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Sexta-feira, 03/09/2010

Blogs > Giro Sustentável

Giro Sustentável

Quem faz o blog
03/09/2010 às 10:14

Em 7 de setembro de 1822, às margens do Rio Ipiranga, o Brasil deu o primeiro passo para a liberdade: se livrar do domínio português e obter sua autonomia política.

A Independência do Brasil é tão significativa para nós, que depois de 188 anos ainda comemoramos essa conquista com orgulho. Mas será mesmo que podemos dizer que somos um Estado independente? Um país capaz de tomar suas próprias decisões sem a interferência externa?

Quando Dom Pedro I deu o grito da independência, provavelmente não imaginava que o Brasil se tornaria o que é hoje: um país riquíssimo em belezas naturais e que detêm uma das biodiversidades mais completas e importantes do mundo! Temos que ter orgulho de todo esse patrimônio, mas também temos que nos preocupar com ele!

Existe, por exemplo, um movimento internacional que propõe a criação de uma área de controle internacional abrangendo toda a região amazônica. A justificativa é que haveria uma necessidade de preservar o patrimônio ecológico mundial e de substituir a tradicional concepção de soberania absoluta pela concepção de soberania compartilhada.

Para sabermos se estamos preparados ou não para sermos um país independente, precisamos antes refletir sobre outros pontos: o que os recursos naturais, a exemplo da Amazônia, significam para nós? Quanto eles valem? Qual nosso empenho na conservação desses recursos? Até que ponto temos condições de preservá-los, independentemente da interferência de organizações internacionais?

Se somos gigantes pela nossa própria natureza; e se o Brasil é belo, forte, impávido colosso; então precisamos vislumbrar, de fato, um futuro que espelhe essa grandeza e fazer com que, a cada aniversário da Independência, possamos renovar nosso raio vívido de amor e de esperança em nossa pátria amada.


Agenda Sustentável

Agenda Sustentável / "... terra adorada, entre outras mil, és tu, brasil...".

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02/09/2010 às 11:39

A Gazeta do Povo publicou ontem uma reportagem a respeito da utilização da bicicleta como meio de transporte pelas ruas do país. Ainda temos muito para evoluir para que o ciclista sinta-se seguro ao optar por utilizar a bicicleta no seu dia a dia.

Em Curitiba, assim como em outras grandes cidades do Brasil, o ciclista ainda não é visto com bons olhos. Não existem, por exemplo, ciclovias em diversos pontos da cidade – situação que acaba forçando o tráfego de bicicletas no meio dos veículos.

Por causa disso, e em tempos onde o respeito e a disciplina no trânsito estão cada vez mais raros, o receio é grande na hora de sair de casa de bicicleta. Deixar os filhos irem à escola pedalando, com riscos de sofrer um acidente que poderia trazer ferimentos graves, é tão preocupante quanto enviá-los para uma expedição na selva – talvez nem seja tão diferente...

O trânsito está cada dia mais caótico, as pessoas estão cada vez mais preocupadas em conseguir chegar rápido onde precisam; mas o problema é como chegar. O transporte público é ruim, superlotação e atrasos são comuns; melhor mesmo seria poder ir voando, evitar as ruas, sem ouvir buzinas e gritos dos motoristas apressados.

O movimento “Pedale por um Mundo Livre” lançado pela rádio Mundo Livre FM em parceria com a Bike Sul, abordou este tema e despertou interesse. Embora discreta, a campanha angariou mais defensores da causa, pessoas dispostas a ter mais qualidade de vida.

No site http://www.votolivre.org/ há uma proposta interessante para que a bicicleta se torne um meio de transporte regular. É a Lei da Mobilidade Sustentada Urbana, uma iniciativa popular que já tem 1931 adesões e pode ser votada pela internet. Conheça a lei e, se for a favor da ideia, participe! O vídeo abaixo foi criado com a intenção de incentivar a adesão ao movimento:

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01/09/2010 às 14:41


Arquivo Ler Pensar / IRPC

Arquivo Ler Pensar / IRPC / No projeto Ler e Pensar, do IRPC, até mesmo as aulas de educação física são espaços propícios à utilização do jornal.  No projeto Ler e Pensar, do IRPC, até mesmo as aulas de educação física são espaços propícios à utilização do jornal.

