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Ir e Vir de Bike

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Enviado por Alexandre Costa Nascimento (@irevirdebike) - Odômetro: 22.125 km, 23/05/2013 às 20:27


Divulgação/André MArques - Arq. pessoal

Divulgação/André MArques - Arq. pessoal / André, Ivo e a bicicleta roubada (e recuperada)André, Ivo e a bicicleta roubada (e recuperada)

Uma bicicleta furtada em Curitiba reencontrou seu dono 592 dias depois, graças à honestidade de uma pessoa que abriu mão de uma recompensa de R$ 1 mil simplesmente para fazer o que é certo.

A bike – uma Trek District com correia dentada – foi furtada no dia 4 de outubro de 2011, no Santa Quitéria, em Curitiba. “No último fim de semana recebi uma ligação perguntando sobre a bici e se ainda não havia sido recuperada. Respondo que não e a pessoa diz que estava com ela na sua loja, que havia sido deixada por uma pessoa e ela não apareceu mais”, conta André Marques, dono da magrela.

“Ele foi procurar na internet alguma informação sobre ela, pois a achou diferente, e encontrou a publicação no blog Ir e Vir de Bike. Aí me ligou e eu fui lá pegá-la”, relata.

Segundo ele, Ivo Merlak, que encontrou a bicicleta, sequer considerou a questão da recompensa. "O que é de alguém a ele pertence", justificou Ivo. "Isso mostra que é a bicicleta realmente aproxima as pessoas umas das outras e da civilidade", avalia André.

A história com final feliz também virou reportagem no telejornal Paraná-TV 2ª edição. Veja o vídeo com a reportagem.

Furto na UFPR


Reprodução/Denis Turchetti

Reprodução/Denis Turchetti / Suspeito de roubar bicicletas no campus da UFPR foi detido -- e liberado horas depoisSuspeito de roubar bicicletas no campus da UFPR foi detido -- e liberado horas depois

Na noite da última quarta-feira (22), um ladrão de bicicletas foi pego em flagrante enquanto tentava furtar duas magrelas no campus da Univesidade Federal do Paraná (UFPR). Ele estava com uma Caloi Confort e uma Caloi MTB, mas como os donos das bicicletas não apareceram para formalizar uma denúncia, o suspeito foi liberado horas depois pela Polícia Militar, segundo relatos de testemunhas.

Serviço

Quem teve a bicicleta roubada ou furtada deve registrar Boletim de Ocorrência (BO) na Polícia Militar, informando todos os detalhes da bicicleta, como marca, modelo, características individuais (adesivos, arranhões, peças). Também é importante manter a nota fiscal de compra e informar o número de série do quadro (gravado embaixo do movimento central).

Em Curitiba, há um grupo no Facebook que reúne informações sobre bicicletas roubadas na cidade. Já na página Alerta de Bikes Roubadas Curitiba é possível compartilhar detalhes sobre sobre furtos e roubos.

Outro serviço colaborativo, desenvolvido na plataforma Google Maps possibilita o mapeamento das regiões com maior incidência de furtos e roubos de bicicletas na capital paranaense.


Visualizar Bicicletas Roubadas em Curitiba em um mapa maior

Enviado por Alexandre Costa Nascimento (@irevirdebike) - Odômetro: 10.117 km, 30/11/2012 às 12:00


Reprodução

Reprodução / Medidas simples de segurança reduzem os riscos, mas não eliminam completamente a possibilidade de que sua bicicleta possa ser roubada. Medidas simples de segurança reduzem os riscos, mas não eliminam completamente a possibilidade de que sua bicicleta possa ser roubada.

Aviso: o título promete algo que não será entregue ao longo do post. Na prática, não existe fórmula mágica capaz de garantir 100% de segurança para uma bicicleta estacionada em locais públicos. Mas, uma boa tranca e alguns cuidados podem diminuir consideravelmente os riscos. É disso que vamos falar.

O blog Priceonomics resolveu estudar a fundo o mercado negro das bicicletas roubadas em São Francisco. A análise, feita para a cidade californiana também vale para qualquer metrópole brasileira: “se você deixar sua bicicleta destrancada, ela será roubada. Se você usar um cadeado normal de segurança para proteger a sua bicicleta, em algum momento, ela será roubada mesmo assim. A menos que você tranque sua bike com aqueles cadeados medievais, sua bike vai ser roubada nas ruas da maioria das cidades. E mesmo se você tomar essas precauções fortes, ainda assim, corre o risco de ter a bike roubada”. (Leia o original aqui e a versão em português, traduzida pelo site Ciclismo.esp.br)

Há uma lógica econômica por trás dos furtos de bicicletas. Ainda que o retorno financeiro seja bem menor que o de outros crimes – furtos de celulares, de carteiras ou tráfico de drogas, por exemplo -- a vantagem está no baixíssimo risco que a atividade oferece. “Para efeitos práticos, roubar uma bicicleta é um crime praticamente livre de riscos. Na real, o que acontece é que a chance de ser pego roubando uma bike é quase zero e, se for, as consequências são mínimas”, aponta o estudo.


