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Segunda-feira, 21/05/2012

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Plantão de Estilo

Quem faz o blog
23/04/2012 às 10:15

Mesmo com a concorrência instantânea das mídias ligadas à Internet, que num segundo “entregam” um produto a milhares de consumidores, os programas gerados pela televisão continuam exercendo um poder mágico. As novelas, não importa as inovações que aconteçam no seu entorno, revelam nas pesquisas de audiência sua força canalizadora de público. Hoje, como ontem ou mais distante no tempo, aparecer na rede, que comprovadamente tem mais aparelhos ligados nas suas atrações, é o sonho ou objetivo de empresários e designers principalmente os das áreas de moda e beleza. É uma vitrine que não tem comparação com nenhuma outra mesmo aquelas instaladas nos shoppings de maior movimento.


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Divulgação / Brinco de Maria Ignez no figurino de Mirta, de Jacqueline Laurence.Brinco de Maria Ignez no figurino de Mirta, de Jacqueline Laurence.

A designer curitibana Maria Ignez Simões tem vivido a emocionante experiência de reconhecer colares, brincos e pulseiras, que saíram de suas mãos, compondo figurinos de personagens – quanto mais polêmicos, melhor! – de novelas transmitidas pela Rede Globo. Ainda na recém-terminada Aquele Beijo, peças suas foram companhias assíduas de Jaqueline Lawrence, Elisângela, Elisa Lucinda e Leilah Moreno. Mas Deborah Secco, Flávia Alessandra, Camila Pitanga, Luiza Brunet e Débora Nascimento também passaram por alegrias e tristezas em looks complementados por criações de Maria Ignez.

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Divulgação / Íntima, de Elizangela, usa peça de Maria Ignez.Íntima, de Elizangela, usa peça de Maria Ignez.

Persistência, insistência e paciência são recomendáveis a quem pretende furar “o cerco” ou derrotar a acirrada concorrência para conseguir os minutos de fama ao seu produto no valorizado horário nobre da Globo. E estas nunca faltaram à designer de bijuterias, que viu o seu sonho começar a se concretizar ao participar de feiras de negócios, como a do Senac Rio Fashion Business. Produtores da Rede Globo visitaram o seu estande e encantaram-se pelo colorido de suas vistosas peças. Não demorou muito e suas peças passaram a integrar o acervo do figurino mais cobiçado do Brasil.


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Divulgação / Grace Kelly, de Leilah Moreno.Grace Kelly, de Leilah Moreno.

COMO COMEÇOU
Maria Ignez Simões é apaixonada por bijuterias – que, segundo ela, combina mais com a sua personalidade ativa e irrequieta, sempre ansiosa por ver uma peça pronta. Na sua avaliação, o processo de criação na joalheria exige mais tempo de elaboração e confecção. A descoberta de sua vocação surgiu quando cursava Desenho Industrial – Projeto de Produto na PUC/Pr. Na época desenvolveu seus primeiros colares, brincos e pulseiras, que as amigas adoraram. E não parou mais –lhes dedica atenção integral imersa na pesquisa de materiais e na composição de cores e pedras que a seduzem e ativam a sua energia. A inspiração brota de fontes inesperadas: pode ser um lugar inusitado pelo qual passa, o comportamento de pessoas circulando pelas ruas, flores, arquitetura...


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Divulgação / Da faculdade para a telinha da Globo. No figurino de Diva (Elisa Lucinda).Da faculdade para a telinha da Globo. No figurino de Diva (Elisa Lucinda).

COMO CONTINUA
O mais recente lançamento de Maria Ignez, em março, teve dupla comemoração: na mesma data, ela inaugurou também o seu showroom em Curitiba, na Villa Maria Antonio, um interessante espaço na Rua Gutenberg, que reúne designers de várias áreas.


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Divulgação / Peça da coleção Glamour, de Maria Ignez.Peça da coleção Glamour, de Maria Ignez.

Cravejada de strass, a coleção Glamour tem a proposta de fazer as mulheres se sentirem divas. Ágata bruta, pérolas de água doce, madrepérola e outras pedrarias envolvem-se em prata 925 e se transformam em acessórios marcantes e cheios de brilho próprio. Mas para quem quer se sentir ainda mais especial, eis uma dica: Maria Ignez também desenvolve peças para atender o sonho de quem quer marcar de maneira única uma data “só sua”, como o Baile de Debutante ou a Festa de 15 anos.


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Divulgação / Ágata preta, pérola de água doce. quartzo fumê da coleção Glamour.Ágata preta, pérola de água doce. quartzo fumê da coleção Glamour.

CHORINHO CHARMOSO


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Divulgação / Esther,de Julia Lemmertz, mima o seu bebê,que veste Paraíso. em Fina Estampa.Esther,de Julia Lemmertz, mima o seu bebê,que veste Paraíso. em Fina Estampa.

Não são apenas celebridades que exibem acessórios e roupas paranaenses. Outros personagens, digamos mais discretos embora importantes no enredo, aparecem vestindo-se na “última moda” nas telinhas da Globo. Filhos “de colo” – alguns até já aprenderam a falar e a andar – de sofridas mocinhas das novelas circulam elegantemente com a grife Paraíso Moda Bebê.

Uma das principais confecções do segmento infantil do país tem sede em Terra Roxa, município situado no extremo oeste do estado. A empresa, fundada por Celma de Assis Rossato, em 1992, quando a produção ainda era totalmente artesanal, conta hoje com dez unidades de produção e gera 800 empregos diretos e indiretos. Seu público-alvo é um consumidor muito especial – ele não manifesta ainda sua vontade na hora de escolher o que vai usar, mas tem mãe, avós, tias e madrinhas bastante exigentes para assumir esta tarefa.

Graças a este foco bem direcionado, a Paraíso Moda Bebê ajudou a impulsionar a industrialização de Terra Roxa, que atualmente conta com 48 fábricas voltadas ao mesmo segmento. Condição que transforma a região num dos mais importantes polos do setor do vestuário do Paraná – o que integra o APL – Arranjo Produtivo Local – Moda Bebê.

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Divulgação / No colo de Paulo (Dan Stulbach)o bebê charmoso de Fina Estampa.No colo de Paulo (Dan Stulbach)o bebê charmoso de Fina Estampa.

“Onde tem bebê na telinha, tem Paraiso Moda Bebê.” Este até pode ser um slogan a ser adotado pela empresa paranaense diante da constância com a qual os seus produtos aparecem na programação televisiva. Apenas nos últimos meses a confecção vestiu personagens de poucos meses nas novelas Insensato Coração, Aquele Beijo, Morde e Assopra, Passione, Fina Estampa, Ti-ti-ti e Malhação. Mas a participação não para aí: seus “ bebês” já foram vistos no Esporte Espetacular, Domingo Legal, na TV Fama, Rede TV e no SBT (Raul Gil).

05/04/2012 às 10:35

Uma surpresa cinematográfica da temporada Oscar 2012 resgata memórias de um período em que o cinema ainda não era Technicolor. Uma época em que a fotografia ainda não havia capturado todos os tons da natureza. O que viria a seguir, graças aos avanços da Kodak e seu Kodachrome.

Quem viveu naquele tempo, vai lembrar. Quem não viveu, pode conhecer.

Vencedor de cinco Oscars, O Artista, dirigido por Michel Hazanavicius, em exibição nas salas de espetáculo da atualidade, reproduz nos detalhes – em preto e branco e sem palavras – a ansiedade gerada, entre os astros da Sétima Arte, pela inevitável chegada do cinema falado.

Os primeiros registros da moda no século XX foram feitos prescindindo das cores. Sem dispor em suas máquinas de uma paleta, que lhes possibilitasse reproduzir com fidelidade as criações de Dior ou Chanel, os fotógrafos traduziam no preto e branco, e suas nuances, o que estava diante dos seus olhos.


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Divulgação / Foto de Edward Steichen, um dos profissionais mais bem pagos na década de 20.Foto de Edward Steichen, um dos profissionais mais bem pagos na década de 20.

Pioneiros ou fotógrafos mais próximos de nós – Edward Steichen, Richard Avedon, Irving Penn, Cecil Beaton, Otto Stupakoff, entre outros – eternizaram no papel, silhuetas, tecidos e “cores” trabalhando expressivamente retratos em preto e branco.

