
Palavras de Alex, o garoto de ouro que voltou à sua terrinha pra abalar os pilares que sustentam a burrice e o provincianismo com que tratamos nosso futebol - na verdade a produção cultural de um modo geral.
O dia que Alex deixar o futebol e for o presidente do Coxa - o que vai acontecer -, tomara que pelos lados da Baixada e Capanema também haja caras do mesmo naipe pra sentarem juntos à mesa prum café e papo franco, de coirmão pra coirmão, como prega Alex e sempre defendi aqui e ali.
Claro, estamos bem acima da Paraíba e Sergipe, por exemplo, mas certamente com esta mudança de mentalidade o futebol paranaense daria um pequeno passo pra em seguida dar um grande salto e tornar-se verdadeiramente uma grande potência do futebol brasileiro.
E disputar pau a pau títulos com SP, RJ, RS e MG.

Deu no que deu. O atual vice-campeão da Copa do Brasil pousou em Manaus pra levar uma surra de 4 a 1 do modestíssimo porém brigador Nacional, o Naça - que vai, aliás, disputar o título regional no domingo. O Coxa ainda estava sonolento da longa viagem, de ressaca, só pode. 4 a 1 foi demais da conta. Tetrafiasco.
(O jogo não passou na tevê, em canal nenhum, o que foi um desrespeito com o Coxa e sua torcida, mesmo em se tratando de um jogo de 2a. fase e num longínquo estádio. O rádio é uma alternativa legal, mas transmissão pela tevê é imprescindível, seja paga ou não.)
Agora Inês é morta. A torcida terá de encher o Couto na próxima quarta pra empurrar o time e virar este placar absurdo. Um 3 a 0 resolve, tarefa difícil, mas não impossível.
Se o Coxa for eliminado deste jeito, já na 2a. fase, por um time que luta pra jogar a série D do Brasileiro, seria um fiasco muito maior do que se tivesse perdido o título pro sub-23 do Atlético. Bem maior e em nível nacional.
Não tem outro jeito. Alex e cia. terão de consertar esta asneira.
Mandem bola, chicas (tão voltando!) y chicos.

O Coxa entrou em campo com uma tonelada de responsa nas costas. Se perdesse esse tetra - o mais difícil dos quatro títulos - sobre a brava piazada do Atlético seria o fim do mundo. E não deu outra. Um susto aos 5 minutos num frangaço de Vanderlei e o resto do jogo foi quase todo de Alex, the golden boy, empatando aos 29 e virando aos 40. Antes de Geraldo fazer o terceiro, no final do jogo, duas bolas já haviam estourado na trave, uma de Alex, claro, e outra de Deivid.
Agora temos dois tetras. Coxa tetracampeão. Atlético tetra-vice - ô destino...
Alex prometeu títulos aos seus fãs. Um tá na mão. Mas o Estadual tem sido fácil, vide o tetra enfileirado. O que tá faltando mesmo é aquele título, nacional, de gente grande. Uma Copa do Brasil estaria de bom tamanho - chega de vice! Um Brasileirão, com a forte concorrência, seria pedir demais - ou não?
Depois a gente pergunta pro Alex se dá ou não. Por enquanto deixemos ele curtir seu primeiro título com o Coxa.
Mandem bola, chicas (cadê ustedes?) y chicos.

O CFC tá faturando quase o dobro do CAP, mas segundo entendi, os valores do Furacão serão revisados agora que também está na 1a. Divisão.
A Caixa arrecada muito dinheiro. Imagine só em loterias quanto não fatura? Uma fortuna diária. É seu pote de ouro. E o plano do banco estatal é estampar a camisa dos maiores times de futebol do país.
Precisa também aplicar mais em educação, saúde e moradia. Pelo que a gente vê, tem ido só uns trocados pra ações sociais.
E o Paraná Clube também já poderia estar com a Caixa na camisa, mas seus enroscos com dívidas impedem. Pobre fica mais pobre; rico fica mais rico...
Mandem bola!

