20 anos pela finalização da obra.
Aproveito para agradecer todos que colaboraram com a produção deste material, principalmente os leitores que participaram do site da Expedição informando quais as principais necessidades na opinião deles.
Apesar das matérias terem sido publicadas, o site da Expedição continua no ar e você, leitor, pode continuar a participar.
Para isso, acesse o site da Expedição Paraná e preencher um cadastro com nome e e-mail de contato, selecionar a cidade, descrever o problema enfrentado e sugerir uma solução. Cada leitor poderá colocar um ou mais pedidos, que irão compor um grande banco de dados.
Albari Rosa / Gazeta do Povo

Albari Rosa / Gazeta do Povo
Família Gomes, de Bandeirantes, reunida para a primeira reportagem da série de matérias da Expedição ParanáNesta segunda-feira, a Gazeta do Povo começa a publicar as 11 reportagens da Expedição Paraná, projeto que pretende mapear as principais necessidades de cada uma das regiões do estado.
O Norte Pioneiro é o tema da primeira matéria.
A família Gomes é o foco principal deste primeiro material. Ceará (deitado na rede) chegou ao Paraná no início dos anos 90 e hoje toda a família dele trabalha com a cana de açúcar, uma das principais culturas da região. Porém, o trabalho de corte manual da cana pode desaparecer nos próximos anos porque para realizar o serviço é necessário queimar a palha da cana antes dos trabalhadores entrarem na plantação. Isso emite muito CO2, por isso a tendência proibir a prática e mecanizar a colheita.
Portanto, um dos principais desafios do Norte Pioneiro será criar oportunidades de emprego e renda para uma das regiões mais pobres do Paraná.
A partir de hoje, uma reportagem a cada dia sobre um desafio regional. Confira! :)
Albari Rosa/ Gazeta do Povo
Trecho da PR-364, área do município de Rebouças - Sudeste do Paraná.Acredite! Esse é um trecho da PR-364 entre Irati e São Mateus do Sul. O único trecho de asfalto está próximo a Usina de Xisto da Petrobras. Os outros 50 km da rodovia são assim: pura poeira e cascalho.
Em dias de chuva, caminhão e ônibus escolar não passam.
É difícil imaginar alguma perspectiva de desenvolvimento nesta região sem as mínimas condições de tráfego para pessoas e produtos.
Albari Rosa
Trecho da PR-364, área do município de Rebouças - Sudeste do ParanáAlbari Rosa/ Gazeta do Povo
Área rural entre os municípios de Carambeí e Ponta GrossaNesta quinta-feira, a Expedição Paraná encerra a viagem pelo interior do estado. Nós retornamos para Curitiba para escrever as nove matérias de cada uma das regiões visitadas e produzir as duas últimas partes (Curitiba e litoral) do desafio de mapear as demandas regionais.
Se já contarmos a produção na região dos Campos Gerais, percorremos mais de 3 mil km e realizamos mais de 80 entrevistas. Boa parte do percurso foi feito em estradas rurais ao procurarmos os agricultores, que fazem do Paraná um dos celeiros do Brasil e movimentam a maior parte da economia estadual.
O resultado de todo o material levantado ao longo da expedição começará a ser publicado na Gazeta do Povo a partir da semana que vem.
Sudeste:
Km rodados: 321
Entrevistados: 15
Total viagem
KM rodados : 2.934 km
Entrevistados: 80
Participe! Você pode nos ajudar a identificar os problemas de cada área do estado. Envie aqui sua demanda para o site da Expedição Paraná e participe do mapeamento das necessidades do Paraná.
Visualizar Expedição Paraná em um mapa maior
Uma bela casa antiga, conservada dessa maneira, não é todo dia que se vê. Detalhe para a beleza dos lamnbrequins no telhado.
Esta pode ser vista à margem da PR-476, na cidade de São Mateus do Sul, no Sudeste do Paraná.
Albari Rosa/ Gazeta do Povo
Casa antiga com lambrequins bem conservada em São Mateus do SulA viagem da Expedição Paraná inicia a semana na região Sudeste, pela cidade de União da Vitória.
Está concluído, então, o levantamento in loco de demandas de sete regiões (Norte Pioneiro, Norte Central, Noroeste, Centro-Ocidental, Oeste, Centro-Sul e Sudoeste). Para finalizarmos o desafio de mapear as necessidades regionais, falta percorremos outras quatro: Sudeste, Centro-Oriental, Curitiba e região metropolitana e, por fim, o Litoral.