Cineastas iconográficos, como o austríaco Fritz Lang e o britânico Alfred Hitchcock, também valorizaram os jogos de luz e sombra para conferir dramaticidade, emoção e suspense aos tramas projetados na tela. Envolvidos na linguagem específica dos claros e escuros, os cenários ganhavam no enredo a mesma importância dos personagens.Neles, residia o impacto que estes cineastas desejavam conferir a determinadas e decisivas cenas nos chamados filmes noir.

Depois vieram as cores, mas o retrato em preto em branco jamais perdeu o poder de magnetizar e de seduzir a platéia ao assumir força de expressão de sentimentos diante de olhos acostumados à onipresença do arco-íris.


Gio Soifer

Gio Soifer / Outono 2012, de Alexandre Linhares, Outono 2012, de Alexandre Linhares, "à margem e à sombra".

O universo das imagens – fotos e filmes – faz parte do processo criativo do estilista curitibano Alexandre Linhares. A dramaticidade e o impacto emocional são motores que impulsionam os seus movimentos no manejo de agulhas e tecidos.

O preto e o branco, como os de um filme mudo, falam nas suas tramas. Das cores, contudo, ele não foge, muito pelo contrário, ganham presença expressiva no enredo que cada uma de suas coleções conta.


Gio Soifer

Gio Soifer / O vermelho, forte e expressivo, abriga no Outono 2012, de Alexandre Linhares.O vermelho, forte e expressivo, abriga no Outono 2012, de Alexandre Linhares.

Para Alexandre Linhares, as roupas não são apenas produtos na arara – são resultado de um projeto que envolve foto, filme, trilha sonora – tal qual uma fita que se assiste em grandes e pequenas telas. A proposta é muito clara, cada lançamento seu transforma em personagens-cúmplices uma “platéia” magnetizada pelas suas criações.


Gio Soifer

Gio Soifer / À margem dos trilhos, à sombra dos mangueirais. Outono 2012, de Alexandre Linhares.À margem dos trilhos, à sombra dos mangueirais. Outono 2012, de Alexandre Linhares.

"Estrelas" e "astros" se integram à sua obra completa – roupa, foto, filme, trilha sonora – e agem com igual dramaticidade assim que se deparam com a sua imagem refletida num espelho/tela – vestindo Heroína, a grife de Alexandre Linhares. A silhueta ganha simbiose “à margem e à sombra” – tema da coleção Heroína/ outono 2012 – perfeita com a roupa...

Ou com o enredo assinado por Alexandre Linhares, com fotos de Gio Soifer, filme com trilha sonora de César Munhoz, estrelado por Lívia Deschermeyer e com maquiagem de Thifany F.

PALAVRAS DE ALEXANDRE
(sobre o seu Outono 2012)


Gio Soifer

Gio Soifer / Alexandre Linhares, Outono 2012.Alexandre Linhares, Outono 2012.

“Quando eu falo de sombras, não me refiro ao lado sem luz. Lá é breu e sombras estão intensamente ligadas à claridade. À sombra, florescem vidas delicadas e sem espinhos, frescas em composição - e orquídeas precisam de um ambiente assim.
Na minha jornada incansável à procura do que me surpreenda e que possa cobrir lacunas ainda com frestas no meu interior, me deparei com uma miragem. À margem direita do trilho do trem, habitam pessoas inocentes em si e sombreadas por uma sociedade que a muito não vê além do quadro da alienação. Ilhadas nelas mesmas, estão expostas ao nada e corrompidas pela inocência de uma locomotiva ligeira e breve que venta em meia dúzia de camisetas no varal. Eu cheguei até lá e são essas pessoas que me inspiram nessa coleção.

“à margem e à sombra” tem foco nas mangas – deliciosa sombra da mangueira, manga doce; manga que escorre pelas mangas... “arregaça essa manga menino!.. não, não limpa o nariz na manga!”.

INFORMAÇÕES EXTRAS


Gio Soifer

Gio Soifer / Ferrugem dos tampos marcados pelo tempo impressa na peça de Alexandre Linhares.Ferrugem dos tampos marcados pelo tempo impressa na peça de Alexandre Linhares.

- Para Alexandre Linhares caminhar pela cidade é mais que ir de um lado para outro. Seus olhos insistem em descobrir o além da paisagem. Na coleção “à margem e à sombra”, estão peças oxidadas, submetidas à ferrugem, colhida de tampos no chão, no centro curitibano.

- Falando em temporada de lançamento: mudança no calendário da moda brasileira. A São Paulo Fashion Week Verão 2012/2013 transferiu para junho a sua realização – de 11 a 16.
-Minas Trend Preview/ Verão 2012/13 acontece de 25 a 29 de abril.
-Paraná Business Collectionq Verão 2012/13, de 26 a 30 de junho.

Enviado por Nereide Michel, 22/03/2012 às 11:18

Curitibano que é curitibano, de certidão de nascimento ou vontade própria, conhece os personagens da cidade – que aliás, completa 319 anos dia 29 de março. Três séculos e quase duas décadas de gente muito interessante povoando suas ruas e o imaginário de moradores, que registram estas figuras em sua memória, tratando-as afetivamente, conscientes da necessidade de preservar a cultura local.

Uma destas figuras emblemáticas, que ganhou popularidade quando a Rua XV desabrochou em flores na década de 70, é a Mulher da Cobra. Vendedora de bilhetes de loteria, que faz soar, com voz forte, clara e irretocável para sua profissão, os palpites do dia. Captados até por ouvidos menos atentos.

Teresinha dos Santos é o seu nome e um pouco de sua história foi resgatada pelo jornalista José Carlos Fernandes numa de suas crônicas das sextas-feiras na Gazeta do Povo. Conta ele que a cobra fez a felicidade de alguns passantes da Rua das Flores, que não resistiram ao canto de sereia da Teresinha. Ela lhes vendeu os números da cobra, que renderam R$100 mil reais aos sortudos. Felizarda também poderia ter sido ela, que não soubera interpretar um sonho que tivera na véspera: nele, sua sogra lhe dera de presente um pacote de arroz. Pensou na “delicada” borboleta, mas era “cobra” mesmo, lembra com bom humor nossa personagem.


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Divulgação / Bolsa Cris Pinerolli, Inverno 2012Bolsa Cris Pinerolli, Inverno 2012

E não é que a cobra entrou na moda? Depois das peles de tigre, onça e zebra, estampando os mais diversos produtos, agora é a da exótica píton, a que mais se vê nas vitrines renovadas para o outono/inverno.

Curitibana, Cris Pinerolli, com certeza, já ouviu a Mulher da Cobra gritar várias vezes o número da sorte na esquina da Monsenhor Celso com a Rua das Flores. Sua aposta profissional também reserva um espaço importante aos ofídios. Designer, ela inclui em suas coleções uma matéria-prima especial, escolhida na ponta dos dedos, para conferir sofisticação e exclusividade a bolsas e outros acessórios. A pele de Python é uma das suas prioridades no desenvolvimento de modelos que têm como alvo uma mulher que valoriza produtos de qualidade, com acabamento perfeito e com muita personalidade.

“Uma consumidora que não se importa em
investir numa bolsa quando reconhece nela estilo e atemporalidade”, define Cris Pinolli, que um dia, resolveu mudar o seu destino. Formada em Fonaudiologia, desistiu da profissão ao descobrir os criativos horizontes que o design de acessórios lhe abriam.


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Divulgação / Bolsa Cris Pinerolli, Inverno 2012.Bolsa Cris Pinerolli, Inverno 2012.

Há quatro anos, lança coleções de acessórios confeccionados com peles exóticas, uma opção que combina em gênero e número com a sua filosofia de trabalho: detalhista e perfeccionista. Cada bolsa produzida em seu atelier é única e exclusiva justamente pelo material e o tratamento nela utilizados. A combinação de texturas, por exemplo, evita “uma linha em série”. Por isso, a Python é um dos materiais mais gratificantes para quem opta pela inspiração artesanal na criação de peças: cada corte da pele é muito bem pensado e calculado para que as escamas fiquem na posição central e valorizem o produto.

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Divulgação / Cris Pinerolli, Inverno 2012.Cris Pinerolli, Inverno 2012.

Sobre a evolução da matéria-prima escolhida para compor suas coleções, Cris destaca que elas estão ganhando cada vez mais maciez no seu curtimento, o que amplia as possibilidades de desenvolver acessórios com acabamentos metalizados, encerados, com pouco ou mais brilho, e em diversas cores.

A designer lança duas coleções por temporada no Minas Trend Preview, em Belo Horizonte, e também nas feiras Galeria Show Room e TM, em São Paulo. Participações que lhe abrem perspectivas de negócios e prospecção de novos clientes em todo o Brasil. Hoje, os acessórios Cris Pinerolli – bolsas, carteiras, cintos e pulseiras em couro legítimo e selecionado – são encontrados em 40 lojas espalhadas pelo país.

