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Tubo de Ensaio

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Enviado por Marcio Antonio Campos, 04/08/2009 às 20:52

Num dos capítulos finais de O mundo assombrado pelos demônios, Carl Sagan mostra como nossa sociedade desestimula a curiosidade das crianças, impedindo que no futuro elas se interessem pela carreira científica. Bom, eu ainda não tenho filhos, mas quando tiver eu certamente ficaria muito orgulhoso caso eles resolvessem se tornar cientistas (o que não significa que eu vá direcionar alguma coisa!). Mas não sei até que ponto pais religiosos ficam receosos quando os filhos entram na faculdade. São Josemaría Escrivá falava das pessoas que ao entrar no ensino superior largavam sua religiosidade "como quem deixa o chapéu à porta". Em resumo, a faculdade faz mal à fé dos universitários? E nas áreas de ciência? Ateus militantes dizem que, quanto mais conhecimento científico, menos superstição (a palavra preferida deles para designar a religião). Será verdade?

Quatro pesquisadores da Universidade de Michigan resolveram verificar qual o impacto do ensino superior sobre a religiosidade dos estudantes. Eles publicaram seu estudo na internet (PDF) semana passada e chegaram a conclusões interessantes. Vale a pena mencionar que os pesquisadores escolheram a faculdade porque, para muitos jovens, é a primeira ocasião em que eles se separam dos pais (e de sua influência), tendo contato com novas ideias e grupos. Entre essas ideias estão o cientificismo, a pós-modernidade e o "desenvolvimentismo" (não achei tradução melhor, mas não estou falando da doutrina econômica), que têm impacto sobre as crenças religiosas e serão descritas detalhadamente pelos autores antes da apresentação dos resultados.

Aliás, falando em resultados, parece que o autor do PDF teria feito melhor se colocasse as tabelas e gráficos no lugar certo, em vez de deixar tudo no fim do paper. Bom, me parece que os dados mais significativos estejam na Tabela 2. Lá, nós descobriremos que


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• optar pela formação em Biológicas ou Exatas aparentemente tem pouco efeito sobre a religiosidade dos universitários, tanto do ponto de vista da importância que cada um atribui à religião em suas vidas quanto em relação à frequência aos cultos religiosos. Uma possível exceção seria o impacto dos estudos na área de Matemática e Física diminuindo a importância da religião para os estudantes, mas não a participação nas cerimônias.

• por outro lado, quem realmente faz estrago na cabeça dos universitários são as ciências Humanas e Sociais.

• já quem escolhe os cursos ligados à área de Educação acaba tendo sua religiosidade reforçada.

O que isso indica? Que, daquelas três ideias acima, a pós-modernidade é mais daninha à religiosidade que o cientificismo, e posso ver o motivo – até porque na faculdade tentaram enfiar esse negócio na minha cabeça, mas não deu certo. O cerne da pós-modernidade é o relativismo, a noção de que as verdades absolutas não existem (curiosamente ninguém comenta que a "inexistência de verdades absolutas" é propagandeada como... verdade absoluta). Como a maioria das religiões alega justamente o contrário, deixar-se convencer por Lyotard e companhia leva ao enfraquecimento da fé. Não surpreende que o Papa Bento XVI tenha feito do combate ao relativismo uma das principais características de seu pontificado. Por outro lado, os autores do estudo inclusive apontam uma certa incompatibilidade entre a pós-modernidade e o cientificismo, que defende a existência de verdades comprováveis empiricamente.


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Os pesquisadores também verificaram como a religiosidade influi na escolha da carreira a seguir, embora esta parte do estudo leve em consideração apenas universitários que fizeram uma nova opção de faculdade após desistir da anterior (os autores consideraram que a primeira escolha pode ter sido influenciada pela família, enquanto a segunda é mais certamente uma opção pessoal). Curiosamente, quanto maior a religiosidade dos estudantes, maior a chance de eles acabarem numa carreira de Humanas – justamente aquelas que mais danificam o senso religioso dos universitários.

