The Bridgemaker
Ser positivo gera efeito e mudançaSem dúvida, ser consciente da problemática é assunto de todos, mas não eliminaremos os acontecimentos ruins se não planejamos uma maneira mais construtiva de vida. A tendência é que cada indivíduo tente buscar a solução de sua maneira, ou seja, a luta pela sobrevivência e também para sair do panorama atual é vista do ângulo individual. Todos sozinhos e com pouco barulho.
A psicóloga, Daniela Malta, atua no âmbito social há 10 anos. Sua primeira experiência foi em ajuda humanitária, no Panamá, região da América Central. Na comunidade em que trabalhava, Daniela colaborou para que as pessoas permitissem suas potencialidades e autonomias, sendo capazes de liderar suas próprias vidas dentro da realidade de cada um e desta maneira zelar pelo entorno em que viviam de forma responsável. “Os participantes percebiam que podiam dar o melhor às pessoas nas relações, mesmo que fosse por alguns minutos”, comenta.
Hoje, a psicóloga trabalha no suporte de um projeto de educação social, em uma multinacional de Curitiba, e ressalta que o ensino pode libertar as pessoas a serem críticas ativas. “Pelos indicadores, podemos observar que, o projeto ajuda a criar o pensamento crítico dos jovens, principalmente no que diz respeito às suas escolhas, o engajamento e a participação na sua comunidade. Também em poder construir histórias diferentes do que as suas famílias apresentam”, enfatiza.
O altruísmo como estratégia de sobrevivência é conhecido há tempos. Na natureza, e também na sociedade, nem tudo se acaba por meio da lei do mais forte; a cooperação pode ser uma técnica de evolução para o futuro. O compartilhar ideias, divulgar e valorizar iniciativas, enfim, maximizar a cultura colaborativa entre os grupos sociais: casa, trabalho, escola e amigos.
Há alguns anos, quando queríamos aprender um idioma, nos inscrevíamos em uma escola especializada. Necessitávamos de uma declaração de imposto de renda, buscávamos uma consultoria de contabilidade. Hoje, as pessoas começam a trocar entre si esses serviços de forma altruísta. Iniciativas de recuperação de valores, de reinventar, acreditar, conhecer novas formas e ser positivo, geram efeito e mudança. “Podemos encontrar formas mais eficazes para enfrentar os conflitos da vida e na busca de soluções, sendo mais positivos. Influenciaremos diretamente na qualidade de vida, nas relações interpessoais, como família, amigos, etc., e na valorização das conquistas”, explica Daniela.
Surgem, cada vez menos timidamente, grupos de pessoas que querem, de uma forma espontânea, positiva e com responsabilidade, fomentar iniciativas sociais. A ONG Encontro com Deus desenvolve ações de solução preventiva a desestruturação de famílias. A subdiretora da organização, Luciana Santos, comenta que os 12 sócioeducadores buscaram a organização de forma voluntária. “Eles entendem a importância do trabalho desempenhado e que a sociedade sobreviverá melhor se pensarmos no bem-estar do outro”, afirma.
Nas organizações
A cultura colaborativa vem de mão dada com a cultura participativa e também é pregada no meio empresarial. As habilidades requeridas para os empregos atuais são a criatividade, o positivismo, a colaboração, o pensamento crítico e a resolução de problemas. De acordo com os executivos e experts de áreas estratégicas, saber e estar desenvolto nessas capacidades, seja entre colegas ou na criação de um projeto, é o que garante a oportunidade de trabalho.
*Artigo escrito pela equipe do ISAE/FGV, instituição parceira do Instituto GRPCOM.
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Divulgação
O garoto Aidan Dwyer, responsável por desenvolver o sistema de captação de energia mais eficienteÀ medida que a árvore se projeta para cima, suas ramificações aumentam seguindo a sequência de Fibonacci - de forma que a maior quantidade de folhas esteja exposta à maior quantidade de luz pela maior quantidade de tempo possível. E não é isto mesmo que os painéis solares buscam?