Participe! Você pode nos ajudar a identificar os problemas de cada área do estado. Envie aqui sua demanda para o site da Expedição Paraná e participe do mapeamento das necessidades do Paraná.
Sudoeste:
Km rodados: 388
Entrevistados: 10
Total viagem
KM rodados : 2.613 km
Entrevistados: 65
O GoogleMaps zoou o mapa que eu estava construindo da viagem. Ele ficou divido. Mas, vá lá. Aparece aí embaixo as últimas regiões visitadas. O restante do percurso da expedição pode ser visto clicando no link abaixo do mapa.
Visualizar Expedição Paraná em um mapa maior
O tempo passa devagar. Porém, a vida urbana faz a gente esquecer disto. Nada como o cotidiano do interior para nos lembrar disso e colocar as coisas no seu devido lugar. Ô, boi!
Albari Rosa/ Gazeta do Povo
Albari Rosa/ Gazeta do Povo
Parque de diversões na Expoguá, em GuarapuavaNesta quarta-feira, saímos de Guarapuava e viemos para Francisco Beltrão depois de passar por Chopinzinho. Começamos, então, a cobertura das demandas regionais no Sudoeste.
Infelizmente, deixamos Guarapuava quando uma das principais festas da cidade estava começando a esquentar. Até o dia 15, acontece a Expoguá, a feira agropecuária e industrial promovida pela Sociedade Rural da cidade.
A principal atração é o rodeio, mas os shows sertanejos também prometem animar o público. Confira toda a programação aqui.
O saldo da Expedição Paraná até agora:
Centro-Oeste:
KM: 322
Entrevistados: 7
Centro-Sul:
KM: 354 km
Entrevistados: 10
Total viagem
KM: 2.305 km
Entrevistados: 55
Participe
Sua cidade têm problemas? Envie sua demanda para o site da Expedição Paraná e participe do mapeamento das necessidades do estado.
Albari Rosa/ Gazeta do Povo
Parque de diversões na Expoguá, em GuarapuavaAlbari Rosa/ Gazeta do Povo
Fim de tarde na área rural de Mato Rico, município da região Centro-Sul é um dos mais pobres do ParanáO fotógrafo Albari Rosa registrou a paisagem mais linda da Expedição Paraná até agora. A imagem fala por si.
Essa paisagem linda fica no município de Mato Rico. Em contradição a beleza do lugar e o nome da cidade, fica em uma das regiões mais pobres do estado: o Centro-Sul. Mato Rico tem a terceira pior renda per capita do Paraná, R$ 103,89. Perde apenas para Santa Maria do Oeste, cidade vizinha e Doutor Ulisses, na região metropolitana de Curitiba. Para se ter uma ideia, a renda per capita de Curitiba é de R$ 619 e a média do Paraná é de R$ 321.
Eles deveriam cobrar ingresso para conhecer a cidade, assim como a gente paga para visitar as Cataratas do Iguaçu.
Mesmo após o sol se pôr em pleno domingo de Dia dos Pais, a colheitadeira não para. Para aproveitar os recentes dias de tempo bom, a família Boffo deixou de lado a comemoração da data e dedicou-se a colher o milho.
Reinaldo Boffo (foto), de 54 anos, é paulista, como o irmão e sócio, José Antônio. Os dois chegaram em Assis Chateaubriand, no Noroeste, ainda com as calças curtas junto com o pai, que veio ao Paraná para plantar café em 5 alqueires. Na década de 80, derrubaram os pés de café que a geada não tinha dizimado e mudaram o cultivo. Já plantaram diversas culturas, mas nos últimos anos são fiéis ao milho, apesar de acharem que o preço não está bom. “Um amigo esses dias comparou: um saco de milho paga só um almoço”, desabafa Reinaldo. A família tem hoje 120 alqueires de milho plantado.
Eles vendem cada saco por cerca de R$ 14,50. Aí sobra para a política agrícola do governo federal e para a cooperativa, que compra o milho. “O governo fala que o preço mínimo é de R$ 17,50. Mas a cooperativa paga R$ 14. Ela tira o dela. O governo não paga mais porque daí não pode dar comida barata pro povo” Para Reinaldo, bom mesmo foi o ano de 2002, quando a saca de milho chegou a R$ 23. Época de fartura no bolso.
Participe
Sua cidade têm problemas? Envia sua demanda para o site da Expedição Paraná e participe do mapeamento das necessidades do estado.
Gazeta do Povo no Twitter, Facebook, Celular e Ipad.
Os melhores preços estão aqui, clique e compare!
Powered by: Buscapé