Reprodução

Reprodução / Trava estilo u-lock. Vantagem: é difícil de ser cortado e permite prender quadro e roda. Desvantagem: peso e possibilidade de ser arrombado. Preço: de R$ 45 a R$ 300.Trava estilo u-lock. Vantagem: é difícil de ser cortado e permite prender quadro e roda. Desvantagem: peso e possibilidade de ser arrombado. Preço: de R$ 45 a R$ 300.

Vale lembrar que nem mesmo países em países onde a cultura da bicicleta e a segurança pública são exemplares -- como Holanda e Alemanha, por exemplo -- existe total segurança para quem deixa a bicicleta estacionada em locais públicos. (Estamos falando de furtos de bicicletas estacionadas, que não envolvem ameaças e/ou violência física).

A regra básica é dificultar ao máximo a vida do ladrão, que sempre escolherá aquela bicicleta que oferecer maior "custo/benefício". Ou seja, aquela que é mais fácil de ser roubada (menos risco de ser pego) e maior lucro na revenda.

O estudo do Priceonomics divide os criminosos entre amadores e profissionais. O primeiro grupo é formado pelos chamados oportunistas – que agem quando encontram uma bicicleta dando sopa para conseguir fazer dinheiro rápido. Em geral, são viciados em drogas que trocam a bicicleta roubada por dinheiro para sustentar o vício. Em sua, sua amada magrela vira fumaça de meia dúzia de pedras de crack.


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Reprodução / Trava de cabo de aço. Vantagem: é resistente e fácil de ser carregado. Desvantagem: pode ser cortado por um alicate ou aberto com uma chave micha. Preço: a partir de R$ 25.Trava de cabo de aço. Vantagem: é resistente e fácil de ser carregado. Desvantagem: pode ser cortado por um alicate ou aberto com uma chave micha. Preço: a partir de R$ 25.

No segundo grupo, os chamados “especislistas”m que têm como alvo bicicletas mais caras e sofisticadas. Eles escolhem bem o que vão roubar, usam ferramentas especiais, costumam revender os equipamentos por um preço próximo ao valor de mercado e aceitam “encomendas”. “Você pode cortar uma u-lock em um minuto e meio, com as ferramentas certas. Roube três bikes e venda em Los Angeles por U$ 1.500 cada e você está ganhando um bom dinheiro”, compara um comerciante americano.

Ainda não tive o desprazer de chegar ao local em que deixei minha bicicleta estacionada e não encontrá-la. Mas tenho muitos amigos que já passaram por isso. Mas também não faço do risco de ter a bicicleta furtada um impeditivo para usá-la – motoristas também podem ser abordados no sinal ou ter o veículo estacionado roubado.

Para minimizar os riscos, procuro não deixar a bicicleta em locais com pouca circulação de pessoas. Para prendê-la, uso de forma conjunta um cadeado modelo u-lock (que levo no bagageiro) com um cadeado de cabo de aço e cadeado (que vai preso em um suporte no canote do selim).


Reprodução

Reprodução / Corrente e cadeado comuns. Vantagem: é barato e cumpre a função de prender a bicicleta. Desvantagem: o cadeado é facilmente arrombado ou aberto com uma chave micha. Preço: a partir de 15. Corrente e cadeado comuns. Vantagem: é barato e cumpre a função de prender a bicicleta. Desvantagem: o cadeado é facilmente arrombado ou aberto com uma chave micha. Preço: a partir de 15.

A desvantagem do primeiro modelo é que ele pode ser arrombado com um pé-de-cabra ou serrado. A do segundo é que ele pode ser cortado com um alicate ou aberto com uma chave micha. Para levá-la como prêmio, o ladrão de bicicletas terá de andar por aí com algumas dessas ferramentas e querer muito, muito mesmo, uma bicicleta como a minha.

Bike roubada. O que fazer?

A primeira providência a ser tomada por quem teve a bicicleta roubada é fazer um boletim de ocorrência na Delegacia de Furtos e Roubos. Mesmo que isso acabe não resultando em nada em termos práticos, ele é um documento importante caso você reconheça sua bicicleta com outra pessoa. Além disso, o BO acaba gerando estatísticas que, em um mundo ideal, pode determinar ações estratégicas do poder público em pontos com maior número de ocorrências.

Antes de mais nada, tenha anotado em algum lugar o número de série de sua bicicleta (é o número do “chassi”, que está gravado em algum lugar no quadro). Ele é usado para identificar a sua bicicleta. Ao fazer o BO, é importante que esse número seja informado. Se tiver a nota fiscal da bicicleta, melhor ainda.

Cadastro de bikes roubadas

No Facebook, foi criado o grupo Alerta de Bikes Roubadas Curitiba, com a finalidade de divulgar casos de furtos e roubos na cidade. Quem passou pelo problema, pode postar a foto da bicicleta, com detalhes e localização para eventual reconhecimento da magrela.

Importante: por questões de segurança, toda e qualquer tentativa de recuperar a bicicleta roubada deve ser feita apenas pela polícia, com base no registro do Boletim de Ocorrência.

