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Terça-feira, 22/05/2012

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Giro Sustentável

Quem faz o blog
22/05/2012 às 17:16

Você tem ideia de quantos quilos de alimentos jogamos fora todo dia?

Pasme: 39 milhões de quilos/dia! Esse desperdício é suficiente para alimentar 19 milhões de pessoas.

Com o objetivo de minimizar os efeitos da fome, a partir do combate ao desperdício de alimentos e promovendo educação e cidadania, a ONG Banco de Alimentos foi criada.

Mas como isso acontece? Através de uma logística muito bem organizada, são recolhidas as sobras de comercialização, isto é, o que não foi vendido e está excelente para o consumo e teria o lixo como destino. Geralmente os doadores são micro, pequenos, médios e grandes empresários da área de alimentação que entendem que é muito melhor direcionar este alimento para seres humanos que jogá-los no lixo.

Os números de re-destinação dos alimentos impressionam:


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Hoje a ONG atua em São Paulo, mas se você gostou da ideia e quer ajudar, pode participar da campanha “9, você pode!”:

Com R$9, além de proporcionar 3 refeições ao dia para uma pessoa durante um mês, a equipe da ONG ensina comunidades carentes como manipular, armazenar e aproveitar integralmente os alimentos, tanto para que não haja sobras, como para fazer render todo seu valor nutricional, através de oficinas culinárias.

Sempre há uma forma de ajudar. Encontre aquela que melhor se enquadra no seu perfil e contribua para a construção de um mundo mais justo!

*Artigo escrito por Elaine Tezza, colaboradora do Instituto GRPCOM em Foz do Iguaçu.

**Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Siga o Instituto GRPCOM também no twitter: @institutogrpcom.

21/05/2012 às 12:14


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Fique sentado enquanto os engenheiros investigam como reduzir a emissão de gases poluentes, os ciclistas lutam por espaço nas ruas e as empresas procuram elevadores mais sustentáveis. Ou melhor, fique sentado à mesa e faça a sua parte para favorecer o equilíbrio do planeta de uma maneira bastante apetitosa.

Idealizado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à natureza, o movimento Gastronomia Responsável começou em Curitiba com a orientação dos chefs Celso Freire e Gabriela Carvalho e está se expandindo por todo país. A proposta é muito saborosa e incita os chefs de cozinha a criarem pratos com princípios que aliam alta gastronomia à conservação da natureza.

Um dos conceitos está em elaborar pratos de produtos regionais, a fim de valorizar a produção local e diminuir a emissão de CO2 - dióxido de carbono, proveniente do transporte. Além disso, faz uso racional dos recursos naturais ao estimular o sistema produtivo ambientalmente correto com ingredientes orgânicos.

Outro conceito trabalhado na Gastronomia Responsável é não utilizar espécies ameaçadas de extinção, isto é, aquelas com alto risco de desaparecimento na natureza em futuro próximo. Também orienta os chefs no cuidado de utilizar alimentos escassos, preferindo quando estiverem em época de produção. Para complementar, há a orientação de aproveitar integralmente os alimentos para evitar desperdícios, ou seja, utilizar na receita as partes não convencionais de ingredientes, tais como sementes, cascas, talos e folhas.


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E para concluir a cozinha sustentável e brindar ao equilíbrio do planeta, que tal usar copos de papel? É preocupante pensar que o mundo consome cerca de 100 milhões de toneladas de materiais plásticos por ano, sendo que 80% desse material ainda são descartados em aterros sanitários.

Por isso, uma ideia é aproveitar o Ecopo, cujo papel utilizado na fabricação é proveniente de madeiras de reflorestamento e produzido 100% de fibras virgens (veja na foto ao lado). Ou carregar sua própria caneca, como implantado na Universidade Federal do Paraná. Pela iniciativa da campanha Redução de Resíduos – ao invés de reciclar, reutilize, dirigida pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), a UFPR distribuiu canecas reutilizáveis aos alunos e funcionários nos Restaurantes Universitários (RU). O objetivo é eliminar o uso de copos descartáveis e conscientizar a comunidade acadêmica acerca da reutilização, além de contribuir com a diminuição de gastos.

