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Salmonelas

Quem faz o blog
09/05/2013 às 09:30


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Vocês já tentaram usar o serviço do disque-táxi nos últimos meses em Curitiba? É de enlouquecer. É impossível, não existem mais táxis livres na cidade. É mais fácil você encontrar dignidade na Alep do que um táxi livre em Curitiba.

A situação tá ficando tão absurda que você liga para duas ou três empresas simultaneamente e nenhuma consegue te mandar um táxi. As vezes eu acho que é meio pessoal o negócio, que eles não mandam porque não vão com a minha cara. “Ah, o táxi é para ele de novo? Ahn, deixa o palhaço esperando. É emergência? Melhor ainda, vai que morre...”.

Se você ligar para um disque táxi em São Paulo ele vai chegar em Curitiba antes do que o táxi que você pediu para a empresa de Curitiba.

O disque-táxi significa que você pode pedir um táxi por telefone, mas isso não significa que um táxi vá até onde você está apanhá-lo.

-Alô, eu queria pedir um táxi.
-Ok, pode pedir.
-Quero um táxi.
-Ótimo. Mais alguma coisa?.
-Não.
-O disque táxi agradece tenha uma boa noite.

E se for uma emergência? Os serviços de táxi de Curitiba são tão ruins que, se uma mulher estiver prestes a dar a luz e chamar um táxi para levá-la para a maternidade, o táxi só vai aparecer quando o bebê já estiver andando, falando e provavelmente xingando o taxista.

Uma vez eu tinha que ir numa dessas festas temáticas anos 80. Chamei um táxi e ele demorou tanto que quando cheguei na festa ela já era anos 90.

O único lugar onde você vê um táxi é numa via rápida, parado, com o alerta ligado. “Tá livre?”. “Não, não. Tô aqui só pra ferrar com o trânsito mesmo”.

Você até vê táxis em Curitiba. Mas não pode pegar. É como uma criança de uma família sem grana numa loja de brinquedos e a mãe dizendo “esse não pode pegar. É só para ver”.

E a loucura aos poucos vai se tornando desespero. Eu vejo táxis na rua, mas sempre tem a cabecinha de um FDP no banco de trás. Dá vontade de ir lá e tirar o cara a força “eu preciso desse táxi mais do que você”. Estamos ficando doentes.

Você fica tanto tempo esperando conseguir um táxi que, quando consegue um, nem se importa mais com a opinião do taxista. “Ah, você defende pena de morte para menor de idade? Claro, tá certo. Cortar a mão de todo mundo que rouba? Ótima ideia, é assim que se faz um país civilizado”.

Afinal o que acontece? O povo está andando mais de táxi? Os táxis migram para a Patagônia nessa época do ano? Ou pior... a TIM comprou os serviços de táxi também?

Benett

29/04/2013 às 10:30


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Dia desses estive numa livraria da cidade e o dono, um simpático livreiro que deve entender de tudo sobre o assunto, reconheceu meu nome quando fiz a reserva de um livro. "Ah, você é quem faz aqueles desenhinhos na Gazeta do Povo?". "Sim, eu mesmo". Ele me disse "olha, se quiser eu te empresto os livros. Eu sei que vocês da imprensa, da ilustração não são assim muito bem remunerados". Hehehe, na hora eu dei risada depois fiquei meio deprimido. Olhei para mim e estava com o cabelo comprido, a barba por fazer, camiseta e jaqueta comprados no supermercado... eu realmente estava mal ajambrado. Voltei para a casa, tomei um banho, fiz a barba e fui ler a sessão de classificados do jornal. Fiquei assim

o cartunista Benett depois do banho


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Acho que não existem cartunistas metrossexuais (aliás, esse é um termo de 2003, 2004 não?). Todos os que eu conheço usam roupas puídas e mal ajambradas. A exceção do Marco Jacobsen e da Pryscila Viera, claro. O Paixão me contou que um sujeito petulante foi em seu estúdio comprar um desenho ou algo assim e viu um retrato do Rettamozo na parede. Ele falou "Paixão, você se veste mal... mas o Rettamozo!!!".

Outro dia eu estava arrumando os documentos na carteira quando passou um mendigo e pediu dinheiro. Eu não tinha um centavo e mostrei para a ele a carteira vazia. Ele falou "que é isso, não pode andar sem dinheiro assim". Por muito pouco ele não me deu umas moedas, hehe.

Cartunista se veste mal pura e simplesmente porque não dá a mínima para a aparência. Não é por desleixo ou falta de dinheiro. É porque simplesmente esquece que precisa passar a camisa, pentear o cabelo, essas coisas. De qualquer forma, voltarei na livraria e pegar emprestado A Divina Comédia, com ilustras do Boticcelli. As vezes se vestir mal pode ser uma boa ideia.

P.S. - aquele mendigo que você ver na rua, não o maltrate. Ele pode ser Jesus disfarçado. Ou um cartunista meio desleixado.