Para o verão 2012/13, a designer revela que nas suas novidades vão imperar cores como turqueza, laranja e amarelo, incluindo tons fortes e pastéis, completando uma paleta com 21 opções.

INFORMAÇÕES EXTRAS


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Divulgação / Cris Pinerolli, Inverno 2012Cris Pinerolli, Inverno 2012

- As peles de Python utilizadas na confecção dos acessórios de Cris Pinerolli são importadas da Birmânia, curtidas no Rio Grande do Sul e trazem certificação e numeração controladas pelo IBAMA.

- Minas Trend Preview, que inaugura a série de lançamentos para o Verão 2012/13, vai acontecer de 25 a 29 de abril, em Belo Horizonte. Outros eventos com datas confirmadas são Fashion Rio, de 22 a 26 de maio e Paraná Business Collection, de 26 a 30 de junho.

- A snakemania está invadindo as vitrines curitibanas. Opções incluem produtos em pele legítima e certificada, estampas, que imitam pele de cobra em roupas e acessório, e linhas fabricadas em material fake. A febre, provocada pela picada da serpente, seduz consumidores de todos os gostos e poder aquisitivo.

Enviado por nereidemichel@terra.com.br, 07/03/2012 às 11:36

Icarius de Menezes, curitibano, morador do Alto da XV, na Ubaldino do Amaral, proximidades do campo do Coritiba. Descobriu-se como estilista ainda criança, observando sua mãe, bonita e elegante. Foi para São Paulo, formou-se na Santa Marcelina, lançou coleções polêmicas e denunciadoras envolvendo estética e saúde.


Gilson Camargo

Gilson Camargo / Cirurgia plástica na visão de Icarius, coleção desfilada em Curitiba.Cirurgia plástica na visão de Icarius, coleção desfilada em Curitiba.

Um belo dia, Icarius afivelou malas e desembarcou no epicentro da moda internacional – Paris e Milão. Desfilou nas semanas das duas cidades, nos primeiros anos do século XXI. E foi absorvido pela indústria italiana, primeiro, como diretor criativo da Lancetti, do costureiro Pino Lancetti, e depois, na equipe dos controvertidos jeans da Diesel.

Icarius faz parte do grupo, ainda limitado, de profissionais brasileiros que frequentaram ou se mantém ativos no line up internacional. Além dele, Fause Haten, Walter Rodrigues e Amir Slama, quando ainda comandava a Rosa Chá, sentiram o gostinho de pisar passarelas além de nossas fronteiras. Já Alexandre Herchcovitch e Carlos Miele colecionam carimbos no passaporte da moda e continuam mostrando coleções no cenário nova-iorquino. Por sua vez, Pedro Lourenço, já liberto da aura de garoto prodígio, firma seu talento no exigente ambiente parisiense.

GAUCHESCAS
Carlos Miele é, sem dúvida, um dos empresários da moda brasileira mais bem sucedidos no mercado internacional. A Osklen, de Oskar Metsavahat, mesmo sem marcar presença em fashion weeks fora do país, ganha destaque no hemisfério norte, graças a lojas inauguradas na Itália, Japão e Estados Unidos, que exibem o invejado brazilian lifestyle em suas vitrines.

A apresentação de Carlos Miele nas passarelas de Nova Iorque é sempre aguardada com bastante interesse principalmente pela conceituação dos seus desfiles. O designer jamais cortou as raízes do solo onde nasceu a marca. Sensualidade, feminilidade e sustentabilidade estão na fórmula de suas coleções – de alma brasileira, sem dúvida, nas inspirações baianas, cariocas e de outras praias abanadas pelos coqueirais. Nesta temporada, Carlos Miele mira o sul brasileiro para assinar o Outono/Inverno 2012. Uma surpresa bem recebida pelas críticas de moda, como a temida Suzie Menkes, que compõem a fila A da Mercedes Benz Fashion Week.


Marcelo Soubhia Agência Fotosite

Marcelo Soubhia Agência Fotosite / Elegância altiva da gaúcha na passarela nova-iorquina.Elegância altiva da gaúcha na passarela nova-iorquina.

A elegância depurada das gaúchas foi reinterpretada pelo estilista segundo um olhar cosmopolita. Um modo de vestir bem composto e ao mesmo tempo pleno de praticidade, como pede a tranquilidade da vida nas estâncias. A liberdade de cavalgar por campos de horizonte aberto se traduz numa beleza em movimento.

Fernanda Calfat

Fernanda Calfat / Poncho, calça bombacha, lenço dos Pampas, interpretados por Miele.Poncho, calça bombacha, lenço dos Pampas, interpretados por Miele.

Assim Miele trabalhou o tema: os padrões dos tradicionais ponchos gaúchos inspiraram imagens geométricas; tons de dourado e nude foram transferidos da paisagem natural do sul do país à sua paleta e estampas orgânicas fazem referência ao gato dos pampas, felino nativo da região. As silhuetas alongadas valorizam as formas e enfatizam a altivez da gaúcha, que não dispensa chapéus e faixas, complementando looks, como os que aparecem ao longo da coleção. Volumes refinados e texturas tridimensionais resultaram de técnicas artesanais como tiras tecidas, bordados com metais e sobreposições de tecidos tão ao gosto das prendas.

As gaúchas, aliás, viraram musas na temporada: além de Carlos Miele, a Hermès, assinada por Cristophe Lemaire, capturou ao unverso hípico – base da marca – calças bombachas, botas, lenços e outros acessórios que compõem o estilo de quem vive nas estâncias. Um ambiente de luxo fora do cenário agitado das urbes.

INFORMAÇÕES EXTRAS
A passarela do Verão 2012/2013 já começa a ser instalada nos principais eventos de moda do Brasil.

-Minas Trend Preview, em Belo Horizonte, de 25 a 29 de abril, abre a série de desfiles da temporada.

-Fashion Rio reservou a data de 22 a 26 de maio para os seus lançamentos.

- Paraná Business Collection, evento oficial da moda paranaense, acontece em Curitiba, de 26 a 30 de junho.

Enviado por nereidemichel@terra.com.br, 16/02/2012 às 20:11

Direito universal de quem dá duro no batente o ano todo – conquistado, diga-se de passagem, a custa de muito suor – as férias não dão férias para a moda. Afinal, basta escolher um destino para os dias de folga que já se começa a pensar no que colocar na mala. Trabalho extra para os estilistas, que lançam coleções de verão mirando também o consumidor que, evidentemente, não vai deixar em casa as novidades mostradas na passarela.

Afinal, não existe um “uniforme” para ser usado na época em que o relax comanda as ações – a menos que se vá para um SPA onde é obrigatório o uso do roupão com a logo da empresa bordado no bolsinho superior. Longe dos compromissos e das pressões da agenda, tudo o que se quer é esquecer a rotina do cotidiano – menos, é claro, os lançamentos em roupas e acessórios.

As temperaturas elevadas do verão proporcionam mais tempo ao ar livre e dão oportunidade para que os corpos fiquem mais expostos – liberados, enfim, dos protetores agasalhos, inevitáveis no outono e no inverno. Clima favorável que transforma a estação em musa inspiradora para profissionais da moda que conseguem captar emoções e comportamentos avivados, por exemplo, numa temporada de praia.


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Divulgação / Oskar Metsvahat, criador do conceito da Osklen.Oskar Metsvahat, criador do conceito da Osklen.

Oskar Metsavaht, o seu estar de bem com a vida reflete-se no conceito de sua marca.

Chanel, Emilio Pucci, os irmãos Azulay e Oskar Metsavaht foram fisgados pelos encantos das areias e do balanço das ondas. Ouviram o canto da sereia e transferiram para panos um jeito de vestir que virou mais do que um modismo de verão: consagrou-se como um estilo de vida.


Reprodução

Reprodução / Chanel sob o sol do verão no sul da França.Chanel sob o sol do verão no sul da França.

Chanel em sua vila na Côte D´Azur: roupas confortáveis podem ser elegantes.

CHANEL
Chanel foi uma revolucionária dos usos e costumes do seu tempo. Com a pele amorenada durante um cruzeiro, desembarcou em Paris e lançou o “bronzeado”, imagem, logo invejada, de quem era bem de vida e tinha condições financeiras para desfrutar de férias al mare. Também de períodos passados no litoral da Normandia ou nos veraneios de sua chique vila na Côte D´Azur, nos anos 30, resultaram roupas confortáveis e charmosas.