Vale a pena fazer a sua parte, ainda mais quando o assunto dá água na boca!

*Artigo escrito por Andressa Molina, colaboradora do Núcleo Socioambiental do Instituto GRPCOM.

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18/05/2012 às 13:06


Arca de São Francisco

Arca de São Francisco /
O Centro de Ação Voluntária de Curitiba recebe constantemente ligações de pessoas perguntando sobre onde deixar cachorros abandonados. Alguns relatos são de cachorros recém-nascidos que são deixados nas portas das casas, ou de cachorros que vivem circulando na região.

Infelizmente não conhecemos na cidade nenhum trabalho que esteja disponível para recolher e atender cachorros abandonados. As ONGs que atuam com a finalidade de atender os animais estão superlotadas, dependendo muito de doações para alimentar e medicar os cachorros abrigados por elas.

Verificamos, ligando para o telefone 156 da Prefeitura de Curitiba, que não existe nenhum serviço público disponível para recolhimento ou cuidados dos animais, ficando a responsabilidade para todos nós cidadãos encontrarmos uma maneira de atender os animais.

Formas de ajudar existem:

• Ao invés de comprar animais, adote um que viva em alguma ONG com esta finalidade. Existem diversas feiras de adoção espalhadas pela cidade. No site www.acaovoluntaria.org.br temos também algumas organizações cadastradas.

• Se você tem animais, procure veterinários que dão suporte a estas ONGs. Em Curitiba, a Sociedade Protetora dos Animais tem uma clinica veterinária própria, onde a renda é revertida para manter a instituição.

• Seja voluntário ou faça doações para ONGs que atuam com proteção aos animais em Curitiba e Região Metropolitana.

• Participe ativamente dos movimentos organizados para proposições de politicas públicas acerca dos animais.

• Denuncie as pessoas que cometem maus tratos e abandono aos animais. A Lei N° 24.645, prevê pena para todo aquele que “abandonar animal doente, ferido, extenuado ou mutilado, bem como deixar de ministrar-lhe tudo que humanitariamente se lhe possa prover, inclusive assistência veterinária”.

Fazer a nossa parte é um ato de cidadania, articular-se para esta causa é uma ação voluntária transformadora!

*Artigo escrito pela equipe do CAV, instituição parceira do Instituto GRPCOM

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16/05/2012 às 17:18


www.facabonito.com.br

www.facabonito.com.br /
Estamos vivendo a semana do 18 de Maio, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes. Mobilizações, palestras, ações virtuais, cobertura jornalística. Tudo isso é necessário para que não esqueçamos desta data simbólica na luta pela proteção de meninas e meninos contra a violência sexual.

Esse dia marca a morte da menina Araceli Cabrera Sanches, então com oito anos, em 1973. Ela foi sequestrada, espancada, estuprada e morta por membros de uma família tradicional do Espírito Santo. Muita gente sabia quem eram os assassinos da menina, mas não tiveram coragem de denunciar. Então, uma das questões que marca esse acontecimento é o silêncio. O silencio é que garantiu que os criminosos ficassem impunes. E é contra esse silêncio que continuamos trabalhando.

Como a população pode ajudar no enfrentamento do abuso e da exploração sexual?
Denunciando! O Disque 100 e o 181 estão disponíveis e não é preciso se identificar. O Disque 100 é um serviço nacional de denúncia de violências contra crianças e adolescentes da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Qualquer pessoa, em qualquer localidade do país, pode acionar esse serviço e registrar sua denúncia que os atendentes, em seguida, vão encaminhar para os órgãos necessários, seja Conselho Tutelar, Polícia Civil ou outro organismo de proteção. Localmente, temos o 181.

E por que denunciar?
O abuso e a exploração sexual têm implicações seriíssimas no desenvolvimento de uma criança. É a denúncia o primeiro passo pra barrar essa situação de violência contra a menina ou menino. Se não há denúncia, ninguém fica sabendo, e se ninguém fica sabendo, aquela situação perdura... E a criança continua sendo violentada.

