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Quinta-feira, 23/02/2012

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Ir e Vir de Bike

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Enviado por Alexandre Costa Nascimento (@Ale_CN) - Odômetro: 7.860 km, 22/02/2012 às 16:55


Reprodução

Reprodução / Grupo SPGB completa cinco anos de atividades com um forte engajamento na defesa das minorias e do meio ambiente.Grupo SPGB completa cinco anos de atividades com um forte engajamento na defesa das minorias e do meio ambiente.

Respeito, tolerância e convivência pacífica são bandeiras comuns aos diversos movimentos que gravitam em torno da causa das bicicletas.

Com esses mesmos objetivos, um grupo de ciclistas paulistanos resolveu tirar a bicicleta do armário e pedalar empunhando a bandeira do arco-íris, símbolo internacional do movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT).

O São Paulo Gays Bikers (SPGB), formado há cinco anos, usa a bicicleta para promover uma sociedade mais justa, tolerante e mais preparada para a convivência com a diversidade.

O grupo também promove campanhas de luta contra a Aids e para promover a inclusão social de minorias e a preservação do meio ambiente por meio de uma alternativa de mobilidade urbana totalmente ecológica.

“Optamos por assumir um posicionamento de militância apartidária e, mais do que isso, não defendemos a causa gay propriamente (ou exclusivamente), defendemos, sim, a inclusão de todas as minorias: o negro, o gay, o portador de deficiência, o obeso, o idoso, etc. Não somos segregadores, queremos a participação ativa de todos e acreditamos, sobretudo, no diálogo como forma de atingirmos esse nível de entendimento e coexistência”, ressalta o coordenador e organizador do SPGB, Cesar Salvador.

Esse posicionamento, segundo os integrantes, foi consolidado com o tempo e o amadurecimento dos ideais do grupo. “Temos uma visão muito mais humanista e plural atualmente. Acreditamos que o gay, assim como outras minorais, precisa reinvindicar sua valorização por meio do diálogo e do respeito à diversidade. Andamos de bike, mas poderíamos fazer qualquer outra coisa desde que pudéssemos discutir essa que é uma busca de melhoramento social”, destaca o biker Nando Rodrigues.

Entre os eventos regulares que o SPGB participa, estão o passeio anual no Dia da Diversidade Sexual, organizado pela Prefeitura de São Paulo e o passeio no Dia Mundial de Prevenção à AIDS.

Engajamento contra à AIDS


Reprodução

Reprodução / Encontro do SPGB, na Avenida Paulista, durante a Encontro do SPGB, na Avenida Paulista, durante a "Pedalada Contra a Homofobia".

O SPGB acredita que o parceiro, os familiares e os amigos do portador de HIV também precisam de assistência psicossocial para aceitarem e melhor lidarem com a pessoa que têm o vírus. No médio e longo prazo, o grupo pretende atuar ativamente em prol dessa conscientização.

“Andar de bike é só um pretexto que faz bem à nossa saúde, o que queremos mesmo é instigar a sociedade para temas que são do interesse de todos, pois, com ou sem ironia, teremos que conviver juntos. Que seja da melhora maneira possível então”, finaliza Nando Rodrigues.

Serviço

O SPGB se reúne aos finais de semana e quintas-feiras para passeios por vários pontos da capital paulista.

O SPGB não cobra nenhuma taxa de participação ou filiação e não tem ligação político-partidária.

Segundo os organizadores, para participar dos passeios é preciso ter mais de 18 anos, uma bike e usar capacete durante os passeios.

Saiba mais
Acesse o blog do SPGB

Enviado por Alexandre Costa Nascimento (@Ale_CN) - Odômetro: 7.860 km, 22/02/2012 às 13:16


Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike

Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike / Casinha acoplanda em um triciclo serve para transportar os cachorros. Casinha acoplanda em um triciclo serve para transportar os cachorros.

Quem circula pelo centro da cidade já se acostumou a ver bicicletas sendo usadas para transporte de galões de água, gás de cozinha ou mesmo pequenas encomendas. Agora, a magrela também está sendo usada para buscar e levar cães para o banho e tosa.