Chanel inspirou-se no que vestiam pescadores e marinheiros para criar calças largas, cintura alta, as famosas pantalonas, e outras peças leves em jérsei, que cortaram finalmente as “amarras” das repressoras vestimentas femininas. Aliás, foi na Normandia que Chanel abriu sua primeira loja impulsionada pelo que estava vendo e sentindo numa temporada de praia.


Reprodução

Reprodução / Motivos geométricos e coloridos, assinados por Pucci.Motivos geométricos e coloridos, assinados por Pucci.

A história da moda reserva capítulo especial para a contrastante estampa Pucci.

EMÍLIO PUCCI
Emílio Pucci, como Chanel seu nome ainda integra o line-up dos desfiles de alta-costura dos anos 2000, firmou um estilo de vestir embalado pelas águas azuis que banhavam a paradisíaca Ilha de Capri. De olho na movimentação do Jet set internacional, que frequentava o badalado balneário, este marqueteiro nato abriu em 1949 uma boutique no resort.

Pucci se deixou envolver pela alegria e descontração, presentes nos dias ensolarados, e lançou estampas com cores contrastantes – que são a cara do verão –impressas em lenços, vestidos, blusas, maiôs e biquínis, que viraram um hit também em outras praias. Muitos creditam ao costureiro a criação da calça Capri. Tudo a ver.


Reprodução

Reprodução / Criações de Pucci nos editoriais de famosas revistas.Criações de Pucci nos editoriais de famosas revistas.

Balneários freqüentados pelo Jet set internacional: cenário de inspiração para um aristocrata estilista italiano.

Agência Fotosite/Divulgação

Agência Fotosite/Divulgação / Verão 2012 da Blue Man reativa o espírito da grife.Verão 2012 da Blue Man reativa o espírito da grife.

Praia, sol e mar pautaram o estilo de
vida descontraído absorvido por David Azulay.

SIMÃO E DAVID AZULAY
Os irmãos Azulay, Simão e David, embora nascidos em Belém do Pará, são citados com méritos entre os personagens emblemáticos que assumiram o lifestyle carioca como fonte de criação para roupas e acessórios. Simão comandou uma das mais badaladas grifes com esta pegada, a Yes Brasil.

David, assinando a Blue Man, vestiu (ou desvestiu?) muitas musas do verão brasileiro, como Rose di Primo. Nos anos 70, enquanto se bronzeavam nas areias e se refrescavam nas águas do Atlântico, as garotas de Ipanema - o território mais democrático do mundo – exportavam um estilo de vida, invejado por mulheres européias e americanas.

Duas peças eram out na temporada carioca: biquíni de amarrar, tanga, fio dental, asa delta, modelos confeccionados em jeans ou com arremates artesanais, faziam as delícias do lado de cá do Equador. Nas praias imperava a marca Blue Man, com suas estampas tropicalistas, que iam de Carmen Miranda a cajus, abacaxis e bananas. Fugindo das abordagens para internacionalizar a sua marca, David Azulay bateu o pé: o biquíni era uma preferência nacional à qual os gringos tinham que se adaptar e não o contrário.


Agência Fotosite/Divulgação

Agência Fotosite/Divulgação / Das areias de Ipanema para o mundo.Das areias de Ipanema para o mundo.

O biquíni amarradinho é uma “instituição nacional”. Quem contesta?

OSKAR METSAVAHT
Um gaúcho, de nome complicado, Oskar Metsavaht, foi o responsável por reavivar o famoso lifestyle carioca: descompromissado, à vontade e de bem consigo mesmo. Médico por formação, especializado na França, em Medicina Esportiva, descobriu, equilibrando-se sobre uma prancha de surfe, o remédio para os males de um espírito inquieto: integrar-se à natureza. A primeira loja batizada Osklen surgiu em Búzios, litoral carioca, em 1989, vendendo casacos para enfrentar nevadas... Um contraste com o cenário que pintava do lado de fora. Explica-se: adepto dos esportes radicais, Oskar testou em suas expedições montanha acima, várias opções de agasalho para enfrentar as intempéries.

Pegando onda Oskar desenvolveu bermudas confortáveis e estampadas com hibiscos – as flores havaianas impressas nas roupas foi um lançamento seu – disputadas pelos meninos do Rio e adjacências. Daí a inspiração sportswear, onipresente nas suas coleções. Depois da experiência em Búzios, o empresário abriu loja da Osklen no Fashion Mall, na Gávea e fincou estacas também em Ipanema, com endereço na Praça Nossa Senhora da Paz.

A Osklen começou trajetória nas passarelas mostrando pela primeira vez sua linha jovem, linda e solta em um desfile no Copacabana Palace em 1992; em 2003, estreou na São Paulo Fashion Week. São sintomáticos os temas de suas coleções, uma forte relação entre o esporte e a natureza, que define bem o seu conceito de moda e de vida do seu idealizador: Surfing the Mountains; Vento; Austral; Surfing in the Mountains –Himachal Expedition; Ipanema; Amazon Guardians; United Kingdom of Ipanema; Surfing the City; Chuva de Verão; Rising; Oceans...

Uma fórmula de moda saudável que hoje é encontrada em vitrines nacionais e internacionais – com lojas Osklen em Milão, Roma, Tóquio e Miami. Oskar surfa, desbrava florestas e se integra ao cenário. Um estilo construído com trânsito livre entre o esporte e as tendências da temporada e com fronteiras abertas ao respeito à Natureza! Essência de uma moda com raízes brasileiras, que estende ramos para abrigar à sua sombra expectativas globalizadas.


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Divulgação / Sobre e sob as ondas, inspiração para a Osklen.Sobre e sob as ondas, inspiração para a Osklen.

Mergulhos em águas profundas tematizam a coleção Ocean, verão 2011/12 da Osklen. Natureza sempre presente na essência da grife.


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Divulgação / Um estilo de vida acessível nas araras da Riachuelo.Um estilo de vida acessível nas araras da Riachuelo.

O lifestyle carioca se espalha pelo país em coleção assinada por Oskar
Metsavaht para a lojas Riachuelo.

Enviado por nereidemichel@terra.com.br, 01/02/2012 às 12:43

-Alexandre?
-Presente!
-André?
-Presente!
-Fause?
-Presente!
-Fernanda?
-Presente!
-Glória?
-Presente!
-Jefferson?
-Presente!
-João?
-Presente!
-Juliana?
-Presente!
-Lino?
-Presente!
-Mário?
-Presente!
-Reinaldo?
-Presente!
-Ronaldo?
-Ausente.
-Samuel?
-Presente!
-Tufi?
-Presente!
-Walter?
-Transferido.

Quem se sentou em bancos escolares já ouviu o seu nome na voz alta de um professor, zeloso em conferir a sua presença na sala de aula. Não importa a idade ou ano letivo, todos passam por esta experiência: aguardada com ansiedade pelos mais “soltinhos” e com temor pelos tímidos da turma. Mesmo nos dias de hoje a chamada mostra sua eficiência para registrar quem está ou não diante do seu mestre.


Agência Fotosite/Divulgação

Agência Fotosite/Divulgação / Fernanda Yamamoto, talento confirmado na passarela da SPFW.Fernanda Yamamoto, talento confirmado na passarela da SPFW.

Estamos em plena temporada de lançamentos das coleções para o Inverno 2012: os eventos se sucedem e como estudantes bem comportados, estilistas mostram na passarela as lições aprendidas em meses de estudos, alguns solitários, outros, resultado de trabalho em equipe. Muitos recebem nota alta, acompanhada por um “voto de louvor”, dada pelos temidos editores de moda. Alguns, contudo, passam “raspando” e têm ainda os que reprovam.

Coleções, não raras vezes, são desenvolvidas a partir de uma inspiração, ou pesquisa por um tema, que unifica roupas e acessórios tornando-os mais identificável junto ao consumidor. Na verdade, são iscas lançadas para fisgar quem compartilha vivências semelhantes, se insere no universo que lhe serve de ambientação ou deseja assumir personagens que estão na origem dos lançamentos para a temporada - mostrados em primeira mão nas salas de desfile.

A São Paulo Fashion Week, que já foi denominada Morumbi Fashion Brasil, nos seus primórdios – e lá se vão 32 edições –é um dos mais antigos eventos de moda do país. Condição que lhe permitiu desfilar veteranos e calouros em sua passarela Inverno 2012, instalada no prédio da Bienal, no Parque Ibirapuera, entre os dias 19 e 24 de janeiro.