Há ainda uma segunda ótica sobre a importância da denuncia: ajudar o governo e a sociedade civil a atacar o problema por meio de políticas públicas. Mas isso só acontece se houver dados a serem coletados apontando a existência e incidência desse problema. Por meio dos serviços de denúncia é possível gerar os dados que podem ajudar a nortear o enfrentamento.

Qual o papel dos pais, professores e da comunidade em geral na proteção das meninas e meninos?
Educação e proteção. Quando a gente dialoga com a criança sobre o que é o abuso sexual, essa menina e esse menino compreendem uma situação de violência que, de repente, pode estar acontecendo com eles. Entendem também o quanto aquilo não é bom para eles. Essas crianças e adolescentes vão conseguir dizer não e inclusive vão saber que devem procurar, em alguma emergência, um adulto ou mesmo um organismo para denunciar o ocorrido.

Além disso, profissionais da saúde devem, por exemplo, notificar os casos de violência sexual. A subnotificação dificulta que as políticas públicas sejam aplicadas de forma eficaz. Já à comunidade cabe também a proteção dessas crianças no sentido de denunciar locais de exploração (bares, becos, postos de gasolina) e também os agentes que exploram, como aliciadores, clientes etc.

O Paraná tem um Plano!
O Plano Estadual de Enfrentamento às Violências Contra Crianças e Adolescentes é o documento que aponta diretrizes e ações para a proteção de meninas e meninos paranaenses. Ele deve ser executado por organismos governamentais e não governamentais e essas ações precisam ser monitoradas pela Comissão Estadual Interinstitucional de Enfrentamento às Violências Contra Crianças e Adolescentes. A população deve zelar e cobrar para que esse Plano seja executado.

*Artigo escrito por Ana Paula Braga Salamon, jornalista da Ciranda (Central de Notícias dos Direitos da Infância e Adolescência), ONG cadastrada no projeto Serviços e Cidadania, do Instituto GRPCOM.

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14/05/2012 às 17:33


Felipe Mayerle/Gazeta do Povo

Felipe Mayerle/Gazeta do Povo /
O Instituto Sagari divulgou no último mês de abril um estudo do sociólogo Júlio Jacobo Waiselfiz, sobre o homicídio de mulheres no Brasil. Os dados são preocupantes: 4,4 mulheres morrem em homicídios a cada 100 mil habitantes, o que deixa o Brasil no 7º lugar no ranking internacional neste aspecto.

Com 6,3 homicídios a cada 100 mil mulheres, o Paraná tem a terceira pior situação entre os estados brasileiros, perdendo apenas para Espírito Santo (com 9,4 casos/ 100 mil mulheres) e Alagoas (8,3/ 100 mil). É um índice de violência similar ao da Colômbia (6,2 / 100 mil) e pior do que países como Belize (4,6) e Cazaquistão (4,3). Entre as cidades mais perigosas, Piraquara (2ª no ranking nacional, com 24,4 homicídios a cada 100 mil mulheres), Araucária (22ª, com 13,4/100 mil) e Fazenda Rio Grande (32ª, com 12,2), todas na Região de Curitiba, são os destaques negativos mais preocupantes.

Considerado como epidemia o fenômeno da disseminação nacional da violência (os números brasileiros só pioram, ano após ano), o questionamento que fica é: a que se atribui esse cenário social tão chocante?

Muitos dos homicídios têm a ver com relações conjugais: em 27,1% dos assassinatos, o autor do crime é o próprio cônjuge da vítima e em outros 15,4% foi o ex-companheiro, ou o namorado / ex-namorado quem cometeu o crime. Apenas em 13,8% dos casos o crime é cometido por alguém totalmente desconhecido, isto é, fora do núcleo conjugal/familiar/profissional das vítimas. Isso explica porque a grande maioria dos casos de violência (68,8%) é registrada na própria residência das mulheres assassinadas.

