Sexta-feira, 12/03/2010
Christian Rizzi/Gazeta do Povo
Colheita de soja em Clarke, Província de Santa Fé, na região do Pampa Úmido da Argentina. Após seca do ano passado, país colhe safra recorde. Retomada argentina acirra disputa internacional e vai exigir mais do Brasil na queda-de-braço pelas exportações
Depois da seca que reduziu quase à metade a produção de grãos da Argentina no ciclo 2008/09, o país não apenas se recupera do tombo como se supera na temporada atual. Pela primeira vez, a produção de verão vai ultrapassar a marca das 70 milhões de toneladas, quase 30 milhões a mais que no ano anterior e 3 milhões acima da temporada 2006/07, recorde até então. Na safra 2009/10, serão 52,2 milhões de toneladas de soja e 20,2 milhões de toneladas de milho, apurou a Expedição Safra RPC, que na semana passada acompanhou o início da colheita nas três principais províncias produtoras do país: Buenos Aires, Santa Fé e Córdoba.
A retomada da produção na Argentina acirra ainda mais a disputa no mercado internacional de grãos. Junto com Brasil e Paraguai, os argentinos elevam a safra sul-americana de soja para mais de 125 milhões de toneladas. O desempenho, praticamente consolidado, aumenta também o excedente exportável para mais de 90 milhões de toneladas no Cone Sul. O volume da região soma-se às 91 milhões de toneladas que segundo o USDA foram colhidas neste ciclo nos Estados Unidos e resulta numa superoferta mundial da oleaginosa. Os norte-americanos exportam em torno de 50% da sua safra.
“A previsão inicial era colher entre 17 e 18 milhões de toneladas, mas o milho vai superar 20 milhões de toneladas. A safra de soja certamente será recorde, mesmo que o clima continue chuvoso nas próximas semanas”, afirma Marcelo Yasky, coordenador do setor de estatísticas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina (MinAgri). As colheitadeiras passaram por 5% das áreas de milho e apenas começam a entrar nas áreas de soja.
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Chistian Rizzi/Gazeta do Povo
ExpoAgro, uma das maiores feiras de agronegócio da Argentina, que espera receber até 160 mil visitantes.Christian Rizzi/Gazeta do Povo
Técnicos e jornalistas da Expedição Safra RPC participam de conferência de imprensa na Expoagro 2010, em Baradero, a 150 quilômetros da capital argentina.A Expedição Safra RPC participou ontem de uma conferência de imprensa na Expoagro 2010, a maior feira agropecuária da Argentina. A palestra, realizada em parceria com a New Holland, reuniu cerca de 50 jornalistas argentinos e paraguaios, ontem, em Baradero, a 150 quilômetros da capital Buenos Aires. Na conferência, a equipe da Expedição falou sobre o projeto Expedição Safra e apresentou à imprensa sul-americana os números do Indicador Safra RPC coletados ao longo das últimas quatro safras.
Giovani Ferreira, coordenador do Núcleo RPC de Agronegócio, detalhou o histórico do projeto e o roteiro que está sendo cumprido pelos técnicos e jornalistas no ciclo 2009/10. A primeira fase da sondagem ocorreu durante o plantio de verão, entre setembro e novembro do ano passado. A segunda etapa, que consiste no balanço da safra, começou em fevereiro. Desde o início do percurso, no final de 2008, as equipes já percorreram mais de 40 mil quilômetros nos Estados Unidos, Paraguai e em oito estados brasileiros. O percurso inclui a ainda um roteiro pelo cinturão de produção da Argentina, que será finalizado hoje. O percurso da colheita termina no Centro-Oeste do Brasil. Entre 15 e 19 de março, a Expedição visita os estados do Maranhão, Tocantins Piauí e Bahia, o MaToPiBa.
Chistian Rizzi/Gazeta do Povo
Alejandro Calderón, de Pergamino (Buenos Aires), espera colher mais de 4 mil quilos de soja neste ano.Robson Mafioletti, analista da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), mostrou números de produção, oferta e demanda, cotações e mercado internacional de commodities agrícolas. O analista disse que a recuperação da produção de grãos da América do Sul ajudou a recompor os estoques globais de soja e de milho. Ele relatou que o excedente mundial terá um incremento de 25 milhões de toneladas neste ano e que esse crescimento se deve, principalmente, à retomada da produção no Brasil, na Argentina e nos Estados Unidos. Juntos, os três países devem colher 74 milhões de toneladas a mais neste ano, apurou a Expedição.
O maior salto deve acontecer na Argentina. Na temporada passada, o país vizinho perdeu quase metade da sua safra de verão para a seca. Neste ano, a depender do clima durante o final do ciclo, pode colher mais de 72 milhões de toneladas. Até agora, as máquinas passaram por 2% das lavouras de milho e os rendimentos das primeiras áreas têm ficado acima do esperado. A colheita da soja começa apenas em abril, mas a expectativa é boa.