Rastreador

Nos Estados Unidos, uma empresa criou o SpyBike, um sistema de segurança que permite o rastreamento, via GPS, de bicicletas roubadas. O dispositivo – do tamanho de um fone de ouvido – é instalado no quadro.

Se o sistema não for desativado pelo usuário com uma chave especial, o sensor inicia o rastreamento, que envia ao dono uma mensagem SMS de alerta. O sistema faz o upload das coordenadas de localização da bicicleta e o usuário pode então informar a polícia.

O serviço de monitoramento é gratuito, mas os usuários têm que equipar a unidade com um chip de celular (SIM Card), que cobra pelo uso dos dados. O equipamento custa US$ 153,58 (cerca de R$ 325), além do pacote de dados da operadora de telefonia.

Dicas de segurança:

- Prenda, preferencialmente, o quadro e as rodas da bicicleta em um local fixo;

- Procure usar mais de um sistema de segurança;

- Evite correntes e cadeados comuns; eles podem ser facilmente abertos com o uso de chave micha;

- Dê preferência aos cadeados de cabo de aço. Quanto mais grosso e resistente, melhor;

- Use trancas com chave tetra ou chaves especiais (com código), que são mais difíceis de serem violadas;

- Use adesivos para esconder a marca. Bicicletas “surradas” costumam chamar menos a atenção do que um que expõe marcas internacionais cobiçadas;

- Retire as partes móveis da bicicleta e acessórios (selim com blocagem, ciclocomputador, bolsas e faróis);

E, se nada disso der certo, tome atitudes drásticas


Reprodução/Louis Maistros

Reprodução/Louis Maistros / Um pitbull adestrado preso junto à bike pode garantir 100% de segurança Um pitbull adestrado preso junto à bike pode garantir 100% de segurança

Enviado por Alexandre Costa Nascimento (@irevirdebike) - Odômetro: 9.917 km, 19/11/2012 às 12:09


Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike

Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike / Bar d´O Torto, no São Francisco: bolinho de carne e conversa na calçada. Bar d´O Torto, no São Francisco: bolinho de carne e conversa na calçada.

Que tal explorar, de bicicleta, a vida noturna de Curitiba? Essa é a proposta do Bike & Bar, um roteiro gastronômico-cultural criado pela KuritBike, empresa de cicloturismo urbano e aluguel de bicicletas que opera na capital paranaense.

Mas se engana quem pensa que se trata de um passeio etílico. A proposta é conhecer a cultura e a vida boêmia curitibana, além dos pratos e acepipes servidos em diferentes estabelecimentos.

Quem vem de fora é convidado a experimentar o tradicional bolinho de carne do Torto, a famosa carne de onça no Vila das Artes. Quem tem estômago (e coragem) acaba experimentando o rollmops (filé de peixe enrolado em uma cebola em conserva). Para finalizar, os ciclistas podem provar o banoff, doce com influência alemã, mas de receita exclusiva local.

O passeio começa no centro da cidade. Passa pelo Bar O Torto, no São Francisco. De lá, segue para o Alto da XV, passando pelo Aldeia do Beto (antigo Beto Batata), pelo restaurante La Linda, e pelos bares Vila das Artes, Cana Benta e Baronesa.

O roteiro, entretanto, é flexível e varia de acordo com o interesse do grupo. A preferência é pelos estabelecimentos tradicionais e em que os ciclistas são bem vindos. “Em alguns bares, passamos apenas para conhecer. Mas o grupo tem total liberdade para parar e escolher o que quer entrar e ficar”, explica o empresário Gustavo Carvalho, guia dos passeios.


Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike

Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike / Aldeia do Beto, no Alto da VX: paraciclo temático e um pouco de história. Aldeia do Beto, no Alto da VX: paraciclo temático e um pouco de história.

A cada parada, entre goles e petiscos, Carvalho conta um pouco da história do bar, da cultura e do público que freqüenta, da culinária e da formação histórica do bairro. “É uma forma de ter contato com uma Curitiba que está fora dos fora dos roteiros turísticos tradicionais”, diz.

Recentemente, Carvalho conduziu um grupo de 15 urbanistas californianos que vieram conhecer a cidade. “Eles ficaram encantados com o passeio. Gostaram do clima do Torto, em que as pessoas ficam nas calçadas do entorno conversando”, relata.

Se beber, não pedale

Carvalho lembra que o foco do tour é gastronômico e cultural. O guia garante que controla a bebida alcoólica para não permitir excessos que ponham em risco a segurança do grupo. “Temos o passeio a mais de um ano e nunca tivemos nenhum problema. O perfil de quem busca esse passeio é outro. O prazer vem da própria pedalada”.

Bicicleta e cafeína


Reprodução/KuritBike

Reprodução/KuritBike / Novo roteiro temático vai percorrer de bicicleta os cafés da cidadeNovo roteiro temático vai percorrer de bicicleta os cafés da cidade

Em dezembro, a KuritBike começará a operar um novo roteiro temático para explorar os melhores cafés da cidade. “O roteiro foi pensado para oferecer uma experiência sensorial e de degustação dos cafés especiais e gourmets servidos na cidade”, explica Carvalho.