A partir dessa observação e posterior experimentação, Aidan chegou à conclusão de que o ângulo e organização dos galhos e folhas na “árvore” do captador de energia solar aumentam consideravelmente a sua eficiência. Podem chegar a mais de 150% de eficiência durante o inverno se comparado a painéis dispostos de forma achatada, como uma superfície. O projeto da árvore acaba se tornando muito menos suscetível à chuva, neve e sombra, entre outros, e a produtividade vai lá em cima!
Esse conceito é, de fato, tão importante que a Panasonic, durante a feira de design Milano Salone del Mobile 2013, trouxe o projeto “Energetic Energies”, uma tentativa de desenhar a cidade sustentável do futuro. Nesse projeto, o arquiteto japonês Akihisa Hirata apresenta, entre outros pontos, exatamente a ideia de captadores de energia solar em forma de árvore, com painéis sendo unidades independentes de movimentação autônoma e ajustável, de acordo com a incidência da luz natural. Dessa maneira, o consumo de energia é feito de forma racional não só em casas e escritórios, mas na cidade como um todo.
Parando para refletir um pouco, fica bem simples compreender que a natureza, com seus milhões de anos de tentativa e erro, possui um rígido sistema de eliminação de projetos falhos e promoção dos bem-sucedidos e mais adequados ao seu crivo. Isso é uma vantagem grande demais para que nós deixemos de tirar proveito.
A tendência é que observemos mais o que nos rodeia, com o objetivo de não apenas melhorarmos a nossa vida através dos “projetos bem-sucedidos”, mas também a fim de preservarmos os modelos originais dos quais tiramos e ainda devemos tirar as ideias de um futuro melhor.
*Artigo escrito por Pery Freitas, membro da Associação Mensa Brasil.
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Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

Voluntariado presencial
Este tipo de voluntariado é um dos mais comuns nos dias de hoje. Tudo porque o voluntário, já acordado pelo termo de adesão, precisa estar presente na instituição para realizar suas atividades voluntárias. Ainda assim, existem duas formas de voluntariado presencial: o contínuo, em que o voluntário cria vínculos com a instituição, conhece a realidade de perto e acompanha o desenvolvimento do grupo, como o quadro de um enfermo ao contar histórias, o nível de aprendizado das crianças a qual ensina, entre outros; e o pontual, em que os voluntários tem contato com a instituição, mas o tempo de sua prática voluntária reduzido. As ações mais comuns de trabalho voluntário pontual são mutirões de pintura, limpeza, plantio de grama ou qualquer outra ação específica e acordada previamente.
Voluntariado online ou à distância
Bastante comum, o voluntariado à distância ou on-line não exige a presença física na instituição. Desde que acordado previamente e também assegurado pelo termo, o trabalho feito de casa pode ser entregue através dos meios eletrônicos ou com uma rápida visita. No CAV são divulgadas vagas para profissionais de comunicação, contabilistas, assessorias administrativas, estatísticos, trabalhos manuais ou artesanatos, que contribuem para a instituição com uma parcela significativa, mesmo atuando em home office. Este é o meu caso com o CAV!
Programas Empresariais de Voluntariado
Esta forma de atuação é uma das que mais crescem atualmente. Apoiados pela empresa, os colaboradores mobilizam forças em prol do social. As empresas podem apoiar de diversas formas, estruturando o programa de voluntariado, divulgando as ações voluntárias, cedendo espaços para discussão das ações, apoiando na logística, capacitando os colaboradores para as ações ou até mesmo para o tema, como o Ciclo de Desenvolvimento: Voluntários Transformadores realizado pelo CAV.
Volunturismo
Pode parecer estranho, mas praticar voluntariado durante uma viagem de férias é mais comum do que se imagina. A prática busca desenvolver iniciativas simples, porém transformadoras, na cidade que escolheu passar alguns dias de folga. O volunturismo pode ser realizado de maneira espontânea, no entanto é ideal procurar uma instituição específica e se candidatar como voluntário. É possível contribuir para a cidade limpando uma de suas praias, visitando um hospital ou até participando de um bazar beneficente.
