Recentemente eu ministrei duas palestras que me fizeram pensar sobre uma questão muito importante em relação à inclusão da pessoa com deficiência: até que ponto é saudável para a pessoa e para a família desejar que a deficiência suma?

Esse assunto foi de grande destaque durante um bate-papo que eu tive com profissionais do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito) e depois durante uma palestra que ministrei em Campo Grande – MS, em um encontro do Sesi para discutir a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
O pessoal do Crefito me contou muitas histórias sobre como as famílias têm expectativas diferentes em relação ao atendimento oferecido por eles. A variação é muito grande e em cada casa a história muda completamente. Não é por menos, afinal, quando se trata de inclusão, a esperança não é formada por uma simples ideia. É o resultado de absolutamente tudo o que você acredita, ou não acredita e sonhou, ou não sonhou, em relação a trajetória de vida da pessoa que está sendo atendida. O único ponto em comum que encontramos em qualquer família é o fato da deficiência não ser muito bem-vinda.
Com os profissionais do Crefito 8, em CuritibaUma das histórias compartilhadas foi a de uma paciente de hidroterapia (em uma interpretação grosseira, é fisioterapia na água), que não conseguia realizar um determinado movimento. Depois de muito trabalho, ela conseguiu fazer o tal movimento e o atendimento caminhou para uma outra direção. Quando a mãe dessa menina viu a filha fazendo isso pela primeira vez, ficou muito feliz e foi em direção à água da piscina. Chegando à beira, colocou a mão na água e repetiu algumas vezes “essa água é milagrosa, gente”.
O que me fez pensar não foi a alegria da mãe em ver a filha progredir. Isso é fantástico, claro. Mas mais uma vez ouvi um caso em que a palavra “milagre” tem destaque no sentimento de quem espera por um resultado. Na minha opinião essa postura é um pouco deslocada, porque reforça a crença que temos de que a deficiência é uma doença e precisa ser eliminada da pessoa e deixa de lado todo o esforço feito por quem suou diariamente para que aquilo fosse conquistado.
Há um segundo caso que eu gosto muito de compartilhar. Tenho uma amiga que é mãe de um garoto de 16 anos com Síndrome de Williams e um dia ela comentou comigo como vê hoje as possibilidades educacionais dele. O rapaz estudou a vida toda em um colégio regular, viveu a inclusão dele dessa forma e agora está na idade de passar pelo Ensino Médio. A minha amiga conhece profundamente as limitações e possibilidades do filho e me contou que percebia que o Ensino Médio convencional não é compatível com a situação dele, então, a partir de agora, ele terá contato com outra metodologia de ensino.

Eu nasci prematuro de seis meses, nunca andei e meus pais nunca cobraram isso de mim. O trabalho que fizemos em conjunto com muitos profissionais foi de progressão diária e conforme avançávamos, novas metas eram traçadas e sem a necessidade de alcançarmos a marcha sem apoios e com 100% de equilíbrio, por exemplo.
Por fim, essa semana soube da história de Jacob Barnett, um menino americano e autista que aos 14 anos está fazendo mestrado em física quântica e é apontado por alguns especialistas como o próximo vencedor do Nobel de Física. Quando li a matéria sobre Jacob, não me atentei às características do autismo, mas fui direto aos comentários que os leitores fizeram (e foram muitos).
A maioria cogitou a possibilidade do físico ter nascido no Brasil e teceu impressões do tipo “Aqui no Brasil seria diferente. Seria assim, ou seria assado...”. Eu achei isso interessante, porque ninguém falou em superação. Algumas pessoas questionaram a precisão do diagnóstico e de alguns depoimentos da mãe, que parecem contraditórios, mas ninguém disse que ele superou o autismo.
Juntando as histórias todas, eu penso mais uma vez em como a nossa cultura lida com a presença de barreiras em nossas vidas. No caso de pessoas com deficiência, percebo que temos uma tendência a querer que a barreira seja completamente eliminada e ainda carregamos um sentimento de que isso é um castigo, ou um fardo.
É da nossa natureza projetar expectativas em relação à vida de outras pessoas, da mesma forma como é esperado que essas expectativas não sejam atendidas de maneira plena, ou de maneira nenhuma. Assumir que uma deficiência pode ser uma condição permanente não é fácil e requer muita coragem. Sem dúvidas, a ideia de convivermos com uma limitação relevante pelo resto de nossas vidas não é nada agradável.
Mas o que aconteceria se o nosso foco de dedicação, energia e fé fosse no alcance do máximo de autonomia e independência conquistado, ao invés de um estado autônomo que desejamos?
E se ao invés de eliminarmos a limitação, nós aprendermos com ela e ficarmos mais atentos à maneira como ela molda a nossa personalidade e forma de estar no mundo?
Como nós podemos transformar realidades aproveitando nossos limites?