No dia do profissional de educação física, eis um belo exemplo de prática diferente para as aulas da disciplina: ler jornal.

Pode parecer estranho, mas uma iniciativa de um professor de uma escola municipal de São José dos Pinhais mostrou que a atividade não só pôde ser desenvolvida nas aulas de educação física sem substituir a prática esportiva, como serviu também para ajudar no desenvolvimento dos alunos. A Gazeta do Povo acabou, assim, sendo utilizada para combater a indisciplina e violência e promover o respeito entre colegas na prática de modalidades desportivas.

“Observei o interesse deles por temas e esportes da atualidade e quis mostrar que os esportes podem nos ensinar muito sobre convivência social, aproximando as modalidades do cotidiano dos alunos”, diz o professor Valdo de Souza Melo, da Escola Municipal Lírio Jacomel, que participa do projeto Ler e Pensar, do Instituto RPC.

O projeto de Valdo envolveu doze turmas da escola (do pré à 4ª série) ao longo do ano letivo de 2009 e abordou temas como regras dos esportes, comportamento esportivo, cuidados com a saúde e a alimentação. O professor levava para os alunos vários suportes de leitura diferentes – tanto jornais, quanto revistas e gibis. Inicialmente, começava a conversa despertando nos alunos o interesse pelos temas. A seguir, fazia a leitura e uma breve discussão, para então finalizar a aula com uma prática esportiva relacionada à leitura.

Valdo conta que os momentos de leitura e discussão eram dosados para não perder o interesse dos estudantes. “Os alunos gostavam de aplicar os conceitos aprendidos e curtiam muito todos os momentos da aula, da leitura e discussão à prática de exercícios”, lembra.

“Percebi uma grande melhora no comportamento dos alunos. Mais disciplinados, entrosados, com um conhecimento técnico sobre esportes e também sobre a prática deles”, revela o professor, ao contar os resultados do projeto. Segundo ele, houve ainda melhoria no desenvolvimento motor, interesse pela leitura e ganhos na socialização e entrosamento – mesmo entre os alunos de séries diferentes.

No final do projeto, em novembro de 2009, a escola promoveu um torneio. “Todos os estudantes se envolveram; ou praticando esportes ou torcendo pelos colegas”, conta Valdo. Para a realização do campeonato, vários professores da escola se envolveram, tamanho o interesse na atividade. A diretora da escola, Simone Clares de Oliveira, comemorou o resultado do projeto: “Foi surpreendente, porque envolveu não apenas estudantes, como também professores e pais, e mostrou todo o potencial de uso pedagógico, social e educacional do jornal”.

E você, conhece o potencial pedagógico do jornal? Envie sua experiência!

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31/08/2010 às 11:21

Este blog já publicou dois vídeos produzidos pela Free-Range Studios, dirigidos pela ativista ambiental norte-americana Annie Leonard: “A História das Coisas” (publicado em 20/07/2010) e “A História da Água Engarrafada” (post do dia 01/06/2010). Tratam-se de espécies de “vídeos-denúncia”, todos parte do projeto que leva o nome do primeiro filme, The Story of the Stuff Project.

Eis mais um: “A História do Cap and Trade”. Ou, como talvez nos seja mais familiar: a história dos créditos de carbono.

O assunto é um pouco mais complexo, mas igualmente importante: a questão dos créditos de carbono, os certificados emitidos para um agente que reduziu a sua emissão de gases do efeito estufa, e que é apontada como uma das boas soluções para o problema do aquecimento global desde o Protocolo de Kyoto, ratificado por 179 países (os EUA apenas assinaram, mas não têm intenção de ratificar).

O que Annie Leonard e sua equipe alertam no vídeo é que apenas na teoria a ideia do comércio de carbono pode ser considerada relativamente boa. Em tese, estariam sendo trocados os resultados efetivos da redução da emissão de gases por recursos que viessem a ajudar economias em desenvolvimento.

Na prática, entretanto, o que o vídeo apresenta é que nem as reduções podem ser corretamente auferidas (dificultando a mensuração de o quanto pagar por isso); nem os recursos “trocados” chegariam às economias em desenvolvimento, mas sim, ficariam retidos nas mãos dos grandes empresários e dos intermediadores desses créditos.