Voluntariado assistencialista
Não menos importante, o voluntariado assistencialista busca atender a demanda de uma urgência de social, como a arrecadação de alimentos, agasalhos, brinquedos, entre outros produtos. O material arrecadado pode ser entregue para uma instituição, comunidade ou até mesmo diretamente para os atendidos.
Voluntariado de desastres naturais
O que diferencia o voluntariado de desastres naturais para o voluntariado assistencialista é o seu banco de dados de interessados. O indivíduo se cadastra e fica em uma lista. No caso de um desastre natural, ele é comunicado pela Defesa Civil do seu Estado e capacitado para atuar nas mais variadas vertentes.
No Paraná, é possível se cadastrar através do site da Defesa Civil ou obter informações pelo telefone (41) 3210-2607.
Com todas essas alternativas, você pode encontrar a sua forma de ser voluntário!
Para te ajudar na sua jornada, o CAV conta com algumas atividades. Uma delas é a Palestra Informativa, gratuita, com duração de uma hora sobre o trabalho voluntário e suas diferentes formas de atuação. Outra ferramenta é o banco de vagas, que semelhante a um processo de seleção, o voluntário tem acesso ao sistema do CAV e se candidata a uma das vagas voluntárias disponíveis. Ao escolher a instituição, deverá atender aos requisitos da mesma, saber seus direitos e deveres e ser assegurado pelo Termo de Adesão de Voluntariado.
*Artigo escrito por Aline Vonsovicz, jornalista voluntária do CAV, instituição parceira do Instituto GRPCOM
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Renato Rizzaro
Papagaio moleiroA primeira experiência, feita em 2001, foi tão prazerosa que em 2011 ele repetiu a dose e viajou ao Pantanal para fazer o mesmo. Recentemente foi lançada a terceira edição da iniciativa e, desta vez, o cenário foi a Amazônia.
Para ser produzido, o material contou com o apoio da esposa de Renato, Gabriela Giovanka, que fez a revisão bibliográfica do conteúdo, do ornitólogo da Universidade de São Paulo (USP), Vítor Piacentini, que cuidou dos conceitos científicos, da empresa Souza Cruz e da ONG brasileira SPVS, que oferece apoio à reserva desde 2009 com o programa Desmatamento Evitado. E assim eles descobriram as dimensões reais da reserva: quase 58 hectares que reúnem sete cachoeiras, diversas nascentes e um sítio arqueológico. Com 237 espécies de aves identificadas até o momento, a Rio das Furnas é, desde 2002, a primeira Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) da região.
De acordo com Renato, a intenção no início do trabalho era apenas registrar as aves avistadas na Reserva Rio das Furnas. Com o tempo, ele percebeu que podia ampliar o olhar e compartilhar as imagens com interessados pelo tema, além de levar o conhecimento sobre os pássaros a crianças, por exemplo, para as quais costuma oferecer o material nas visitas às comunidades por onde passa.
*Artigo escrito pela equipe da ONG Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS).
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Juliano Rocha

Durante a tarde de uma segunda-feira quente e seca, típica de abril nordestino, quando acompanhei o trabalho do pessoal da Associação Barraca da Amizade (ONG que há 26 anos atende e acolhe crianças e adolescentes em situação de rua e desde 2009, a pedido das meninas e meninos, também desenvolve um trabalho de combate a exploração sexual) o movimento não era tão grande – duas prostitutas e três travestis se esgueiravam pelas poucas sombras oferecidas pelos muros altos de uma grande empresa, perto de uma rotatória, fugindo do calor. Carla e Luana descansavam em casa de uma noitada de diversão. Sem cafetinas a quem prestar contas, as duas podem fazer seu horário de trabalho. As que estavam na pista, eram abordadas pelos educadores da Barraca, que distribuem preservativos e gel lubrificante como forma de redução de danos e de aproximação.
“Hoje, além das mulheres e adolescentes, trabalhamos com 30 travestis aqui da área, levando insumos, marcando exames nos postos de saúde, oferecendo cursos profissionalizantes e atendendo a algumas demandas delas. Há pouco tempo nós conseguimos, após articulação com orgãos oficiais, a transferência de um médico que fazia piadas homofóbicas com as travestis de um posto de saúde da região. Esses resultados ajudam a fortalecer essa confiança no nosso trabalho” explica Paulinha, como a assistente é carinhosamente conhecida entre as travestis. Por confiarem em Paulinha, Carla e Luana abriram as portas de sua casa próxima à Arena e me receberam para falar sobre suas expectativas e medos com a chegada da Copa e também sobre um fenômeno que têm crescido com a aproximação do megaevento na cidade.