Por que isso acontece? Os autores do estudo tentam dar uma resposta. (...) the type of religiosity that encourages students to switch into the Humanities is the more individualistic importance of religion rather than the measures of support for organized religion (beyond a mild, insignificant positive effect of religious attendance). (p.22) É possível que essa conclusão tenha saído de uma outra etapa do estudo, em que os universitários foram divididos em cinco grupos e cada um respondeu a uma pergunta diferente sobre assuntos como contribuições financeiras às igrejas, a atuação das instituições religiosas, a noção de que tudo melhora quando se deixam os problemas na mão de Deus, e a influência que a religião deveria ter na sociedade.

Em resumo, parece que o bicho-papão não está na ciência. Está é nas faculdades de Humanas, Sociais, Comunicação... e olha que os pesquisadores de Michigan nem chegaram a conhecer as faculdades esquerdizantes de Humanas que temos por aqui!

E para vocês? A passagem pela faculdade reforçou ou diminuiu sua crença religiosa (ou ateia)?

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Comentários
Camila | 26/08/2009 | 17:16

Nasci num berço católico e desde criança sempre admirei os mistérios da natureza e nunca me convenci com respostas do tipo Deus quis. Estudo física na USP, uma faculdade que tem como lema \"Vencerás pela ciência\" e posso dizer que a faculdade faz questão de dizer a todo momento que o lema é levado à sério. Contudo afirmo que a minha fé só tem aumentado ao descobrir em cada aula que respostas das questões da natureza revela um Deus tão cuidadoso em sua Criação e de inteligência ímpar.

Daniel | 22/08/2009 | 16:07

No meu caso, está sendo na faculdade que minha fé está crescendo mais. É claro que aqui existem pessoas totalmente voltadas para a razão e que abandonaram sua fé, mas existe muita gente que sabe conciliar as duas coisas. Um exemplo é o Grupo de Oração Universitário, do qual participo desde o 1o ano de faculdade. Nele temos um espaço para vivermos nossa fé, enquanto católicos, e testemunharmos para todos que é possível um equilíbro e que nossa fé não exclui a razão.

Cris | 17/08/2009 | 20:33

"por outro lado, quem realmente faz estrago na cabeça dos universitários são as ciências Humanas e Sociais" O q realmente faz estrago na cabeça dos universitários são faculdades de fundo de quintal c professores desqualificados e sem nenhum incentivo à pesquisa. Sou geóloga e atéia, e digo q o curso reforçou as idéias q eu já cultivava de infância: de q deus é um conto de fadas.

junior | 07/08/2009 | 23:29

Não acredito que a graduação cause algum prejuizo para a fé.Talvez o cause para as religiões que manipulam a fé, fazendo dela um comércio.A tal da teologia da prosperidade.Para quem sentava no chão, andava entre os pobres e fazia sermões na montanha e agora prefere os templos de luxo, com teto de gesso e cadeiras confortáveis e só fala em dinheiro esse tal de Jesus atual anda muito mudado.Penso que se vivermos com ética, moral, solidariedade,etc,Deus estará em nós, ainda que sejamos ateus.

Marcos | 07/08/2009 | 20:46

Henrique afirmou de forma muito contundente que não existe eternidade. Isso a ciência e nenhum ser humano pode provar, apenas pode ser aceito com fé. Se você está certo eu não perdi nada. Deus não me torna escravo, sou livre. Mas agora, se existe eternidade, o que creio firmemente, coitado de quem não creu. E para deixar claro que não creio por medo, afirmo que creio naquele que me amou assim como eu sou, sem exigir nada. Jesus ama você também.

MB | 07/08/2009 | 20:13

Marcus, As pessoas que falam que deus é um impedimento para viver, provavelmente estão se referindo ao fato de que um crente, no mínimo, gasta um certo tempo com o seu deus. Para um não-crente esse tempo poderia ser gasto com outras coisas. Claro que isso vale para crentes esclarecidos como você, mas você há de concordar que uma boa parte dos crentes gasta muito mais tempo e limita muito suas vidas se deixando guiar por pessoas que se dizem representantes de um deus.

