Terça-feira, 22/05/2012
O Brasil fez valer na tarde de ontem, no Couto Pereira, o favoritismo na última rodada do quadrangular final do Sulamericano sub-20, e fechou a campanha com tudo a que tinha direito. Melhor ataque, melhor defesa, artilharia, 100% de aproveitamento, título e vaga no mundial da categoria, que será em agosto, no Japão. Para completar, o torneio terminou com a vitória por 2 a 0 sobre a Argentina, que também está classificada.
Aproximadamente 5 mil pessoas acompanharam a partida. A Seleção entrou em campo precisando apenas do empate para garantir o título. Mas, mesmo assim, teve mais atitude e procurou o gol desde o começo.
A comemoração do título foi justa pela campanha irrepreensível. Sete vitórias, 28 gols marcados, apenas um sofrido, e a artilharia da competição, com Ketlen, que fez nove gols. Tantos feitos da equipe chamaram a atenção do técnico da seleção principal, Jorge Barcellos, que acompanhou a partida no Couto Pereira.
Ciro Campos
Albari Rosa / Gazeta do Povo
Halo solar num dia de muito calor no Jardim Botânico em Curitiba.
O melhor horário para fotografar é bem no início da manhã ou no final da tarde. Porém, quando isso não for possível você pode transformar uma situação adversa em um elemento diferenciador na sua fotografia é uma das virtudes que um bom fotógrafo deve ter.
Felipe Rosa / Gazeta do Povo
Ciclista foi fotografada no centro de Curitiba ao meio dia teve o rosto iluminado pelo flash da câmera.O que fazer quando é necessário fotografar debaixo do sol do meio dia ou quando a pauta do jornal é para você mostrar que é o dia mais quente do ano?
No caso de fotografia com pessoas e o sol proporcione um pouco de ângulo você pode posicionar seu modelo exatamente de costas para ele, evitando que o modelo fotografado fique com os olhos fechados, e com sombras no rosto, criando uma “luz de recorte” natural. Em algumas situações vai ser interessante você usar um flash da câmera ou um rebatedor (que pode ser um pedaço de isopor ou uma cartolina branca) para preencher a luz no rosto do fotografado.
Com o sol forte em cima das nossas cabeças, a dica principal para as fotos é sair debaixo dele. Qualquer copa de arvore, beiral de casa, poste de energia elétrica pode ajudar, evitando que os raios do sol não atinjam diretamente a objetiva, criando os temidos halos solares.
Fotografias contra o sol oferecem ao fotógrafo algumas das melhores oportunidades para criar imagens “atmosféricas e abstratas”. A imagem de marca dessa técnica é a silhueta, sob várias formas: pessoas, cidades, carros, barcos e árvores.
As silhuetas são elementos fundamentais nas fotos de contra luz. O objeto tem que ter uma forma conhecida como os exemplos já citados, para criar uma imagem informativa. O alto contraste da fotografia contra o sol é exatamente o que queremos quando desejamos criar a imagem de uma silhueta.
Henri Milléo / Gazeta do Povo
Pescador preparando a rede no amanhecer na praia de pontal do Sul, litoral do Paraná.Albari Rosa / Gazeta do Povo
Por do sol na Cidade do Cabo, Africa do Sul.Para você que tem uma câmera compacta e poucos recursos criativos a alternativa para fotos com silhuetas com sol a pino é fazer a medição do fotômetro onde a luz é mais intensa, segurar o disparador e compor a foto como você gostaria e só então disparar. Continua valendo a regra de que a fotografia não tem uma regra geral e o conselho é fazer muitas fotos de vários ângulos e maneiras. O verão só está começando.
A final inédita no Couto Pereira foi marcada pela presença e empolgação do público. Antes do início da partida, a fila era grande na porta do estádio. Já nas arquibancadas, os torcedores puderam acompanhar a narração da partida também pelo sistema de som, que explicava as regras para os iniciantes no esporte.
Segundo Felipe Rosa, repórter fotográfico da Gazeta do Povo, foi uma experiência incrível. "Já tinha fotografado futebol e pela segunda vez cobrindo futebol americano tive que aprender as manhas na marra", conta o jovem repórter.