Uma pet shop de Curitiba resolveu inovar com a Bike Dog. A pet shop Totó e Trololó oferece o serviço de leva e traz dos animais usando uma bicicleta com uma casinha acoplada.

"No começo usávamos uma moto. Mas, com o custo e com o trânsito resolvemos experimentar a bicicleta e ganhamos com agilidade e com a economia", diz o sócio-proprietário da empresa, Elias Mendes de Moraes.

Ele conta que faz entre cinco e dez viagens por dia, pedalando em média 15 quilômetros, para buscar e levar os cãezinhos.

O Bike Dog custa R$ 5 e está disponível no Centro da cidade e bairros adjacentes. Segundo Moraes, os clientes estão aprovando a novidade. "Tem cachorrinho que já fica feliz da vida quando vê que vai andar de bicicleta. Além disso, o serviço facilita a vida dos donos. Todo mundo fica contente", garante.


Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike

Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike / Pet shop usa bicicleta para buscar e levar os animais. Pet shop usa bicicleta para buscar e levar os animais.

Serviço
Totó e Trololó

Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 80
Custo: R$ 5
Disponibilidade: Centro e bairros adjacentes
Telefones: (41) 3018-8881 ou 9904-3010.

Leia mais
Veja detalhes sobre entregas por bicicleta no levantamento feito pela ONG Transporte Ativo na cidade do Rio de Janeiro.

Enviado por Alexandre Costa Nascimento (@Ale_CN) - Odômetro: 7.815 km, 17/02/2012 às 16:19


Divulgação

Divulgação / Curta a fan page do Ir e Vir de Bike e concorra a uma edição especial da revista aU, Curta a fan page do Ir e Vir de Bike e concorra a uma edição especial da revista aU,

A revista Arquitetura e Urbanismo (aU) do mês de fevereiro traz um especial sobre cidades cicláveis.

A publicação da editora Pini ouviu especialistas que responderam questões sobre ciclovias e projetos de mobilidade e apresentaram propostas para as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Tem também projetos de bicicletário, paraciclo, design de bicicleta. A revista mostra ainda projetos de Nova York, Portland e Cidade do México, além de uma entrevista com Jan Gehl sobre cidades e pessoas.

A revista já está disponível em bancas, na Livaria Cultura, Fnac e livrarias especializadas em design, arquitetura e urbanismo. O exemplar custa R$ 29.

Ganhe uma revista

O Ir e Vir de Bike vai presentear um dos leitores do blog com uma edição especial da aU. O ganhador será um dos leitores que curtem a fan page do blog no Facebook. A escolha será feita no dia 5 de março (quinta-feira).

Enviado por Alexandre Costa Nascimento (@Ale_CN) - Odômetro: 7.812 km, 16/02/2012 às 11:14


Infográfico / Agência Estado

Infográfico / Agência Estado / Circulação compartilhada entre ônibus e bicicletas existem em várias cidades. Circulação compartilhada entre ônibus e bicicletas existem em várias cidades.

O compartilhamento seguro das vias exclusivas de ônibus com os ciclistas é uma realidade em cidades como Berlin, Londres e Salt Lake City.

Em Curitiba, apesar da restrição legal, as canaletas já servem na prática como "ciclovias gigantes". Esse uso deve ser evitado dado os riscos envolvidos, mas o debate sobre o compartilhamento das canaletas deve sim ser feito.

Essa seria uma forma simples de agregar 81 quilômetros à rede cicloviária da cidade justamente nos eixos estruturais mais usados nos deslocamentos diários da população.

O investimento necessário seria apenas em sinalização das vias e campanhas de educação de motoristas e ciclistas.

O que soa absurdo é a manutenção da situação atual, em que o poder público municipal solenemente ignora a situação de que as canaletas já são compartilhadas, ainda que de forma "extra-oficial". Isso só potencializa o risco de tragédias, como a que vitimou o ciclista Edimar Nascimento, já que o ciclista é sempre a parte mais fraca nessa relação.

A questão principal é mesmo o foco na educação e no uso compartilhado e seguro das vias -- elementos dessa equação que as cidades mais civilizadas já conseguiram resolver com sucesso.