Foi um placar de Furacão, mas o Mecão não é time pra medir reais forças com o Atlético. O próximo jogo, dia 25, contra o Fluminense, lá, pela largada no Brasileirão, é que veremos se o Furacão voltou mesmo.
De qualquer modo o torcedor atleticano está duplamente feliz hoje, com dois times jogando o fino. O Furacãozinho vai pro Couto no domingo sem a menor obrigação de vencer e jogando uma tonelada de responsa nas costas do Coxa.
Veremos. Contando as horas no dedo pro jogo decisivo.
Mandem bola, chicos - as chicas sumiram, uma pena.

O jogo não foi sensacional, mas foi bom, deu pro gasto. Decisão no próximo domingo no Couto. Se o Coxa quer o tetracampeonato, vai ter de brigar muito; essa gurizada do Caju já foi longe, mais do que o esperado. E quem já foi longe assim, não vai querer perder a viagem.
Achei que ia ser mais fácil pro Coxa, mas não vai não. Tá em aberto o título. Tudo pode acontecer no Couto. O Furacãozinho ganhou um aumentativo depois do clássico na escura Vila Olímpica do Boqueirão. Agora é Furacãozinhozão.
Mandem bola, chicas y chicos.
CHARGE DE ONTEM, SEXTA, DIA 3O Atletiba do returno foi muito estranho, quando o sub-23 rubro-negro goleou o Coxa completinho, com Alex, Deivid e Cia. Não assisti ao jogo, que só poderia ser visto indo à Vila Olímpica do Boqueirão - residência paranista que havia caído no ostracismo e agora resgatada. Mesmo assim, com os lances repetidos pela tevê, deu para se perceber um Alviverde displicente, mais desinteressado do que o normal e sem compromisso com a vitória. Muito estranho. Bem diferente do Coxa que goleou pelo mesmo placar - 3 a 1 - o Tubarão. Muito diferente.
Tá, e o que eu quero dizer com isso? Bem, para este dublê de cronista esportivo, o Coxa escolheu o adversário das finais a dedo: este aqui ó!, apontando para o Atlético B. Melhor disputar o título jogando a segunda partida em casa e com a vantagem de dois empates do que dar de bandeja este privilégio ao oponente. Seu principal adversário ao raro tetracampeonato era o Londrina, que vinha derrubando todos à sua frente até chegar ao Couto, na última rodada do 2° turno. O Coxa jogou como nunca.
Pareceu óbvio o roteiro que o Coritiba teria de seguir nos dois últimos compromissos do returno para facilitar sua vida. Deixar-se levar maciamente no Atletiba e bater pernas com força máxima com os "pés-vermeio".
- Ok, o que você está insinuando? Que o Coritiba entregou aquele Atletiba?!? - escutei ali na segunda fila.
Entenda como quiser. Mas para este dublê o Furacãozinho nas finais do Estadual é uma bela invenção do Coxa. Usou régua e lápis para traçar como desejava que fosse esta disputa que poderá lhe dar o tetracampeonato e colocar o rival da Baixada como seu tetra-vice. Melhor para o Coxa, impossível. O favoritismo do Alviverde é ciclópico.
Este Coxa x Atlético sub-23 das finais lembra um pouco um vídeo de um desses programas de vida selvagem que vi certa vez, onde um leão, já saciado, brinca com um filhotinho de gazela.
Pronto. Já cocei a orelha. Agora vou coçar outra coisa.
***
Este cartunista - e dublê de cronista esportivo - vai dar um tempo neste espaço, nesta coluna. Preciso me dedicar a outras ideias em andamento, outros "jobs". Depois volto. As charges de Los 3 continuarão ali em cima, diariamente. E o blog dos muchachos de la pelota, hospedado na Gazeta on-line, será uma boa alternativa para eventualmente dar meus pitacos ensandecidos sobre nosso maltratado futebol de cada dia e trocar ideias com o leitor.
(Texto publicado na Gazeta impressa deste sábado)
CHARGE DESTE SÁBADO...
E A CHARGE DESTE DOMINGO DE ATLETIBA...