No futebol americano o fotógrafo pode avançar as mesmas jardas junto com as equipes. Fazendo isso você tem mais chances de ter boas fotos. Os lances proporcionam muitas trombadas e agarrões. Acompanhe no slideshow algumas imagens da cobertura.
Acompanhem no slide show algumas fotos do repórter fotográfico Albari Rosa que está acompanhado o intensivo antidegola em Uberlândia, junto com o repórter setorista do Atlético Paranaense Robson Martins.
Eles não têm moral para reclamar, mas também nem sequer ousam fazê-lo. Desgastados emocionalmente e com a possibilidade de viverem um rebaixamento amanhã, os jogadores do Atlético apenas suam a camisa.
O suor que ficou ainda mais evidente com um trabalho intenso no centro de treinamento do Uberlândia. O time pre¬¬cisa vencer o América-MG em Uberlândia, para seguir sua saga e tentar se livrar da vergonhosa queda à Série B.
Nem bem chegaram a Minas Gerais na sexta-feira e os jogadores já foram a campo treinar, desafiando um calor de mais de 30º C. Correria com direito a ataque de borrachudos. Antônio Lopes, por exemplo, chegou a ser atacado pelos mosquitos. Teve de recorrer a um repelente para seguir no gramado.
Jogadores do Atlético passam por cima do desgaste, calor, contusões e problemas internos na saga para se livrar do rebaixamento.
texto Robson Martins
O grupo de cerca de 40 alunos faz parte do centro de excelência de boxe, desenvolvido pelo ex-pugilista Macaris do Livramento, em São José dos Pinhais. Uma semente da “nobre arte” plantada em um solo tão pedregoso que “se daqui saírem cidadãos, já estarei realizado”, garante o responsável pelo projeto.
A turminha que passou a subir no ringue no contraturno escolar tem em comum a experiência com um esporte até então desconhecido – além da exposição a dramas sociais normais para quem circula nas classes C e D ou em áreas menos favorecidas. Por isso, durante a diversão, apenas uma ideia: nocautear as dificuldades.
Situação que Macaris, menino de rua até os 14 anos, conheceu bem. “Eu cheirava cola, roubava para comer, não tinha nada. Foi o boxe que mudou a minha vida. Eles vivem outra realidade e tento passar que esta é a chance de ganharem novas oportunidades”, comenta o treinador.
“O objetivo hoje é permitir o acesso das crianças ao esporte. Mas também não queremos que o boxe morra, então, se encontramos alguém com potencial será ainda mais maravilhoso”, reforça Macaris, que defende o fortalecimento da modalidade milenar em tempos de massificação do Mixed Martial Arts (MMA).
Ainda assim, é mais fácil para os seus alunos lembrarem do ídolo do Ultimate Fighting Championship (UFC), Anderson Silva, do que citar um expoente dos ringues. Pelo menos por enquanto, espera o ex-campeão.
O projeto começou em abril e tem a parceria da prefeitura de São José dos Pinhais. Das 40 crianças de hoje, entre 7 e 14 anos, a intenção é aumentar para 200, a partir de 2012. Mas os objetivos são mais ousados, com o propósito de abertura de núcleos em outras cidades e implantação do boxe como atividade esportiva em escolas públicas.
texto Ana Luzia Mikos
A arte da boa fotografia
Albari Rosa / Gazeta do Povo
Foto da estufa do Jardim Botânico iluminada, compondo com o céu no começo da noite.
Agora que você já aprendeu como escolher sua câmera digital e entendeu o funcionamento dela, vamos falar sobre Composição Fotográfica. Daqui para frente vamos aprender a tirar o máximo proveito de suas funções.
Albari Rosa / Gazeta do Povo
Estufa iluminada fotografada com uma objetiva grande angular valorizando o céu.
Composição é o registro das cenas do mundo real para um fotograma bidimensional estático. No momento que você dispara o obturador, outros fatores importantes também são os elementos que você inclui no quadro da foto e os que você resolveu deixar de fora na hora do enquadramento.
Uma das decisões que o fotógrafo precisa tomar é onde se posicionar e para onde apontar a câmera. É sempre o fotógrafo que decide como enquadrar a imagem no visor e o momento exato do disparo do obturador. Diferente dos pintores que podem alterar a realidade de uma cena, a câmera registra tudo à sua frente, indiscriminadamente.