Reprodução/SLC

Reprodução/SLC / Na capital do estado americano de Utah, bicicletas e ônibus circulam na mesma via exclusiva. Na capital do estado americano de Utah, bicicletas e ônibus circulam na mesma via exclusiva.

Outra ideia, defendida pela Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu (CicloIguaçu) é a implantação de ciclofaixas em substituição às faixas de estacionamento ao longo dos eixos das canaletas.

O uso compartilhado não traria transtornos ou atrasos nos horários dos ônibus. De acordo com o engenheiro Ismael Bagatin França, responsável pelo sistema de transporte público da cidade, a velocidade operacional dos ônibus biarticulados nas canaletas é de 18 km/h, compatível, portanto, com a velocidade média de um ciclista nessas mesmas vias.

Histórico

O uso das bicicletas nas canaletas do ônibus expresso foi proibido em 1995, pelos decretos n° 696/95 e n° 759/95, durante a gestão do prefeito Rafael Greca (ex-PFL hoje no PMDB).

A proibição entrou em vigor após a morte de um menino que pegava "rabeira" em um dos ônibus, fato que chocou a opinião pública.

Os decretos autorizavam, inclusive, a multa de ciclistas e apreensão de biciclcetas que trafagavam na via dos ônibus expressos.

As apreensões só foram suspensas após a Promotoria de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais, do Ministério Público do Paraná (MP-PR), mover um processo administrativo contra os decretos, por considerá-los inconstitucionais e sem amparo na Constituição Estadual e no Código Brasileiro de Trânsito.

A ação foi proposta pelos ciclistas, representados pelo advogado Marcelo Araujo, que hoje responde pela Secretaria de Trânsito de Curitiba (Setran).

O argumento jurídico foi o de que a Prefeitura não tem competência para legislar sobre o trânsito e de que a Urbs não tem competência para invadir a área da Polícia Militar e aplicar sanções em infrações de trânsito.

Foi essa ação, de 1995, que originou a contestação que acabou retirando os poderes de autuação da Diretran, que resultou na criação da Setran.

Em apenas um mês de fiscalização, em setembro daquele ano, a Prefeitura apreendeu 49 bicicletas, das quais 22 foram devolvidas aos proprietários mediante o pagamento de multas. O total de apreensões nunca foi revelado.

Blitz educativa


Divulgação/Prefeitura de Curitiba

Divulgação/Prefeitura de Curitiba / Fiscalização da extinta Diretran em junho de 2011: Fiscalização da extinta Diretran em junho de 2011: "lugar de bicicleta não é na canaleta".

Em meados do ano passado, a Prefeitura de Curitiba promoveu blitze educativas envolvendo agentes de trânsito, policiais do BPTran e Polícia Civil para abordar ciclistas que trafegavam nas canaletas exclusivas do ônibus expresso.

Em oito horas de operação distribuída em cinco pontos do centro da capital, os agentes abordaram 438 ciclistas que pedalavam pela canaleta.

O objetivo da operação, de acordo com o coordenador de fiscalização de trânsito da Urbs, Alceu Portella, foi coibir o tráfego de veículos nas canaletas.

O risco existe, é fato. Eu particularmente não trafego nas canaletas e prefiro dividir espaço nas ruas com os carros – direito assegurado pelo Código Brasileiro de Trânsito.

Mas muitos ciclistas se sentem mais seguros na canaleta do que nas ruas, sendo espremidos por motoristas.

A questão, entretanto, é: se centenas se arriscam nas canaletas, quantos milhares não deixariam o carro em casa se a cidade oferecesse uma rede de ciclovias adequada?

Não é difícil fazer a conta: 438 ciclistas são 438 carros a menos nas ruas. Em linha reta, isso representa cerca de 2 km a menos de congestionamento nas ruas da cidade.

Ao trocar o carro pela bicicleta em um percurso médio de 12 quilômetros por dia (ida e volta), em uma semana esses ciclistas deixam de emitir 10 toneladas de CO2 na atmosfera.

Outro cálculo: se for para acomodar esses mesmos 438 cidadãos no transporte público, a Prefeitura precisaria de um ônibus biarticulado Azulão e um Ligeirinho, o que demandaria alguns milhões de reais em investimentos.

