Sábado, 04/02/2012
Pedro Serápio/Gazeta do Povo

Fato ou lenda, a história simplista demonstra o desconhecimento da importância da água para a vida na terra e sua utilização, e lembra a criança que pensa que o leite que ele bebe vem da caixa, e não da vaca.
A visão fragmentada da qualidade da nossa água, alimento ou ar, faz com que muitos indivíduos, depois de adultos, ajam de maneira irresponsável, sem dar conta que suas ações refletem, cedo ou tarde, no que estará disponível à sua mesa.
Recentemente, tive uma experiência muito positiva com crianças, em substituir o refrigerante e sucos industrializados, em função da sustentabilidade ambiental e financeira. Quase de brincadeira, falei para o meu caçula, de seis anos: se você passar um dia inteiro tomando água ao invés de beber refrigerante ou suco, ao final do dia, dou a você R$ 2.
Para minha surpresa, ele agarrou-se a chance de ganhar os dois merecidos reais e venceu o primeiro dia. No outro dia, a irmã quis o direito de participar do desafio.
As crianças resolveram continuar com o desafio, em casa, já são 40 dias sem refrigerante. O organismo, a conta bancária e o meio ambiente agradecem, já que o líquido não tem conservantes, corantes ou açúcar, é mais barato e as garrafinhas podem ser recarregadas inúmeras vezes.
Fazer as próprias escolhas é o que faz a diferença!
*Artigo escrito por Raquel Momm, Conselheira do Sinepe/PR, instituição parceira do Instituto GRPCOM.
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Alex Kalina/Stock.xchng

E não é por menos. Em 2011, o Transparency International divulgou o ranking mundial de corrupção de 183 países. O Brasil ocupa a vergonhosa posição de 73º com uma pontuação preocupante de 3,8 - a pontuação varia de 0 (extremamente corrupto), a 10 (plenamente transparente).
Claro, cidadania, sustentabilidade e sociedade sã não combinam com esse cenário. Mas afinal, onde nasce a corrupção? Por que achamos que “a maioria dos políticos brasileiros são corruptos”? Se você questiona isso, provavelmente não se considera corrupto.
Certo. Mas o ato ou conivência em subornar uma ou mais pessoas em causa própria ou alheia não é dádiva exclusiva de governantes. A corrupção é aspecto cultural; ela nasce de um conjunto de comportamentos individuais, formando uma sociedade que reflete esse tipo de atitude.
Que tal fazer um teste? Você já furou fila, no supermercado, na loja, no trânsito? Recebeu um “troquinho” a mais e não devolveu? Quando viaja, se a estrada está congestionada, alguma vez já pegou o acostamento? Já subornou guarda no trânsito em uma blitz? Acredita que sempre há um jeitinho para resolver aquele problema de maneira mais fácil e rápida?
Os políticos são representantes dessa sociedade. Eles são reflexo de você mesmo. Por isso, essas pequenas atitudes em nada diferem de atitudes vergonhosas dos governantes corruptos desse país. Infelizmente, em nossa cultura, muitas vezes somos corruptos na medida de nossas possibilidades. Pense nas pequenas ações do seu dia a dia. Reflita sobre isso: o combate à corrupção começa com cada cidadão e nas ações do cotidiano.
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Divulgação
Com a bicicleta feita de garrafas PET, cerca de 200 unidades deixam de ir para aterros sanitários e se transformam no “quadro” da bike. A grande vantagem é que ela traz todos os benefícios dos modelos convencionais, com a diferença de ser mais barata e resistente, não enferrujar, ser mais leve, ter amortecimento natural e ainda ser completamente reciclável.
Além das garrafas, em breve outros materiais à base de resinas plásticas, como para-choques de carros e embalagens de xampu poderão ser utilizados na fabricação. A meta do inventor é produzir 132 mil unidades por ano, reciclando assim 15,8 milhões de garrafas.
Por enquanto, a Muzzicycle, como a bicicleta é chamada, está sendo confeccionada por encomendas em São Paulo e já há 2,5 mil pessoas na fila de espera. Ao todo, são três modelos diferentes e os preços variam de R$ 250 a R$ 3 mil. E o preço ficar menor se o interessado levar suas próprias garrafas!
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Lar Pequeno Peregrino/Divulgação

Considerando que o amor será construído diariamente, e a cada gesto, os pais adotantes devem estar dispostos a tudo isso e, principalmente aos contratempos. Afinal, os filhos de coração podem não dar o orgulho esperado e nem ter os tais comportamentos ideais - apesar de que isso pode acontecer com qualquer filho biológico.
Outro fator importante é a aceitação da criança para com esses pais. A empatia, a afinidade, carinho, afeto, convivência e, principalmente o amor, que definirão como será o vínculo dessa criança e o seu desenvolvimento da criança. A adoção é estar disposto a viver por outrem, deixando de lado apenas a vontade de ser ter um filho. É doar-se para alguém, é um gesto de amor...
E você, já pensou em adotar uma criança? Já adotou? Compartilhe conosco a sua experiência.
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Divulgação/Non Violence United Org.