Participantes igualados todos no objetivo de dar silhuetas, cores e padronagens à estação das temperaturas baixas. Nem sempre, eles respeitaram as características rígidas que acompanham o descritivo das quatro mudanças mais importantes do calendário. Afinal, a própria Natureza não lhes serve mais de exemplo.

Na hora da chamada, a maioria disse presente e duas ausências foram justificadas. A de Ronaldo Fraga, um dos veteranos da SPFW, e um dos mais brilhantes dos seus pupilos, trancou matrícula neste ano letivo. Segundo ele, para deixar contestações e indagações ganharem vigor na sua inquieta mente. O estilista busca soluções mais condizentes com os elementos de sua fórmula moda + consumo no universo brasileiro. Já Walter Rodrigues, também da turma dos veteranos, pediu transferência de colégio: há algumas temporadas mostra suas coleções no Fashion Rio.

A moda, ao contrário das Ciências Exatas, que não sobrevivem sem o rigor de cálculos matemáticos e de experimentações em laboratório, permite deixar voar a imaginação. A criatividade, que se espera como diferencial em roupas e acessórios, pode buscar inspiração em livros, filmes, em tempos atuais ou na mais remota civilização. Ou até nas lembranças estudantis.

É tarefa do estilista traduzir seus sonhos e devaneios numa coleção que, para não ser reprovada, não pode descuidar da correção de uma roupa bem costurada e um caimento impecável. E se ela ainda atender aos “sonhos e devaneios” do seu consumidor, sem dúvida, este aluno vai passar de ano com nota máxima!


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Agência Fotosite/Divulgação / Alexandre Herchcovitch, Inverno 2012.Alexandre Herchcovitch, Inverno 2012.

O veterano Alexandre Herchcovitch foi o aluno mais aplicado da temporada: lançou três coleções, uma masculina (que remete à sua infância e aos anos passados num colégio judaico ortodoxo), uma feminina e a da marca Herchcovitch, de jeans.

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Agência Fotosite/Divulgação / Coleção Inverno 2012 Alexandre Herchcovitch, inspiração nas mulheres.Coleção Inverno 2012 Alexandre Herchcovitch, inspiração nas mulheres.

Na coleção feminina Alexandre Herchcovitch se deu ao luxo de dispensar uma temática: exercitou-se com as várias silhuetas já riscadas no seu caderno de anotações.


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Agência Fotosite/Divulgação / Alexandre Herchcovitch, Inverno 2012.Alexandre Herchcovitch, Inverno 2012.


Alexandre Herchcovitch mergulhou nas lembranças da infância num meio hebraico ortodoxo para desenvolver o seu Inverno 2012: transferiu para a modernidade as mais enraigadas tradições judaicas com ênfase no vestuário.

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Agência Fotosite/Divulgação / Jeans Herchcovitch, lançado no Fashion Rio.Jeans Herchcovitch, lançado no Fashion Rio.

Jeans, sempre associado ao mundo jovem – forever young - com a assinatura Herchcovitch passeou pelos ateliers de artistas nova-iorquinos para ganhar textura e formato. Coleção mostrada no Fashion Rio.


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Agência Fotosite/Divulgação / Andrá Lima/Inverno 2012.Andrá Lima/Inverno 2012.

André Lima não se desvencilha de sua infância vivida nas paisagens luxuosas do Pará, com sua flora exuberante e os tecidos multicoloridos, vendidos pelo pai mascate. Continua fiel à temática, o que o leva também a outras paragens igualmente exóticas.


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Agência Fotosite/Divulgação / Fause Haten, Inverno 2012.Fause Haten, Inverno 2012.

Fause Haten, estilista-cantor viu filmes do ator-cantor Elvis Presley e neles encontrou mocinhas e mocinhos que formataram silhuetas de sua coleção. De “Feitiço Havaiano”, um dos sucessos do rei do Rock, capturou flores e folhagens para estampar a coleção FH por Fause Haten, Inverno 2012.


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Agência Fotosite/Divulgação / Fernanda Yamamoto, Inverno 2012.Fernanda Yamamoto, Inverno 2012.

A caloura Fernanda Yamamoto mostra evolução no Inverno 2012. Sua pesquisa de tecidos – e os contrastes e contrapontos que eles oferecem – personalizam sua coleção. Jacquards reproduzem tapeçarias e pinturas da época do Renascimento e dos tempos da imperatriz romana Bianca Sforza.


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Agência Fotosite/Divulgação / Glória Coelho, Inverno 2012.Glória Coelho, Inverno 2012.

Glória Coelho, veterana, ela sabe de cor as órbitas percorridas por uma roupa futurista que dialoga com as estrelas. Nota 10 em Astronomia.


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Agência Fotosite/Divulgação / Jefferson Kuig, Inverno 2012.Jefferson Kuig, Inverno 2012.

Jefferson Kulig, o curitibano, que formou-se em Economia – uma ciência exata – é também um pesquisador de laboratório na mistura de ingredientes na busca por novos tecidos. Engana-se quem o considera um “estudante frio e calculista” – seu lado artista sempre aflora para dar equilíbrio entre a exatidão das fórmulas e a inspiração que poetiza sua coleção. No inverno 2012 Kulig encontrou flores no seu caminho mesmo antes da primavera chegar.


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Agência Fotosite/Divulgação / João Pimenta/Inverno 2012.João Pimenta/Inverno 2012.

João Pimenta, calouro que passou pelos bancos escolares da Casa de Criadores, traz ousadia e irreverência ao guarda-roupa masculina, que tem saia sim! A alfaiataria não se perde nas idas e vindas dos tecidos que acabam por obedecer ao seu comando. O “retrofuturismo”, presente num subgênero da ficção científica, está na origem da ambientação sombria do seu desfile e no “pesado” de alguns dos looks.


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Agência Fotosite/Divulgação / Juliana Jabor,Inverno 2012Juliana Jabor,Inverno 2012

Juliana Jabour é caloura na passarela da SPFW. Ela fez a ponte aérea Rio/São Paulo não sem antes cumprir roteiro pela mística Índia, sua principal inspiração na temporada.


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Agência Fotosite/Divulgação / Lino Villaventura, Inverno 2012.Lino Villaventura, Inverno 2012.

Lino Villaventura é um dos mais veteranos da turma de estilistas da semana de moda paulista. Sua marca registrada são apresentações impactantes, apelo teatral nas roupas e na postura dos modelos. Causou emoção coletiva na sua “aparição” caloura (os looks eram tão inusitados nas formas e materiais que não se tratou de um desfile de roupas convencional ) na passarela da primeira edição do Morumbi Fashion Brasil, nos idos de 1996. Ganhou a capa do suplemento Viver Bem/ Gazeta do Povo (edição especial, agosto de 1996), presente na platéia nesta data memorável.


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Agência Fotosite/Divulgação / Lino Villaventura, Inverno 2012.Lino Villaventura, Inverno 2012.

Rainhas poderosas pontuam o Inverno 2012 de Lino Villaventura. Como elas entraram ou escaparam de um quadro do “assustador” britânico Francis Beacon, a principal vertente de sua inspiração para esta temporada?


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Agência Fotosite/Divulgação / Mário Queiroz, Inverno 2012.Mário Queiroz, Inverno 2012.

Mário Queiroz, sua especialidade em moda masculina serviu de base para aulas, como professor, e para um livro sobre o segmento, como autor. É da turma dos primeiros a participar de eventos pioneiros do calendário brasileiro – Semana de Moda/ Casa de Criadores e Mercado Mundo Mix. Lançou uma linha feminina que interage com o seu consumidor tradicional.


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Agência Fotosite/Divulgação / Mário Queiroz, Inverno 2012.Mário Queiroz, Inverno 2012.

O desfile do Inverno 2012 de Mário Queiroz, inspirado num mix de Art Decô e Futurismo, teve apelo ecológico: a reutilização de tecidos de outras temporadas.


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Agência Fotosite/Divulgação / Reinaldo Lourenço, Inverno 2012.Reinaldo Lourenço, Inverno 2012.

Reinaldo Lourenço buscou numa Paris mais lúgubre, e menos luminosa, a proposta de sua coleção. Estética gótica veste personagens que, mesmo circulando nas urbes contemporâneas, deixam por onde passam uma aura de mistério.


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Agência Fotosite/Divulgação / Samuel Cirnansck, Inverno 2012.Samuel Cirnansck, Inverno 2012.