- Uma lógica não muito fácil de entender e que por isso mesmo demanda algum aprofundamento. Quem sabe possamos voltar a falar disso aqui neste blog? O que você acha? Comente e sugira temas para futuros posts relacionados à sustentabilidade e ao Terceiro Setor.

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30/08/2010 às 14:17

O próprio nome, segundo alguns psicólogos, é uma das palavras mais doces para cada pessoa. Ter um nome é o ponta-pé inicial para o exercício da cidadania. Com ele é possível adquirir a documentação que garante os direitos, aponta os deveres. Além disso, cada nome tem um significado e uma história.

O boneco do Projeto Ler e Pensar, da Gazeta do Povo, viajou mais de 1.200 km nas últimas semanas visitando os alunos de escolas que participam do projeto. Isso tudo para pedir que as crianças deem um nome a ele. Essa é configuração do Concurso Dê um nome ao mascote do Ler e Pensar, que premiará o aluno que criar o melhor nome, e também o professor orientador deste aluno.

O Concurso é uma novidade do Projeto Ler e Pensar 2010 e amplia as possibilidades de trabalho dos professores através de temas relacionados à cidadania. Criar um nome para uma mascote, por si só, pode não ser uma atividade das mais complexas e construtivas, mas as novidades não param por aí. Para que os alunos possam criar um nome, os professores precisam desenvolver uma prática pedagógica sobre cidadania.

Com esta reflexão, é possível discutir sobre a importância do nome para aquisição de documentos e exercício dos direitos e conhecimento dos deveres de cada cidadão. Os professores têm percebido, ainda, outra relação: a oportunidade de os alunos conhecerem o documento de identidade, certidão de nascimento, título de eleitor - entre outros - entendendo assim seus significados.

Ainda, ao ver o boneco sem nome, os alunos são orientados a prestar atenção às características físicas do personagem, para que possam batizá-lo adequadamente. Essa orientação conduz para o entendimento do significado de cada nome, bem como sua história - outra atividade relevante para ser realizada na escola.

Ter consciência de sua história pessoal, dos seus direitos e deveres é fundamento para inscrever o próprio nome nas placas e murais dos cidadãos atuantes, participativos e transformadores. Ser cidadão é construir um mundo diferente, com tudo que se tem nas mãos. Onde estará seu nome? O que você vai construir?


Everton Renaud

Everton Renaud / Crianças da Escola Municipal Gunther Urban, em Campo do Tenente (sudeste do PR) prestam atenção na apresentação do boneco ainda sem nome do Projeto Ler e Pensar, do Instituto RPC. Crianças da Escola Municipal Gunther Urban, em Campo do Tenente (sudeste do PR) prestam atenção na apresentação do boneco ainda sem nome do Projeto Ler e Pensar, do Instituto RPC.

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27/08/2010 às 12:10

A ação de ajudar o próximo não tem época nem lugar. Desde os primórdios da civilização, a capacidade de se colocar no lugar do outro e agir faz parte da natureza humana. Movido pela solidariedade, o voluntário não precisa de conhecimentos específicos para atuar, basta querer e se identificar com a tarefa de se doar.


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Seja na igreja, numa entidade assistencial, numa escola, numa campanha, seja doando seu talento e conhecimento ou um simples gesto de carinho, o voluntário transforma realidades, principalmente a sua.

Não existe dinheiro que pague o sorriso de uma criança, um olhar carinhoso de um idoso, um “muito obrigado” daquele que foi ajudado. Ao doar sua energia e sua generosidade, o voluntário responde a um impulso humano básico: o desejo de ajudar ao próximo, de colaborar, de compartilhar alegrias, de aliviar sofrimentos e de melhorar a qualidade da vida de alguém que esteja precisando.

A preocupação com o outro e a mobilização por causas de interesse social e comunitário estabelecem laços de solidariedade e confiança mútua que protegem a sociedade em tempos de crise, a torna mais unida e faz de cada um de nós um ser humano melhor.

Pelos benefícios que traz para o próprio voluntário, para as pessoas com quem o voluntário se relaciona, para a comunidade e a sociedade como um todo, é que o voluntariado merece ser valorizado, apoiado, divulgado e fortalecido. Muito mais que cidadania, ser voluntário é um exercício de compaixão e amor ao próximo!