A maioria de nós escolheu fazer do mundo um lugar melhor para as futuras gerações, mas ainda não se deu conta que é preciso fazer muito mais do que economizar energia, racionar água, usar energias renováveis... o que realmente precisamos é mudar o nosso estilo de consumir o planeta, afinal, o planeta fornece o suficiente para a sobrevivência de todos e não para a ganância de todos!
O documentário “Uma vida interligada” (produzido pela Non Violence United em 2008) propõe uma reflexão sobre o consumo exagerado de produtos de origem animal e suas consequências no nosso organismo, no meio ambiente e para os animais. Só para termos uma ideia, para um pedaço de bife de 500g estar no seu prato, é preciso em média 9,5 mil litros de água; para produzir 3,5 litros de leite, são necessários 2,8 mil litros de água. É tanta água, que uma pessoa que não consome esses alimentos pode ficar com seu chuveiro ligado 24 horas por dia, por 365 dias, que ainda assim não irá consumir toda essa quantia de água.
Vale a pena assistir (abaixo) o documentário e repensar nosso papel na reconstrução do planeta. E, principalmente, repensarmos em nossas atitudes, que muitas vezes podem estar divergentes do nosso discurso!
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Marcelo Elias/ Gazeta do Povo
Uma das funções do Estado assumidas por instituições filantrópicas são as instituições de longa permanência para idosos, ou ILPI, como são chamados os antigos asilos. No Brasil, 65% dessas instituições são ONGs, que, quando não são autossustentáveis, recebem do governo, em média, apenas 20% da verba necessária para sua manutenção.Ao olhar de fora, a sociedade classifica o Terceiro Setor, ou melhor, as “ONGs", como instrumentos utilizados para malversação do dinheiro público. Infelizmente, essa ideia transita no pensamento da população, e por isso é preciso separar o joio do trigo e deixar claro à sociedade que as verdadeiras entidades do Terceiro Setor foram criadas com o objetivo de proporcionar aos cidadãos o exercício dos direitos sociais previstos no artigo 6º da Constituição Federal.
No que diz respeito ao financiamento do Terceiro Setor no Brasil, apenas 15,5% de toda a sua fonte de receita é proveniente do Estado e as doações privadas representam 10,7% da receita. A principal fonte de receita de tais entidades são os recebimentos pelos serviços prestados, chegando a 73,8% dos recursos, provenientes principalmente do pagamento de taxas por serviços prestados por hospitais e instituições de educação.
Percebe-se, portanto, que além de preencher lacunas deixadas pelo Poder Público, as entidades do Terceiro Setor no Brasil são autossustentáveis.
Segundo o Observatório das Metrópoles (ligado ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia), dados extraídos de estudos realizados pela Universidade Johns Hopkins (EUA), mostram que a estrutura de renda do Terceiro Setor no Brasil e na América Latina se baseia prioritariamente na autorreceita ou autofinanciamento, diferentemente do padrão verificado para os países desenvolvidos.
Conforme as informações da universidade americana, nos países ricos a média de autofinanciamento do Terceiro Setor é de 44,6%, isso porque o Estado aparece igualmente como um importante financiador do Terceiro Setor, com média de investimento na ordem de 48,2%.
Entretanto, salienta-se que não existe um padrão para o bloco dos países desenvolvidos, existindo tanto países que têm o Terceiro Setor financiado prioritariamente pelo Estado, como Áustria (50,4%), França (57,8%), Alemanha (64,3%) Irlanda (77,2%), Países Baixos (59%) e Reino Unido (46,7%), como países que, apesar de apresentarem alto índice de investimento estatal, ainda têm como fonte principal de receita o autofinanciamento, como por exemplo os EUA, que apresentam 30,5% de financiamento estatal, 12,9% de filantropia privada e 56,6% de recursos próprios do Terceiro Setor.
O Terceiro Setor brasileiro é mais uma prova de que mesmo em um país com tantas desigualdades, o povo brasileiro, por suas próprias forças, é capaz de depender cada vez menos do Estado. E esta mesma sociedade civil organizada, refletida nas entidades do Terceiro Setor, é responsável por mais de 5% do PIB e consegue oferecer aos cidadãos os serviços sociais básicos garantidos pela Constituição Federal.
*Artigo escrito por Roberto Siquinel, advogado membro da Comissão de Direito do Terceiro Setor da OAB/PR e colaborador do Núcleo Interdisciplinar do Terceiro Setor (NITS) da Universidade Federal do Paraná, parceira do Instituto GRPCOM.
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No intuito de salvar vidas em meio às enchentes e soterramentos, os cachorros são uma ajuda valiosa. No Rio de Janeiro, por exemplo, o cão Spot, de cinco anos, foi um ajudante importante nas buscas pelos corpos das vítimas.
Muito bonita a atitude de preparar animais para ajudarem as pessoas nestas situações! Mas, e o contrário?
Temos acompanhado também, que nestes locais afetados pelas chuvas, há cães e gatos para todos os lados. Na pressa de sair de casa, e na ânsia de salvar a própria pele, muitas pessoas acabam deixando para trás os animais, que ficam presos entre os muros dos quintais alagados, ou nadam desesperados em busca de um local seco, como mostra a reportagem exibida no Fantástico.
