Terça-feira, 09/02/2010

Hoje, 4 de fevereiro, faz 12 anos que Paulo Francis se foi. Só fui conhecê-lo algum tempo depois, acho que em 2000, e me tornei um viciado em Francis. Li tudo que encontrei dele, especialmente no último ano de faculdade, quando me dedicava à monografia de conclusão de curso, sobre ele.
Na semana passada, graças à bondade do Camargo, um dos chefes de redação e colunista aqui do jornal, fui presenteado com o documentário "Caro Francis", de Nelson Hoineff. O filme logo deve chegar aos cinemas. É engraçado esse sentimento, de saudades de um cara que só conheci depois que ele já havia morrido.
Como diz o Lucas Mendes, Lula e Obama não sabem do que escaparam. Acho que como todo mundo, tenho vontade de saber suas opiniões sobre os acontecimentos de hoje.
Este site reúne vários artigos dele. No Youtube é possível encontrar um especial da GNT, além dos erros de gravações, geniais. Seu melhor livro é O Afeto que se Encerra.
O primeiro parágrafo:
"Este livro não é uma autobiografia. Contém passagens autobiográficas. Não é o estudo, ou reminiscência, de um período histórico. É memória seletiva. E se toco minha trombeta, verão que nem sempre os sons são harmônicos. Fi-lo porque qui-lo. Esta, de resto, é a gênese honesta de qualquer obra literária. Somos todos narcisistas. A diferença é de grau e entendimento da nossa condição. E, claro, dos usos que fazemos de nós mesmos."
Faz uma falta danada.
Nossa! Gabriel, o Pensador!!! esse sim revolucionou o pensamento brasilei.. *cough* engasguei.
Philippe | 07/02/2009 | 23:59Também conheci Francis há pouco tempo. E as principais impressões que tenho dele é, principalmente, de O Afeto que se Encerra, que li ha um ano. Gostaria mto de ver o documentário. Um abraço.
Carlos | 06/02/2009 | 11:21Chamar quem traz algum conteúdo à discussão de "sabe tudo" é o último refúgio - covarde - dos medíocres de pensamento. A conivência está na contínua popularidade desses políticos. Já o que você descreveu é a estupidez de reelegê-los. E isso não é uma exclusividade nordestina - basta olhar para nosso Palácio do Iguaçu.Nesse ponto, só o que nos difere do pessoal lá de cima são nossos laços menos estreitos com o Coronelismo.Mas como eles, ainda aplaudimos estupida e cegamente o varguismo e lulismo.
Dúvida | 05/02/2009 | 17:00Conivência??! O que é eleger senão acreditar nas promessas, escolher o candidato, elegê-lo e depois ser enganado?????
Sabe Tudo!!! | 05/02/2009 | 16:57Nossa, Carlos sabe de tudo!!! Ah, como eu queria ser como ele!!! Uma pessoa, uma fortaleza, onde apenas sua opinião é a que vale... Pra quê ter o direito de se expressar né?!
Carlos | 05/02/2009 | 10:42Realmente, o principal é que o mundo está mais chato sem o Francis. Ficamos a mercê de seres que deixam a razão e o bom senso de lado. Tem gente que até fica citando Legião e Gabriel Pensador(?!) como se fossem referências em termos de política, economia ou mesmo estética. Por favor, podemos ser menos superficias que isso. O que essa gente não tem o bom senso de perceber é que a ácida ironia de Francis contra os nordestinos era em relação à sua conivência com os políticos que sempre elegeram.
blz | 05/02/2009 | 09:03Favor ouvir, refletir e postar uma redação sobre a música cantada por Gabriel, o Pensador, que recebe o título de "Lavagem Cerebral", centrada na frase: "Não seja um imbecil, não seja um Paulo Francis, não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante..."
tiago recchia | 04/02/2009 | 12:54grande figura, breno! conheci francis na redação da folha de s. Paulo, em 88; eu havia acabado de sair das fraldas; ele tinha aversão a guri de calças curtas opinando, mesmo assim admitia um ou outro nas rodinhas que se formavam em torno dele; os mais jovens que tentavam um comentário, invariavelmente saiam espinafrados da roda; era hiperbólico e divertido - e certeiro; eu não perdia um artigo seu ilustrado pela mariza; apesar da aparente sisudez, era extremamente cordial.
José de Souza | 04/02/2009 | 11:46Aquele racista não esta me fazendo falta.
Péricles | 04/02/2009 | 11:24Por favor poste a estréia do filme e obrigado.
Luiz Claudio Oliveira | 04/02/2009 | 11:20O Francis era um guia. Não que ele fosse um Messias, um líder religioso ou político. Ao contrário desses, era guia porque nos fazia pensar. Era impossível lê-lo sem ter de refletir. Não concordava nem com a metade de suas afirmações, mas não podia perder suas reflexões e, principalmente suas indicações e referências, essenciais para qualquer atividade intelectual - aí o porquê dele ser um guia. Gostava de lê-lo, não de vê-lo. Achava-o ridículo na TV. Não era ele, mas um personagem, falso.
Diego | 04/02/2009 | 11:06Nada como o especial da GNT sobre o Francis para dar um up no dia. abs
Doralice Araújo | 04/02/2009 | 10:17Muita gente, Breno, sente saudades do Paulo Francis. Ele mantinha uma análise incisiva e objetivamente centrada, além de revelar uma agudeza inigualável quando examinava um fato ou tendência cultural; suas aparições na tevê eram esperadas com curiosa atenção. Um abraço; ótima quarta para você.
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