Parabéns VOLUNTÁRIOS! Os frutos de seu ato de amor e generosidade demonstram o quanto vale a pena continuar esse trabalho.

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26/08/2010 às 10:14

Estamos vivendo um processo de declínio da taxa de natalidade e do aumento da expectativa de vida da população; ou seja, nascem cada vez menos crianças e os adultos vivem mais. Segundo uma projeção das Nações Unidas, em 2050 o Brasil terá aproximadamente 244 milhões de habitantes. Neste número estarão incluídos 49 milhões de jovens e 42,2 milhões de idosos.

Considerando estes dados, fica claro que políticas públicas para os idosos devem constar na pauta dos futuros (e atuais!) governantes, tendo igual importância daquelas voltadas aos jovens. Dilemas como o futuro da previdência social, da reforma do sistema público de saúde, do acesso ao lazer e ao mercado de trabalho são alguns exemplos do que deverá ser discutido.

Em paralelo a isso, empresas e organizações também devem refletir e encontrar soluções que promovam a inclusão destas pessoas em seu modelo de negócio, seja na condição de empregados, seja na de consumidores. Estimular ações que promovam o respeito e a dignidade das pessoas com mais de 60 anos é muito positivo, tanto por meio do voluntariado quanto pela recolocação profissional.

Para os jovens, fica a lição de casa: é necessário pensar o futuro daqueles que ajudaram a construir o passado. Já os mais velhos, precisarão se preocupar em ajudar os jovens neste desafio, compartilhando com eles aquilo que a maturidade tem de melhor: a experiência.

Clique aqui e confira dicas para viver mais e melhor.

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25/08/2010 às 09:41

Um dia você se deu conta de que precisaria muito de uma maquina de escrever. A necessidade era tanta que você comprou uma.

Os dias se passaram, muitos equipamentos novos surgiram no mercado e a maquina que era essencial na sua vida passou a ser obsoleta. Hoje, a utilidade dela é pegar pó dentro do seu “quartinho de entulhos”.

Mas será que essa máquina de escrever seria útil pra alguém? Provavelmente sim! Agora, o problema: como encontrar esse alguém?

- Simples, junte-se ao grupo Freecycle.

Criado em 2003, o Freecycle é uma forma de reciclar objetos ao invés de simplesmente jogá-los fora. Ou seja, para que antes de jogarmos coisas no lixo, possamos dar a oportunidade para outras pessoas usarem.

Não importa qual seja o objeto, o importante é a possibilidade de entregar e receber coisas gratuitamente. O resultado dessa prática é que, somando todas as listas de Freecycle espalhadas pelo mundo, evita-se que cerca de 500 mil toneladas de lixo sejam criadas diariamente!

Para entrar nesse grupo é preciso fazer um cadastro simples, que possibilitará o acesso à plataforma de trocas, onde é possível publicar doações de objetos ou solicitar algo. Todas as mensagens são lidas por um moderador, que faz a mediação da negociação.

Doações como esta exercitam nossa generosidade, reforçam laços comunitários e, de quebra, promovem a sustentabilidade e o reuso.

Abaixo, a reportagem exibida no programa Plug!, da RPCTV, no dia 14 de agosto. É uma matéria referente ao grupo de Freecycle de Curitiba. Vale a pena conferir:

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24/08/2010 às 10:10

Dados do Ministério do Trabalho apontam para uma estatística preocupante: aproximadamente 55% dos jovens com menos de 14 anos que trabalham não recebem qualquer tipo de remuneração. Isso caracteriza exploração do trabalho infantil. Na agricultura, esse cenário é bem comum: as crianças trabalham para ajudar os pais a complementar o orçamento familiar.

Mas o problema não se dá apenas no Brasil: o trabalho infantil acontece de forma espantosa em todo o mundo. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), existem mais de 250 milhões crianças trabalhando.

Sabe-se que as crianças não podem ter responsabilidades demais para sua idade, precisam aproveitar ao máximo as etapas dessa fase que servirá de base para toda uma vida. As crianças são o futuro da nação. Portanto, elas não podem desde tão pequenas trabalhar de forma que não vejam perspectivas de futuro.

Muitos foram os casos descobertos no Brasil de exploração também de adultos, com pessoas enganadas e que tiveram que trabalhar recebendo muito pouco. Sem qualquer direito trabalhista, muito menos carteira assinada, essas pessoas acabam nas mãos de exploradores que as iludem e as fazem pensar que o que estão fazendo é justo.