Durante o giro pelo cinturão de produção argentino, a Expedição encontrou lavouras em excelentes condições e potencial recorde. Alejandro Calderón, produtor de grãos e pecuarista em Pergamino, na província de Buenos Aires, é um exemplo. Ele espera colher mais de 4 mil quilos de soja neste ano. Plantas com vagens cheias até o ponteiro sustentam a previsão.
Christian Rizzi/Gazeta do Povo
Expedição no MinAgri: entre soja e milho, 74 milhões de toneladas“O ministério está trabalhando com um intervalo de 19 a 21 milhões de toneladas para o milho e de 51 a 53 milhões de toneladas para a soja. Minha opinião pessoal é que o cereal vai superar 20 milhões de toneladas e que a safra de soja certamente será recorde, mesmo que não chegue a 53 milhões”, declarou Marcelo Yasky, coordenador do setor de estatísticas do MinAgri.
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Equipes de técnicos e jornalistas vão conferir o desempenho da produção de grão do segundo maior produtor da América do Sul

A Expedição Safra RPC chega hoje (terça, 02) à cidade de Buenos Aires para dar início ao giro pelo cinturão de produção de grãos da Argentina. Durante o percurso, os técnicos e jornalistas cumprem agenda no Ministério da Agricultura (MinAgri) e na Associação de Cooperativas Argentinas (ACA), participam da feira Expoagro e visitam produtores das províncias de Buenos Aires, Córdoba e Santa Fe. Juntas, as regiões respondem por 81% da produção de soja e 80% da safra de milho do país.
A inclusão da Argentina no roteiro da Expedição se justifica porque, além de grandes produtores de grãos, os argentinos são os maiores concorrentes do agronegócio brasileiro. Podem não produzir ou exportar tanto quanto os Estados Unidos, mas seguem o mesmo calendário de plantio e colheita e competem diretamente com o Brasil no mercado internacional de commodities agrícolas. A grosso modo, são Brasil e Argentina que abastecem o mundo durante o primeiro semestre do ano. Os dois países são responsáveis por 18% da produção e detêm 31% do comércio global de soja e milho.
Em volume, a produção brasileira é mais expressiva. Na safra 2009/10, os produtores argentinos devem colher mais de 70 milhões de toneladas de grãos – 53 milhões de toneladas de soja e 17,2 milhões de toneladas de milho. No Brasil, serão quase 47 milhões de toneladas a mais – 117 milhões de toneladas de grãos, sendo 66 milhões de soja e 51 milhões de toneladas de milho (verão e safrinha).
Conferência de Imprensa
Expedição Safra RPC participa amanhã de uma conferência de imprensa na Expoagro 2010, a maior feira agropecuária da Argentina. Em parceria com a New Holland, a equipe fará uma apresentação sobre o desempenho da produção de grãos na América do Sul e América do Norte. Os técnicos e jornalistas vão mostrar números de produção, oferta e demanda, cotações e mercado internacional de commodities agrícolas.
A fome do grão chinês
Terceiro maior importador de commodities agrícolas do mundo, país asiático é visto por Brasil e Estados Unidos, principais exportadores, como mercado chave para expandir suas vendas.
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Christian Rizzi/Gazeta do Povo
Jovino Presse: relato de 4 mil quilos de soja por hectare.Soja com gosto de recompensa. Os agricultores que cultivam o leste do Paraguai – a maioria brasileiros – mal conseguem esconder a satisfação com a produtividade desta safra. Após décadas de trabalho e aposta na estabilidade político-econômica e social do país vizinho, superam os próprios recordes na lavoura. Mesmo quem está há 30 anos na região diz nunca ter visto plantações tão carregadas. Estimativas acima de 4 mil quilos de soja por hectare sustentam as previsões de que o país vai colher, pela primeira vez, mais de 7 milhões de toneladas da oleaginosa. Perto de 5,6 saem das lavouras dos ‘sojeiros’ brasileiros, os brasiguaios. “Estamos numa riqueza para a agricultura aqui no Paraguai. Depois de 30 anos, tudo melhorou muito”, afirma Jovino Presse, de Mbaracayú (Alto Paraná). Ele comprou terras de 23 paraguaios e brasiguaios para reunir 400 hectares, onde deve colher mais de 1,6 mil toneladas de soja.
A produção de soja esperada pelo Paraguai equivale a 70% do volume colhido no Paraná. O país alcança produtividade média comparada à dos estados brasileiros mais tecnificados – 2,6 mil quilos por hectare. Esses são os números oficiais. Em campo, os produtores dizem que há mais grãos do que mostram as estatísticas. A Câmara Paraguaia de Exportadores de grãos espera 7,5 milhões de toneladas, 400 mil a mais que a previsão inicial.