Se um dia eu escrever a minha história, ela começará assim:
Antes de ler, leia isso
Eu nasci em 1982, então em 2012 eu completei 30 anos. São três décadas. Depois desse tempo todo convivendo com uma condição que moldou absolutamente toda a minha forma de ver e estar no mundo, achei que seria uma boa ideia compartilhar uma série de memórias.
Como foi passar por uma infância sem nunca ter jogado bola? Ou nunca ter ido dar uma volta de bicicleta com os meus amigos? Como foi passar por uma adolescência nos anos 90, época em que o forró universitário invadiu as festinhas de garagem que eu frequentava, e nunca ter dançado uma música sequer com quem me deu vontade?
Como foi viver durante 30 anos em um corpo limitado, que não me possibilitou algumas pequenas coisas que poderiam ter feito a diferença na minha vida? Passar a maior parte do meu tempo sentado, olhando para pessoas debaixo para cima e nunca ter certeza do que o mundo via primeiro: se a deficiência, ou eu.
Como foi ser deficiente por 30 anos e saber que eu serei deficiente até o último dia da minha vida? Foi e é fantástico. Eu não trocaria essa experiência por nada.
drachenhaus
A foto original é desse site: http://drachen-haus.de/lonely-wheelchairEssa não é uma história de superação e nem uma trajetória que mostra que apesar da deficiência é possível ser feliz e realizado. Não é apesar de nada e não deveríamos ter “apesar” de coisa nenhuma. As coisas são como são e pronto. As coisas na nossa vida dificilmente vão acontecer exatamente do jeito que a gente quer. O segredo é entender isso e dançar conforme a música.
Ah é mesmo, eu nunca dancei forró. Por isso, esse livro não é uma autobiografia.
Na semana passada eu conversei com alguns amigos sobre a diferença entre nascer com uma deficiência e adquiri-la em algum ponto da sua história.
O meu caso é a primeira situação, me colocando então como uma pessoa com deficiência que não tem outro referencial de vida. Em momento nenhum da minha vida eu troquei um passo sem apoios, ou levantei da minha cadeira de rodas e sai correndo. Mas e o outro lado? Como lidar com uma nova realidade que invade a sua vida sem pedir licença e que pode ser uma condição permanente? É uma boa pergunta que não tem resposta exata.
Sem dúvidas etapas diferentes precisarão ser encaradas, começando pela internação, ou convivência com a realidade hospitalar. Depois de sobreviver a um episódio de acidente de trânsito, violência urbana, ou após o diagnóstico médico de uma adversidade na sua saúde que afetou as suas habilidades sensoriais, naturalmente amigos, familiares e a própria pessoa passarão por um momento de negação. A cura precisa chegar e a situação se reverter.
Rafael Camargo e Rafael Bonfim

Depois de trabalhar a negação (cada um a sua maneira) é momento do reaprender. Pode ser reaprender algumas atividades pontuais, ou readaptar toda uma vida à nova condição. Nesse momento uma segunda onda de mobilização começa a tomar corpo. É hora de ampliar o circulo de pessoas que são afetadas, indo além da comunidade médica e familiares próximos. Profissionais das mais diferentes áreas da reabilitação, empresários, professores, vizinhos e amigos mais distantes. Esse é o momento em que todo mundo passa a perceber que aquele camarada nunca mais será o mesmo. Nem eles, se resolverem participar da inclusão conjunta.
Com a limitação bem incorporada, é momento então de encarar como o mundo ao redor da pessoa vai receber (ou não) essa nova condição. Voltar a estudar, retomar o mercado de trabalho, reatar relações com pessoas, voltar a desenhar projetos de vida: nada disso é simples, nem fácil.
Muitas pessoas com deficiência encontram energia e propósito se engajando em projetos ligados diretamente à inclusão. Existe um número expressivo de pessoas que passam a fazer parte de organizações, entram para movimentos políticos, passam a compartilhar a sua experiência de vida com outras pessoas, ou são convidadas para palestrar. Eu vibro com histórias assim, porque são respostas à limitação e ajudam a eliminar um preconceito frio, ignorante e persistente.
Rafael Camargo e os Super Normais

Depois de 30 anos convivendo com a minha deficiência, passei a olhar cada vez mais não para os limites que ela coloca diante de mim, mas para as possibilidades que eu tenho, exclusivamente porque ela existe. Pode parecer uma coisa sem lógica, mas para mim faz total sentido.
Como aproveitar uma situação que aparentemente só te tira coisas? Tira habilidades, tira movimentos, tira autonomia, tira rapidez, tira agilidade, tira características que te enquadram ao padrão de beleza e tira possibilidades para a sua vida.
Entenda que se você tem uma deficiência, você pode falar sobre um tema com uma propriedade tão grande, que dificilmente alguém não vai querer te ouvir. Você pode falar de você mesmo. Fale sobre como passou a ver o mundo e fale sobre como o mundo passou a te ver também.
Rafael Camargo e os Super Normais

No mês de setembro do ano passado, eu e um grupo de amigos resolvemos criar uma iniciativa que falaria sobre inclusão da pessoa com deficiência por meio de histórias em quadrinhos. Criamos os Super Normais, como uma ação divertida e despretensiosa. Compartilho essa jornada com Mirella Prosdócimo, Manoel Negraes e Rafael Camargo. Juntos somos empreendedores e bons amigos.