Elza Vidal | 07/08/2009 | 20:00

A faculdade da mais conhecimentos aos que querem ter mais conhecimentos,ajuda para ter uma posição social melhor, mas a fé e crença não é medida por mais ou menos conhecimentos, se uma pessoa se deixa influenciar por isso ou aquilo, acho que ela não tem nada,toda pessoa tem que ter personalidade, ou tem ou não tem....

MB | 07/08/2009 | 19:58

Marcus, Desde a primeira vez que pensei nesse assunto ainda criança eu me questiono o que é exatamente deus. No início era um pouco agnóstico pq não entendia como tantas pessoas no mundo acreditavam. Pensava que milhões de pessoas não podiam estar erradas. Mas depois de anos pensando, lendo sobre a evolução do homem, conhecimento, religião, ciência, sociedades, psicologia, etc, constatei que ele não faz sentido. Eu não fico atrás de provas, só não vejo que diferença ele faria na minha vida.

Elza Vidal | 07/08/2009 | 19:46

DEUS,fé,amor, caridade, so conhecemos qdo estamos acabados,aí percebemos que não existe ser humano aqui que consiga nos ajudar. Neste momento encontramos uma força maior, inexplicável que vem de dentro de nós mesmos, seja qual for a dificuldade que estejamos passando, é nesse momento que vc. conhece DEUS.Força maior, inexplicavel. Diga mais qdo vc sentir DEUS ao seu lado, caminhando com vc,ai sim vc jamais será a mesma pessoa. Experimente DEUS, esqueça tudo o que vc ouviu.

Jayme Gonçalves Júnior | 07/08/2009 | 18:02

Nem a faculdade, nem a pós-graduação mudaram o meu pensamento quanto a religiosidade. Tenho fé em Deus como o grande criador do universo, mas religiões ao meu parecer, não passam de quadrilhas de mafiosos. O objetivo delas é fazer fortuna e a arma utilizada é a relação "pecado e inferno". Pobres pecadores. O que dizer do cristianismo que matou mais de 90 mil pessoas para ficar com tudo que elas possuiam, entre os anos de 1530 e 1850? Isto é religião?

marcus | 07/08/2009 | 17:19

Não entendo porque insistem na idéia de que estar com Deus é um impedimento para viver a vida. Quais pontos dessa idéia de "aproveitar a vida", são impedidos por Deus?

carlos eduardo balduino II | 07/08/2009 | 17:00

Esse papo que quanto mais intelectual mais ateu é balela ,grandes personalidades são teistas , C.S. Lewis , Martim luther king, Bono do u2 e outros . Eu era ateu quando adolescente e tive uma experiência orando na minha casa sozinho em 1992 , todo meu ateismo foi pro saco. Nunca tinha entrado numa igreja .

carlos eduardo balduino | 07/08/2009 | 16:51

A mim não influenciou em nada , sou formado em letras e tive vários questionamentos sobre a fé cristã e continuo cristão , convivo com ateus e outros e não tenho problema com isso ,aliás ,respeito a opinião de todos ,mas defendo minha fé .

henrique | 07/08/2009 | 15:37

Outra coisa, se frases que cito possam ser parecidas com citações do seu livro de filosofia/mitologia, é meio proposital, para vocês perceberem o quão ridículo ele é. Vai aqui outra então: "Arrependam-se de perder tempo louvando seres inexistentes, pois lamentarão este tempo perdido no final de suas vidas." Não há eternidade, somos um simples corpo físico que apodrecerá depois de morto. Larguem deste ópio que é a religião e vivam suas vidas.

Henrique | 07/08/2009 | 15:31

Nilson, fui eu que escrevi o comentário dizendo que encontrei a verdade, reproduzo aqui: "Espero que um dia você e muitos outros encontrem a verdade, como eu encontrei." É uma frase tão "complexa", que eu só poderia ter escrito se tivesse lido em um livro? A propósito, nao conhecia esta passagem que você citou, pois nao li este livro, pois nao me interesso pela mitologia e filosofia cristã.

