
O autor me fez a gentileza de enviar o livro “Haicaipiras”, em que compilou seus trabalhos poéticos nesse estilo, numa Edição do Autor, de 2012. Por algumas daquelas confluências cósmicas, estava tento uma breve e periférica imersão em cultura japonesa e, consequentemente, em haicais. Tudo se iniciou com a visita à exposição “Múltiplo Leminski”, no Museu Oscar Niemeyer, continuada com a leitura do “Toda a Poesia” (que reúne a integralidade a obra poética leminskiana). Também revia a biografia de Leminski, “O bandido que sabia latim”, escrita por Toninho Vaz, e a biografia de Matsuó Bashô, escrita pelo próprio Leminski.
O livro de Pellegrini chegou para “completar o clima” hacaiístico que estava vivendo. Na capa, um bonsai do qual nascem bananas, mangas, mimosas (ou mexerica, ou bergamota) e guaraná. Na contracapa, esta preciosidade: “Bonsai/ epopeia condensada/ em haicai”.
Quando abri o livro, no entanto, me veio uma decepção. Cada haicai é precedido por uma curta história de como ele surgiu. Aquilo me deu uma angústia. A primeira coisa que pensei foi “isso é como explicar uma piada antes de contá-la, vai perder toda a graça”. Parei nas primeiras páginas.
Me dediquei a outros livros que estava lendo, incluindo aí o término do “Bashô” que, encerrado, me deixou uma vontade de “quero mais haicai”. Voltei ao Pellegrini, mas fiz um trato comigo mesmo. Vou ler apenas os haicais, sem as explicações. Assim fiz, e não me arrependi.
Pude ler poemas belos como este:
A paina, alvo engano
é a neve possível
neste meridiano
Ou estes, que trazem a observação zen para dentro de casa, nas situações mais corriqueiras:
Montanha que brilha
a louça lavada
empilhada na pia
Bem estranho
no meio dos alumínios
o bule de estanho
Casa quieta
mas na fresta ao sol
o pó em festa
Tem visita que nem senta
tem visita que acampa
visita que seca avenca
Ou, o típico haicaipira que se revela até na forma de falar:
Carma, assim é a vida
quanto mais longa
mais cumprida
O ver a beleza lírica e romântica mesmo na tempestade
Primeiro chove de pancada
depois de mansinho
carinho do céu
A nuvem carneiro
em touro transformou-se
e em chuva foi-se
Vou pular a poça
escorrego na lembrança
caio no meio da infância
E muitos outros falando de frutas, de bichos, de lua, de sol, de filosofia etc.
Gostei da minha opção de ler apenas os haicais, foi uma experiência iluminadora.
Ler, requer dedicação. Ler poesia, mais ainda. Ler haicai, então, nem se fala. Impossível fazê-lo com pressa, com ansiedade. Com a mente caindo direto no futuro e pulando o presente. É preciso abrir abrir uma janela temporal em nossa vida e ficarmos mais atentos ao interior do que ao exterior. Longe dos facebooks que nos sugam. Desacelerar. Ler haicai é observar a natureza, o entorno, o outro. Quem pode fazer isso com pressa?
É preciso repousar no instante, no momento, que como diz o próprio Pellegrini, “é o único pedaço disponível da Eternidade”. Ou, como escreveu Leminski: “De repente, por dentro de um dia, passa um haicai que acabou de roubar a alma de um instante, como se roubaria um beijo, se o tempo fosse uma mulher bonita”.
Lidos os haicaipiras do Pellegrini, então aceitei ler as explicações que antecediam cada um. Descobri que eram mais que textos explicativos, eram minicrônicas. Prosa de cotidiano feita por um escritor sensível. Escritos como este:
“É parado que se olha bem as ligeirezas. É devagar que se aprecia as belezas. A diferença entre olhar e ver é como passar de trem e passar a pé.”
Ou este:
“Ele tinha cinco anos, eu cinquenta, ele caiu, machucou, chorou no meu peito, parou de chorar para perguntar por que a gente escuta o coração. Porque é um músculo que toca bumbo, falei. Ele perguntou por que, falei que é para avisar que está bombeando sangue, ele ficou olhando meu peito como se enxergasse dentro.”