Ao ver o comportamento do ser humano tipificado e quantificado desta maneira, percebe-se o nível de banalização da vida. Se por um lado as mulheres revolucionaram o mundo, conquistaram direito ao voto, ao trabalho, ao próprio existir e chegaram até à presidência da república, por outro elas se mantêm reféns de relações muito perigosas, dentro de suas próprias casas e, muitas vezes, na frente de seus filhos.

O que estamos fazendo das nossas relações afetivas? Quem são nossos homens e mulheres que vivenciam a violência e o medo e aceitam-na como algo naturalizado? Como estão e como crescerão os filhos desse fenômeno?

Não esqueça de que Paz Tem Voz: ligue para 180, reporte a violência contra a mulher e faça das denúncias o principal antídoto para esta triste epidemia.

*Artigo escrito por Eliane Schlichting, colaboradora do Instituto GRPCOM em Cascavel.

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11/05/2012 às 16:46


Jeanine Berbel

Jeanine Berbel /
Pode parecer fácil e não ser tão simples. Assumir-se, quando adulto, demanda coragem. Moldado por educação, cultura, cobranças, decepções, defesas... Falta ao adulto o que é inerente à criança. Aceder à porção natural e espontânea da infância, acomodando-a adequadamente em outra idade, pede não apenas desejo mas empenho da vontade. A consciência dos benefícios - um ponto de partida - isolada é insuficiente.

Inadvertidamente, sem perceber, o ser que “cresce” ergue máscaras que supostamente o protegem e fortificam; máscaras que parecem facilitar o enfrentamento dos fatos, a lida com as coisas da vida.

De disfarces a muros, estabelecem-se padrões de conduta, incorporam-se papéis, fixam-se características vendidas como verdadeiras. De tão exercitadas são compradas até mesmo pelo próprio criador, que incorpora o personagem, vivendo o palco em tempo integral.

Mas máscaras têm um peso. Com o passar do tempo, respirar fica difícil, falta ar interior. Viver o que se sente, dar vazão às necessidades internas passa a ser indispensável, vital. A autenticidade pede passagem, cobra espaço... E encontra barreiras. A essência apenas quer o que lhe é de direito: sair, aflorar, fluir um pouco mais. Defronta-se, contudo, com limites, muralhas auto-impostas.

É quando advém outra etapa. Começa o trabalho de subtrair, eliminar camadas de tinta, desvencilhar-se da camuflagem, da roupagem excessiva... no anseio de caminhar mais leve, mais solto.

É a maturidade que chega, como etapa evolutiva, querendo promover o encontro do adulto com sua criança, com sua natureza espontânea latente, guardada, adormecida.

Assim as partes do todo podem fazer as pazes, reconciliar-se. Ao associarem-se com mais verdade, as faces do ser criam possibilidades para uma convivência mais pacífica e harmoniosa entre qualidades e defeitos, potenciais e limitações, força e doçura: tudo o que o Ser quer ter!

*Este artigo foi escrito pela equipe multidisciplinar do blog londrinense Confraria do BEMestar.

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09/05/2012 às 15:10


Divulgação/SPVS

Divulgação/SPVS / Bom exemplo: José Orlando Crema, proprietário em Bocaiuva do Sul, já plantou mais de 30 mil araucárias.Bom exemplo: José Orlando Crema, proprietário em Bocaiuva do Sul, já plantou mais de 30 mil araucárias.
Na mesma semana em que a Câmara dos Deputados aprovava o Novo Código Florestal – e que o Brasil discutia as implicações disto na Rio+20 – o Estado do Paraná lançava o programa Bioclima. Na noite do último dia 24 de abril, durante o Encontro Internacional de Governos Subnacionais para Biodiversidade, o governador Beto Richa lançou oficialmente a iniciativa, que tem como objetivo contribuir para a preservação de áreas naturais de todo o Estado.