marcus | 07/08/2009 | 11:53

Pra terminar, não confundam doutrinas, religiões, pessoas, templos, igrejas, cultos, missas, roupas, festas, etc.... com Deus! Se desejam descobrir a Deus, olhem para dentro de vcs mesmos. A gente perde muito da vida procurando "sinais", "provas", etc.. Deixem de olhar para a matéria e olhem para a essência. SUA própria essência, não dos outros. Pra quem SEMPRE procura sinais, mesmo se diariamente Deus surgisse na sua frente, iria achar que é ilusão de ótica, pode apostar.

marcus | 07/08/2009 | 11:39

Lauro, vc está focado em experimentos científicos (testes, provas, ações, reações). E isso não tem nada de errado aqui, no "plano físico" (odeio essa expressão, mas ok..), porém faz com que vc não veja nada além do que pode ser provado com esses testes. Daqui a pouco vc vai me dizer que o Amor é apenas uma reação química no cérebro? E outra, a Lei Moral de Deus (não a religião!) não evolui. Ela é a mesma, sempre.

marcus | 07/08/2009 | 11:30

Em muitas pessoas, existe uma grande tendência de ver maus exemplos de pessoas nas igrejas e atribuir isso à Deus. É natural que isso aconteça, mas não é certo. De certa maneira, agindo assim, deixamos que atitudes de outras pessoas moldem (ou aniquilem) a nossa Fé em Deus (o que não deixa de ser um meio de manipulação também). MB, fora políticos e as empresas de telefonia, ninguém me rouba não.

marcus | 07/08/2009 | 11:19

MB, Deus não exige "rituais", e sim, fé. Existem diferenças entre Leis Morais (que não mudam) e Leis Cerimôniais (mutáveis). Por exemplo, o aspecto moral de reservar um dia da semana para louvar a Deus é sempre o mesmo. A Lei cerimonial, de algumas igrejas, diz que isso tem que ser no domingo. Vc pode fazer uma relação disso com a Páscoa, Natal, etc.. Não podemos reduzir Deus à rotinas semanais. Deus é muito além de rituais. Ninguém é obrigado a ir à Igreja. Quem vai, vai por prazer.

Nilson | 07/08/2009 | 10:41

Esse tema realmente levanta questões polêmicas...Gostaria de resgatar a fala de um comentário onde o autor se diz livre sem Deus e conclama as pessoas a conhecerem a verdade como ele. Essa citação vem da Bíblia "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.João 8:32" É o ateu embasando seu discurso na Bíblia...Muito legal...

Lauro | 07/08/2009 | 09:09

Sérgio, não é uma questão de ter “fé na ciência”, mas de confiar na racionalidade e no conhecimento; a ciência adapta e evolui; questiona-se o tempo todo, acerta, erra, admite e cresce. É baseada em tese, antítese, síntese, em hipóteses, experimentos...A religião não se questiona o tempo todo, é preciso crer sem ver, sentir sem experimentar. A teoria de Darwin somente cresce com mais estudos, seus dados são testados, avaliados e acrescentados. O mesmo se pode dizer da religião?

MB | 07/08/2009 | 00:48

Marcus, me explique uma coisa, como você pode sentir liberdade ao lado de um deus estabelece uma série de rituais que você deve cumprir para que ele te aceite no seu "reino"? Você já pensou em considerar que deus é uma invenção dos homens para explicar de forma simples coisas que ainda não têm conhecimento e para confortar seus medos e suas outras fraquezas? Tanto faz, aqui ninguém vai convencer o outro a mudar de crença, apenas não deixe que pessoas inescrupulosas se aproveitem da sua fé.

Renan | 06/08/2009 | 19:12

Para mim, a faculdade foi REVOLUCIONÁRIA: entrei crendo em espiritismo e sai ateu. E assim permaneço, com muita lucidez e convicção - e também muito respeito por que é religioso. Simplesmente não consigo acreditar. Os argumentos que apregoam a exitência de um Deus são, para mim, inconsistentes e fantasiosos.