Ou ainda:
“Lendo filosofias da Índia, fiquei sabendo que o ‘darma’ é teus deveres, ser bom pai, bom filho, bom marido, bom cidadão. O ‘darta’ é tuas táticas, tuas armas, teus estratagemas e estratégias. Desconfio do ‘karma’, mas em ‘darma’ e ‘darta’ acredito, e com isso me sinto um tanto hindu.”
Também não me arrependi de ler os textos separados dos haicais. Foi uma experiência esclarecedora e não menos literária.
Por fim, li o livro uma terceira vez, agora do começo ao fim, seguindo a ordem, sem pular nada. Foi uma experiência completa.
Não vou juntar os textos introdutórios e os haicais aqui. Quem quiser, vai ter de procurar, assim como eu procurei meu jeito para lê-lo. Afinal, cada um tem o seu próprio caminho.
O Beijo AA Força, banda icônica de Curitiba, que o Hermano Vianna disse que fez um dos discos mais legais da história da música brasileira, o "Sem Suingue" (leia post abaixo), vai voltar a tocar em um show em Curitiba depois de seis anos. A razão da volta é o aniversário de 3 anos do Lado B Bar.
E será apenas um show do BAAF, não um retorno definitivo (será?). E as comemorações, feito festa de polaco, durarão três dias e terão ainda outras bandas representantes do rock curitibano: Autocontrole, Penitentes, Ovos Presley, Loser Manos, Candyman Club, Street Churras (não sei se é uma banda ou uma festa ao ar livre), Skadrophenia e Rocksteady City Firm. Os hows serão no Front Bar.
Confira mais infos no banner abaixo e garanta já o seu ingresso.:

Quem me acompanha sabe que gosto de escrever sobre a cultura de Curitiba. Mas não sou daqueles que falo bem só porque ela é daqui. Escrevo sobre o que admiro ou sobre o que reconheço que é bem feito, mesmo que não seja do meu gosto pessoal.
É bom quando alguém de fora escreve corroborando com coisas que eu já afirmei a favor da cultura curitibana. Então, expondo a vaidade de dizer "olha, eu já escrevi isso aqui", eu reproduzo o texto de Hermano Vianna, publicado no O Globo de hoje(leia aqui o original)
Hugo Harada / Agência de Notícias Gazeta do Povo
A banda Maxixe Machine, de Curitiba. O disco Sem Suingue, foi lançado pela Beijo AA Força em 1995, e é considerado por Hermano Vianna como um dos melhores do Brasil de todos os temposHermano Vianna
Fico imaginando como funcionaria o país sob o efeito desse alucinógeno lírico curitibano
Torço para que o sucesso de “Toda poesia”, de Paulo Leminski, faça com que todo o Brasil coloque em prática o refrão de “Curitiba”, canção de Marcos Prado, Antonio Thadeu Wojciechowski e Walmor Góes, gravada pelo grupo de samba “sem suingue” Maxixe Machine: “Curitiba, Curitiba/ você é a única droga/ que eu vou admitir/ na minha vida”. Fico imaginando como funcionaria o país sob o efeito desse alucinógeno lírico curitibano. Seria prova de fogo para nossos sonhos de identidade nacional, trafegando naqueles ônibus pré-BRT, tiritando no inverno ao som do eletrofunk da MC Mayara. Barato já descrito no primeiro verso de “Filhos de Gdanski”, canção do carioca Antonio Saraiva gravada pelo grupo hardcore-pós-tudo Beijo AA Força (a encarnação elétrica do Maxixe Machine): “Um afoxé muito branco emerge das brumas”.
Pulo na pipoca desse bloco “poloco-nagô” paranaense há tempos. Em 2013, por alguma conjunção astral conectada com as vendas do autor de “Distraídos venceremos”, meu consumo de Curitiba, a droga, passou a ser administrado em doses mais polpudas. Primeiro ganhei de presente “Na franja dos dias”, o terceiro livro de Marcelo Sandmann. Releio seus poemas (curtos e com muitos parênteses, como estas minhas colunas) semanalmente. Alguns levam a “genialidade não original” de Leminski para extremos cruéis. Em “Canção de maio” cada verso é manchete paulistana recente. Entre eles: “SP sofre pelo menos 180 ataques criminosos; mortos passam de 80” e “Suspeitos mortos pela polícia em ondas de ataques em SP somam 107”. Há também notícias sobre shows de Frank Zappa, e reflexões sobre a saúde de quem pode tocar a “lira dos cinquent'aninhos”. Como tenho a mesma idade, me identifico especialmente com este big-bang de narcisismo inspirado em Mário Sá-Carneiro: “Quando eu morrer, puxem a rolha/ Que veda o ralo do universo./ Escoem tudo. E no reverso,/ Pintem um Deus novinho em folha.”
