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Ir e Vir de Bike

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Enviado por Alexandre Costa Nascimento (@Ale_CN) - Odômetro: 5.304 km, 11/08/2011 às 23:54


Reprodução

Reprodução / Relato de viagens, diário pessoal e narrativa das pedaladas de David ByrneRelato de viagens, diário pessoal e narrativa das pedaladas de David Byrne

“Andar de bicicleta em _ _ _ _ _ _ _ _? Você está maluco? Sim...e não. O trânsito aqui é bem caótico e o lugar é cheio de subidas, mas as ruas ficaram tão congestionadas nos últimos anos que hoje é mais rápido – ao menos durante o dia – chegar ao centro da cidade de bicicleta do que de carro”.

O parágrafo acima fala, na verdade, sobre Istambul, capital da Turquia. Mas poderia perfeitamente estar falando de Curitiba. O trecho é parte do livro Diários de Bicicleta, do músico, escritor e cicloativista David Byrne (ex-Talking Heads).

Há três décadas, Byrne fez da bicicleta seu meio de transporte em Nova York e outras tantas cidades por onde passou em turnês e durante viagens: Berlim, Istambul, Buenos Aires, Londres, Sydney.

O livro reúne partes de um diário escrito pelo músico ao longo dos últimos anos. Mas, longe de ser uma “Bíblia do Cicloativismo”, a obra oferece uma boa chance para se conhecer essas cidades de uma forma que só é possível aos olhos de quem pedala. E, por isso mesmo, vai além, trazendo reflexões sobre urbanismo, política, cultura, planejamento urbano e arquitetura.

Lá pelas tantas, Byrne também cita Curitiba. Ao falar sobre a cidade, o músico elogia o ex-prefeito Jaime Lerner, que, segundo ele, com um planejamento urbano inteligente e barato, fez modificações que melhoraram a vida dos moradores.

Byrne pode até ter razão. Mas lá se vão duas décadas desde que Lerner projetou as ciclovias de Curitiba. Desde então, a cidade cresceu e pouco se fez para melhorar a infraestrutura cicloviária da cidade.

Se viesse hoje pedalar na terra de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, certamente Byrne ficaria chocado com o volume de carros nas ruas da cidade, com a falta de educação e respeito dos motoristas e com obras caras e inúteis como binários e a Linha Verde, que servem aos carros e não às pessoas. Obra dos psycho killers que andaram governando a cidade nos últimos tempos.

Ficha técnica

Título: Diários de Bicicleta
Autor: David Byrne
Tradução: Otávio Albuquerque, Anna Lim e Fabiana de Carvalho
Editora: Amarily
Prefácio: Tom Zé
Número de páginas: 320
Preço: de R$ 38 a R$ 49

Saiba mais
Clique aqui e leia a entrevista de David Byrne à revista Trip de julho de 2011, edição especial sobre Bicicletas.

Este é um espaço público de debate de idéias. A Gazeta do Povo não se responsabiliza pelos artigos e comentários aqui colocados pelos autores e usuários do blog. O conteúdo das mensagens é de única e exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.
ancora
Comentários
marlon pimentel | 27/08/2011 | 21:30

ola olhe nao concordo quando voces comentam que nao se pode pedalar nas calçadas , hora sou deficiente fisico e uso a minh bicicleta pra me locomover na cidade a prefeitura deveria olher isto melhor no caso dos deficientes.

ancora

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