Albari Rosa / Gazeta do Povo
Na composição você pode escolher a lente e o ângulo que você vai fotografar. É a hora de fazer teste.
Entretanto ao escolher qual lente usar, o momento de disparar o obturador e qual enquadramento fazer, o fotógrafo pode exercer uma forte influência sobre a aparência final da foto. Dando destaque para alguns elementos e escondendo uns e desfocando outros. A profundidade de campo também é bastante útil na hora de dar maior ou menor destaque nos elementos da composição fotográfica.
Olho seletivo.
Significa colocar coisas em ordem – mais ou menos como o repórter resolve construir um texto para contar uma história jornalística.
Embora existam regras que podem orientar suas composições, é importante ter em mente que existem mais de uma maneira de enquadrar uma foto perfeita.
Parte do processo da composição implica em decidir a onde colocar o principal elemento dentro do quadro. Alguns fotógrafos simplificam a composição mantendo apenas um motivo principal e os demais elementos de modo a torná-los secundários. Elemento principal no centro do quadro pode fazer a composição parecer elaborada demais. Elemento chave fora do centro do quadro pode produzir fotos de aparências mais dinâmicas por criar desequilíbrio dentro do quadro.
Albari Rosa / Gazeta do Povo
Do mesmo ponto da foto anterior só que com um teleobjetiva. Leitura da foto completamente diferente.
No próximo Post vamos falar sobre profundidade de campo e o uso do ISO (sensibilidade) na composição fotográfica.
Felipe Rosa, repórter fotográfico frelancer da Gazeta do Povo, escalado para uma viagem até Guaratuba para produção de pautas para o Caderno do Litoral acompanhando a repórter Cintia Junges com os produtores de bananas e uma colônia de pescadores.
Aparentemente um dia de trabalho tranqüilo, senão fosse o trajeto para chegar ao destino. A famosa BR 376 que liga o Paraná ao litoral de Santa Catarina, apelidada de corredor da morte.
Na passagem pela praça de pedágio em São José dos Pinhais já veio a notícia de que a estrada estava interditada por causa de um acidente envolvendo duas carretas e uma pegou fogo.
Nosso motorista Marcelo levou o carro até o final da fila, aproximadamente 2 km do bloqueio. Peguei meu equipamento e convidei a repórter Cintia para descer andando até o ponto do acidente.
Na caminhada pela pista algumas fotos de motoristas com suas famílias fora dos carros observando uma nuvem de fumaça negra que vinha do ponto do acidente. Na chegada ao local os bombeiros trabalhando para apagar o fogo de uma dos caminhões.
As imagens são fortes e logo um morador da região avisa que aconteceu um engavetamento com um caminhão e três carros.
A notícia exige uma articulação maior e a preocupação de como chegar até o ponto do acidente. Logo surge a oportunidade de pegar uma carona na garupa de uma motocicleta, a fila já tinha 10 km. Nesta rodovia a fila aumenta muito rápido quando o fechamento das pistas é total, ainda mais em véspera de feriado. A Cintia ficou neste ponto e eu subi em direção a Curitiba sozinho de carona na moto.
Na chegada ao ponto do engavetamento a cena era dramática. Ambulâncias, helicópteros e os paramédicos trabalhando no atendimento das vitimas entre elas três crianças. Imagens dos ocupantes de um dos carros que ainda estavam presos nas ferragens dos carros enquanto outros eram atendidos no asfalto mesmo. A preocupação era de fotografar sem atrapalhar o trabalho de socorro.
Passada a adrenalina da cobertura a preocupação é a de transmitir as fotos para o jornal. Foto boa é a foto que chega a tempo para a edição.
Primeiro uma carona com um caminhoneiro para voltar até o ponto onde tinha deixado a equipe e o carro do jornal. As primeiras fotografias foram enviadas pelo celular e com a pista no sentido Santa Catarina liberada ficou fácil chegar até uma lan house e enviar o restante das fotos.
A cobertura ganhou uma foto com destaque na primeira página da edição de sábado. E o resto do dia foi para produzir as matérias para o caderno.
É a quantidade de luz exata necessária para registrar uma imagem em um filme fotográfico ou sensor digital. Quem regula está quantidade de luz que atinge o plano da imagem é a variação usada na abertura do diafragma da objetiva com o sincronismo da velocidade do obturador.