Samuel Cirnansck, um dos representantes na SPFW das artes de uma costura feita para ocasiões especiais, o estilista gaúcho inovou nas tramas de sua coleção. Desfiou centenas de metros de tecidos nobres para conseguir o efeito de “uma delicada pele” nos vestidos de festa – os ecologistas agradecem. Para ele, cada peça recebe o tratamento de uma jóia.


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Agência Fotosite/Divulgação / Tufi Duek, Inverno 2012.Tufi Duek, Inverno 2012.

Tufi Duek, nos primeiros anos da semana de moda paulista, formava com Renato Kherlakian (Zoomp) e Valdemar Iódice (Iódice), o triunvirato mais respeitado de empresários focados em coleções para público jovem e com apelo comercial. Hoje sua marca, Forum, tem outros donos, assim como, a de Kherlakian, que agora assina uma linha exclusiva de jeans – a RK. A Iódice continua no line-up da SPFW e mudou seu alvo para mulheres bem sucedidas. O Inverno 2012 de Tufi Duek teve uma inspiração bastante explícita, a silhueta anos 80 consagrada pelo estilista francês Thierry Mugler- o da cintura de vespa e dos ombros largos.


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Agência Fotosite/Divulgação / Walter Rodrigues, Inverno 2012.Walter Rodrigues, Inverno 2012.

Walter Rodrigues lançou sua coleção na passarela do Fashion Rio com uma inspiração principal, a do filme A Fita Branca. Dirigido por Michael Haneke,o enredo se desenrola numa comunidade alemã no período que antecede à 1ª Guerra Mundial. Religiosidade e hábitos rígidos germinaram looks “invernais” – vestidos fechados, saias compridas, sobreposição de peças – que, graças à maestria de Walter na alfaiataria, se transformaram em opções para mulheres chques e elegantes.

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Agência Fotosite/Divulgação / Inverno com Inverno com "jeito de frio" na coleção de Walter Rodrigues.

INFORMAÇÃO EXTRA

Mais informações e fotos da São Paulo Fashion Week no site www.conceitoatual.com.br


20/01/2012 às 10:37

Analisada sob qualquer ponto de vista, a moda traduz-se como o novo, seja este uma troca de roupa, comportamento ou de cor na parede da sala. Por isso, a moda é dinâmica e tem a capacidade que se espera de um segmento que tem a obrigação de surpreender, ousar e mexer com formas de ser e de existir. Sem estas metas, aliás, ela deixa de desempenhar o seu papel como uma das mais importantes engrenagens da máquina que movimenta a economia de um país. Produzir para vender – e só se consegue tal objetivo quando se captura o interesse do consumidor ou se atende às suas expectativas.

A moda, contudo, faz parte também de um sistema muito bem organizado justamente para que todas as atividades que integram a sua estrutura funcionem de forma ordenada. Caso contrário, o cada um por si – que poderia resultar em uma dose maciça de criatividade a cada lançamento de temporada – resultaria em altíssimos investimentos aos empresários que se dispusessem a seguir pelo caminho do produto exclusivo. Aliás, o ideal de qualquer estilista bem intencionado, mas que no balanço final seria computado como “muitas contas a pagar”.

Isso, porém, não significa que a moda, como a conhecemos hoje, não possa ter diferenciais que identificam coleções e seus criadores. Mas é importante também, quando se avaliam roupas e acessórios mostrados numa passarela, se considere que eles nem sempre são “novidadeiros”. Existe por trás o tal do sistema do qual participam a indústria têxtil e a de aviamento, alinhadas em seus propósitos de desenvolver certas referências de material, padronagem e cores com o objetivo de viabilizar economicamente o setor da confecção. É a produção em larga escala que alimenta milhares de máquinas e atelierse gera milhares de empregos.

Para evitar esbarrar numa rejeição por parte do consumidor, ao que vai ser apresentado ao mercado, a indústria direciona sua produção de olho em pesquisas de comportamento e de desejo realizadas pelos chamados birôs de tendências. Nem sempre acertam, mas, pelo menos, se o verde limão encalhar nas lojas outras cores e babados hão de cair no gosto do cliente!

Brilhos, tecidos metalizados, estampas de bicho – todo mundo da moda já viu estas “novidades” em temporadas recentes e bem mais antigas. Pois elas estão freqüentando as passarelas do Inverno 2012 com uma insistência que gera perguntas. Estarão estas “tendências” atendendo expectativas de um público ainda não saciado em sua vontade de ser ver “luxuoso, exótico, poderoso”? Ou a indústria ainda não conseguiu colocar em circulação todo o seu estoque de materiais com estas características?

A resposta a esta dúvida, contudo, se perde no ritmo frenético dos desfiles e da movimentação observada nas feiras que atraem lojistas ansiosos por renovar suas vitrines. A 19ª edição do Senac Rio Fashion Business, que aconteceu no Rio, de 9 a 13 de janeiro, refletiu num mesmo espaço – uma tenda armada no Jóckey Club Brasileiro, na Gávea – como se processa esta convivência, imprescindível, entre o que é produzido pela indústria e o que é desenvolvido pelo setor da confecção.

Na passarela, o glamour apela ao emocional e nos estandes, calculadoras em ação traduzem em números o que pode virar hit na temporada. Serão os brilhos, os metálicos e as estampas de bicho? Eles já pegaram em outros tempos, mas estão (ou continuam?) vestindo modelos e manequins nos lançamentos do Inverno 2012 confiantes em seu poder de sedução.


Nereide Michel

Nereide Michel / Estampas de bicho, brilhos, bordados estão (de novo) na moda.Estampas de bicho, brilhos, bordados estão (de novo) na moda.

Resumo do Inverno 2012: brilhos e bichos presentes lado a lado no estande da Guipure/Renata Gomes no Fashion Business.


Nereide Michel

Nereide Michel / Viúva Porcina adorava os brilhos. Eles estão de volta.Viúva Porcina adorava os brilhos. Eles estão de volta.

Uma das exposições da 19ª Senac Rio Fashion – Novelas que Viraram Moda - foi um refresco na memória do consumidor. Enquanto na passarela e nos estandes as novidades da temporada estreavam para o público, personagens como a Viúva Porcina (Roque Santeiro), em 1985, e Cordélia (Toma Lá Dá Cá), em 2007, já se vestiam com brilhos e estampas de bicho nos anos 90.


Nereide Michel

Nereide Michel / Cordélia, do sitcom Toma Lá Dá Cá, se vestia de forma Cordélia, do sitcom Toma Lá Dá Cá, se vestia de forma "vistosa".

O estilista mineiro Victor Dzenk viajou para São Luís, resgatou a tradição da cultura popular maranhaense – o Tambor de Crioula e o Boi Bumbá - e a interpretou na sua coleção. Com o brilho que ela merece!


Márcio Madeira

Márcio Madeira / Bordados em canutilhos e vidrilhos na coleção de Victor Dzenk.Bordados em canutilhos e vidrilhos na coleção de Victor Dzenk.

Estampas ferozes são onipresentes na coleção da Linx. Segundo a marca, a essência feminina é felina.


Márcio Madeira

Márcio Madeira / A Lix aposta na continuidade do sucesso das estampas de bicho.A Lix aposta na continuidade do sucesso das estampas de bicho.


INFORMAÇÃO EXTRA

- Além de Victor Dzenk e Lix também desfilaram no Senac Rio Fashion Cavendish, Sta Ephigênia, Maria Filó, Sacada, Bárbara Bela, Anju Anju, Addict, Afeghan, Oh, boy, Patrícia Vieira, Cholet e Camila Klein.
Como vai ser o Inverno 2012? Veja mais sobre a moda para esta estação no www.conceitoatual.com.br

Enviado por nereidemichel@terra.com.br, 09/01/2012 às 00:20


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Divulgação / Coleção premium de t-shirts de Jefferson Kulig com imagens de animais. Coleção premium de t-shirts de Jefferson Kulig com imagens de animais.

2012, no Horóscopo Chinês, tão pródigo em dedicar anos aos animais, vai ser regido pelo poderoso dragão, que profetiza um período de felicidade, alegria, muito sucesso nos negócios e metas alcançadas na vida pessoal. Nada mais auspicioso para quem acredita em tradições seculares orientando comportamentos e atitudes.
Javali, boi, rato, tigre, coelho, cavalo, carneiro, cachorro, galo, macaco, serpente... Cada um tem sob sua regência grupos de indivíduos que nasceram em determinados anos, aos quais conferem características de personalidade e previsões.