Rogerio Theodorovy
Os criadores dos Super Normais, Rafael Bonfim, Manoel Negraes, Mirella Prosdócimo e Rafael Camargo, acompanhados por Regiane Ruivo Maturo, em palestra durante o encerramento do curso Diversidade e Inclusão. O curso foi ministrado pelo SESI, para profissionais de RH das indústrias ligadas à FIEP. Conheça outras tirinhas:
Apostamos na viralidade das redes sociais e publicamos nosso material exclusivamente no Facebook. A resposta foi surpreendente. Ao longo dos seis primeiros meses de publicações, conquistamos mais de 1.100 seguidores, com uma média de 6 mil leitores alcançados semanalmente, tendo 92% do público que curte os nosso conteúdos compartilhando as tirinhas.
Depois de sentirmos a resposta do público, começamos a consolidar o motivo de criação dos Supers.
Ao usar o suporte das histórias em quadrinhos para debater o assunto, os Super Normais visam democratizar essa discussão, levando as questões ligadas à inclusão para qualquer ambiente de debate.
Além disso, a iniciativa traz uma abordagem mais holística em relação ao tema central, comunicando por meio dos seus conteúdos, que ao debater a inclusão da pessoa com deficiência, fala-se ao mesmo tempo de preconceito, respeito às diferenças, resiliência e muda-se culturas em relação aos padrões estéticos, à saúde preventiva, à relação entre pacientes e médicos, entre outros.
A nossa repercussão chamou a atenção da mídia, garantindo matérias nos principais veículos de comunicação do pais e ainda nos rendeu um convite para participar da Semana do Empreendedorismo do Sebrae.
Renata Aquino
Rafael Bonfim, um dos criadores e personagem dos Super Normais, apresentou a inciativa na Semana do Empreendedorismo Sebrae.Hoje estamos transformando os Super Normais em uma iniciativa de negócio, encarando nossas limitações e a forma que lidamos com ela como um diferencial de mercado de peso.
Para mim, os Super Normais é o um caminho que me leva ao entendimento e materialização do meu propósito de vida. Nasci prematuro de seis meses, então minha vida está atrelada a essa condição desde o primeiro dia. Motivo tem.
Curitiba ganhou uma opção gastronômica diferenciada nas instalações, no cardápio e no atendimento. O New York Café, localizado na XV de Novembro, é um estabelecimento especializado na culinária americana, com ambiente brilhantemente decorado e que apresenta um conjunto de soluções em acessibilidade de destaque.
Danile Pedrozo
Entrada do New York CaféUma série de veículos de comunicação explorou a questão da acessibilidade como diferencial e esses veículos ficaram tentados a chamar o New York Café de “o primeiro café acessível de Curitiba”. Eu estive com Diele Pedrozo e Luiz Santo, proprietários do NYC, que me contaram detalhes da história do empreendimento e compartilharam posicionamentos que nenhum outro veículo explorou.
Afinal, qual é a vantagem em apostar na acessibilidade de maneira séria e holística? Isso dá resultado? Por que fazer isso?
Nenhuma dessas perguntas foi levada em conta no momento de planejamento e idealização do New York Café. As características inclusivas do empreendimento são resultado da vontade de empreender e abrir o próprio negócio, aliada à criatividade genuína da dupla proprietária, somada a uma visão de mercado. A motivação não foi orientada por legislações obrigatórias, mas sim porque a ideia é ser assim. O diferencial é esse.
Danile Pedrozo
Espaço interno do caféDiele é professora e coordenadora do projeto Ver com as mãos, uma iniciativa artística e pedagógica do Instituto Paranaense de Cegos. Luiz é um chef apaixonado pela culinária americana, publicitário e tem na bagagem experiências profissionais em diferentes restaurantes do Brasil e do exterior. A união desses dois contextos proporcionou a idealização de um espaço em que “tudo é bom para todos”.
“A minha vivência com alunos cegos me aproximou do mundo da inclusão. Antes de abrirmos o café, eu já observava os obstáculos de acesso que pessoas com deficiência enfrentam e percebia que a vontade de frequentar, de sair, de participar existe, o que não existe é visão para que isso seja possível”, comenta Diele.
O New York Café foi projetado não só para ter as portas dos banheiros largas, ou mesas em boa altura, ou rampas de acesso. É um espaço onde o cliente pode exercer o seu direito pleno de escolha e autonomia.
Danile Pedrozo
A equipe de atendimento é parte fundamental no projeto de acessibilidade do espaço.“Quando trabalhamos no projeto da reforma do espaço, pensamos que cada detalhe deveria ser feito para que qualquer pessoa venha até nós e tenha total condições de ser um cliente autônomo e independente. Do momento da escolha do prato, ao pagamento da conta”, pontua a proprietária.
