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Giro Sustentável

Quem faz o blog
27/07/2012 às 15:27


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Divulgação / Vestidos de noiva da estilista Rosi Ileska, que foram feitas com fibras naturais, sementes e latinhas de refrigeranteVestidos de noiva da estilista Rosi Ileska, que foram feitas com fibras naturais, sementes e latinhas de refrigerante
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Quorum Brasil para o Guia Exame de Sustentabilidade mostrou que 74% dos entrevistados consideram-se consumidores preocupados com questões ambientais e 59% afirmam que produtos com apelo ecológico influenciam sua decisão de compra. A busca dos consumidores por produtos sustentáveis e todo o debate acerca da temática fez saltar os olhos dos empresários e já é possível vê-la disseminada, inclusive, no comércio.

A preocupação não é apenas de quem vende. Os consumidores têm demonstrado maior interesse com questões ambientais. Bem poderia, afinal nunca o tema foi tão debatido na sociedade - tanto na esfera midiática quanto na governamental. “Já existem diversos estudos, feitos por entidades de pesquisa, apontando para um maior envolvimento do consumidor com a palavra sustentável, na busca por atitudes, produtos e serviços que possam responder por esse novo valor que a sociedade vem buscando”, ressalta a Coordenadora do Programa de Consumo Sustentável da FGV, Luciana Stocco Betiol.

Desde vestido de noivas até joias já levam a palavra sustentável em seu título. Os acessórios da designer Lia Terni, por exemplo, utilizam o ouro ecológico, extraído sem o uso de mercúrio ou cianeto em pequena escala, em 55 países da África, Ásia e América do Sul. Em alguns desses lugares de extração, como na selva colombiana de Choco, não se aceita o uso de mão de obra infantil e os trabalhadores recebem 15% a mais do valor oficial do mercado.

Mas os consumidores “verdes” precisam estar atentos às empresas que apenas enxergam a sustentabilidade como moda ou estratégica de marketing. “Algumas empresas ainda acreditam que esta temática é uma moda - portanto, passageira - e tem trabalhado mais a palavra do que a prática, o chamado 'greenwashing'”, ressalta Luciana.

*Artigo escrito pela equipe do ISAE/FGV, instituição parceira do Instituto GRPCOM.

**Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Siga o Instituto GRPCOM também no twitter: @institutogrpcom

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