O programa inclui, entre outras medidas, um mecanismo de pagamento por serviços ambientais, criação de novas unidades de conservação, mapeamento periódico da vegetação nativa e da emissão de gases do efeito estufa e a definição de corredores ecológicos. Duas iniciativas do Bioclima já foram aprovadas na Assembleia Legislativa do Estado: a lei que institui o pagamento por serviços ambientais para produtores rurais que conservem a vegetação nativa e a lei que institui a Política Estadual de Mudanças Climáticas.

A legislação que permite transferir recursos a quem preserva foi buscar inspiração em projetos já existentes no Estado, que combinavam as forças da sociedade civil, empresariado e proprietários particulares de áreas naturais preservadas. No PR, por exemplo, a SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental) realiza, desde 2003, o Programa Desmatamento Evitado, de conservação de Florestas com Araucária, em parceria com grandes empresas do Estado e proprietários dessas regiões.

A expectativa é que o programa Bioclima possa ampliar as oportunidades para que mais proprietários de regiões preservadas tenham estímulos para manter a ampliar suas ações de conservação. "A ideia de estimular ações práticas de gente realmente comprometida com a preservação da biodiversidade deve ser um ideal do governo, sociedade civil organizada e empresários”, afirmou Clóvis Borges, diretor-executivo da SPVS.

*Este artigo foi escrito pela equipe da ONG Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS).

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09/05/2012 às 12:17


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O Instituto GRPCOM é uma entidade sem fins lucrativos, qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), com sede em Curitiba e presença em todo o Paraná. Atua como braço social do Grupo Paranaense de Comunicação nas áreas de educação, cultura, desenvolvimento humano e comunitário, além de promover disseminação de informações e orientações voltadas ao fortalecimento do terceiro setor.

O Giro Sustentável é uma forma a mais para disseminar um pouco do que o Instituto GRPCOM costuma acompanhar em termos de notícias relacionadas ao escopo da sustentabilidade - desde o conhecido tripé (social, econômico, ambiental) até outros aspectos, que envolvem a cultura, a espiritualidade e o comportamento humano.

O blog possui diversos colunistas - colaboradores do Instituto GRPCOM, além de empresas parceiras - e é um projeto gerenciado pelo Núcleo Socioambiental do Instituto. Atualmente, tem como editor-chefe o analista de responsabilidade social Rafael Finatti, que é formado em Ciências Econômicas (UFPR) e em Comunicação Social - Jornalismo (Universidade Positivo).


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07/05/2012 às 17:22


Reprodução / The Sun

Reprodução / The Sun / "Eu vou cortar meu cabelo e dar para as pobres meninas que não têm cabelo", dizia Keeley Thomas (5 anos)
Cada vez mais nos deparamos com atitudes solidárias realizadas por pessoas das quais não se espera muito (ou quase nada). Pessoas que na visão de alguns, pela dura realidade que enfrentam, teriam motivos para não olhar para o lado, não se preocupar com o próximo. Até mesmo crianças, que pela pouca idade espera-se que estejam preocupadas apenas com seus brinquedos, têm causado surpresa, alegria e encorajamento.

Afinal, o que faz uma menina de 5 anos, portadora da síndrome de down, doar seus cabelos para crianças com câncer? Ou o que levou um garoto de 6 anos a trabalhar e mobilizar inúmeras pessoas a fim de construir poços artesianos na África, num projeto que gera frutos positivos até hoje? E numa realidade um pouco mais próxima, o que faz com que uma senhora, catadora de papel, que mora na favela da Vila Torres, mobilize pessoas e divida o pouco que tem com os “pobres”?

Poderíamos apostar em diversas respostas, mas sem dúvida cada um deles tem plena consciência do potencial que tem. Deixaram de lado os limites impostos pela sociedade, pela divisão territorial ou pela “vida” e gastaram tempo com o que realmente vale a pena. Entenderam que para fazer a diferença não é necessário mais do que disposição e um coração solidário.