Leia mais em Agência Pública.
*Artigo escrito por Andrea Dip, jornalista da Agência Pública.
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Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Meu objetivo aqui não é discutir as mazelas do uso dos combustíveis fósseis, afinal os carros elétricos serão uma realidade mais cedo ou mais tarde, para tristeza de Gracie Foster. Mas vamos imaginar que todos os carros são elétricos, são lindos, baratos, movidos à energia solar e têm uma baita autonomia. Imaginou? O problema do trânsito estaria resolvido?
Provavelmente não, inclusive estará pior se o “barato” for mais barato do que é hoje em dia. O problema do trânsito é o carro. E não que eu não goste de carros, pelo contrário! Mas está ficando cada vez mais difícil manter o carinho pelo nosso amigo de quatro rodas.
A infraestrutura das cidades tem um limite para suportar veículos e, aqui no Paraná, a capital está cada vez mais perto de uma parada total. Curitiba tem 1 veículo para cada 1,63 habitante, a maior proporção do país, e a tendência é crescer. Espero que o futuro seja outro.
Porém a política do país não favorece muito um destino diferente para nossas ruas. Quando o governo federal dá incentivos fiscais para a venda de automóveis, isso impulsiona o movimento da economia, mas diminui o movimento do trânsito, com o aumento do número de veículos na rua.
A falta de equilíbrio nos incentivos para diferentes meios de transporte, hoje focados nos automóveis particulares, coloca uma pressão enorme nas prefeituras, que precisa fazer malabarismo para acomodar a crescente frota. E, pior, em boa parte dos casos o município não colhe diretamente o benefício da movimentação econômica gerada pela fabricação e venda dos automóveis, acaba ficando apenas com o ônus.
As alternativas de transportes, como a bicicleta, motos e a boa e velha caminhada, sofrem do mesmo problema: falta de segurança. Para as bicicletas e motos, o problema é semelhante, falta de respeito e cuidado dos motoristas de carros. Para quem caminha, os perigos são variados, pois além de ter que se cuidar para não acabar embaixo de um carro, os pedestres têm também que cuidar com assaltos, roubos e outros crimes piores.
A solução seria o transporte público, mas o sobrecarregado sistema público tem que passar por mudanças. Para quem pode andar de carro, ficar preso no trânsito dentro do seu próprio veículo é bem mais atraente do que ficar em pé e apertado em um coletivo.
É um problema complexo, mas possível de resolver. Enquanto o modelo de mobilidade que fez Curitiba famosa internacionalmente foi colocado em grilhões para atender aos carros, o resto do mundo deu seus jeitos e novas propostas podem ser vistas. Mas depende dos governos darem mais atenção para equilibrar os investimentos em transporte, pois o problema por si só não vai se resolver tão cedo. E se deixarmos para que se resolva sozinho, é capaz que o carro só deixe de ser usado quando todas as ruas estiverem cobertas de veículos, que não tem mais como sair do lugar por não haver espaço para mais carro algum.
*Artigo escrito por André F. Bongestabs, articulador no SESI-PR, parceiro do Instituto GRPCOM
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Divulgação

É preciso ser proativo, como o fabulativo beija-flor em contraponto ao egocêntrico elefante. Era verão e o fogo crepitava feroz na floresta. O obeso elefante fugiu para o grande rio que permeava a floresta, e os outros animais se puseram a debelar o incêndio. O beija-flor apanhava uma minúscula porção de água e a arremessava sobre as chamas, enquanto o elefante, com sua tromba avantajada, refestelava-se na segurança do rio. O elefante, ao observar o colaborativo beija-flor em suas idas e vindas, perguntou:
- Meu pequeno pássaro, que fazes? Não vês que de nada serve a tua ajuda?