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Yeah, ganhei o prêmio de melhores do ano da Gazeta do Povo pelas reportagens em quadrinhos que fiz em Brasília.

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Esse post está ilustrado com desenhos que tenho feito para o jornal e outros por aí.


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23/03/2013 às 14:32

Definitivamente não entra para o rol de seus grandes feitos. Mas para os meus sim. Valencio Xavier foi o primeiro a publicar minhas tiras na Gazeta do Povo, em 1995.

O cineasta Fernando Severo esteve em Ponta Grossa naquele ano e eu mostrei as tiras para ele, que gostou, ficou com algumas cópias e as entregou para o Valencio. Que obviamente não tinha a menor ideia de quem eu era. Mas depois disso nos tornamos colegas e conversávamos quando nos encontrávamos por aí. Como todo mundo, eu adorava o cara. E ainda sou eternamente grato pelo que ele fez. Benett


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22/03/2013 às 08:02

Charges publicadas na Gazeta do Povo e Folha de S. Paulo ao longo das semanas.

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26/02/2013 às 10:54

I'm blind, i'm blind!!


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Domingo e segunda eu estava praticamente cego devido a um raríssimo caso de conjuntivite nos dois olhos. Raríssimo no meu caso, porque nunca tive conjuntivite. Eu estava vendo menos que o Art Tatum e ainda tinha que entregar um carregamento de desenhos. Se enxergando bem meu traço não é lá essas coisas, imagina cego. Mas a verdade é que eu preferia ficar surdo, uma vez que minha vizinha ouve programas evangélicos com o rádio num volume bem acima do civilizado. Bem, esperar civilidade de quem acredita em programas evangélicos é o mesmo que esperar que pastores evangélicos sejam honestos sobre dinheiro e religião.

Mas pior do que ver o mundo com os olhos do Blind Willie McTell ou ficar surdo são pessoas que vêm à sua casa sem avisar. Quando você vê tocam a campaínha e já estão na sua sala falando pelos cotovelos sobre qualquer coisa diametralmente oposta ao que poderia lhe interessar. Se eu fico cego por que elas não podem ficar simplesmente mudas? Lembro que uma época meu apartamento teve um surto de pulgas. As pessoas chegavam e em poucos minutos começavam a se coçar. Se eu espalhasse a notícia de que elas poderiam ter peste bubônica ou coisa assim -bem, acho que não eram pulgas de rato, e acho que não devia ter urina no chão, mas eu poderia providenciar isso- elas pensariam duas vezes antes de chegar sem avisar.

Ontem com meus dois olhos parecendo o olho bom de John Snyder em Como Se Fosse a Primeira Vez, atendi um telefonema antes das 9h da matina que deixou meu dia arrasadoramente péssimo. Fizeram a conjuntivite parecer quase uma bênção para confortar a alma. Sabe, eu queria ter um serviço de telefone em que as pessoas digitariam 1- para contar sobre a morte de um parente, 2- para contar que alguém na família está doente, 3- para gerar intriga familiar. Para demais assuntos, digite 4. Eu deixaria os três primeiros números esperando até o fim do dia. Ou o Ragnarok. O que viesse primeiro.

Fiquei torcendo para que, depois que meus olhos voltassem ao normal, eu tivesse adquirido visão de raio-x. Mas, claro, não rolou...

Ah, agora tenho Facebook -

http://www.facebook.com/alberto.benett.7

( Benett )

15/02/2013 às 09:20

Para quem não aguentava mais desenhar sobre Renans, Sarneys e Eduardos Alves, a renúncia do Papa oxigenou um pouquinho a charge.

Folha, 15/02/2013


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e ideias que sobraram
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13/02/2013 às 11:22

Charge de hoje na Folha de S.Paulo


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e algumas ideias que morreram na prancheta
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e as charges publicadas ao longo da semana na Gazeta do Povo e Folha
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e mais ideias que não vingaram

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04/02/2013 às 12:08

04/02/2013 - Gazeta do Povo


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04/02/2013 - Folha de S. Paulo


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as demais charges ou são inéditas ou foram publicadas no últimos 15 dias nos dois jornais citados acima

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06 e uma ideia infame


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31/01/2013 às 09:50

Sempre gostei mais dos esboços do que do desenho final das minhas charges. E sempre gostei mais das que não são publicadas. Como estas abaixo, que surgiram durante a semana.

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22/01/2013 às 07:32

Algumas charges publicadas na Folha e na Gazeta do Povo nos últimos dias...

01 - Folha de S. Paulo - Henrique Alves é o nome do suspeito da vez...


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02 - Gazeta do Povo - Árido movie


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03 - Gazeta do Povo - Renan, o suspeito de sempre...


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04 - Gazeta do Povo - O Paraná, quem diria, vermelhou: Lula e Dilma lideram as pesquisas para qualquer coisa


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05 Inédita - Por falar em Lula...


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06 - Inédita


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07 - Gazeta do Povo - Henrique(cendo) Alves


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