E nessa missão de oferecer meios de autonomia para qualquer pessoa, a criatividade torna-se uma grande aliada. O café já conta com cardápios em braile e caracteres ampliados, mas isso não é o suficiente para os criadores: “Estamos tentando encontrar alternativas tecnológicas para que o cliente com deficiência visual tenha ao seu dispor um cardápio em áudio, por exemplo, ou possa ouvir a descrição do ambiente do café”, ilustra Luiz Santo.
Atendimento personalizado
Outro pilar importante (até mesmo dentro do desenho universal de acessibilidade do café) é o treinamento que a equipe recebeu e que vem sendo aprimorado pouco a pouco. Para que um cliente com deficiência tenha uma experiência de autonomia, é essencial que quem o atenda também contribua para que isso aconteça e colocar essa ideia em prática pode parecer bem mais simples do que se parece.
Acessibilidade no atendimento
“A ideia de ter algo 100% acessível é um pouco distorcida. Isso vai depender da necessidade de cada pessoa. Nós respeitamos isso”. A declaração de Diele explica porque a equipe do café trabalhou não só em um projeto arquitetônico diferenciado, mas apostou também no treinamento dos atendentes.
Saber indicar a posição dos talheres, prato e copo a um cliente com deficiência visual, sugerir a mesa com estrutura mais adequada ao cliente cadeirante, atender ao deficiente intelectual sem qualquer diferenciação de tratamento e respeitando o seu ritmo de escolha, ou ainda, receber treinamento básico de LIBRAS.
Esse conjunto de diretrizes faz parte da prestação de serviços do estabelecimento. Ao perceber que teriam que trabalhar com um atendimento diferenciado, os fundadores notaram que o tempo de coleta dos pedidos corria o risco de ser mais lento, o que em partes, pode complicar o fluxo global da prestação de serviço. O risco foi incorporado ao New York Café e acabou se tornando um diferencial relevante. Para Diele "Os clientes notam essa postura dos atendentes e entendem isso".
Danile Pedrozo
Colaboradora do New York Café acompanha cliente com deficiência visual na entrada do café“Vamos imaginar que um atendimento a um cliente com deficiência demore duas vezes mais do que o normal. Se ele for bem atendido aqui, acaba voltando e com isso os atendentes passam a conhecê-lo pelo nome. É claro que isso é bom para qualquer pessoa e no fim das contas, todo cliente que é bem atendido volta e passa a ser chamado pelo nome. Por conta de tudo isso, não estamos sendo comparados a ninguém”, comemora Luiz.
Então vale a pena?
Alguns amigos já me perguntaram coisas sobre a invisibilidade da pessoa com deficiência. Quem tem alguma deficiência tem mais vergonha de sair? Por que não se vê tanta gente com deficiência na rua? Deficiente vai pra balada?
Retomando o questionamento: é uma boa escolha investir em acessibilidade, pensar nesse público, considerar a pessoa com deficiência como nicho de mercado e achar que isso é diferencial? Muita gente acha que não, inclusive professores acadêmicos, como um que barrou um trabalho de TCC que propunha uma iniciativa muito parecida com o NYC. Saiba os motivos da negação dele, clicando aqui.
Luiz e Diele apostaram e investiram na ideia, inauguraram um estabelecimento que tem uma série de vantagens competitivas únicas e tiveram uma exposição na mídia notável. Foram cerca de 7 reportagens, em veículos impressos, online e de televisão, depois dos 14 primeiros dias de funcionamento. Isso significa aparecer na mídia um dia sim, um dia não, por duas semanas.
Então você, meu caro empresário, ou gerente, que nunca nem pensou nisso, você está perdendo tempo e dinheiro.
Serviço:
New York Café
Rua XV de Novembro, 2916
De terça à quinta - Das 12h às 20h
Sexta e sábado - Das 12h às 22h
Domingos - Das 14h às 20h
NYC no Facebook: http://www.facebook.com/NewYorkCafeCwb
Ter personagens com algum tipo de deficiência no mundo dos quadrinhos não é necessariamente uma inovação. Empresas de alcance mundial, como a Marvel Comics, já apostaram na ideia e lançaram há anos personagens como Matt Murdock, o advogado cego que encarna o Demolidor, ou ainda o lendário Charles Xavier, o professor paraplégico com poderes psíquicos imbatíveis e líder dos X-Men.
No Brasil a Maurício de Sousa Produções também passou a trabalhar a inclusão em suas tirinhas há um bom tempo, com personagens como Luca, um garoto cadeirante, apelidado pela turminha de Paralaminha de Rodas, ou Dorinha, menina deficiente visual. Maurício de Sousa criou outros personagens e chegou a publicar um material da Turma da Mônica especial sobre o tema da inclusão, chamado Caminho Livre.
Mas e se ao colocar personagens com deficiência em quadrinhos você adicionasse elementos como acidez, mensagens subliminares e um humor mais afiado? E se esses personagens fossem espelhados em pessoas reais e as histórias fossem pensadas por um cartunista e por essas três pessoas com deficiência?