Enviado por Alexandre Costa Nascimento (@Ale_CN) - Odômetro: 3.812 km, 14/02/2012 às 21:21


Reprodução/Bicicletada de Curitiba

Reprodução/Bicicletada de Curitiba / A primeira ciclofaixa de Curitiba: intervenção urbana foi multada como A primeira ciclofaixa de Curitiba: intervenção urbana foi multada como "crime ambiental".

A Justiça paranaense suspendeu, em caráter liminar, os efeitos da multa aplicada pela Prefeitura de Curitiba contra um grupo de cicloativistas pela pintura de uma "ciclofaixa pirata" na Rua Augusto Stresser, em setembro de 2007.

A intervenção urbana foi promovida pelos integrantes da Bicicletada de Curitiba como um protesto no Dia Mundial Sem Carro. O objetivo do movimento era chamar a atenção do poder público para a necessidade de políticas de mobilidade focadas no uso da bicicleta.

A Prefeitura não gostou da brincadeira e multou, em cerca de R$ 750, os ciclistas Fernando Rosenbaum, Juan Parada e Jorge Brandt por crime ambiental e pichação.

Rosenbaum e Parada pagaram suas multas com o dinheiro da festa "Crime ambiental, nem a pau!", promovida pelos cicloativistas de Curitiba para levantar fundos para a causa. O grupo arrecadou cerca de R$ 4 mil, com contribuições que vieram do Rio de Janeiro, São Paulo e até mesmo de Amsterdam.

A terceira multa, de Nataraj, entretanto, não foi paga para que o grupo pudesse contestar na Justiça a legalidade da pena imposta.

Em meados de janeiro, uma liminar concedida pelo juiz Marcos Vinícius da Rocha Loures Demchuk, da 7ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central da Comarca de Região Metropolitana de Curitiba, autorizou o pagamento do valor da multa -- atualmente R$ 1.221,35 --, em juízo suspendendo a inscrição do ciclista na Dívida Ativa do município, permitindo a emissão de certidão positiva com efeitos de negativa.


Rodolfo Buhrer/Gazeta do Povo

Rodolfo Buhrer/Gazeta do Povo / Integrantes do movimento Bicicletada Curitiba, em foto de outubro de 2007, mostram a ciclofaixa apagada na Augusto Stresser; na foto, da esquerda para a direita, Juan Parada (um dos multados), Antonio Ramos, Gabriel Nogueira, Luis Peters (ao fundo), Olho e Goura NatarajIntegrantes do movimento Bicicletada Curitiba, em foto de outubro de 2007, mostram a ciclofaixa apagada na Augusto Stresser; na foto, da esquerda para a direita, Juan Parada (um dos multados), Antonio Ramos, Gabriel Nogueira, Luis Peters (ao fundo), Olho e Goura Nataraj

"Agora vamos começar a discussão sobre a legalidade ou não da multa em audiência marcada para o dia 14 de março", explica o advogado Maurício de Paula Soares Guimarães, que representa Goura Nataraj na ação.

O Município de Curitiba, arrolado como réu no processo, já recebeu a citação para a audiência de conciliação no dia 08/02, de acordo com as informações do processo nº 0003183-23.2011.8.16.0179 no site do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

"A alegação de crime ambiental pela pintura de uma ciclofaixa é surreal", avalia Goura Nataraj. Segundo o cicloativista, que preside a Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu (CicloIguaçu), entidade fundada no ano passado, o objetivo é mostrar que a ação teve um objetivo político mais amplo em defesa da cidade e do meio ambiente.

Pichação ou Protesto?

A discussão é ampla. A lei municipal 11.095, de 2004, e a lei federal 9.605, de 1998, determinam que pichar e grafitar sem autorização é crime. No artigo 100 da legislação municipal, está claro que a proibição é extensiva a “qualquer equipamento de mobiliário urbano, monumentos ou qualquer lugar de uso público e privado”.

No entanto, o caso da pintura da ciclofaixa pelos ciclistas foi um ato isolado, com características que a diferenciam de uma pichação qualquer, lembra o advogado Maurício de Paula Soares Guimarães. “Seria vandalismo se não tivesse sido divulgado e tivesse sido feito na calada da noite, por exemplo, de forma clandestina”, exemplifica.

