Sábado, 31/07/2010
Certo fazendeiro resolve contratar um carpinteiro para uma série de reparos em sua propriedade. O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil. O pneu de seu carro furou, fazendo com que ele deixasse de ganhar uma hora de trabalho. Sua serra elétrica quebrou, e aí ele cortou o dedo. Como se não bastasse, no final do dia, seu carro não funcionou. Assim, o fazendeiro resolve oferecer carona para casa.
Percorrida a viagem, o carpinteiro convidou-o a entrar e conhecer sua família. Quando os dois se dirigiam à porta da casa, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos. Ao abrir a porta de casa, o carpinteiro já parecia outro: os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso. Ele abraçou os filhos e beijou a esposa. Após uma alegre refeição, o fazendeiro agradeceu e despediu-se de todos.
O carpinteiro acompanhou seu convidado até o carro. Assim que passaram pela árvore, o fazendeiro questionou seu anfitrião sobre o motivo pelo qual ele tocara na planta antes de entrar em casa. - Ah! Esta é a minha planta dos problemas. Eu sei que não posso evitar todos os problemas no meu trabalho, mas eles não devem chegar até os meus filhos e minha esposa.
Então, toda noite, eu deixo meus problemas nesta árvore quando chego em casa, e só os pego de volta no dia seguinte. E o senhor quer saber de uma coisa? Toda manhã, quando volto para buscar meus problemas, eles não são nem metade daquilo que eu lembro de ter deixado na noite anterior.
Harmonizando emoções
A busca pelo status, pela felicidade e pela sobrevivência tornou-se uma obsessão no contexto social em que vivemos. Deitamos e acordamos com os olhos voltados para a realidade do mundo globalizado: moeda em alta, bolsas em baixa, desemprego e falta de dinheiro para honrar com os compromissos.
Diante destes inimigos cada um reage de forma diferente. Quem apostou no conhecimento está mais capacitado para identificar novas oportunidades. Tem gente que se sente impelida a atingir um clima de permanente alto-astral, nem que para isso tenha de violentar-se. No entanto, este perfil, não raro, apresenta ansiedade, crises de depressão, melancolia, síndrome do pânico ou alguma fobia social.
Estes problemas afetam diretamente os relacionamentos. O cônjuge nem sempre sabe como reagir diante da instabilidade emocional do parceiro, que diante de situações desconhecidas, não raramente, perde a noção de limites. A falta de diálogo e de preparo para conviver e reagir diante das adversidades pode levar a ruptura do relacionamento. Quem vive conflitos psicológicos dentro de si tem dificuldades nas relações humanas e sociais. Ninguém se prepara para lidar com contradições e com os conflitos que fazem parte da vida.
É importante evitar a desarmonia, mas, quando ela é inevitável, o melhor a fazer é aprender com ela. É inegável que as pessoas nos dias atuais estão mais tristes. Os lares, hoje, mais parecem moradias de pessoas do mesmo nome. Falta calor humano, afeto e amor. É que na busca desenfreada de redecorar casas e escritórios, esquecemos de fazer a decoração interna, o rearranjo de nós mesmos.
As dificuldades naturais que a vida coloca diante de nós geram insegurança e um medo, muitas vezes, paralisante. Todos nós passamos por momentos em que parece nos faltar o chão. Não conseguimos vislumbrar uma saída para um problema de difícil solução. Estamos energeticamente tão desequilibrados que nada dá certo.
O carro fica na rua sem combustível. O celular cai e quebra. A meia de nylon fura bem na hora da reunião. A empregada não aparece para cuidar das crianças. A explosão parece iminente. E nestas horas costumamos lavar a alma e despejar nossas desventuras em quem está mais próximo.
Colocamos as pessoas a quem mais amamos na posição de inimigos que desempenham um importante papel em nossas vidas, pois nos ajudam a ter mais consciência dos nossos próprios defeitos, fazendo-nos amadurecer e adquirir maior força interior. Que tal, substituir as pessoas queridas por uma “árvore dos problemas”, assim como fez o sábio carpinteiro? Não descarregue seus problemas e frustrações nas pessoas, principalmente naquelas que você tanto ama.
Luiz Carlos: grata pelas palavras e pela visita. Volte sempre! abs
Luiz Carlos da Silva Oliveira | 03/11/2009 | 15:28Boa Tarde ! D. Marlene ! Quero parabenizar pela coluna, que é muito pertinente nos tempos e ritmo de vida, que a capital vive. Os assuntos apresentados de uma forma simples, sem rodeios, e com objetividade. Um forte abraço, e Sucesso.
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