Terça-feira, 09/02/2010
A história é verídica: na faculdade, depois de um seminário em que eu contrariei o pensamento do professor (ou, talvez, da fundação norte-americana que bancava aquela disciplina optativa em específico) sobre um determinado assunto ligado à Bioética, ouvi desse mesmo professor que eu nunca seria um bom jornalista. Que eu era dogmático demais, acreditava em verdades absolutas, e que um jornalista devia sempre duvidar. Então segui o conselho: duvidei do Bernardo.
Com dois canudos na mão (o da Universidade de São Paulo e o do Curso Estado de Jornalismo), tive passagens das mais diversas: escrevi sobre cinema para dois sites de roteiro cultural, ajudei o Marcelo Duarte a escrever alguns dos volumes do Guia dos Curiosos, passei pela Reuters (onde finalmente aproveitei todas aquelas disciplinas de Política Internacional que fiz na faculdade) e, em julho de 2004, esse paulista, criado em São José dos Campos e cansado depois de nove anos em Sampa, agarrou a chance de vir para Curitiba. Comecei na Gazeta do Povo como repórter da editoria Paraná. Depois de trabalhar como editor-assistente do mesmo caderno, passei a editor do caderno Vestibular, desde julho de 2006.
Uma das minhas especialidades, talvez a maior delas (além de veteranos da Segunda Guerra Mundial), é religião. Em 2005, trabalhei na cobertura do conclave que elegeu Bento XVI (só não fui a Roma) e, no fim daquele mesmo ano, fiz uma série de oito páginas sobre os 40 anos do encerramento do Concílio Vaticano II, entrevistando vários bispos brasileiros que participaram do evento. E, já que o blog é sobre ciência e religião, antes que me perguntem eu antecipo: sou católico, da espécie "praticante", fã de Bento XVI desde a época em que ele ainda era cardeal e, quando a agenda permite, posso ser visto participando da missa tridentina aos domingos de manhã na Igreja da Ordem. Apesar disso, Tubo de Ensaio não é, nem deve ser, um blog católico (do contrário, eu o hospedaria em outro lugar).
E, como nem só de trabalho vive o homem, ainda sou plastimodelista (com destaque para aviões alemães da Primeira Guerra Mundial), botonista, scrapper e fã de esportes de inverno, inclusive tendo sido voluntário nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006, na Itália. Patino no gelo muito mal, e nunca esquiei -- está na minha lista de prioridades. A outra prioridade é tentar ler todos os livros que compro. Inclusive aqueles sobre ciência e religião.
Ney repetirá seu feito de 2008?
ATUALIZADOhá 10h
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