Sergio | 06/08/2009 | 18:59

Muito interessante o ponto de vista do autor. Alguns dos comentarios sao absolutamente riziveis, no entanto... o mais interessante sao os ditos "ateus" reclamando dos que tem religiao... e interessante que os ateus aceitam a "revelacao" cientifica, e a tomam como infalivel, apesar do proprio Darwin e sua teoria ja estarem ultrapassados, mas nao aceitam a revelacao espiritual. Ou seja, o ateu tem muita, mas muita, fe na ciencia... e reaje de forma religiosa quando questionado.

marcus | 06/08/2009 | 17:49

Esse papo de que quanto mais as pessoas são esclarecidas ou quanto mais estudam, menos acreditam em Deus, é papo furado. Se fosse assim na NASA só teria ateu, o que eu duvido que seja verdade (se alguém aí tiver um parente na NASA, por favor pergunte lá).

marcus | 06/08/2009 | 14:02

José, quando dizem que Jesus é a Luz do Mundo, vc acha que Jesus é uma lâmpada? Não né?! Isso se chama figura de linguagem, uma metáfora.

José de Souza | 06/08/2009 | 12:21

Penso que as igrejas estão demorando para modernizarem certos conceitos. Com os conhecimentos atuais,como entender o fato de uma serpente falando para a mulher comer a maçã, ou o mar se afastar com um simples gesto com um cajado?

Wolf | 06/08/2009 | 11:58

Perdi meu tempo lendo esse texto. São esses tipos de autores que se aproveitam da ignorancia popular para publicar blasfemias em relação ao marxismo(faculdades esquerdizantes)dizendo que danifica a religião. Para a informação de muitos, o marxismo e o cristianismo tem muita relação. Cristo prega a igualdade entre os homens, a cooperação. Marx prega uma sociedade mais justa e igualitária que valoriza o trabalho.

marcus | 06/08/2009 | 11:51

henrique, não existe liberdade maior do que estar com Deus. Deus não prende ninguém, não atribui culpa. Deus é libertação e perdão. Deus tbm não mata por prazer, não come criancinha. Quem faz isso são os homens. Não confunda Deus, com pessoas que se dizem de Deus. O motivo desse seu desprezo todo não é por causa de Deus, mas sim por causa de atitudes de homens.

henrique | 06/08/2009 | 10:29

Respondendo à pergunta do Marcos: Qual é a vantagem de viver sem Deus, alguém já descobriu? Eu descobri: lhe dá uma sensação de liberdade enorme, finalmente saber que sua mente não está presa a fantasias sem sentido. Espero que um dia você e muitos outros encontrem a verdade, como eu encontrei. Ateu não mata por prazer, nao come criancinha...apenas é esclarecido.

marcus | 06/08/2009 | 09:14

"Pouca ciência te afasta de Deus. Muita ciência, te aproxima de Deus." Não esperem uma grande dor para daí sim buscar a Deus. Sério...

José Aparecido Fiori | 05/08/2009 | 19:12

A reflexão filosófica desfetichiza a fé, clareia as certezas,embora o componente familiar, o legado da tradição religiosa, impacta tão quanto os mais graduados iluministas. A filosofia fez-me buscar um quê ater-se em termos de Religião e sentido de vida,desmitificou, desmitizou, desmitologizou a fé. A Teologia, pensava-se um corolário e serva (ancilla) da filosofia, decepcionou-me. A comunicação (jornalismo) e a literatura fizeram-me perder a fé. Talvez perder, para encontrar-me.

Fabio | 05/08/2009 | 18:20

Hoje somos pessoas esclarecidas, não acreditamos mais em tudo o que nos contam...somente ignorantes não questionam e aceitam tudo o que lhes é imposto: Fé:É a firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja verdade, pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou alguém.

Fábio L | 05/08/2009 | 16:37

Esquerdizantes??? Quanta imparcialidade do autor do texto, perdeu completamente a credibilidade depois desse comentário

Marcos | 05/08/2009 | 16:31

Não perco nada crendo em Deus, nele toda busca tem o seu fim. Qual é a vantagem de viver sem Deus, alguém já descobriu? Será que são mais felizes? Não é o que vejo. A lei de fato aprisiona e por isso muitos se esquivam, mas Cristo liberta. Quer ser verdadeiramente livre, conheça a Cristo. Leia a Bíblia, talvez você descubra um Deus diferente do que é anunciado por aí.