Pelo Sedex chegou também pacote com o DVD “Da tamancalha ao sampler — ao vivo em Curitiba” e o livro com partituras do Grupo Fato. Como brinde veio junto o “MúsicaPrageada” (assim tudo escrito junto), também do Fato. Já tinha esse CD (gravado em 2005), mas foi maravilha ouvir novamente suas músicas, agora, pensando nessa possibilidade de Curitiba ocupar (no melhor sentido occupy) lugar mais central em nosso imaginário brasileiro. Pois os curitibanos sempre refletiram profundamente sobre seu deslocamento (lá onde há sempre geada) ou lugar “periférico” no concerto da nação. E ousadamente já deram sua receita de samba danado (canção de Marcelo Sandmann, registrada neste “MúsicaPrageada”): “Samba que é bom tá danado/ Samba que é bom não dá pé/Tem que quebrar a cabeça/ Tem que entortar logo o pé.”
Então me toquei que deveríamos estar comemorando os 30 anos da criação da Beijo AA Força, banda que entortou nossos pés pela primeira vez em 1983. Para resumir sua história com apenas um lançamento: “Sem suingue”, de 1995, só não ocupa os primeiros lugares nas listas dos melhores discos de todos os tempos da música popular brasileira por causa desse distanciamento torto que o resto do país mantém com a produção cultural de Curitiba, praticamente ignorada fora do Paraná (Leminski ou Trevisan são casos bem excepcionais). Preciso deixar bem claro (a nova audição reconfirmou esta impressão antiga): “Sem suingue” não deixa nada a dever se comparado com “Acabou chorare” ou com “Samba esquema novo”. Na minha humilde opinião leva até vantagens, pois reflete bem minha experiência de geração e meus interesses diante do mundo pop atual. Isso só parece exagero porque quase ninguém ouviu a obra-prima curitibana. Quem escutar agora vai pensar que é gravação nova, de tão atual e original (ou não original, já que abusa do sampler).
Tem “Filhos de Gdanski”, mas também “Pedra que rolou”, clássico de Pedro Caetano, e a mulher falando “nossa, como esse Milton Nascimento é engraçado” em “Eu odeio jazz Brasil (more noise, please)”. Tem “Crueldade mental” e sua versão instrumental (com “guitarra Morricone” e “piano Liberace”) precocemente intitulada “Estupidez interativa”. Minha preferida talvez seja a versão de “Negro blues” de Jorge Mautner, com arranjo digno de Jerry Dammers e complemento da letra no encarte com homenagem até para o barulho japonês dos Boredoms (em 1995!). Pode haver disco melhor?
Talvez uma coletânea da Maxixe Machine, com músicas dos CDs “barbabel” e “e seus ritmos elegantes”. Tudo para o Brasil copiar o exemplo da personagem de “Empolacada”: “casei com um polaco depois de cinco uísque/ ainda hoje não sei pronunciar meu sobrenome”. Segura mais um refrão: “ê meu negão do avesso/ tô sambando com os quadril no gesso”.
Baixe o disco Sem Suingue aqui no site do Stereo Toaster.
André Rodrigues / Agência de Notícias Gazeta do Povo
Vista do Parque Barigui, que receberá a Fan Fest em Curitiba durante a Copa do Mundo de 2014A princípio, o texto dizia que a Funa Fest teria 14 atrações, nenhuma do Paraná. O coordenador de Ações Culturais da FCC, Getúlio Guerra, fez uma correção pelo Facebook, quando a notícia começou a se espalhar. Veja as explicações dele sobre o texto divulgado:
"Tá errada essa matéria! Teremos mais do que 14 artistas curitibanos também nessa mesma festa e todos com cachês e visibilidade na TV Paranaense... Essa lista que erroneamente a Prefeitura divulga com os 14 artistas nacionais, ainda terá os convidados da Fundação Cultural de Curitiba - que também erroneamente copiou e colou o texto sem atentar para esse detalhe importantíssimo do ponto de vista histórico, artístico e cultural. Em minutos estará sendo feito uma errata no site da FCC."