Instabilidade
Os cerca de 300 mil brasiguaios ampliaram a produção agrícola no Leste do Paraguai em meio à instabilidade política e social do país. A logística vem melhorando, mas problemas crônicos não foram resolvidos. Para cada agricultor estrangeiro, há um paraguaio sem-terra. As fazendas mantêm seguranças armados nas portarias, embora os proprietários digam ter mais receio do governo do que de invasões. Eles têm um argumento decisivo a seu favor: a produção agrícola mostra-se como o caminho mais rápido para fortalecer a economia do Paraguai.
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Para dobrar exportações, EUA vão ampliar subsídios à agricultura com participação mais agressiva no comércio internacional
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (18) o que promete ser a maior ofensiva do país no comércio internacional do agronegócio. Em cinco anos, o governo norte-americano quer dobrar as exportações do setor, que devem alcançar US$ 100 bilhões em 2010. A meta foi apresentada na abertura do Agricultural Outlook Forum 2010, em
Arlington, na Virgínia, próximo a Washington DC. “Essa é a hora de fortalecer o comércio global de commotities agrícolas”, afirmou o analista do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) Jim Miller durante a cerimônia de abertura da conferência.
“As estatísticas da agricultura norte-americana preocupam. A América Rural representa apenas um sexto da população do país, mas é o setor que mantém a nação unida. Precisamos fortalecer o agronegócio através da abertura de novos mercados dentro e fora do país
Divulgação/USDA
Tom Vilsack, secretário de Agricultura dos EUA: precisamos fortalecer o agronegócio através da abertura de novos mercados.Outra estratégia norte-americana para ampliar a participação no mercado mundial será intensificar os acordos bilaterais com os países onde cresce o consumo, como a China. Responsável por 54% do comércio global do complexo soja, o país asiático é a principal aposta norte-americana para alavancar as exportações do setor. Mas os EUA também querem participar do mercado de valor agregado. Um exemplo é a exportação de carne suína para Rússia, onde fatalmente fica estabelecida a disputa com o Brasil.
Brasil precisa entrar no jogo
Para José Garcia Gasques, do Ministério da Agricultura (Mapa), que também está em Arlington, o Brasil precisa se preparar para um mercado ainda mais competitivo. Segundo Gasques, as apostas do Brasil para os próximos anos, de ganhar posições no comércio mundial com a soja e as carnes, por exemplo, não consideravam a ofensiva norte-americana.
De qualquer forma, será preciso estudar melhor a estratégia dos Estados Unidos para então saber como se posicionar ou se reposicionar no mercado e nas relações diplomáticas comerciais, explica Gasques. “Mas uma coisa é certa. Teremos que ser mais competitivos e caminhar para um agronegócio cada vez mais sustentável, do ponto de vista econômico e sócio-ambiental.”
Thomé Guth, da Conab, entende que a saída do Brasil é entrar no jogo.
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Fórum mundial nos Estados Unidos destaca o componente sócio-ambiental como condição ao desempenho econômico do setor
Começa hoje (quinta-feira, 18), em Washington, nos Estados unidos, o 2010 Agriculture Outlook Fórum, o fórum mundial da agricultura. Com o tema “Sustainable Agriculture: The Key to Health & Prosperity” (Agricultura Sustentável: A Chave para a Saúde e a Prosperidade), o congresso vai debater o agronegócio sustentável e a segurança alimentar. Assuntos como agricultura familiar, produção orgânica, mudanças climáticas e produção de biomassa para geração de energia limpa e renovável, compartilham a pauta com assuntos tradicionais como oferta e demanda, comércio internacional, meio ambiente e rastreabilidade.
Num ambiente de demanda crescente e oferta ainda mais abundante, a sustentabilidade da atividade agropecuária ganha ainda mais importância. O desafio é produzir alimentos de maneira sustentável, econômica, social e ambientalmente, para atender a um mercado consumidor cada vez mais exigente. “O mundo necessita repensar os processos produtivos em busca da eficiência, e o Agricultural Outllok Fórum 2010 tem em seu programa o reflexo deste novo pensamento”, observa Marco Olivio Morato de Oliveira, técnico da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).
Outro destaque da programação do fórum é a modernização da economia agrícola da China, tema que interessa sobremaneira ao Brasil. O país asiático é o maior importador de soja do mundo e também o principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro.