(Aline Peres)


Veja também

Vídeo da implantação da 1ª Ciclofaixa de Curitiba:

Vídeo de divulgação da festa "Crime ambiental, nem a pau!"

Enviado por Alexandre Costa Nascimento (@Ale_CN) - Odômetro: 7.812 km, 14/02/2012 às 14:23


Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike

Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike / Ir e vir é um direito. Exerça-o de bike!Ir e vir é um direito. Exerça-o de bike!

A greve dos motoristas e cobradores de ônibus do transporte público de Curitiba e região metropolitana trouxe o caos à capital paranaense.

O trânsito da cidade, que já anda complicado em dias normais, simplesmente travou, transformando as ruas em um enorme engarrafamento.

Motoristas levaram 1h20 para percorrer, de carro, trajetos que podem ser feitos em meia hora à pé.

Para fugir dessa arapuca motorizada, muita gente usou a bicicleta para trabalhar na manhã dessa terça-feira (14) provando, mais uma vez, que a bicicleta é parte importante da equação para resolver o problema do trânsito das grandes cidades.

"Mas estava chovendo!", alguns podem argumentar. Ok. Mas o transtorno de enfrentar um trânsito congestionado é, certamente, infinitamente pior do que usar uma capa de chuva e levar uma troca de roupas secas na mochila.

Ir e vir é um direito. E a melhor forma de exercê-lo é de bicicleta -- estejam os motoristas e cobradores em greve ou não. Aliás, vale lembrar que a greve também é um direito legítimo, assegurado pela Constituição.
Mas, também é dever da categoria respeitar o mínimo de 30% de continuidade para serviços essenciais e respeitar as demais decisões de Justiça.

Cuidado nas canaletas

Vai de bike durante a greve do busão? Ótimo, mas atenção: as canaletas estão sem ônibus, mas muito cuidado com o trânsito de veículos de serviço (polícia, bombeiros, Siate).

Cuidado também com os taxis, já que a URBS também autorizou o trânsito desses veículos nas canaletas do ônibus expresso. Além disso, é preciso ter atenção redobrada com os motoristas "espertalhões" que estão usando as canaletas para furar a fila do congestionamento.

Quando não houver ciclovia, ciclofaixa, acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, o ciclista deve circular nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação dos carros, com preferência sobre os veículos automotores. E não se esqueça: calçada é lugar do pedestre.


Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike

Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike / Greve? Que greve???Greve? Que greve???

Recordar é viver

Era uma vez uma "cidade modelo" no transporte público. Um dia, os motoristas e cobradores de ônibus entraram em greve. Sem avanço nas negociações, os grevistas promoveram um quebra-quebra contra os próprios ônibus. Aí, o preço da tarifa da passagem subiu. FIM.

Enviado por Alexandre Costa Nascimento (@Ale_CN) - Odômetro: 7.812 km, 14/02/2012 às 11:45


Divulgação

Divulgação / Programa Pedala Curitiba, atividade de ciclismo realizada nas noites de terça-feira.Programa Pedala Curitiba, atividade de ciclismo realizada nas noites de terça-feira.

O Pedala Curitiba, passeio ciclístico noturno promovido todas as terças-feiras foi cancelado em função da greve dos motoristas e cobradores de ônibus.

De acordo com a Secretaria de Trânsito (Setran), todo o efetivo da secretaria estará voltado à orientação do trânsito e não haverá agentes disponíveis para a escolta dos cilistas.

"É também uma medida de segurança", disse o secretário Marcelo Araújo, da Setran.

A programação do Pedala Curitiba deverá ser retomada no dia 28, após o Carnaval.

Enviado por Alexandre Costa Nascimento (@Ale_CN) - Odômetro: 7.789 km, 12/02/2012 às 16:45


Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike

Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike / Com totens depredados e abandonados, ciclistas ficam sem sinalização nas ciclovias de Curitiba. Com totens depredados e abandonados, ciclistas ficam sem sinalização nas ciclovias de Curitiba.

Imagine o que aconteceria com o trânsito da cidade se todos os elementos de sinalização das ruas desaparecem por conta do abandono, do vandalismo e da falta de cuidados dos órgãos responsáveis. Junte a tudo isso uma boa dose de descumprimento contratual e uma pitada de omissão do poder público e você terá o retrato atual da rede cicloviária de Curitiba.