Rafael Camargo
Mirella, Manoel e Rafael formam os Super NormaisEsses são os diferenciais dos Super Normais, criados por Manoel Negraes, Mirella Prosdócimo, Rafael Camargo e por mim. Rafael Camargo é o cartunista que por meio de um talento muito particular consegue traduzir em desenho os questionamentos, inquietações, críticas e piadas que estão presentes no discurso dos três personagens com deficiência que juntos ou individualmente não têm medo de falar sobre o tema de uma forma mais visceral, aberta e verdadeira.
As tirinhas estão sendo publicadas no Facebook, na página oficial dos Super Normais.
Confira algumas delas:
Rafael Camargo e Mirella Prosdócimo

Rafael Camargo e Rafael Bonfim

Rafael Camargo e Manoel Negraes

O traçado diferenciado adotado por Camargo e o fato dos roteiros serem criados a partir de vivências muito verdadeiras dá aos Super Normais a possibilidade de apresentar a inclusão da pessoa com deficiência como um tema que pode fazer parte de qualquer roda de conversa e que está mais presente no dia a dia do que as pessoas imaginam.
Super Normais: Filosofia, inclusão e vicissitudes da vida sob o ponto de vista de três personagens espelhados em pessoas reais, que acham que ter uma deficiência é super normal. Toda segunda-feira tem tirinha nova na página dos Super Normais.
Acesse e curta: www.facebook.com/supernormais
Visor do Totem de Acessibilidade, criado por Sérgio YamawakiQuando comenta-se questões ligadas aos direitos da pessoa com deficiência, um dos aspectos mais lembrados, se não o mais lembrado, é o respeito e a falta de respeito às vagas exclusivas para pessoas com deficiência, ou idosos. Uma série de mobilizações já foram feitas em prol a esse gesto simples de educação, incluindo campanhas governamentais, e por mais que a população já saiba disso, o desrespeito continua.
Recentemente a Gazeta do Povo publicou uma matéria interessantíssima, assinada por Raphael Marchiori, divulgando um ranking dos estacionamentos onde há os maiores índices de uso indevido dessas vagas. O campeão disparado é a rede dos Supermercados Condor. O conjunto das 17 lojas da cidade atingiu a marca de 207 reclamações recebidas por meio do número 156 da prefeitura de Curitiba, entre janeiro de 2011 e agosto de 2012. Clique aqui para ler a matéria completa.
Esse assunto recorrente mostra quão frágil a fiscalização é, evidencia a mobilização fraca dos estabelecimentos quando a lei é descumprida e reforça o império do jeitinho brasileiro no nosso comportamento. Além disso, é uma discussão primária, que impede que a inclusão seja debatida em níveis mais profundos.
O engenheiro mecânico paranaense Sérgio Yamawaki criou um dispositivo inusitado para coibir ações como essa. A criação dele fez barulho na mídia e que bom que fez. O Totem de Acessibilidade funciona como um fiscal eletrônico, com capacidade de cobertura de mais de 10 vagas simultaneamente. Ao ser instalado próximo a uma vaga exclusiva, o aparelho fará a leitura da placa do veículo e se caso o carro não tenha a licença para usá-la, o motorista receberá um aviso sonoro, dizendo que a vaga é exclusiva e que ele não pode estacionar ali.
Confira a matéria do Paraná TV e entenda melhor como o dispositivo funciona:
A meu ver o benefício vai além do respeito à lei. É uma iniciativa com potencial de transformar positivamente a imagem dos próprios estabelecimentos que se dispuserem a instalar o totem em seus estacionamentos. É sinal de respeito também ao consumidor que escolheu frequentar aquele local. É uma ação que diz que a empresa quer que o direito seja garantido e que se preocupa com isso.
Então você, meu caro empresário, pense nisso. O debate da fiscalização e aplicação de multas é chato e praticamente infinito. O empresariado diz que a responsabilidade é dos órgãos públicos e os órgãos públicos dizem que a responsabilidade é do dono do estacionamento, que é um espaço privado, e os agentes têm limitações para atuar ali.
Além disso, é uma iniciativa que poupa o colaborador da sua empresa, ou até você mesmo, de se indispor com o cliente que usa mal a vaga. Por mais que seja uma atitude cívica, ninguém quer dar de dedo na pessoa que gera lucro para o seu estabelecimento. Deixe que uma máquina faça isso. O cliente que pisou na bola pode nem ficar tão bravo assim. Ele vai parar em outro lugar e pronto. Ou você pode até perdê-lo, mas será que não vai ganhar outros?
Por isso consumidores e empresários podem assumir um papel importante na viabilização dessa ideia. Compartilhe e manifeste o seu apoio, aqui mesmo no blog. O totem precisa entrar em produção e o apoio popular pode fazer com que os processos corram mais rapidamente.
Você adotaria uma ferramenta como essa? Qual a sua opinião?