E no mesmo texto publicado anteriormente no site da Fundação Cultural foi acrescentado mais uma parágrafo:
"ATUALIZAÇÃO
Além das 14 atrações nacionais confirmadas hoje, a Fan Fest da Copa do Mundo 2014 em Curitiba contará, ainda, com dezenas de artistas locais, que ainda serão definidos."
Então, está suspensa a sublevação cultural.
André Rodrigues / Agência de Notícias Gazeta do Povo
Vista do Parque Barigui, que receberá a Fan Fest em Curitiba durante a Copa do Mundo de 2014A festividade acontece em cada uma das cidades-sede da Copa e a organização e as atrações são escolhidas pelo Comitê Organizador da Copa no Brasil. Não sei se o Comitê Local tem algum poder de interferir na escolha. Se tem, não usou esse poder. Se tentou, foi desprezado.
Os artistas paranaenses deveriam se unir e fazer programações paralelas, em protesto contra o descaso a que foram submetidos. A prefeitura de Curitiba e a Fundação Cultural de Curitiba (e órgãos de cultura de outros municípios) deveriam apoiar essas programações paralelas que pode dar visibilidade internacional a nosso artistas durante os poucos dias de jogos da Copa em Curitiba. Ou será que em vez de ficarem ao lado dos artistas se submeterão bovinamente aos paus mandados da Fifa?
Ou eu estou enganado. Será que não vale uma sublevação cultural?
Leia o texto que a prefeitura enviou sobre a festa no Barigui
Estão confirmadas as 14 atrações musicais que estarão no palco da Fan Fest da Copa do Mundo 2014 em Curitiba. O evento acontecerá no Parque Barigui, ao longo de todo o torneio. Entre as atrações estão Erasmo Carlos, Pato Fu, Zezé di Camargo e Luciano e Dudu Nobre.
As Fan Fests são espaços oficiais de exibição pública dos jogos da Copa do Mundo, que reúnem milhares de torcedores. Cada uma das 12 capitais brasileiras que receberão jogos do torneio terá um espaço reservado para esses eventos. No Parque Barigui, além dos shows, que serão gratuitos, haverá telões para transmissão de todos os jogos da Copa. A estimativa é de que o local receba de 20 a 30 mil pessoas por dia.
A lista completa de atrações musicais tem Dudu Nobre, João Lucas e Marcelo, Saulo, Zezé di Camargo e Luciano, NXZero, Humberto Gessinger, Arnaldo Antunes, Pato Fu, Erasmo Carlos, Ed Motta, Bruno e Marrone, Sandra de Sá, Baile do Simonal e Raça Negra.
Estrutura
A instalação da Fan Fest é feita em conjunto com a FIFA, que ficará encarregada da estrutura para a transmissão dos jogos e os shows. A Prefeitura será responsável pelo espaço, acesso, instalações de barracas, áreas de alimentação, segurança, entre outros itens.
Eventos oficiais da FIFA, as Fan Fests começaram a ser promovidas em 2006, durante o Mundial da Alemanha. Em 2010, durante a Copa do Mundo da FIFA da África do Sul, houve Fan Fests até em cidades de outros países – inclusive no Rio de Janeiro.
A realização da festa no Parque Barigui foi uma escolha da FIFA, que levou em conta o tamanho do parque ( área total de 1,4 milhão de metros quadrados, com mata nativa e um grande lago de 400 mil metros quadrados), além de facilidade de estacionamento e de chegada pelo sistema público de ônibus.
Eis o clipe que faltou no post abaixo:
Da Coluna Acordes Locais, publicada às quartas, na Gazeta do Povo:
Michele está vindo com tudo neste 2013. Está prestes a lançar três videoclipes, tem um show marcado para o dia 25 de maio, no Canal da Música e o disco solo de estreia para ser lançado no segundo semestre.
Ela participa há cinco anos da Big Wilson Soul Band, que também começa a interpretar músicas próprias, além das sensacionais releituras que faz. E é pela Big Wilson que surgiu o primeiro dos clipes, da música “Pensando em Nós Dois”, composição de Mara, que já rola na internet, com direção de Carlon Hardt e Lucas Fernandes.
Os outros dois clipes são do projeto solo, que começa a abraçar com fé e determinação, como tudo o que faz. Ela explica esta nova empreitada:
Divulgação
Michele Mara prepara disco soloA apresentação do dia 25 não terá a Big Wilson, mas uma banda diferente, para não confundir os dois projetos. “Vou cantar com o Jeff Sabbag (piano e direção musical), Endrigo Bettega (batera), Thiago (baixo) e um trio de backings”.