Os cerca de 1 mil totens de sinalização das vias, que têm a função de sinalizar e alertar ciclistas e pedestres, encontram-se em completo estado de abandono.

Como se já não bastasse o asfalto em condições precárias, a descontinuidade da rede e a ausência de segurança para quem usa as ciclovias de Curitiba – propagandeada pela Prefeitura como “a segunda maior do país” --, essa falta de sinalização adequada dificulta ainda mais a vida de quem usa a bicicleta para ir de um ponto a outro da cidade pedalando.

De acordo com o ofício nº 395-EM/GTL da Prefeitura de Curitiba, formulado em resposta à Proposição nº 062.00146.2011 da Câmara Municipal, a empresa Clear Channel é responsável pela instalação, manutenção, limpeza e conservação do mobiliário urbano de Curitiba, conforme previsto no Contrato de Concessão nº 14.547/2002.

“No que se refere è infraestrutura cicloviária, a empresa em questão é responsável, única e exclusivamente, pela manutenção do elemento do mobiliário urbano – totens de identificação de ciclovias – instalados ao longo das ciclovias e circulações compartilhadas oficiais”, diz o documento oficial, assinado pelo prefeito Luciano Ducci (PSB).

Apesar do flagrante descumprimento contratual, como pode se perceber claramente nas fotos abaixo, não se tem registro de que a Prefeitura tenha cobrado da Clear Channel a recuperação dessa sinalização.

Questionado sobre porque a empresa estaria descumprindo o contrato de concessão, o gerente de operações da Clear Channel, Dalmo Marins, informou que esse trabalho é feito de forma permanente, mas que a velocidade do vandalismo é maior que a capacidade de reposição da empresa. “A manutenção é feita sempre que necessário com reposição de equipamentos e reparos”, garante.

Ainda assim, a logomarca das administrações municipais nos equipamentos provam que, em alguns casos, esse trabalho não é feito há mais de uma década. Mas, segundo Marins, a Clear Channel não é responsável pela criação das artes e apenas imprime o arquivo que é enviado pelos órgãos gestores da Prefeitura.

“Lembramos que a Prefeitura de Curitiba está revitalizando várias ruas e avenidas da cidade e com isso alguns equipamentos são retirados temporariamente para que as obras sejam realizadas”, explica.

De acordo com o gerente, todos os equipamentos – cerca de 1 mil totens --, estão em processo de revitalização na cidade ao custo estimado de R$ 650 mil, valor correspondente apenas a substituição das placas das ciclovias.

Know how ciclístico


Reprodução/Smartbike DC

Reprodução/Smartbike DC / Sistema público de bicicletas de aluguel operado pela Clear Channel em Washington D.C.Sistema público de bicicletas de aluguel operado pela Clear Channel em Washington D.C.

A Clear Channel possui modelos de bicicletas usados como complemento ao transporte público, através de um sistema de aluguel chamado Smart Bike. O sistema opera em Paris, cidade sede da empresa e também em outras cidades em que a empresa está presente, como Cidade do México, Barcelona, Milão, Washington, Dijon.

Porém, segundo Dalmo Marins, não existe planos de implantar esse sistema em Curitiba. “Esse equipamento não faz parte do contrato atual, devendo ser objeto de estudo para um aditivo ou nova licitação”, completa.

Pacta sunt servanda

Há um conceito jurídico que rege todas as relações e prevê que todos os contratos devem ser respeitados.

Se o vandalismo e a depredação são usados como argumento para a empresa não manter os equipamentos em bom estado, cabe questionar: isso já não estava previsto no contrato, como o risco da própria operação?

Aliás, fica aqui o desafio: alguém já viu um painel publicitário da Clear Channel depredado sem ser recuperado por mais de três dias?

Muito provavelmente não. Isso porque qualquer dano a esses equipamentos são prontamente reparados, já que a publicidade – principal fonte de receita de empresa – depende disso.

Por outro lado, a sinalização das ciclovias permanece em completo estado de abandono, em flagrante desrespeito ao contrato de concessão.