Não se sabe ao certo quantos animais foram abandonados e quantos foram resgatados. Mas, o que se sabe é que nem todos os bichos esperam ou aguentam esperar pelo socorro.
Na hora do desespero e da correria é complicado pensar em muitas coisas, mas os animais devem e precisam ser lembrados. Afinal, nenhuma vida tem mais importância ou valor do que outra! Não se trata de defender humanos ou animais, e sim um belo exemplo de que o mais forte deve defender o mais fraco!
Então, que tal sermos treinados para darmos mais valor à vida? E termos ânsia de salvar não só a própria, a do familiar, ou só a dos animais, mas a de todos. E assim, nos sentirmos extraordinários!!
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metamorambulante.blogspot.com
E então... o que você vê quando se olha no espelho?A resposta gerou silêncio na sala. Para finalizar, ele disse que tenta ver esse cidadão cada vez que olha no espelho, mas que isso não é fácil, pois às vezes o cidadão se esconde e é suprimido pela falta de respeito, intolerância e agressividade nas menores atitudes.
Quanto a nós... Será que vemos cidadania ao olhar no espelho? Será que mostramos cidadania quando realizamos as nossas ações comuns do dia a dia?
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Prefeitura de Bogotá/Divulgação
O sistema de transporte de Bogotá, capital da Colômbia, é exemplo de reestruturação em busca da sustentabilidade urbana.Mas o que é uma cidade sustentável? Pode-se dizer que são aquelas que atingem um equilíbrio de forma sistêmica nos âmbitos social, econômico, político e ambiental. Segundo a Rede de Cidades Sustentáveis, uma cidade sustentável se caracteriza por boas ações nas áreas de governança, consumo sustentável, ação local para saúde, melhor mobilidade e menos tráfego, economia dinâmica e sustentável, educação para sustentabilidade, cultura para sustentabilidade, planejamento e desenho urbano, gestão local para sustentabilidade, equidade, justiça social e cultura de paz, e bens naturais comuns.
Nesse sentido, um exemplo de superação vem de um país latino-americano. A metrópole Bogotá, capital da Colômbia, vem apresentando mudanças significativase resultantes de uma rede de ações bem estruturadas, desenvolvidas de forma integrada pelo poder público, privado e a sociedade civil.
A título de exemplo, para combater a violência, o orçamento para segurança pública dobrou, foram fixadas metas jurídicas claras de combate ao crime, com punições severas para a corrupção na polícia. E a partir de 1998, a reforma de Bogotá se intensificou: Um milhão de metros quadrados foram disponibilizados para novas praças e áreas de lazer. A prefeitura também investiu consideravelmente em transportes coletivos eficientes, implantando o “Transmilênio”, um sistema de corredores de ônibus capaz de diminuir o trânsito e reduzir a emissão de poluentes. As calçadas foram ampliadas e atualmente a cidade conta com mais de 330 quilômetros de ciclovias, uma das mais extensas do mundo.
O Brasil, que concentra 85% da população em áreas urbanas, também tem boas práticas em prol da sustentabilidade urbana. Confira alguns exemplos:
- Porto Alegre, no âmbito da governança, com seu programa de orçamento participativo;
- Curitiba, na área de planejamento e desenho urbano;
- Foz do Iguaçu, no aspecto de gestão de bens naturais comuns, com o projeto Cultivando Água Boa;
- Araçuaí, em educação sustentável, com o projeto Araçuaí Sustentável;
- Fortaleza, no âmbito de economia dinâmica e sustentável, com o projeto Banco Palmas;
- Macapá, em equidade, justiça social e paz, com o projeto Formação em Segurança Pública, Direitos Humanos e Cidadania.
Participe, divulgue e conheça mais sobre estas cidades e outros movimentos transformadores!
*Este artigo foi escrito pela equipe do Instituto Arayara, uma das ONGs cadastradas no projeto Serviços e Cidadania, do Instituto GRPCOM.
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Jeanine Berbel
Dissociamos corpo e mente, mantendo-os – a um mesmo tempo – em lugares diferentes. Enquanto o corpo repousa sobre a cadeira e o garfo adentra a boca, a mente se distancia, desloca-se para lugares diversos, tempos distantes, à frente ou atrás. Deglutimos elementos sólidos enquanto nos alimentando de ansiedade e de ilusões.
Não estamos presentes no presente: o agora raramente é o aqui, o aqui raramente é o agora. A atenção que nos manteria inteiros, conectando ser e estar num mesmo momento, num mesmo lugar, tira férias demais!
Tememos a morte morrendo um pouco a cada momento desatento.
O tempo passa ou passamos por ele? A vida passa ou passamos por ela?
Só o momento atento é vivido em sua plenitude: corpo, razão e emoção realmente juntos, num mesmo lugar. A atenção faz de nós uma unidade e nos mantêm coesos à realidade.
Quantas vezes, ao longo do dia, podemos dizer que estamos totalmente onde estamos, conscientes, plenos e realmente vivos?
*Este artigo foi escrito pela equipe multidisciplinar do blog londrinense Confraria do BEMestar.
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