No disco, que vem por aí, além das composições próprias, Mara interpretará canções que ficaram famosas nas vozes de Aretha Franklin, Alicia Keys, James Brown e Sandra de Sá.
Agora, com esta nova fase, se expondo mais, é hora de o público ter por Michele Mara a mesma admiração que têm os músicos que foram apresentados à sua voz. Inclusive os músicos do rock. Conto aqui duas passagens que presenciei. No Festival Lupaluna, os componentes da banda Crocodilla ficaram de queixo caído vendo a interpretação da cantora, que se apresentava nos bastidores do evento. Já na edição da Quadra Cultural deste ano, Michele Mara fez uma participação especial com a boa banda MUV e Giovanni Caruso comentou: “se houvesse justiça nesse mundo ela (Mara) deveria estar famosa, milionária, andando de limusine por aí”.
Pois chegou a hora de Michele ser reconhecida e, quem sabe, ficar milionária, andar de limusine e ser imitada nos palcos televisivivos.
* * *
Pizzicato
** Falando em Giovanni Caruso, a banda Escambau, lança seu videoclipe com show no TUC neste sábado, dentro do projeto Ruído Sessions. Neste mesmo dia, ainda terão os shows de lançamento dos clipes das bandas Fato e Trombone de Frutas. Lembre que as apresentações começam às 16 horas.
** Juliana Cortes fará o show de lançamento do seu álbum Invento nos dias 6 e 7 de junho, no Teatro do Paiol. Ela estará acompanhada por Luis Otávio Almeida (guitarra), Ronaldo Saggiorato (baixo), Fábio Cardoso (piano) e Joel Muller (violão).
** O II Concurso Nacional de Compositores Música Hoje, uma parceria do Centro Cultural Teatro Guaíra, da Universidade Federal do Paraná e da Bienal Música Hoje, está com as inscrições abertas até dia 22 de junho. As obras classificadas para a segunda etapa serão apresentadas pela Orquestra Sinfônica do Paraná no dia 25 de agosto, em concerto de encerramento da II Bienal Música Hoje. A obra vencedora será incluída na programação da Temporada 2014 da orquestra, e seu compositor receberá um prêmio de R$ 5 mil. Informações e inscrições pelo site do Teatro Guaíra (www.teatroguaira.pr.gov.br).
Savages traz um clima góticopunkandrógino do século passado para a atualidadeEsta captação foi feita em show no Ministry of Sound, com apresentação do álbum de estreia Silence Yourself. A ambientação do vídeo e da banda com visual dark e andrógino, com imagens desfocadas, detalhes embaralhados remetem a bares enfumaçados.
Parênteses: me lembrou o clima da boate da abertura do filme Fome de Viver (The Hunger, direção de Tony Scot, 1983, com (Catherine Deneuve e David Bowie), que tinha a música do Bauhaus e o Peter Murphy se contorcendo enquanto cantava "Bella Lugosi is dead" -- filme que também recomendo.
Enfim, é uma banda para se prestar atenção. Conseguiu capturar um clima gótico e punk do século passado e trazê-lo com lustre de novo para o presente e, quem sabe, o futuro.

Casa Amarela promove campanha de assinatura para jornal literário
Nesta sexta-feira, 10, às 21h, a Casa Amarela irá sediar um evento de angariação de assinaturas para o Jornal RelevO, impresso mensal de literatura editado pelo jornalista e escritor Daniel Zanella.
Fundado há quase três anos e distribuído em Curitiba e Região Metropolitana, o periódico conta com participações de diversos prosadores, poetas, fotógrafos, ilustradores e artistas plásticos locais, todos em regime de colaboração. O impresso não tem fins lucrativos e é uma plataforma para divulgação de novas vozes da produção artística contemporânea.
O evento também contará com exposição fotográfica e leitura de textos dos colaboradores do periódico.
A assinatura custa R$ 50 por ano, sem período de carência.
Quem se interessar e não puder ir à festa pode entrar em contato pelo e-mail jornalrelevo@gmail.com.
Serviço:
Campanha de assinaturas para o Jornal RelevO
Sarau da Casa Amarela
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Rua José Bonifácio, 139, Largo da Ordem, em frente ao Bebedouro.
Eis o novo videoclipe de Gary Clark Jr.: "Numb"
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