Isso abre a possibilidade para que cidadãos comuns – ciclistas ou não --, ou entidades representativas, como a Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu (CicloIguaçu), acionem a Promotoria de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público, do Ministério Público do Paraná (MP-PR), contra a Clear Channel e a própria Prefeitura.

O próprio Executivo municipal, entretanto, também deveria usar os canais jurídicos ou os instrumentos contratuais para cobrar o efetivo cumprimento contratual, exigindo a imediata restauração dos equipamentos de sinalização das ciclovias de Curitiba.

Enviado por Alexandre Costa Nascimento (@Ale_CN) - Odômetro: 7.758 km, 11/02/2012 às 02:15


Arnaldo Alves/AENotícias

Arnaldo Alves/AENotícias / Projeto do Corredor Aeroporto Rodoferroviária é desenvolvido pelo Ippuc. Obras serão feitas com recursos do PAC da Copa.Projeto do Corredor Aeroporto Rodoferroviária é desenvolvido pelo Ippuc. Obras serão feitas com recursos do PAC da Copa.

A Prefeitura de Curitiba confirmou oficialmente que o projeto de requalificação da Avenida Comendador Franco, mais conhecida como Avenida da Torres, terá a inclusão de 10 quilômetros de ciclovias dentro do projeto de adequação da cidade para a Copa do Mundo de 2014.

A ciclovia será implantada nos dois lados da avenida, com sentidos opostos, totalizando 20 quilômetros de infraestrutura cicloviária. Essa informação já havia sido adiantada com exclusividade pelo Ir e Vir de Bike em agosto do ano passado.

A malha deverá ligar o centro de Curitiba ao portal do município de São José dos Pinhais. A continuação do chamado corredor metropolitano cicloviário ficará a cargo da Prefeitura de São José dos Pinhais, que também terá recursos do PAC da Copa para executar a ligação até o Aeroporto Internacional Afonso Pena.

A ciclovia da Avenida das Torres será segregada e ficará ao lado das calçadas, que também serão refeitas com novo padrão de piso antiderrapante e medidas que atendem às normas de acessibilidade.

Calçadas e a faixa de ciclovia terão largura mínima de 1,5 metro cada. A iluminação também será refeita ao longo da avenida.


Ilustração/ Ippuc

Ilustração/ Ippuc / Projeto da ponte estaiada na Av. das Torres também prevê infraestrutura para circulação dos ciclistas. Projeto da ponte estaiada na Av. das Torres também prevê infraestrutura para circulação dos ciclistas.

Segundo a Prefeitura de Curitiba, a ponte estaiada, que será construída no cruzamento com a rua Francisco H. dos Santos, no Jardim das Américas, também terá a implantação de ciclovia nas duas laterais para o trânsito seguro de ciclistas e pedestres.

Ciclovia Osmar da Cunha

Em agosto de 2011, o ciclista Osmar da Cunha morreu atropelado por enquanto pedalava, por volta das 7h da manhã, na Avenida das Torres. Ele foi atingido por um Audi A3, dirigido pelo empresário Savo Cicilovic, que estava bêbado, conforme relato da Polícia Militar.

Após a tragédia, a Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu (CicloIguaçu) publicou um manifesto reivindicando a construção de um corredor ciclístico entre Curitiba e São José dos Pinhais, com uma ciclovia decente, moderna e, acima de tudo, segura.

“Que tal obra carregue o nome deste que oxalá seja o último mártir desta insensata estrutura de vida e organização urbana. Queremos o Corredor Ciclístico Osmar da Cunha na Avenida das Torres. Que as obras contemplem efetivamente a dignidade da bicicleta, e com ela a lembrança da fragilidade do corpo humano, coisa que parece estar ausente nos ´velozes e furiosos´ dias em que vivemos”, dizia o texto.

Potencial de uso da ciclovia


Albari Rosa/ Gazeta do Povo

Albari Rosa/ Gazeta do Povo / Menos carros, mais bicicletas: Avenida das Torres receberá 10 quilômetros de ciclovias. Menos carros, mais bicicletas: Avenida das Torres receberá 10 quilômetros de ciclovias.