- Sim, respondeu o beija-flor; mas o importante para mim é que estou fazendo a minha parte!
Via de regra, o jovem é generoso, mas lhe faltam iniciativa e uma maior consciência social. Numa pesquisa que realizamos com 1,9 mil alunos de três escolas de Curitiba, constatamos que apenas 8% dos jovens participam de ações comunitárias.
No entanto, 71% gostariam de participar, mas não sabem como. Assim, estamos muito aquém dos países da Europa e da América do Norte, onde a inserção dos jovens em projetos comunitários é relevante: de 40% a 62%. Sem falar que ter sido um ator social é relevante em um currículo. Muitas empresas entendem que esse candidato é colaborativo, mantém bons relacionamentos, sabe se doar e desenvolve mais rapidamente a liderança.
Na verdade, o planeta será salvo não apenas pelos governos, ONGs ou pela nossa comiseração, mas pelas ações concretas de cada um de nós. Não basta condoer-se com o desmatamento da floresta amazônica, com a morte dos ursos polares, com a extinção do mico-leão-dourado ou do minhocuçu.
A falta de proatividade se desvela naquilo que está cotidianamente ao alcance de todos: o índice de separação de lixo está estacionado há anos, apesar de todas as campanhas da mídia e das escolas. Em contrapartida, cresce em 6,8% a produção anual de resíduos atingindo em 2010 a cifra de 71 bilhões de toneladas, que corresponde a 376 kg/ano por brasileiro (de mamando a caducando). Se esse número é menor no meio rural, triplica nas cidades maiores.
Não estamos desenvolvendo a cultura do consumo responsável. Sim, embalagens e sacolas que envolvem os produtos adquiridos, além de elevar o custo, têm como destino o aterro sanitário, lixões a céu aberto, mananciais e rios. A maioria das famílias em datas festivas, como aniversário ou dia da criança, passam horas no shopping e voltam carregadas de sacolas. Conheço pais que não oferecem presentes. Em troca dedicam uma tarde ou um dia inteiramente ao filho. São horas de muita interação: brincar num parque; jogar bola; subir em árvores; pedalar; nadar; andar a cavalo; empinar pipa; correr de rolimã; dar banho no cãozinho; ler e contar histórias; cantar e ouvir música; assoviar; assistir a um filme; cozinhar; lavar os pratos e talheres; dialogar sobre os amigos e a escola. E não menos importante: pai e/ou mãe manifestam num belo cartão seu afeto e as principais qualidades e virtudes do filho, para o seu autoconhecimento.
Considere o melhor troféu ─ ou um butim de guerra ─ seu filho chegando em casa, com a roupa suada, suja ou molhada por uma chuva de verão. Um pouco de vitamina S (S de sujeira) fortalece o sistema imunológico infantil. Ademais, as atividades ao ar livre, nos horários recomendados, fazem com que os saudáveis raios solares fortaleçam os ossos e são excelentes como terapia para a mente.
>> Artigo escrito por Jacir J. Venturi - diretor de escola e mentor do Amo Curitiba – Ações Voluntárias do Sinepe/PR (Sindicato das Escolas Particulares do Paraná), instituição parceira do Instituto GRPCOM.
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Gazeta do Povo

Em 2000, uma alteração constitucional elevou a moradia à qualidade de direito constitucionalmente assegurado, ampliando o rol dos direitos sociais, a partir da Emenda Constitucional n. 26.
A avaliação das condições do direito à moradia no cenário urbano brasileiro implica a compreensão da ocupação e crescimento das cidades, que ocorreu de maneira desordenada na grande maioria das cidades brasileiras, afetando, em maior ou menor grau, o meio ambiente.
Deste modo, ressalta-se que das legislações que orientam o tema meio ambiente, foi só a partir da Constituição Federal de 1988 que este ganhou a qualidade de bem jurídico ou valor constitucionalmente tutelado.
O artigo 225 da Carta Magna afirma que o meio ambiente ecologicamente equilibrado é bem de uso comum do povo, isto é, pertencente à coletividade e impõe a esta, juntamente com o Poder Público, o dever de defender e preservar o meio ambiente para as atuais e futuras gerações.