Neste caso, o guia também conta durante o passeio a história dos estabelecimentos e do. “No café do Museu Oscar Niemeyer, por exemplo, só é servido café com grãos produzidos do Paraná. Além da degustação, aproveitamos para contar um pouco da história do ciclo econômico do café no nosso estado”, explica.

Bike e trem

A Kuritbike fechou uma parceria com a Serra Verde Express, empresa que opera o trem turístico que liga Curitiba a Morretes e Paranaguá, passando por uma ferrovia com 125 anos de história na maior área preservada de Mata Atlântica do Brasil.


Reprodução/KuritBike

Reprodução/KuritBike / Bicicletas da KuritBike podem ser alugadas para quem vai passear de tremBicicletas da KuritBike podem ser alugadas para quem vai passear de trem

As bicicletas ficam a disposição na sede da Serra Verde e permitem que o turista alugue o equipamento para levá-lo ao passeio. O custo do aluguel é de R$ 25 para 4 horas ou de R$ 40 a diária. O turista tem a opção de levar a bicicleta no trem para usá-la durante o passeio em Morretes. O custo para o transporte do equipamento é de R$ 7,50 por trecho.

e-bike Tour

A empresa também fechou parceria com a General Wings, representante no Brasil das bicicletas elétricas Italwin. A proposta é operar bike tours com bicicletas elétricas nós mesmos moldes dos passeios já oferecidos pela empresa. “A ideia é diversificar as opções. As bicicletas elétricas podem atender a um público específico, que também tem vontade de pedalar mas, por questões de idade ou forma física, buscam a mesma mobilidade mas com menor esforço”, explica Carvalho.

Serviço
Mais informações sobre pacotes e serviços, acesse o site da KuritBike.

*O blogueiro fez o Bike&Bar/e-Bike Tour a convite da KuritBike

Enviado por Alexandre Costa Nascimento (@irevirdebike) - Odômetro: 9.893 km, 14/11/2012 às 21:29


Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike

Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike / Palco Palco "Musicletada" da Virada Cultural de Curitiba apresentou a locomarca da campanha "Sou + Bike"

A bike vai invadir a telinha e estará todo dia com você. A RPC TV, afiliada da Rede Globo no Paraná, lançará na segunda quinzena de novembro uma campanha institucional para promover o uso da bicicleta como meio de transporte nas cidades paranaenses.

A iniciativa "Sou + Bike" contará com a divulgação de vídeos mostrando que o uso da bike é parte da rotina na nossa terra e da nossa gente.

Profissionais de diversas áreas, homens e mulheres, jovens e adultos, vão provar que é possível, sim, deixar o carro na garagem e pedalar por uma cidade melhor. A ideia é mostrar que, não importa quem você é, a bicicleta sempre será uma alternativa saudável e sustentável para lhe oferecer mobilidade.

A campanha contará ainda com um site de serviços para o ciclistas, com orientações para quem está começando, dicas, e informações sobre direitos e deveres dos ciclistas no trânsito.

Também devem ser incluídos na programação spots educativos e estimulando a convivência harmônica entre ciclistas e motoristas.

A campanha também deve promover eventos culturais, pedaladas e campanhas de conscientização para o respeito aos ciclistas, mostrando que, na via pública, todos têm o direito de ir e vir -- e que o menor e mais frágil deve sempre ser respeitado.

O desenvolvimento do projeto contou com a participação e consultoria de usuários da bicicleta, cicloativistas e ciclistas profissionais que deram informações e indicaram quais as principais necessidades dos ciclistas urbanos. O Ir e Vir de Bike também ajudou nessa consultoria.

A primeira iniciativa do Sou + Bike foi a divulgação da marca no palco "Musicletada", durante a Virada Cultural de Curitiba.

A RPC TV é uma empresa do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCom), do qual também faz para o jornal Gazeta do Povo, que mantém o blog Ir e Vir de Bike.

A rádio Mundo Livre FM, empresa do GRPCom, também apóia a causa das duas rodas com a iniciativa Pedale Por Um Mundo Livre.

A missão expressa do grupo empresarial é a de "promover, com a comunicação, o desenvolvimento da nossa terra e da nossa gente e, assim, alcançar a sustentabilidade". Com diversas iniciativas de apoio ao uso da bicicleta, objetivos como esse certamente ficam mais próximos de serem conquistados.

Enviado por Alexandre Costa Nascimento (@irevirdebike) - Odômetro: ciclista em manutenção, 09/11/2012 às 21:25


Reprodução/Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta

Reprodução/Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta / Ciclista de Vila Nova de Gaia: desconta na conta de água e impostos municipaisCiclista de Vila Nova de Gaia: desconta na conta de água e impostos municipais

Que tal pagar menos IPTU e ter desconto na conta de água pelo simples fato de usar a bicicleta como meio de transporte? O que parece sonho -- ou piada -- será realidade no município de Vila Nova de Gaia, na região do Porto, em Portugal.