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Pensar que muitos precisam se submeter a trabalhar de forma desumana, nos faz pensar que alguma coisa esta errada – em pleno século XXI. Apesar de algumas melhoras, as questões sociais que retratam as mais diversas realidades do nosso país ainda são alarmantes, um olhar mais atento para os direitos sociais e a forma como as riquezas estão distribuídas de forma tão desigual são fatores que precisam de questionamentos.

Essa realidade que ainda absurdamente existe pode explicar em partes o porquê de tantas crianças precisarem trabalhar e de tantas famílias se submeterem a trabalhar por quase nada. Não é isso o que queremos; em um país com tantas riquezas, essas situações precisam deixar logo de existir.

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20/08/2010 às 10:52


Sérgio Rodrigo / Gazeta do Povo

Sérgio Rodrigo / Gazeta do Povo / Voluntárias da Pastoral em ação: 450 famílias assistidas por mês em Florestópolis, onde tudo começou<br />
Voluntárias da Pastoral em ação: 450 famílias assistidas por mês em Florestópolis, onde tudo começou

A questão não é relacionar com o período eleitoral, nem querer puxar a brasa para qualquer sardinha. O fato é que são as mulheres a maioria absoluta da força de trabalho voluntário e contribuem para transformar a nossa realidade social.

Porém, erra quem pensa que apenas as donas de casa cinquentonas se dedicam ao trabalho voluntário. Hoje, o jovem universitário que trabalha, estuda e, inconformado com problemas sociais decide doar-se para contribuir com uma mudança, é figura cada vez mais comum entre os voluntários.

As estatísticas mostram que, apesar de cada vez mais jovem, a grande maioria dos voluntários em Curitiba são mulheres. Os dados foram apurados no primeiro semestre de 2010, pelo Centro de Ação Voluntária (CAV) de Curitiba, entidade que há 12 anos promove o trabalho voluntário.

Contabilizando o número de pessoas que participaram de palestras informativas do CAV sobre o que é ser voluntário, de janeiro a junho de 2010, 78% dos 462 participantes eram mulheres. Outro dado relevante sobre a participação das mulheres em trabalhos voluntários foi colhido pelo CAV por meio de um cadastro eletrônico: ao procurarem vagas de trabalho voluntário no site do Centro de Ação Voluntária, das 1.155 pessoas que preencheram seu perfil, 79% eram mulheres.

O perfil também revela que as mulheres que procuram ser voluntárias têm uma agenda cheia: são pessoas que têm entre 18 e 29 anos, trabalham, fazem faculdade e conciliam essa agenda repleta de atividades com o compromisso de fazer o bem, gratuitamente.

“Hoje é possível associar o voluntariado a mulheres que estão buscando um espaço cada vez maior na sociedade. Percebemos que o engajamento ao trabalho voluntário vem de uma nova consciência social encampada por jovens. Se em décadas anteriores os jovens engajavam-se em causas políticas, hoje os universitários estão envolvidos com causas sociais”, afirma Thiago Baise, analista de projetos do Centro de Ação Voluntária.

Ponte
O Centro de Ação Voluntária faz a ponte entre quem quer ser voluntário e as instituições sociais ou grupos onde isso é possível, trabalhando os dois lados para que a ligação possa ser cada vez mais ampla e forte. Procurando o CAV é possível encontrar uma vaga de trabalho voluntário compatível com o seu talento – e o seu tempo. É possível ser voluntário aos finais de semana, sem sair de casa, em instituições sociais que cuidam de crianças, idosos, animais ou até mesmo com questões sociais – como o meio ambiente e geração de renda.

“Temos dois principais canais de busca por oportunidades de trabalho voluntário: a palestra informativa, que acontece de maneira presencial e com um calendário fixo, e as vagas de trabalho voluntário disponíveis em nosso site. Todos são bem-vindos e podem contribuir com a transformação de nossa sociedade”, finaliza Thiago.

Para quem quiser conhecer melhor o Centro de Ação Voluntária e quiser ser voluntário, vale procurar o CAV pelo telefone (41) 3322-8076 ou pelo site www.acaovoluntaria.org.br.

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