Daniel | 05/08/2009 | 15:28

Então fica até obvio concluir que quanto mais conhecimento adquirido mais chance tem a pessoa de se libertar dessas instituições sanguessugas e/ou doutrinadoras, tão obvio que não precisaria nenhum tipo de estudo para comprovar isso. Pra mim é evidente que o “bicho-papão” não está nas faculdades humanas como cogitado pelo autor e sim “pregando” ou “abençoando” por aí...

Fábio | 05/08/2009 | 12:41

A informação e o pensamento crítico aniquilam ideologias dogmáticas carregadas de misticismo e crendice. Natural que o estudo elimine a fé no "sobrenatural" e nas mitologias antigas. O estudo sugere o ato de pensar - ou seja, exatamente o contrário do quê a religião sugere, que é meramente o ato de acreditar cegamente sem questionar.

Fernando | 05/08/2009 | 12:41

Não sei se "diminuir a religiosidade" seria o termo certo, mas acredito que o fato de estudar as ciências humanas (e não simplesmente cursar uma faculdade de humanas) muda seu modo de interpretar o mundo, e nisto, seu entendimento quanto à religião. Assim, creio que o estudante acaba por construir uma nova religiosidade, particular, que muitas vezes difere da que foi passada por seus pais e "doutrinadores" religiosos. Difere, não a nega. Tal processo ocorre comigo.

José Balan Filho | 05/08/2009 | 12:27

Como estudante religioso acabei fazendo faculdades de filosofia e teologia. A oportunidade de fazer filosofia foi um verdadeiro "presente divino". Nunca mais fui o mesmo depois do curso. Do curso de teologia sobrou apenas a crença num ente superior, não interessa que nome Ele tenha, o que me dá um pouco de conforto diante da agonia das grandes e verdadeiras questões filosóficas: Quem sou? De onde vim? Para onde vou?

Fernão | 05/08/2009 | 12:23

Muito bonito o texto. Acho que deveria haver uma cadeira de Teologia em todos os cursos superiores e aqueles que divulgassem o ateísmo deveriam ser cassados pelo MEC.

Manzoni | 05/08/2009 | 12:09

Tanaka, Ué... porque você riu? Não foi a pesquisa que encontrou esse resultado? A ciência só vale quando se enquadra nos seus pré-conceitos ideologicamente definidos?

Tadeu | 05/08/2009 | 11:42

Depende a que fé você se refere. Se na igreja, diria que PENSAR faz mal à fé.

Jr | 05/08/2009 | 11:36

O texto está correto. Eu aprendi algo bem prático na UFPR. Eu era cristão antes de entrar, mas enfraqueci minha fé depois de ouvir Marx. Logo após meu primeiro trabalho, e salário, descobri que comunismo e socialismo é coisa de quem não quer trabalhar, só dividir o lucro dos outros. Voltei a ser cristão com convicção!

Rui | 05/08/2009 | 11:13

Quando um cristão efetivamente conhece a Deus e a Sua Palavra com profundidade, em hipótese alguma as ciências humanas o influencíará, basta olharmos para os pais da igreja entre o I e V século A.D., pois grande partes destes foram teologos e filosofos, no entando estes, foram apologistas da fé.

Lampedusa | 05/08/2009 | 11:06

Fiz uma faculdade de ciências humanas na USP e nada mudou para mim. Um fator que me parece preponderante nesse assunto e que, aparentemente, não foi abordado pelos pesquisadores é que, muitas vezes, a formação religiosa das pessoas fica limitada ao que aprendeu na primeira infância e não acompanha a evolução de seus estudos não religiosos e, portanto, ao se defrontar com novas explicações para certos fenômenos ou outras cosmogonias acaba por ver incompatibilidades que, de fato, não existem.

Márcia | 05/08/2009 | 10:48

Me formei em Jornalismo e tive professores que eram ateus. E confesso que depois de algumas coisas que ouvi e aprendi por lá chego a colocar minha fé em dúvida. Não sei mais se acredito ou se realmente são histórias contadas anos após anos, o ópio do povo como diriam alguns. Para mim a faculdade interferiu na fé e eu sempre pensei sobre isso. Gostei ao ver que não sou a única.