A Câmara Municipal de Gaia aprovou nessa sexta-feira (9) uma lei que concede descontos na conta de água e impostos municipais para quem usar a bicicleta para ir e vir do trabalho.

"Será um projeto de mobilizar as pessoas para a utilização da bicicleta atendendo à dificuldade de cidades como Porto e Gaia", avaliou o presidente da Câmara Luís Filipe Menezes, segundo o jornal Diário de Notícias de Portugal.

O crédito será feito através de um "cheque ambiental". A cidade vai implantar um sistema de registro eletrônico nos bicicletários da cidade que vai contabilizar cada dia de uso da bicicleta. O crédito poderá ser usado para deduzir em vários tipos de faturas e impostos municipais. O desconto pode chegar a 100% da conta de água.

"Deduzi-los principalmente no imposto da água, do saneamento e resíduos sólidos urbanos", acrescentou o presidente da câmara.

Em um ano e meio, a economia para o contribuinte deve chegar a cerca de 500 euros (cerca de R$ 1,3 mil) -- preço médio de uma bicicleta no país.

Para estimular a adesão ao programa, a administração pública será a primeira a dar o exemplo e os servidores da Câmara e de empresas municipais serão os primeiros a usar as duas rodas.

Ora pois! Olhando os escândalos e o desempenho da nossa Câmara Municipal, é impossível não chegar a conclusão de que nós é que realmente somos motivo de piada.

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Enviado por Alexandre Costa Nascimento (@irevirdebike) - Odômetro: ciclista em manutenção, 31/10/2012 às 18:53


Reprodução

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Confira algumas regras para transporte de bicicletas, regras de circulação e direitos e deveres do ciclista à luz do Código de Trânsito Brasileiro (CTB):

Formas de transportar

Bike no teto:

A Resolução 349/10 do Conselho Nacional de Trânsito permite o transporte de cargas acondicionadas em bagageiros ou suportes desde que não ultrapasse a altura máxima de 50 centímetros, porém a regra não se aplica às bicicletas colocadas sobre o teto, podendo ultrapassar esse limite. Não pode ser ultrapassado o comprimento e largura da parte superior da carroceria. Essa é a forma destinada para automóveis e mistos.

No caso de caminhonetes, além do teto, o transporte na caçamba é considerada parte interna de carroceria aberta, ou seja não é considerada a caçamba como parte externa do veículo.

A Resolução 210/06 do Contran que estabelece limites máximos de dimensões dos veículos, prevê que a altura máxima dos veículos, com ou sem carga, não pode ultrapassar 4,4 metros.

Bike dentro do carro:

Quanto à colocação na parte destinada a bagagens (porta-malas) não há que se falar em qualquer restrição, pois a bicicleta é uma carga. Quanto ao espaço destinado aos passageiros (assentos) também não há qualquer regra que proíba, tampouco infração. É proibido transportar pessoas no compartimento de carga, mas não é proibido colocar cargas no compartimento de passageiros, esteja ela montada ou desmontada.

Nesse caso vale a recomendação, do acondicionamento dela de forma a não ficar solta de modo a implicar em riscos no caso de frenagens de emergência ou colisões.

A Resolução 26/98 do Contran estabelece que nos ônibus e microônibus a carga deve ser colocada em compartimento segregado dos passageiros, porém da mesma forma não estabelece penalidade por descumprimento. É o que chamaríamos de fato atípico, por não se enquadrar numa infração específica.

Bike no rack traseiro:


Reprodução

Reprodução /

A Resolução 349/10 do Contran permite o transporte de bicicletas na parte posterior. Na parte traseira, o suporte deve ser fixado em "local apropriado", não impedir a visibilidade nem obstruir as luzes do veículo.

Com relação ao uso de engate, a Resolução 197/06 dá um tratamento ao dispositivo como se sua única finalidade fosse a de tracionar outro veículo (reboque/semi-reboque) porém não vemos conflito com a expressão "local apropriado" , já que há dispositivos no mercado adaptados ao encaixe no engate, que nesse caso entendemos aplicar-se a regra da Resolução 349.

O Art. 230 , VI do Código de Trânsito prevê que é infração gravíssima conduzir com qualquer das placas sem condições de legibilidade ou visibilidade, independente do que esteja causando isso, portanto caso esse transporte comprometa a leitura da placa haverá sujeição à penalidade.

A Resolução 349 também prevê a instalação da segunda placa em decorrência de seu encobrimento, como no caso de engates. Nesse caso a segunda placa também deverá ser lacrada na estrutura, ao lado direito da traseira, ou em suporte apropriado. Informar-se junto ao Detran onde o veículo está registrado sobre os procedimentos.

Tranporte em carretinhas (reboque ou semi-reboque):

Nas carretinhas, ou seja, reboques ou semi-reboques destinados ao transporte de cargas não há qualquer restrição (desde que não impliquem naquelas já comentadas), pois sua finalidade é justamente o transporte de cargas.

Atenção ao que não se pode fazer em hipótese alguma:

Transportar na parte externa do veículo (que não das formas comentadas acima), tais como na dianteira ou na lateral do veículo podendo ser considerada infração de transportar objetos na parte externa (Art. 252, II do Código de Trânsito).