*Conteúdo original elaborado por Paula Adamo Idoeta, da BBC Brasil, em Londres
Os Jogos Paraolímpicos de Londres terão a sua cerimônia de abertura hoje, 29 de agosto, com uma grande expectativa de público.
Ao procurar materiais de referência, encontrei um belíssimo trabalho apurado e escrito pela jornalista Paula Adamo Idoeta, da BBC Brasil, em Londres. Reproduzo aqui no blog essa matéria muito interessante, que comenta as nossas principais esperanças de medalhas nos jogos.
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AP Photo/Matt Dunham
Daniel Dias é o principal destaque do Brasil e tenta aumentar coleção de medalhasEles podem não ser celebridades esportivas tão conhecidas quanto César Cielo, Neymar e Maurren Maggi, mas têm trazido diversas medalhas olímpicas para o Brasil.
Nos Jogos Paraolímpicos de Pequim 2008, o Brasil conquistou 47 medalhas (16 ouros, 14 pratas e 17 bronzes), deixando o país no 9º lugar na colocação geral do evento.
Em Londres 2012, o Brasil será representado por 182 atletas paraolímpicos, e a meta do Comitê Paralímpico Brasileiro é ficar entre os sete primeiros colocados no quadro geral de medalhas.
Com base em resultados recentes e a expectativa do comitê, a lista abaixo destaca alguns dos atletas mais cotados para conquistar medalhas para o país nesta Paraolimpíada, que termina em 9 de setembro:
1) Daniel Dias
Esporte: natação – classes S5, SB4 e SM5
Data de nascimento: 24/05/1988
Cidade: Campinas, SP
Estreia: 30 de agosto
Daniel, que nasceu sem os pés e as mãos e que nada desde os 16 anos, hoje, é dono de cinco recordes mundiais na natação, quebrados no último mundial, na Holanda.
Em sua estreia olímpica, em Pequim 2008, Daniel conquistou quatro medalhas de ouro, quatro de prata e uma de bronze. No Para-Pan de Guadalajara, em 2011, ele levou 11 ouros. Em Londres 2012, ele disputará seis provas individuais, além dos revezamentos 4x100 livre e medley.
Você sabia?
Daniel será o porta-bandeira do Brasil na abertura dos Jogos Paraolímpicos de Londres, em 29 de agosto. Ele é um dos quatro brasileiros que já receberam individualmente o Prêmio Laureus, o "oscar" do esporte, em 2009 (os demais são Pelé, Ronaldo e o skatista Bob Burnquist, além da seleção pentacampeã de futebol, em 2003).
2) Terezinha Guilhermina
Esporte: 100m, 200m e 400m na categoria T11 (deficientes visuais)
Data de nascimento: 3/10/1978
Cidade: Betim, MG
Estreia: 1º de setembro
A velocista conta que começou no esporte disputando provas de natação, mas passou para o que realmente gostava – o atletismo – quando ganhou um tênis de presente da irmã. Hoje, é a deficiente visual mais rápida do mundo, dona dos recordes mundiais nos 100m (12,04s), nos 200m (24,6s) e nos 400m (56,14).
Em Londres, participará de sua terceira Paraolimpíada. "Será a principal da minha vida. É para esta que me considero mais bem preparada" diz à BBC Brasil.
Você sabia? Terezinha compete com vendas coloridas, que viraram sua marca registrada. Ela trará oito vendas para Londres – uma para cada prova que deve disputar, entre eliminatórias e finais.
3) Daniele Bernardes
Esporte: judô, categoria meio-médio (até 63kg)
Data de nascimento: 6/8/1984
Cidade: Ribeirão Pires, SP
Estreia: 31 de agosto
Daniele, que é deficiente visual, vai para sua terceira Paraolimpíada: já foi bronze em Atenas-2004 e em Pequim-2008.
Conquistou, ainda, medalhas nos dois últimos Para-Panamericanos (ouro no Rio-2007 e prata em Guadalajara-2011). O último Mundial da categoria também rendeu ouro para a judoca brasileira.
Você sabia?
Daniele é filha de um treinador de judô, que a iniciou no esporte desde a infância e a treinou durante anos.
4) Jane Karla
Esporte: tênis de mesa
Data de nascimento: 06/07/1975
Cidade: Aparecida de Goiânia, GO
Estreia: 30 de agosto
Jane conquistou a vaga na Paraolimpíada ao ganhar o ouro no Pan-Americano de Guadalajara, em 2011. Ela também é dona de duas medalhas de ouro no Pan do Rio, em 2007. Em Londres, terá sua segunda experiência paraolímpica – já participou dos Jogos de Pequim, em 2008.
Jane teve pólio aos 3 anos, doença que atingiu seus membros inferiores. Experimentou vários esportes, mas apaixonou-se pelo tênis de mesa “na primeira raquetada”. Seu treinamento, diz, é semelhante ao de atletas como Hugo Hoyama, mas ela precisa de um esforço extra para fortalecer os músculos das pernas.