Assim como o direito à moradia, o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado não é absoluto. Objetiva-se, assim, harmonizar a defesa do meio ambiente com o desenvolvimento econômico e com a justiça social, tendo como maiores finalidades a promoção do desenvolvimento sustentável e a efetivação do princípio da dignidade da pessoa humana.
Há, portanto, uma colisão permanente entre os direitos fundamentais à moradia e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, que tem sido objeto de apreciação de nossos órgãos julgadores.
Ocorre que há entendimentos diversos, em que alguns casos se privilegiam o direito difuso ao meio ambiente e em outros o direito individual de ter uma moradia digna.
Nos casos em que o Judiciário se posiciona favorável à permanência da moradia (cita-se, como exemplo, TJSC, Apelação Cível n. 2010.029244-6, da Capital, Rel. Des. Substituto Ricardo Roesler, decisão de 22/6/11; TRF4, Agravo de Instrumento n. 0006843-46.2011.404.0000/RS, Rel. Des. Fed. Fernando Quadros da Silva, in DJe de 30/9/11; e STJ, Habeas Corpus n. 124.820/DF, Rel. Min. Celso Limongi - Desembargador Convocado do TJ/SP -, in DJe de 22/8/12), é utilizado o argumento de que a ocupação na área é antiga e a existência da moradia, por si só, não oferece risco de degradação ambiental.
Naqueles outros em que a tutela ao meio ambiente teve mais força na hora de decidir (por exemplo nestes casos, TJSC, Apelação Cível n. 2008.067060-5, da Capital, rel. Des. Pedro Manoel Abreu, decisão de 18/03/2010; TRF4, AC n. 0001715-20.2004.404.7201, Rel. Des. Fed. Maria Lúcia Luz Leiria, in D.E. de 15/04/2011), são adotados os seguintes fundamentos: [a] prevalência dos interesses da coletividade em detrimento ao individual; [b] o princípio da igualdade, visto que todos têm que respeitar a lei na defesa do meio ambiente; [c] a mera probabilidade de dano ao meio ambiente é suficiente para ensejar a demolição da construção.
Conclui-se que a solução é variável, de acordo com o caso concreto. Analisar a questão apenas sob o prisma do direito ao meio ambiente é adotar um posicionamento muito extremista, que ignora as necessidades sociais e função socioambiental da propriedade.
A preocupação ambiental é, sem sombra de dúvida, necessária e urgente. No entanto, é imperiosa a consideração do direito à moradia, sob pena de se emprestar solução jurídica incorreta quanto à interpretação sistemática do direito e à força normativa da Constituição Federal.
*Artigo escrito por Gabriella Averbeck, advogada do Buzaglo Dantas Advogados, escritório que é parceiro voluntário do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.
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Daniel Derevecki/Gazeta do Povo

Mas, não é por isso que deixamos de observar os fatos durante as viagens pela cidade. Enquanto esperamos, é inevitável ficar alheio às situações que estão ocorrendo ao nosso redor, e olha que são muitas.
Em um dia desses estava no ônibus e me deparei com uma cena que me fez realmente parar e refletir. É visível que alguns motoristas e cobradores se recusam parar o ônibus para o passageiro usar o elevador que está instalado em alguns dos veículos e, assim, auxiliar a entrada de pessoas portadoras de deficiência. Esses são casos isolados, pois também já presenciei situações em que tanto o motorista quanto o cobrador foram muito atentos e prestativos com esse procedimento.
Entretanto, o que me chamou mais a atenção foi outra situação diferente. Uma mulher tentava insistentemente entrar com o carrinho de bebê, mas não conseguia, pois é pesado e impossível de carregar sozinha. Um moço ofereceu ajuda, e ela aceitou no mesmo momento. Alguns minutos depois, outro rapaz levantou a questão ao motorista: Por que vocês não usam o elevador para ajudar a mulher a colocar o carrinho para dentro do ônibus? O motorista, bem ríspido, respondeu: Uma vez o cobrador foi ajudar a moça e o carrinho caiu no chão com o bebê, a mãe o processou pelo que havia acontecido e, por isso, não ajudamos mais. Surgiu, naquele momento, uma discussão entre o passageiro e o motorista que não acabava mais.