Também não se pode tracionar a bicicleta com cabos flexíveis, como cordas, na hipótese de alguém amarrar a bicicleta atrás de um carro ou moto.

Regras e comentários gerais

Circulação

Bicicletas devem ocupar as ciclovias, ciclofaixas ou acostamento, portanto quem treina em rodovias deve ocupar o acostamento (Art. 58 do CTB). Se não houver essas opções, deverá seguir pelo bordo da pista no mesmo sentido dos demais veículos; NUNCA NA CONTRAMÃO.

É proíbida a circulação de bicicletas na canaleta exclusiva do ônibus expresso. Também não é permitido pedalar nas calçadas ou em áreas exclusivas para circulação de pedestres, como calçadões.

De acordo com o artigo 255 do CTB, conduzir bicicleta em passeios onde não seja permitida a circulação desta é infração média, com penalidade de multa e medida administrativa de remoção da bicicleta. Porém, o ciclista tem o direito de só entregar o equipamento a autoridade de trânsito mediante recibo para o pagamento da multa.

O ciclista desmontado (desembarcado) é considerado pedestre, portanto se precisar deslocar-se por uma calçada, faixa de pedestres, etc., o mero desembarque já o coloca nessa condição.


Divulgação/Prefeitura de Curitiba

Divulgação/Prefeitura de Curitiba / Fiscalização da extinta Diretran em junho de 2011: Fiscalização da extinta Diretran em junho de 2011: "lugar de bicicleta não é na canaleta".

Estando montado na bicicleta, o ciclista é considerado um condutor de veículo de propulsão humana, devendo ocupar o leito da via como qualquer outro veículo bem como obedecer à sinalização.

Teóricamente, ciclista montado não pode ser atropelado e sim sofrer colisão. Atropelamento é choque entre veículo e pedestre ou animal e colisão é choque entre veículos. Portanto será atropelamento se o ciclista estiver desembarcado, e colisão se estiver embarcado.

Ciclista não pode ser atropelado, mas pode atropelar. Caso esse atropelamento venha a causar vítima (morte ou lesão) o ciclista poderá responder pelos Arts. 121 ou 129 do Código Penal e não do Código de Trânsito.

Os crimes previstos no Capítulo XIX do Código de Trânsito (Crimes de Trânsito) são cometidos na direção de veículos automotores (que se movem por seus próprios meios), e a bicicleta é veículo de propulsão humana.


Reprodução

Reprodução /

Num treino de vácuo com um veículo motorizado (moto ou carro) em rodovia, um dos dois estará errado. Ou o ciclista por estar na pista ou o veículo motorizado por estar transitando no acostamento.

São equipamentos obrigatórios para as bicicletas: campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais (olho-de-gato ou pisca), e espelho retrovisor do lado esquerdo.

Porém, como não há um cadastro com o registro dos veículos, não há como a autoridade de trânsito aplicar sanções em caso de descumprimento.

Capacete, roupas claras e reflexivas não são obrigatórias para o ciclista, mas recomendáveis.

Veículos motorizados ‘deveriam’ ultrapassar a bicicleta com uma distância lateral mínima de 1,5m (Art. 201 do CTB) mas hoje seria impossível essa autuação porque no auto de infração seria necessário constar a distância exata, e não haveria forma de se fazer essa medição. Trata-se de uma infração objetiva que necessita de valores numéricos de distância para o enquadramento legal.

Fonte: Marcelo José Araújo, advogado e professor de Direito de Trânsito. É membro da Comissão de Trânsito da OAB-PR e foi secretário de Trânsito de Curitiba.

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Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike

Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike / Bicicletaria Cultural: empresa é exemplo de empreendedorismo social Bicicletaria Cultural: empresa é exemplo de empreendedorismo social

A Bicicletaria Cultural é vencedora do 2º Prêmio Aliança de Empreendedorismo Comunitário na categoria empreendedor individual. Criada há pouco mais de um ano por iniciativa de um casal de cicloativistas -- o artista plástico Fernando Rosenbaum e a produtora cultural Tissa Valverde --, o espaço é considerado uma espécie de "Quartel General" do cicloativismo curitibano.

A Bicicletaria nasceu para suprir a demanda de falta de espaço de estacionamento seguro para bicicletas na região central da cidade. Mas a vocação criativa e o carisma dos proprietários transformou o local em um agradável espaço de convivência para os amantes da bicicleta, agregando serviços como oficina comunitária, aluguel de bikes além de uma ampla agenda de eventos com encontros, palestras, fóruns e atividades culturais relacionadas à ciclocultura.

Os critérios avaliados para a premiação foram: histórico do negócio; visão de futuro em relação ao microempreendimento; envolvimento e impactos positivos que geram na comunidade; sustentabilidade ambiental e impactos gerados sobre o meio ambiente.

A primeira colocação no prêmio promovido pela Aliança Empreendedora renderá aos cicloempreendedores R$ 5 mil. Segundo Rosenbaum, o recurso será aplicado na melhoria e expansão do negócio. "Agora temos recurso para investir na Bicicletaria", comemora.


Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike

Alexandre Costa Nascimento/Ir e Vir de Bike / Rosenbaum e Tissa: bicicleta, cultura e empreendedorismo socialRosenbaum e Tissa: bicicleta, cultura e empreendedorismo social

Além disso, os empreendedores terão um curso de capacitação em gestão e empreendedorismo e a possibilidade de captar investimento através de um portal de financiamento colaborativo para microempreendedores.

A Aliança Empreendedora, promotora do prêmio, é uma organização sem fins lucrativos (Oscip) que trabalha com projetos de apoio a microempreendedores, implantação de negócios inclusivos junto a empresas e disseminação da cultura empreendedora no Brasil.

A Aliança iniciou suas atividades em 2005 em Curitiba-PR com a missão de “Unir forças e viabilizar acessos para que pessoas e comunidades de baixa renda possam ser empreendedoras, promovendo a inclusão e o desenvolvimento econômico e social”, e a com a seguinte visão “Fazer da economia um lugar para todos”.

Hoje a Aliança Empreendedora conta com quatro escritórios no Brasil (Curitiba-PR, São Paulo-SP, Recife-PE e Salvador-BA) e já formou em sua metodologia 26 ONGs que trabalham com empreendedorismo e geração de renda em 15 estados, aumentando assim o seu impacto no território brasileiro.

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Enviado por Alexandre Costa Nascimento (@irevirdebike) - Odômetro: ciclista em manutenção, 06/10/2012 às 10:36


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(Texto originalmente publicado na página de Opinião da Gazeta do Povo de 6/10/2012, véspera das eleições municipais*)

Dos ciclistas de Curitiba, 85% são trabalhadores, 3,5% são estudantes, e o resto é diletante ou desportista. Os dados são do Ippuc e constam de uma pesquisa origem/destino que desde 2008 só faz alimentar as traças da biblioteca do instituto. É notável que a pesquisa promovida com dinheiro do contribuinte não tenha servido para orientar qualquer política de mobilidade urbana.

Mas, a despeito da incapacidade inovadora e gerencial do nosso Ippuc (que já pariu três prefeitos), a pesquisa está aí para quem quiser aproveitá-la. Realizada em 80 pontos da cidade, ela nos revela que quatro em cada cinco ciclistas ganham menos de três salários mínimos. São pedreiros, operários, serventes e vigilantes que escolhem a bicicleta por ser mais econômica (40%), rápida (33%) e saudável (9,5%). Foram esses trabalhadores que alimentaram outras estatísticas (fúnebres) da cidade: 80 ciclistas mortos em três anos.

Trata-se daquela classe trabalhadora com baixa escolaridade e salários no limite do necessário para a subsistência. Aquela que comprou carro usado financiado em 60 vezes e agora está devolvendo a lata velha para o banco. Aquela mesma que não quer sacolejar em ligeirões na hora do rush, mas não tem opção. É a ela que se deveriam destinar, de forma precípua, os recursos públicos para transporte.

As bordas da cidade estão repletas de bicicletas, mas a tecnocracia não enxerga. Além da cegueira do Ippuc, é sintomático que a Comec, responsável pelo planejamento e gerenciamento dos serviços de transporte metropolitano, tampouco contemple com seriedade este modal. Ippuc, Comec e Urbs estão aí para perpetuar o decrépito modelo de transporte da região. O automóvel individual e seus binários, pontes, viadutos e estacionamentos gigantescos. Seus engarrafamentos. Uma mentalidade dos anos 70, que cheira a mofo de farda verde.

Mas no reino da Dinamarca as coisas vão bem melhor. Em Copenhague, por exemplo, 51% das pessoas vão ao trabalho de bicicleta. E eles querem chegar a 75% em 15 anos. Arquitetos, comerciantes, estudantes, jornalistas andam de bicicleta. Há quatro décadas a ciclomobilidade se expande, promovendo uma mudança gradual, mas consistente. Em consequência, a cidade humanizou-se, as praças estão repletas de pessoas. Em palestra recente, ouvimos da boca de uma gestora da cidade que o objetivo deles é mesmo dificultar o acesso de automóveis à cidade.

E aqui? Em Curitiba, certos políticos e formadores de opinião ainda veem a ciclomobilidade como uma reivindicação da classe média – como se a classe média não pudesse exercer a cidadania! Ora, a bicicleta é símbolo de uma nova luta e de uma nova forma de fazer política. Capitaneada por jovens ciclistas, advoga por uma cidade mais humana para todas as classes sociais. Pleiteia, sem rodeios, a renovação dos nossos institutos de planejamento urbano e de coordenação de políticas de trânsito – eles envelheceram. E luta, modesta e silenciosamente, contra o cartel das montadoras, petrolíferas e empreiteiras, que sustentam o culto ao automóvel e condicionam o combalido urbanismo brasileiro.