Gazeta do Povo acompanha as discussões
Uma equipe da Gazeta do Povo, através da Expedição Safra RCP (Rede Paranaense de Comunicação) está nos Estados Unidos para a cobertura do evento. Os jornalistas Luana Gomes e Giovani Ferreira vão acompanhar e participar de alguns dos principais painéis, como o de perspectivas para o mercado de grãos e oleaginosas, o impacto da produção de energia e alimentos no preço das commodities, segurança alimentar, orgânicos e Doha. Outro destaque, uma das novidades na programação desta edição, é a modernização da economia agrícola da China.
Para análise e interpretação dos assuntos abordados no evento, os jornalistas terão como fonte de informação técnicos brasileiros que participam dos debates, como da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Ministério da Agricultura (Mapa), entre outras representações dos diversos segmentos da cadeia produtiva, como Mapa e Conab.
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Dirceu Portugal/GP
Viagem pelos campos paraguaios segue até sábado. Nesta fase, já foram percorridos 8 estados brasileiros.
Equipe de técnicos e jornalistas percorre lavouras e cooperativas no país vizinho
Com perto de 3 milhões de hectares cobertos de soja e produtividade média acima de 2,5 mil quilos, o Paraguai é importante exportador da oleaginosa. No milho, a área é menor, com perto de 400 mil hectares e produção oscilante entre 1 milhão e 2 milhões de toneladas por safra. Mas sempre que a produtividade do cereal cresce, o país amplia exportações, inclusive para o Brasil. Não à toa, o Paraguai é o país que mais exporta milho para as indústrias brasileiras. Os dados são da Câmara Paraguaia de Exportadores de Cereais e Oleaginosas.
A Expedição Safra RPC chega neste sábado ao Paraguai, depois de percorrer os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul na última semana. Outros seis estados também já foram visitados: Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo.
No Paraguai, o objetivo é verificar a expectativa de produção do país vizinho junto a produtores paraguaios e brasileiros que atuam nas províncias de Alto Paraná e Canindeyú. Ainda serão visitadas lavouras da região de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
Clima ampliou potencial das lavouras de milho e soja em Abelardo Luz e Xanxerê
Dirceu Portugal/GP
O produtor e presidente da cooperativa Coptar, de Abelardo Luz, prevê filas de caminhões nos postos de recebimento de grãos.Beneficiados pelo clima, produtores do Oeste de Santa Catarina estão colhendo pelo menos 10% mais soja e 5% mais milho do que previam, conforme agricultores, técnicos e cooperativas da região. A Expedição Safra RPC verificou áreas da oleaginosa com rendimento de 4,2 mil quilos/hectare de soja e do milho com produtividade de mais de 12 mil quilos/ha.
“A chuva foi regular e a luminosidade, adequada. Isso desencadeia bom crescimento da lavoura e diminui a pressão das ervas daninhas, bem como perdas por doenças”, afirma o agrônomo Claudius Augustus Faggion Filho, técnico da Federação da Agricultura do Paraná que acompanha a Expedição Safra.
A umidade não chegou ao ponto de favorecer a expansão da ferrugem, como ocorre em outras regiões produtoras de soja, acrescenta. Os produtores relatam maior preocupação com a doença. A maior parte fez duas aplicações de fungicidas.
Dirceu Portugal/GP
Colheita de milho superprecoce apresenta rendimento considerado bom. Ciclo médio tende a ser ainda melhor.Parte dos produtores de Xanxerê estava preocupada com um veranico até segunda-feira. Porém, após duas semanas de sol, voltou a chover. Em Abelardo Luz, tanto variedades precoces como de ciclo médio estão rendendo mais, afirma o produtor e presidente da cooperativa Coptar, Fabrício Stefani. “Vai ser mais complicado receber tanta produção. As filas de caminhões nas unidades de recebimento serão maiores este ano.”
Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Engarrafamento na BR 163 próximo a canteiro de obras. Rodovia cheia de desníveis vem sendo reformada, mas à custa de muita paciência dos motoristas.A safra do Centro-Oeste lota as rodovias que ligam a região aos portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP). Na zona central de Mato Grosso, em cada dez veículos, oito são carretas carregadas com até 40 toneladas de grãos, conforme pesquisa de tráfego local.
Obras na BR 163 complicam o tráfego e, durante a noite, forçam os caminhoneiros a dormirem no acostamento. Um veículo pequeno, para não se limitar à velocidade de 60 quilômetros por hora, precisa ultrapassar dezenas de caminhões por quilômetro, o que torna o trajeto mais arriscado do que em qualquer outra época do ano.
Entre Nova Mutum e Cuiabá, os matogrossenses estão gastando 4 horas para percorrer 200 quilômetros. Em metade do trecho, foi construída uma nova rodovia, mas o tráfego de caminhões é proibido nesta via (entre Nobres e Cuiabá). O argumento é que os cargueiros destruiriam o asfalto em poucos dias.
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