Jane teve câncer de mama, em 2010, ao mesmo tempo que sua mãe – que não resistiu a doença e morreu em maio. A atleta buscou forças no esporte para superar a perda e a própria doença. "Meu objetivo desde 2010 era estar aqui, em Londres. Às vezes duvidava. Então, estar aqui já é uma grande vitória", diz à BBC Brasil.
Você sabia?
Jane é casada com um técnico do comitê paraolímpico, o alemão Joachim Gogel, que se mudou para Goiás por causa da brasileira.
5) Jeferson Gonçalves, o Jefinho
Esporte: futebol de cinco para deficientes visuais
Data de nascimento: 05/10/1989
Cidade: Candeias, BA
Estreia: 31 de agosto, contra a França
A seleção brasileira de futebol de cinco para deficientes visuais busca seu tricampeonato em Londres 2012, após ouros em Pequim e Atenas.
O ala Jefinho participou da conquista em Pequim e está agora em sua segunda Paraolimpíada, depois de ter sido eleito o melhor jogador do mundo em 2010, ano em que o Brasil conquistou o mais recente Mundial da modalidade.
Você sabia?
Jefinho, que perdeu a visão em decorrência de um glaucoma, compete no futebol desde 2003 pelo Instituto para Cegos da Bahia.
6) Dirceu Pinto
Esporte: Bocha
Data de nascimento: 10/9/1980
Cidade: Francisco Morato (SP)
Estreia: 2 de setembro
Dirceu estreou em Paraolimpíadas em Pequim 2008, com duas medalhas de ouro (nas provas individual e de duplas).
O atleta cadeirante sofre de uma doença degenerativa muscular e joga bocha há dez anos. Além das vitórias em Pequim, ele conquistou ouros também na Copa do Mundo de bocha de 2011, na Irlanda do Norte, e no Mundial de Lisboa, em 2010.
Dirceu também trabalha como coordenador de paradesporto na prefeitura de Mogi das Cruzes (SP).
Você sabia?
A primeira vez que viu uma disputa de bocha, Dirceu sequer sabia que era um esporte. "Pensei que fosse um tipo de tratamento (para pessoas com deficiência)", diz. Ele foi convidado a praticar a bocha porque não conseguia mais nadar, em decorrência de seu problema muscular.
"O paraesporte mudou a minha vida. Quando não conseguia mais nadar, achei que ia terminar meus estudos e ficar preso dentro de casa. Mas, ao começar a disputar a bocha, dentro de dois meses já estava viajando para participar de competições", conta.
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Provocação minha: Quais são as suas expectativas em relação ao desempenho do Brasil nas paraolimpíadas? O que dizer quando comparamos o número de medalhas dos para-atletas com o número dos atletas que foram aos Jogos Olímpicos de Londres?
Deficiente tem vida sexual ativa.
Todo cadeirante precisa do mesmo tipo de apoio específico.
Paralisia cerebral compromete a área cognitiva.
Pessoas com deficiência têm algumas habilidades super desenvolvidas.
Existe deficiente criminoso.
Essas afirmações te parecem verdadeiras, ou falsas? Você já perguntou essas coisas para alguma pessoa com deficiência?
Essas são as provocações iniciais da oficina Inclusão da pessoa com deficiência – Mitos e verdades. A oficina inédita foi elaborada por mim, pela Mirella Prosdócimo e pelo Manoel Negraes, que estaremos juntos na mesma atividade pela primeira vez também. A atividade acontece no dia 03 de setembro, às 19h30, durante a Hub Escola de Inverno.
Hub Curitiba
Cartaz da atividade Inclusão da pessoa com deficiência - Mitos e verdadesA Mirella tem uma empresa de consultoria na área de inclusão, a Adaptare, é especialista em educação inclusiva, é tetraplégica e co-criadora da campanha Essa vaga não é sua nem por um minuto. Clique aqui para conhecer essa iniciativa que ganhou projeção nacional e diversos prêmios. O Manoel é cientista social, pós graduado em sócio-psicologia, é deficiente visual com baixa visão e trabalha na área de mobilização social da Unilehu.
A nossa oficina foi preparada de uma forma muito especial. Nós três nos unimos e bolamos uma oficina diferente, prática, que explora não só o nosso posicionamento em relação à inclusão, mas também o da plateia. Os participantes serão convidados a expor e compartilhar a sua visão em relação aos desafios da inclusão da pessoa com deficiência, desde o início do encontro. O propósito é discutir as questões sem reservas, de maneira aberta, dialogada e voltada para a educação, mercado de trabalho e convivência social.
Divulgar esse trabalho aqui no Inclusilhado é uma ação muito importante, por dois grandes motivos.
O primeiro deles tem a ver com todos que leem ou que já leram o blog e gostariam de discutir mais o assunto. Tirar dúvidas, comentar experiências, ouvir histórias e até o lado engraçado da inclusão. Nós três gostaríamos muito de ter vocês na nossa atividade, então sintam-se como nossos convidados de honra.