Claro que o Coxa vai para as finais como favorito. O Furacãozinho é franco atirador, nada a perder. Imagine só se o Alviverde deixar escapar o raro tetracampeonato pra piazada rubro-negra? Seria um vexame e tanto. Talvez isso, essa pressão que será jogada nas costas do Coxa, seja o trunfo do Atletiquinho pra tentar surpreender o favoritão.
O Coxa já está preocupado com isso; quer este tetra a todo custo. Tanto que vai mandar pra Paraíba time misto pra estrear, finalmente, na Copa do Brasil, contra o Sousa, despues de manhana, dia del trabajo. O primeiro Atletiba decisivo, no próximo domingo, será algo como Atletiquinho x Coritibão; ou Furacãozinho x Coxão; um classiquinhozão. Vai ser curioso de se ver.
Pro Londrina, melhor de todos na soma geral de pontos, resta o alento de disputar o título do interior, contra o Operário. O Tubarão vacilou em jogos capitais e não levou o returno, que parecia no papo com o esfriamento do Coxa depois que venceu o 1° turno.
O Paraná Clube se despede do Estadual honrosamente, reenviando o Paranavaí pra 2a. Divisão com belos 3 gols a 0, feitos por time reserva, um sub-qualquer-coisa.
Joguem suas caxirolas (mais essa, madre dios), chicas y chicos...

Em meio às notícias de que está esperando ansioso receber o que lhe restou da venda da sede do Tarumã, leiloada pra pagar dívidas com impostos, vem à tona o velho perereco da posse da Vila Capanema entre o PRClube e União. E quem tá querendo botar a mão no terreno do Durival é a prefeitura, que já vem negociando com o governo federal pra que o município ocupe a área com sua papelada.
Ao Tricolor restaria a velha Vila Olímpica do Boqueirão, que ganharia uma bela reforma custeada pela engenharia da tal negociação. Aguardemos, pois, as próximas manchetes.
Enquanto isso, Toninho Cecílio comanda hoje o time contra o S. Bernardo, no jogo da volta da Copa do Brasil, ainda 1a. fase, no Ecoestádio. Toninho estará à beira do gramado vestindo seu costumeiro e despretensioso traje esporte, com calça jeans e camisa polo; mas mesmo não combinando, desta vez usará uma gravata no pescoço - pra caso perca o jogo.
Os jogadores prometem vencer pra preservar Toninho, apesar de serem naturalmente obrigados a isso. Acho que a diretoria deveria chamar mais o Toninho pra conversar, prum veja só, não é bem isso; e renovar o contrato com o brigador - ele parece muito com um texugo durante os jogos; um dia vai morder o juiz.
No fim, a impressão que dá é a de que o destino do PRClube é plantar morango e colher abacaxi.

Nada disso. Se fosse, o Alviverde teria inventado uma história qualquer e jogado com um mistão, sem submeter o time totalmente titular a um fiasco desses. Já perdiam por 3 a 0 quando Alex, sempre ele, fez o de honra. E isso com o CAPinho sem seu artilheiro, Douglas Coutinho.
Seria maldade tirar os méritos da gurizada. Eles vêm comendo o pão que o diabo cuspiu e amassou e agora que conquistaram o direito a saborear um brioche à mesa, que saboreiem.
E cá entre nosotros, se muito por acaso o Coxa tenha armado pra disputar o título com a piazada, então teriam feito uma escolha absolutamente errada. Na hipótese de isso acontecer, tirando os alviverdes, o resto da cidade irá torcer pra surpreendente molecada do Furacãozinho, escreve aí.
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