Outro dia também, estava na estação tubo central e, lá de longe, ouço uma gritaria imensa, quase não dava para entender o que estava acontecendo. Só dava para enumerar a quantidade de agressões verbais que ecoava pelo corredor. Passageira e cobrador trocando ofensas por um simples intervalo de tempo. Fim do expediente do cobrador, então ele travou a catraca bem no momento que chegou a vez de a mulher entrar no tubo, foi aí que começou a discussão que durou uns 5 minutos, até a mulher dar um chute - sim, um chute, na porta de saída do tubo. Ela, sem pagar a passagem, embarcou no próximo ônibus defendendo suas razões e insultando quem estivesse por perto e ousasse discordar dela.
Problemas com o transporte público são frequentes. Por todos os lados têm pessoas reclamando, incomodando e se incomodando. É visto que quando dependemos deles, nada funciona direito; o ônibus demora a chegar, a passagem é muito cara, o ponto não tem cobertura, o motorista fecha a porta sem querer quando vamos entrar e nunca tem um lugarzinho para sentar. No entanto, é bom percebermos o quanto ele é importante no nosso dia a dia e que, muitas vezes, funciona melhor do que o próprio táxi.
Respeitar o próximo é o primeiro passo para tudo dar certo, então vamos colaborar e saber os momentos de manter a calma, mesmo que chegue a sua vez de entrar no tubo e você tenha que esperar mais um minuto. Além de benefício próprio, também é uma forma de praticar e dar o bom exemplo.
E você, tem alguma história para contar?
*Artigo escrito por Juliane Gambogi, colaboradora do Instituto GRPCOM.
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Além dos números expressivos, o setor deve comemorar o crescimento em outros âmbitos que não só o comercial – líder do setor com 45% - como industrial, fabril, esportivo, bancário, hoteleiro, varejista e hospitalar. Além disso, foi constatado que o crescimento do setor está diretamente relacionado com a maior capacitação e conhecimento dos profissionais, já os estados com maior participação no programa de capacitação do GBC Brasil apresentaram maior crescimento como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Distrito Federal e Fortaleza. A abertura de novas turmas no Rio de Janeiro, por exemplo, mostra que a demanda por essas capacitações está aumentando, assim como a reputação dos cursos está cada vez mais positiva – há 95% de aprovação.
Os benefícios são incontáveis. A construção civil é responsável pelo consumo de 21% de toda a água tratada do planeta, enquanto empreendimentos que conquistam a certificação LEED reduzem o consumo de água em até 50%. A adoção de medidas como torneiras inteligentes, descargas de duplo acionamento, reaproveitamento da água da chuva entre outras, reduzem drasticamente o consumo de água e, consequentemente, o custo operacional. A certificação também proporciona benefícios como redução de 30% no consumo de energia e de 80% dos resíduos sólidos; valorização de 10% a 20% no preço de revenda e redução média de 9% no custo de operação do empreendimento durante toda a sua vida útil. A expectativa é que até o final de 2013 sejam 900 empreendimentos registrados e 120 certificados.
E para estimular a disseminação de conhecimento e das melhores práticas do setor, ferramentas virtuais estão colaborando com a troca de informações sobre sustentabilidade. O Diretório dos Membros, por exemplo, do GBC Brasil, disponibiliza para consulta uma listagem com descritivos e contatos das empresas membro comprometidas com a sustentabilidade. Dessa forma, interessados em aplicar medidas sustentáveis em empreendimentos – novos ou existentes – podem encontrar facilmente incorporadoras, construtoras, prestadores de serviço, imobiliárias, escritórios de engenharia e arquitetura, por exemplo, que tenham essa preocupação e que possam efetivamente implantar práticas sustentáveis nos projetos. A sustentabilidade está cada vez mais acessível e viável, o que contribui para o desenvolvimento brasileiro da construção civil. Ainda há muito espaço para crescer e a educação é o melhor caminho.
>> Artigo escrito pela equipe do Green Building Council Brasil.
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