O segundo tem a ver com o ambiente em que a oficina acontecerá. A atividade Inclusão da pessoa com deficiência – Mitos e verdades – está dentro da Hub Escola de Inverno, uma ação inovadora que merece ser prestigiada. Ela está acontecendo entre os meses de agosto e setembro e traz o intuito de criar um ambiente propício à troca de conhecimento sobre diversos assuntos atuais e de relevância empreendedora. Trata-se de um período intenso onde serão realizadas oficinas, palestras, desafios coletivos e momentos de reflexão, tudo pautado no conceito “aprender fazendo e aprendendo juntos”. Até o dia 05 de setembro muitas atividades legais estão acontecendo por lá.
Ao participar da Hub Escola, você vai conhecer também o Hub Curitiba. O Hub Curitiba oferece serviços como: espaço de coworking, encontros e eventos; um canal virtual de relacionamento com uma comunidade local e global de empreendedores; atividades e oficinas para desenvolvimento pessoal e profissional em rede, além da promoção de eventos voltados à inovação social. Tudo isso numa conexão global, presente em 28 cidades mundiais.
Saiba mais sobre o Hub:
Quer participar? Para garantir o seu lugar na oficina Inclusão da pessoa com deficiência – Mitos e verdades é necessário fazer a sua inscrição e comprar as suas horas. Clique aqui e se inscreva para a atividade.
Saiba mais sobre a Hub Escola de Inverno e confira a programação completa de atividades. Clique aqui.
Serviço:
Inclusão da pessoa com deficiência – Mitos e verdades
Dia 03 de setembro – segunda-feira
Hora 19h30 às 21h30
Local Hub Curitiba – Rua Comendador Macedo, 233, Centro
Inscrições Clique aqui
Informações Hub Curitiba - 41 3079.7233
A noite de 18 de agosto foi estranha para mim. Fui ao cinema, no Shopping Estação, e depois de ter pago a taxa de estacionamento, fui em direção ao meu carro. Chegando à vaga onde eu tinha estacionado, me deparei com outro veiculo, parado sobre a faixa que separa uma vaga da outra. O motorista bloqueou o meu acesso à porta do motorista e eu não pude embarcar imediatamente.
Me ofereceram ajuda para entrar no meu carro pelo lado do passageiro e eu neguei. Fiz questão de tomar todas as medidas que eu pude para acionar (e testar) a fiscalização do cumprimento da lei das vagas exclusivas. Envolvi a segurança do shopping e os órgãos competentes. Iniciei a mobilização por volta das 20h20.
Gravei toda a experiência em vídeo. Será que eu fui atendido? O motorista do veículo irregular chegou? Por quanto tempo eu fiquei no estacionamento esperando?
Quer entrar em contato com o autor do blog? Escreva para inclusilhado@hotmail.com

O Paraná tornou-se signatário do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite. Isso representa um novo nível de comprometimento do estado com ações de inclusão da pessoa com deficiência. Eu coletei as informações mais importantes que saíram na imprensa e compartilho-as aqui.
Em Curitiba, mais de 300 pessoas participaram da 3ª Conferência Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Paraná, realizada nos dias 13 e 14 de agosto. O Paraná é o sétimo estado que assina o termo de adesão ao plano, que visa oferecer melhor qualidade de vida aos 45 milhões de brasileiros com deficiência. No segundo dia, foram eleitos 44 delegados e delegadas que representarão o estado na conferência nacional, em Brasília, entre os dias 3 a 6 de dezembro. Esta delegação levará as principais propostas debatidas nesses dois dias de evento.
O Plano prevê investimentos de R$ 7,6 bilhões em políticas públicas voltado às pessoas com deficiência em todo o País. O Viver sem Limites engloba quatro eixos de atuação: acesso à educação, atenção à saúde, inclusão social e acessibilidade. Arns lembrou que o governador Beto Richa criou um grupo de trabalho intersecretarial para acompanhar a execução do plano nacional no Paraná.
O documento foi assinado pelo secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antonio José Ferreira, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), e pelo vice governador do estado, Flávio Arns.
“Este é um compromisso que consolida a construção de um país que inclui todas as pessoas, principalmente as pessoas com algum tipo de deficiência”, destacou Arns.
Antonio José reforçou a responsabilidade da conferência estadual em mobilizar e garantir a representatividade do Paraná na conferência nacional, a ser realizada em Brasília.
“O Paraná está reunido hoje para pautar as principais propostas do estado, que serão analisadas em dezembro, juntamente com as propostas dos outros 25 estados e o Distrito Federal. O nosso papel é conferir, por isso estamos todos reunidos. Já demos aqui um passo fundamental com o lançamento do Viver sem Limite Paraná”, avaliou o secretário.
A conferência do Paraná contou também com a presença do superintendente do Banco do Brasil, Paulo Roberto. A instituição fez um reforço da linha de crédito para as pessoas com deficiência adquirirem tecnologias assistivas com juros baixos, de 0,57% a 0,64% ao mês. A ação integra o eixo Acessibilidade do plano Viver sem Limite.
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