Mais familiares aos ocidentais são os antiquíssimos signos do Zoodíaco (aliás, Zoodíaco, quer dizer, Caminho dos Animais em grego), que seguindo a mesma função do Horóscopo Chinês, também são representados na maioria dos meses por um animal: cabra (Capricórnio), carneiro (Áries), peixes, leão, touro, escorpião e até um molusco, o caranguejo. Não é uma questão de escolha pessoal, o “destino” é que determina qual vai ser o seu bichinho de estimação, seguindo a rota dos astros na hora do seu nascimento.

A moda também está sob a influência dos animais, principalmente, os selvagens que “emprestaram” (ainda “emprestam”?) literalmente suas peles para compor, sob o pretexto de isolar o frio das silhuetas humanas, uma produção sofisticada. Ou inspiram estampas que são sucesso temporadas seguidas. Estas imagens, ao capturarem o exotismo de regiões distantes do cotidiano de quem vive no cenário urbano, se transformam em alvo para “caçadoras”, que buscam nelas uma forma, bastante prática, na verdade, de mostrar o seu lado selvagem e poderoso.

Não por acaso, as estampas de animais viraram um clássico da moda – podem estar mais fortes numa estação do que em outra, mas, têm permanência assegurada na sucessão de décadas de passarela.


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Divulgação / Alerta! Proteja a Natureza. Recado assinado por Jefferson Kulig.Alerta! Proteja a Natureza. Recado assinado por Jefferson Kulig.

Outra motivação, esta recente, para designers direcionarem sua inspiração à fauna surgiu com a preocupação, cada vez mais generalizada, de se preservar o equilíbrio ambiental. A camiseta, a grande bandeira dos que querem protestar contra ... o quê mesmo?, é a peça preferida para se estampar imagens de aves e animais em risco de desaparecer do planeta Terra. O objetivo é despertar afeto pela Natureza, para que este carinho ajude a conservar habitats de espécies em vias de extinção – inclusive a humana. O estilista curitibano Jefferson Kulig lançou uma coleção Premium de camisetas com este foco.


Angela Antunes

Angela Antunes / O seu bichinho de estimação está neste biquíni da DiBianco?O seu bichinho de estimação está neste biquíni da DiBianco?

Enquanto isso, duas outras estilistas, também de Curitiba, Denise Bianco e Lorenza Andreazza Borges, que dividem o comando da grife de maiôs e biquínis DeBianco, desenvolveram para o verão 2012, uma coleção sui generis. Com o tema “Eu e meu cão, um caso de amor”, elas se aproximaram do público de seu produto de uma forma extremamente emocional. As peças são estampadas com fotografias de cães selecionados pelas próprias clientes, que fizeram um ensaio especial para esta linha, que reproduz charmosos bichinhos de estimação de raças como Poodle, Dachshund, Labrador, Dogo Argentino e Schnauzer.


Angela Antunes

Angela Antunes / O simpático Dogue vai à praia com sua dona neste classudo maiô DiBianco.O simpático Dogue vai à praia com sua dona neste classudo maiô DiBianco.


Voltando às tradições culturais milenares, citadas nos primeiros parágrafos, – são nelas que reproduções de animais surgiram nos primeiros capítulos da arte da joalheria. Serpentes, panteras, leões, entre outros, se transformaram em anéis, braceletes e colares.

Joalheiros franceses, como Boucheron e Cartier, foram seguidores desta inspiração, que teve e continua tendo adeptos em vários ateliers, como o de Maria Dolores. A designer investiu talento numa série bem completa de espécies para que, desta vez, ao contrário do fatalismo dos signos do Zoodíaco, cada um possa escolher o seu “bichinho de estimação” e carregá-lo bem juntinho de si.


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Divulgação / Serpente no anel assinado por Maria Dolores.Serpente no anel assinado por Maria Dolores.

Enviado por nereidemichel@terra.com.br, 03/01/2012 às 11:02

Difícil responder a esta pergunta. Ainda mais quando existe a concorrência de um astro-rei que obrigatoriamente recebe todas as reverências na estação mais quente – e aguardada – do ano. Impossível para os seus inúmeros vassalos, que nas férias de verão se reúnem preferencialmente à beira-mar, contabilizar a preciosidade dos seus raios dourando peles e areias. Filtro solar recomendado aos humanos, deixando às paisagens o efeito mágico de uma pintura que privilegia os tons amarelados e alaranjados espalhados, sem parcimônia, ao nascer do dia e ao cair da tarde. Assinaturas da estrela maior, que acende o nosso planeta todas as manhãs e, quando surge a noite, nos entrega à vigilância das estrelas.

Concorrência reconhecida, trabalho em dobro para os designers que trabalham com brilhos preciosos: os das joias. Colares, anéis, braceletes, brincos ganham pedrarias, formas e cores para compactuar com o cenário oferecido pela Natureza que abre abraços abrangentes – leia-se irresistíveis – quando chega o verão. Ela tem a seu favor temperaturas elevadas, que incentivam uma convivência externa não proporcionada pelo inverno, outono ou mesmo pela contemplativa primavera.

O que se veste e o que se faz são comandados por relógios, que prolongam as horas de lazer, e por termômetros, que disparam os graus Celsius para acima. Calores deixam menos corpo a cobrir e mais pele a enfeitar. E aí entram os acessórios, desenvolvidos para refletir os brilhos próprios do verão – sejam estes brindados pelo sol ou emanados pela sensualidade, que aflora, sem timidez, graças à cumplicidade de dias e noites apaixonadamente iluminados.

Os designers Rodrigo Alarcón, Silvia Döring, Maria Dolores e os da Bergerson Joalheiros, sem dúvida, transferem suas inspirações para paisagens ensolaradas quando criam peças para serem usadas sobre peles abençoadas pelo astro-rei.


Adélia Lopes

Adélia Lopes / O mar inspirou coleção dos irmãos Alarcón.O mar inspirou coleção dos irmãos Alarcón.

Rodrigo Alarcón pisou na areia e molhou os pés nas ondas para coletar materiais utilizados na coleção Oceanic , que desenvolveu com o seu irmão Marcelo. Conchas e moluscos trazidos pelo mar e outras riquezas por ele escondidas – pérolas e corais – entraram na confecção de peças de uma série especial. Tesouros de Netuno lançados numa exposição em consonância com a temática dos quadros assinados por Celso Coppio – unindo as duas artes, a da joalheria e a da pintura.


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Divulgação / As cores do verão ao alcance dos dedos nas peças de Maria Dolores.As cores do verão ao alcance dos dedos nas peças de Maria Dolores.

Maria Dolores se define como energética e alto-astral. Por isso, nada mais coerente que de sua inspiração se materializem peças com esta mesma vibração. Os anéis, coloridos como o verão, trazem pedras brasileiras e são folheados a ouro. Maria Dolores tem um estilo que dialoga com a exuberância, provocando lembranças da estação mais quente do ano mesmo em coleções lançadas em outras temporadas.


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Divulgação / As estampas geométricas de Pucci tematizaram a coleção Capri de Sílvia Döring.As estampas geométricas de Pucci tematizaram a coleção Capri de Sílvia Döring.

Sílvia Döring buscou referência num dos estilistas mais coloridos das passarelas internacionais para a sua coleção Capri, Emílio Pucci, que abriu sua primeira loja nesta ilha, em 1950. Este badalado balneário lhe inspirou o contraste de tons, tecidos leves e roupas para serem usadas, com conforto, a qualquer hora do dia. E quem não associa as estampas geométricas deste famoso costureiro aos dias ensolarados à beira-mar? A resposta pode estar no colorido bracelete com pedras brasileiras: tem formas irregulares, é alegre e intenso como um “verão de Pucci.”


Divulgação

Divulgação / Cacholong, uma opala opaca e leitosa, pode brilhar durante o dia e à noite.Cacholong, uma opala opaca e leitosa, pode brilhar durante o dia e à noite.

Summer Mood, que se traduz como “espírito de verão”, identifica peças da Bergerson Joalheiros que privilegiam a monocromia. A opção permite que cores fortes se espalhem por roupas e outros acessórios – sapatos e bolsas, por exemplo. A opaca cacholong pode ser usada tanto durante o dia como a noite sem perder o efeito. O movimento e a leveza dos brincos refletem a liberdade que acompanha a temporada de férias.

Enviado por Nereide Michel, 20/12/2011 às 21:39

Dois estilistas paranaenses, um do “interior de Minas”, mas graduado e revelado profissionalmente em Curitiba e Londrina e a outra, de Curitiba. Os dois pisaram na mesma passarela em dezembro, a da 30ª Casa de Criadores, em São Paulo, apresentando suas coleções de Inverno 2012.