Cada um de nós tem condições de ajudar, nem que seja por alguns minutos. Parafraseando Blaise Pascal, “Ninguém é tão limitado que não tenha nada a oferecer; e ninguém é tão autossuficiente que não precise de ajuda.” Cabe a nós decidir permanecer indiferentes como a maioria, ou investir tempo para conhecer o outro, ouvi-lo e ajudá-lo nem que seja com um simples sorriso.


Ryan Well Foundation

Ryan Well Foundation / Com seu trabalho, Ryan já ajudou a construir mais de 630 poços artesianos, levando água potável e serviços de saneamento básico à população do continente<br />
Com seu trabalho, Ryan já ajudou a construir mais de 630 poços artesianos, levando água potável e serviços de saneamento básico à população do continente

*Artigo escrito por Carolina Amaral Menezes, colaboradora do departamento jurídico do GRPCOM.

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04/05/2012 às 14:58


www.cartunistas.com.br

www.cartunistas.com.br /

Quanto maior a cidade, piores são as dificuldades enfrentadas para nos locomovermos de carro. Atualmente, não é apenas nos horários de pico que temos problemas. É trânsito e muito congestionamento a qualquer hora do dia. São estacionamentos lotados, falta de vagas nas ruas, inclusive nas proximidades de órgãos e repartições públicas. Nestes casos, percebemos alguns exemplos da falta de planejamento e, até mesmo, visão ambiental dos burocratas de plantão.

Para renovar a carteira de motorista, por exemplo, é preciso ir ao Detran para agendar testes em clínicas conveniadas. Os testes são marcados em dias diferentes e pelo sistema do Detran não é possível escolher uma localidade próxima ao seu trabalho ou sua residência. Então, quem mora no Boqueirão precisa deslocar-se até Santa Felicidade para fazer os tais exames, gastando combustível, aumentando o trânsito e poluindo ainda mais o ar da nossa capital ecológica.

Outro caso em que a burocracia ultrapassa os limites do bom senso é para a aprovação de um projeto de construção. A ‘guia amarela’ pode ser retirada pela internet, mas para dar entrada e tramitar o projeto é preciso levá-lo a diversos setores da prefeitura, que ficam em diferentes pontos da cidade, além da necessidade de retornar diversas vezes a estes setores para correções pontuais, como substituição de letras, palavras, etc.

Em relação à vigilância sanitária, a burocracia continua. Você precisa pegar uma guia, dar entrada no processo em uma Rua da Cidadania e, após alguns dias, os fiscais irão na empresa, sempre de carro, para fazer a vistoria. Depois de um tempo, retornam com o laudo que contém as diversas adaptações sempre ‘necessárias’. Com tudo resolvido, dá-se a entrada novamente na solicitação, para em alguns dias os fiscais retornarem à empresa.

Para citar mais um, tem a liberação do Habite-se. Depois de concluída uma obra, você precisa dar entrada ao processo com os diversos documentos de conclusão e, para a liberação, a prefeitura envia suas equipes de fiscais de Meio Ambiente, Vigilância Sanitária, Setran, Urbanismo, etc. Considerando que não é liberado na primeira vez, são necessárias diversas visitas, com diversos carros, até a liberação final.

Todos esses processos, com um pouco de bom senso, poderiam ser limitados a uma visita. Precisamos urgentemente que o poder público situe-se no mundo real, da produção, do não desperdício, o mundo da sustentabilidade. A visão simplista que os governos usam para exigir uma infinidade de vistos, papéis e pareceres, sem considerar o custo para as empresas, para as pessoas, para o Brasil e para o meio ambiente prejudica ainda mais o já tão castigado mundo urbano.

*Artigo escrito por Ademar Batista Pereira, Presidente do Sinepe/PR, instituição parceira do Instituto GRPCOM.


Sinepe

Sinepe /

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O Sinepe/PR promove no dia 6 de maio, a III Mostra de Responsabilidade Social da Escola Particular. Na oportunidade, instituições de ensino particular associadas ao Sindicato, associações e ONGs vão mostrar seus trabalhos de responsabilidade social e ambiental. Confira aqui mais informações.

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