A abertura do diafragma regula a quantidade de luz que entra na câmera, e o obturador determina o tempo que a luz vai atingir o filme/sensor. Se a luz for demasiadamente pouca, a imagem será escura e se houver luz excessiva, ficará muito clara.
Divulgação
Com a torneira mais aberta o tempo pra encher o copo é menor.A analogia com as torneiras acima serve para demonstrar que o filme/sensor digital (ou copo) receberá a mesma quantidade de luz (água) se cada mudança de abertura (quando a torneira é aberta) for acompanhada por uma correspondente mudança de velocidade do obturador (o tempo que se deixa a água escorrendo para o copo).
Assim fica mais fácil entender que se usamos uma abertura de diafragma maior (torneira bem aberta) o copo vai encher mais rápido e a medida que fechamos o diafragma (torneira mais fechada), vamos precisar de um espaço de tempo maior pra encher o copo.
Divulgação
Diafragma tem variações.A exposição é aberta a interpretação. Assim como alguns fotógrafos preferem encher seus copos até a borda, outros são mais cautelosos, nem sempre é possível afirmar quando a combinação foi exposta perfeitamente.
Outro fator importante é a sensibilidade do sensor ou do filme. Nas câmeras digitais, pode-se aumentá-la ou diminuí-la. Na escala do ISO quanto maior o valor maior a sensibilidade do sensor/filme.
A objetiva é o olho da câmera e tem varias funções importantes na fotografia. Para quem deseja fazer fotos criativas e com qualidade técnica tem a obrigação de entender como elas funcionam para poder tirar um maior aproveitamento, juntamente com a abertura e a velocidade.
Divulgação
Funciona como o olho humano.Foto no foco - função mais importante da objetiva é assegurar que o objeto (elemento chave) apareça nítido na fotografia.
Divulgação
Fotos nítidas são as mais aprecidas. Ângulo de visão – outra importante função é o seu ângulo de visão, dependendo do modelo de objetiva que se esteja usando para definir quanto da cena na frente do fotografo vai aparecer na foto.
Divulgação
Entre as lentes temos variações grandes de ângulos de visão.As objetivas se dividem em três principais categorias, de acordo com sua angulação.
Objetiva padrão – reproduz uma imagem semelhante à de um olho humano, e por isso elas tem um lugar especial na fotografia. A imagem captada com ela tem a aparência mais natural.
Divulgação
Imagem que mais se aproxima da natural.Objetiva grande angular – tem um ângulo mais aberto e são uteis para espaços pequenos. Reproduzem uma visão relativamente normal do mundo, enquanto a objetiva- olho de peixe oferece um ângulo mais distorcido. Ideal para ambientes internos e para criação de um aumento de sensação de profundidade e distância. Em retratos de grupos de pessoas e quando se quer provocar o alongamento da realidade. Para close-ups de cabeça e ombros faz com que o nariz e outras partes do rosto fiquem maiores e distorcidos.
divulgação Canon
Imagens com ângulos mais abertos dos que os da visão humana.Teleobjetivas – tem um ângulo de visão fechado e permite que você aumente a cena a sua frente recortando parte dela. Ideal para as fotos que você não consegue se aproximar por questões de segurança ou por falta de acesso. ângulo fechado tem um efeito evidente na perspectiva, fazendo com que diferentes planos e distancias pareçam mais próximos do que a realidade. Nos retratos quando utilizadas com grandes aberturas facilitam tirar o foco do segundo plano. Quanto mais longa a teleobjetiva mais difícil será de mantê-la firme e você pode compensar usando velocidade mais rápida de obturador.
divulgação Canon
Com teleobjetivas é aconselhavel o uso de tripé ou monopé.Essas categorias apresentam várias subdivisões: Ultra-teleobjetivas, teleobjetivas, objetiva normal, objetiva grande angular e objetiva olho de peixe.
Ainda temos as objetivas menos utilizadas que são as objetivas espelhadas (sem controle de abertura), objetiva PC (controle de perspectiva) muito usada por fotógrafos de arquitetura, objetivas macro (para objetos muito pequenos e insetos), e ainda temos vários acessórios para as objetivas: filtros criativos, filtros polarizadores, tele-conversores, mascaras.
No próximo post vamos falar sobre controle da exposição.
albarirosa@terra.com.br
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