Marcelo Soubhia Agência Fotosite

Marcelo Soubhia Agência Fotosite / Menina/mulher nos Jardins Urbanos, de Juliana Moriya.Menina/mulher nos Jardins Urbanos, de Juliana Moriya.

Ronaldo Silvestre, o mineiro pé-vermelho, é um veterano do vai e vem frenético de lançamentos para a temporada, enquanto Juliana Moriya , ainda pode ser considerada como caloura no competitivo mercado de moda brasileira: ela é recém-formada no curso técnico em Estilismo de Confecção Industrial do Senai/Pr.

Ambos ostentam premiações nos currículos: Juliana, uma das personagens do post Moda Arquitetada, do Plantão de Estilo, venceu IT MTV Elle Fashion Fabric e foi finalista do VII Prêmio João Turin de Incentivo aos Novos Designers de Moda e em outros concursos como Lycra Future Designer, 10º Paraná Criando Moda e V Desafio Passarela - Senai. Já Ronaldo Silvestre por estar agulhando e alfinetando há mais tempo teve o seu talento reconhecido em diversas competições por este Brasil afora. Destaque para os seus primeiros lugares no 16º N Design de Brasília (2006), Rio Moda Hype (Fashion Rio/2004) e Novíssima Geração de Criadores/ Fenit (2003).

UAI POR LEITE QUENTE

Em solo paranaense desde a década de 90, cursando Desenho Industrial /Produto no antigo CEFET (hoje UTTPr), em Curitiba, e depois como aluno e graduando de Estilismo em Moda, da Universidade Estadual de Londrina, não é de estranhar que o mineiro de Itabira tenha trocado de forma natural o seu sotaque. Deixou para trás o “uai” e o "trem bão”e adotou o leite quente no linguajar e o pinhão no cardápio.


Ricardo Pacak

Ricardo Pacak / As Novas Faces do Elefante, coleção desfilada no Curitiba Fashion Art, Verão 2005.As Novas Faces do Elefante, coleção desfilada no Curitiba Fashion Art, Verão 2005.


Fez carreira nas passarelas paranaenses mostrando desfiles bastante conceituais no Curitiba Fashion Art (“As Flores da Vida”, Verão 2004; “Dança Macabra”, Inverno 2005; “As Muitas Faces do Elefante”, Verão 2005 “maria-sem-vergonha”, Verão 2007) e no Paraná Business Collection (“O Caso do Vestido”, Verão 2008; “Três Marias”, Verão 2009.). Fora de nossas fronteiras, participou de eventos como Dragão Fashion (Fortaleza); Rio Moda Hype (Rio) e Casa de Criadores, em São Paulo.

Ricardo Pacak

Ricardo Pacak / O Caso do Vetido, tema do Verão 2009, na passarela do Paraná Business Collection.O Caso do Vetido, tema do Verão 2009, na passarela do Paraná Business Collection.

Além de investir em coleções com o seu nome, Ronaldo não descuida da marca Ex Madame, que lançou quando ainda era graduando de moda. O estilo Ronaldo Silvestre é definido como resultado de roupa bem construída, alicerçada numa modelagem impecável, com arremates artesanais e identificadores de suas origens.

O estilista já trabalhou com comunidades em várias cidades do interior do Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, pesquisando materiais e ensinando a desenvolver produtos a partir da riqueza e da vocação de cada região. Numa das cooperativas, a Cooper Fashion, instalada em Lidianópolis, no interior do estado, orientou um grupo de mulheres carentes na elaboração de peças a partir do jeans – o resultado foi conferido na passarela do Paraná Business Collection, em 2007.

-“MENTE É A CHAVE QUE LIBERTA”...

... proclamava Harry Houdini, o mestre da mágica, aquele que se deixava acorrentar e lacrar numa caixa jogada em águas profundas. Em três minutos, ele se libertava de sua prisão, para surpresa e delírio da platéia. Conhecido como rei do escape e, sem dúvida, um especialista em marketing pessoal, serviu de inspiração para o Inverno 2012 de Ronaldo Silvestre. A coleção apresentada na 30ª Casa de Criadores (realizada em São Paulo, nos dias 12, 13 e 14 de dezembro), não poderia ter cenário mais adequado: o palco do reabilitado Cine Jóia, que ressurgiu como casa de espetáculo no bairro da Liberdade.


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Marcelo Soubhia Agência Fotosite / Houdini inspira Inverno 2012 de Ronaldo Silvestre.Houdini inspira Inverno 2012 de Ronaldo Silvestre.

O elegante Harry Houdini, que conheceu a fama no início do século XX, serviu de referência a Ronaldo Silvestre no desenvolvimento de uma elaborada alfaiataria, com recortes e sobreposições de tecidos e fivelas. Os atributos deste showman visionário se transformaram em silhuetas ao mesmo tempo estruturadas e fluidas em looks masculinos e femininos. Tecidos ecológicos com tingimento natural ganharam uma nova aparência, fora do padrão artesanal. O jeans natural pontua toda a coleção, inclusive na cartela de cores, comandada pelo azul índigo, que casa na paleta com tons de vermelho, amarelo, cinza e preto.


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Marcelo Soubhia Agência Fotosite / Clima de nostalgia, início do século XX, no look do século XXI de Ronaldo Silvestre.Clima de nostalgia, início do século XX, no look do século XXI de Ronaldo Silvestre.


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Marcelo Soubhia Agência Fotosite / Ícones da mágica de Houdini no look feminino de Silvestre.Ícones da mágica de Houdini no look feminino de Silvestre.

O VERDE NO CIMENTO

Espaços verdes e floridos, que muitas vezes se comprimem entre os prédios, e em outras, criam acolhedores oásis cercados pelo cimento e o asfalto são verdadeiros respiradouros nos grandes e sufocantes centros urbanos. Com esta inspiração Juliana Moriya assinou o seu Inverno 2012 privilegiando looks que valorizam a feminilidade e a sensualidade, a sofisticação e a simplicidade, segundo a sua fórmula para vestir, com conforto e praticidade, a mulher contemporânea.


Marcelo Soubhia Agência Fotosite

Marcelo Soubhia Agência Fotosite / Feminina,sensual,sofisticada e simplicidade, a mulher de Juliana Moriya.Feminina,sensual,sofisticada e simplicidade, a mulher de Juliana Moriya.

As peças remetem às formas da Natureza e a paleta de cores traz tons mais sóbrios como o preto e o verde, emaranhados às flores nas estampas. Cintura marcada, inserções pontuais de silhueta reta, transparências, couro ecológico e malhas entraram na mira da estilista para formatar a sua coleção. A Kalimo patrocinou os Jardins Urbanos de Juliana, que complementou com peças da designer curitibana Maria Dolores os looks no desfile.


Marcelo Soubhia Agência Fotosite

Marcelo Soubhia Agência Fotosite / Flores entre o cimento das grandes metrópoles. Inverno 2012 de Juliana Moriya.Flores entre o cimento das grandes metrópoles. Inverno 2012 de Juliana Moriya.

INFORMAÇÃO EXTRA

Outro curitibano, Alexandre Linhares, participou da programação da 30ª Casa de Criadores. O estilista esteve entre os 71 inscritos na área de Moda do 3º Fashion Mob, o coletivo que tem por objetivo “democratizar a criatividade” através de um desfile/passeata pelas ruas de São Paulo. Uma comissão julgadora aponta os três melhores trabalhos, o primeiro lugar, entre os estilistas, ganha o direito de ser incluído no line up da próxima edição da Casa de Criadores.

Alexandre Linhares criou sete peças exclusivas para participar do evento, realizado na quente tarde de domingo, 11 de dezembro. Ele convocou suas amigas paulistas, Jackie Dolstoy, Barbara Oeiras Lorena Beatriz, Magda Hino e Sheila Carvalho, que lhe apresentaram Lara Heluany e Alexandre Heberte para completar a “trupe performática” que desfilou os seus looks.


Divulgação

Divulgação / Alexandre Linhares ao centro de sua equipe esteticamente plural nas ruas de São Paulo.Alexandre Linhares ao centro de sua equipe esteticamente plural nas ruas de São Paulo.

Uma equipe esteticamente plural, segundo o estilista, que se não despertou a atenção da comissão julgadora, sentiu-se gratificada por integrar um esforço coletivo para a democratização do processo criativo de moda.

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