Se apenas 0,5% da população dos bairros diretamente cortados pela Avenida das Torres usar a bicicleta como meio de transporte, o novo corredor ciclístico poderá atender diariamente cerca de 8 mil pessoas.

Levando-se em conta que cada carro circula, em média, com 2 passageiros, serão 4 mil carros a menos congestionando, poluindo e atropelando ciclistas e pedestres.

Já para acomodar esses mesmos 8 mil passageiros no sistema de ônibus da capital, seriam necessários 32 biarticulados “azulões”. Para isso, a prefeitura teria que desembolsar entre R$ 32 milhões e R$ 40 milhões.

Não é preciso ser nenhum gênio em finanças ou mestre da administração pública para perceber qual a solução mais eficiente para resolver o problema do transporte público urbano. É só uma questão de fazer as contas e ter vontade política.

Mesmo assim, é preciso reconhecer que a Prefeitura vem dando mostras de que está se preocupando com a questão, ao menos no papel.

Além do projeto da Avenida das Torres, a Prefeitura divulgou nos últimos dias que os projetos de revitalização da Rodoferroviária e da estrada de acesso ao Zoológico também contarão com estrutura cicloviária.

Enviado por Alexandre Costa Nascimento (@Ale_CN) - Odômetro: 7.758 km, 10/02/2012 às 16:40


Reprodução/Curitiba Cycle Chic

Reprodução/Curitiba Cycle Chic / No zoo de bike: estrada do zoológico de Curitiba terá ciclofaixa.No zoo de bike: estrada do zoológico de Curitiba terá ciclofaixa.

A estrada que dá acesso ao Zoológico de Curitiba terá inclusão de uma ciclofaixa. A ideia foi aprovada em reunião realizada nessa semana entre engenheiros e arquitetos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e o secretário e diretores da Secretaria Municipal de Trânsito (Setran).

A ciclofaixa será incorporada ao projeto de revitalização do trecho de seis quilômetros entre o Parque Náutico do Iguaçu e a entrada do zoo.

No fim de 2011, a Câmara de Vereadores havia aprovado uma autorização para o Executivo municipal contratar um empréstimo no valor de até R$ 32 milhões, junto a Agência de Fomento do Paraná, para execução de obras de pavimentação, drenagem, calçadas, iluminação, sinalização e ciclovias de diversos pontos da cidade.

Nessa proposta, também está prevista a requalificação com implantação de passeios, paisagismo, sinalização indicativa e iluminação e readequação do pavimento da via de acesso ao Zoológico Municipal, entre a Avenida Marechal Floriano Peixoto e a entrada do parque.

A chamada "Estrada Intercavas", que beira as cavas do Rio Iguaçu e dá acesso ao zoológico, está totalmente abandonada há anos. O asfalto está esburacado e a via totalmente sem sinalização. Outro problema é o acúmulo de lixo na beira da via e o esgoto despejado no rio.

Pelo projeto, a estrada, atualmente de mão dupla, será convertida em mão única para o tráfego de veículos. Já a ciclofaixa terá mão dupla e permitirá o tráfego de ciclistas nos dois sentidos.

A Prefeitura não informou se a obra também contemplará a revitalização das margens do rio ao longo do trecho para tornar o local mais atrativo.

Diálogo com os ciclistas

Neste sábado (11), representantes do Ippuc e da Setran estarão no início do trecho, no Parque Náutico do Iguaçu, a partir das 9 horas, para apresentar o projeto aos ciclistas curitibanos.

O encontro poderá ser cancelado em caso de chuva, devendo ser remarcado em data futura.

Dentre as questões que serão debatidas com os ciclistas está a definição do lado em que a ciclofaixa será implantada. Pelo Código de Trânsito Brasileiro, a autoridade de trânsito tem autonomia de regulamentar o tráfego de ciclistas no sentido contrário ao dos veículos, podendo a ciclofaixa ser implantada nos bordos direito ou esquerdo.

"Queremos saber o que é mais favorável aos usuários para que possamos errar cada vez menos. A ideia é aprofundar o diálogo e ouvir as sugestões dos ciclistas", afirma o secretário municipal de Trânsito, Marcelo Araujo.

Confira como será a Ciclofaixa do Zoológico:


Visualizar Ciclofaixa do Zoológico em um mapa maior

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