Mas nem tudo vai mal. Vimos que nestas eleições municipais a bicicleta entrou na agenda dos candidatos a prefeito mais expressivos da capital, inclusive daqueles que jamais haviam falado sobre isso. Falta conhecimento de causa, mas o gesto é válido. Este é um caminho sem volta. O prefeito vai ter de pedalar!

*Jorge Brand é coordenador-geral da CicloIguaçu; Rodolfo Brandão de Proença Jaruga é coordenador jurídico da CicloIguaçu.

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Enviado por Alexandre Costa Nascimento (@irevirdebike) - Odômetro: ciclista em manutenção, 03/10/2012 às 11:51


Reprodução/Transporte Ativo

Reprodução/Transporte Ativo / Manual dá dicas para sgeurança de ciclistasManual dá dicas para sgeurança de ciclistas

Serviço de utilidade pública para quem faz -- ou pretende fazer -- da bicicleta um meio de transporte: a ong Transporte Ativo elaborou um manual com dicas para quem decidiu ir e vir de bike para o trabalho.

A publicação traz respostas para as "desculpas clássicas" como questão do suor, roupas, trânsito e clima. O manual também traz dicas para envolver os tomadores de decisão das empresas na criação de programas de estímulo ao uso da bicicleta por funcionários.


O material foi desenvolvido juntamente com o grupo Mountain Bike BH. Com o patrocínio do banco Itaú, a TA imprimiu 500 cópias do material que serão "cirurgicamente" distribuídas em empresas de todo o país.

O manual também está disponível na versão digital de forma gratuita para todos os interessados.

Clique aqui para baixar o pdf.

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Enviado por Alexandre Costa Nascimento (@irevirdebike) - Odômetro: ciclista em manutenção, 01/10/2012 às 10:55


ROLAND SCHLAGER/EFE

ROLAND SCHLAGER/EFE / Hobsbawn morreu aos 95 anos, após um longo período doenteHobsbawn morreu aos 95 anos, após um longo período doente

O historiador Eric Hobsbawm, que morreu nesta segunda-feira (1º) em Londres, aos 95 anos, era um entusiasta da bicicleta. Uma das mentes mais influentes de seu tempo, Hobsbawm, durante a juventude, fez uma viagem de bicicleta com seu primo Ronnie explorarando o sul da Inglaterra e o norte do País de Gales.

Em um trecho do livro Tempos interessantes: uma vida no século XX, o historiador classifica a bicicleta como um dos instrumentos mais importantes da história, compararável à prensa de Gutenberg.

Segundo ele, o veículo de duas rodas é o único sem desvantagens óbvias e que oferece a plena realização das possibilidades de ser humano.

O intelectual, que usou os princípios do marxismo para explicar o mundo atual, publicou seu último livro em 2011, sob o título "Como mudar o mundo". Entre suas obras mais destacadas, que influenciaram gerações de historiadores, estão "Era dos Extremos: o Breve Século XX: 1914 - 1991" e "Globalização, Democracia e Terrorismo".

Leia o trecho em que o historiador relata sua visão sobre a bicicleta:

Até mesmo a forma de transporte que nos libertou era barata, pois nós, ou nossos pais, seguimos o conselho dos anúncios na traseira dos ônibus londrinos de dois andares: 'Desça desse ônibus. Ele jamais será seu. Compre uma bicicleta por dois pence por dia'.

Com efeito, com poucas prestações semanais podia-se comprar a bicicleta – no meu caso uma brilhante Rudge-Whitworth, que custava mais ou menos cinco ou seis libras. Se a mobilidade física é condição essencial da liberdade, a bicicleta talvez tenha sido o instrumento singular mais importante, desde Gutenberg, para atingir o que Marx chamou de plena realização das possibilidades de ser humano, e o único sem desvantagens óbvias.


Reprodução/http://oldbike.wordpress.com

Reprodução/http://oldbike.wordpress.com / Bicicleta modelo Rudge-Whitworth, semelhante a usada por Hobsbawm para pedalar pela Inglaterra. Na época modelo custava o equivalente a R$ 20.Bicicleta modelo Rudge-Whitworth, semelhante a usada por Hobsbawm para pedalar pela Inglaterra. Na época modelo custava o equivalente a R$ 20.

Como os ciclistas se deslocam à velocidade das reações humanas e não estão isolados da luz, do ar, dos sons e aromas naturais por trás de pára-brisas de vidro, na década de 30, antes da explosão do tráfego motorizado, não havia melhor maneira de explorar um país de dimensões médias com paisagens tão surpreendentemente variadas e belas.

Com a bicicleta, uma tenda, um fogareiro a gás e a novidade da barra de chocolate Mars, explorei com meu primo Ronnie (que a pronunciava “Marr”, como se fosse em francês) grande parte das belezas civilizadas do sul da Inglaterra, e, numa memorável excursão de inverno, também as mais selvagens do norte do País de Gales.

(HOBSBAWM, E. “Tempos interessantes: uma vida no século XX”. ISBN 85-359-0300- 3. S.Paulo: Companhia das Letras, 2002. pp. 107-108)

Ps: o trecho acima foi garimpado e compartilhado pelo blog Pedalante.

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