Rodolfo | 05/08/2009 | 10:46

É uma pena que muitas famílias ainda imponham aos filhos a religião de forma tão acentuada, que nem o ambiente da universidade consegue dissolver. Felizmente alguns conseguem se livrar da religiosidade, e conseguem finalmente viver a própria vida. Até quando teremos de aguentar o male da religião assolando nossa sociedade?

Carlos Eduardo Kania | 05/08/2009 | 09:48

Sou formado em Biologia, adoro estudar alguns temas de Física e agora estou cursando Direito. Poder-se-ia dizer que estou virado num chapéu velho, mas isso nem vem ao caso, pois quem é da área científica sabe que ciência e religião não são duas coisas mutuamente excludentes. A existência ou não de Deus não está na esfera científica - não há como se provar que Ele existe, nem que Ele não existe. Como diria o velho sábio: cada um no seu quadrado.

Lauro | 05/08/2009 | 09:42

...não é “por culpa” de uma faculdade, nem do que ela ensina. Sua obrigação é mostrar o mundo, de tudo um pouco, para que o estudante saia bem embasado. Quanto ao comentário do Marcio: “Em resumo, parece que o bicho-papão não está na ciência. Está é nas faculdades de Humanas, Sociais, Comunicação...” gostaria de apontar que a área de Humanas também faz parte da ciência.

Lauro | 05/08/2009 | 09:37

Nenhuma disciplina, seja na faculdade ou não, faz um "estrago na cabeça", que não seja permitido pela própria pessoa; não se pode responsabilizar a faculdade pelo "ganho" ou "perda" de fé. É arranjar uma justificativa mais fácil do que admitir um movimento interno de insatisfação com algo, não importa se é com a religião ou pela falta dela. As ciências humanas são questionadoras por natureza, pois esse é o seu papel. Se a "fé" de uma pessoa não se sustenta após contato com outras ideologias...

Paulo | 05/08/2009 | 09:33

Muito interessante sua reflexão. Eu fiz graduação e mestrado em exatas e realmente vejo que o estudo não influenciou minha fé. Mas nunca tinha percebido que as ciências humanas podem fazer "mal" à fé. Aliás, pensava diferente, pois me parece que a teologia e a filosofia tem muito mais a ver com as ciências humanas.

Maria Cristina | 05/08/2009 | 09:30

Depois de ter cursado jornalismo em Ponta Grossa, a minha fé acabou aumentando, pois vi tanto desrespeito sobre assuntos religiosos partindo de professores ditos "ateus" que percebi o quanto é precioso para nós, como seres humanos termos, principalmente através da fé, a noção de civilidade e humanidade.

Anônimo | 05/08/2009 | 09:09

... pergunta, o que eu faço, eu gostaria que as outras pessoas fizessem comigo ? Ajudar aos semelhantes, com donativos ou mesmo com alguma palavra bem intensionada faz diferença. Toda essa transição aconteceu comigo um pouco antes de ingressar na universidade e infelizmente convivi com pessoas que não sabiam a graça que tinham de estar naquele lugar. Enfim minha religiosidade só aumenta. Deixo aqui o convite para que todos vocês procurem saber dos 10 mandamentos, sendo divinos ou não. Abraços.

Anônimo | 05/08/2009 | 09:01

Eu posso dar o testemunho que quato mais eu acredito e procuro viver de maneira a não prejudicar o meu semelhante, enfim seguindo os ensinamentos de Cristo, seja ele DEUS ou um grande ser humano que nos aponta o caminho a seguir, mais as coisas em minha vida acontecem, hoje não me falta nada material, ou não sinto muita falta, e espiritualmente as coisas fazem muito mais sentido. Mas é preciso que a gente leve os ensinamentos de forma correta, sem desvirtuamentos. Na dúvida faça a seguinte ...

Luiz R. A. | 05/08/2009 | 08:42

Como diz aquela frase atribuida a Louis Pasteur: "Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima." Fiz faculdade de Engenharia Mecânica na UTFPR (antigo CEFET-PR) e percebi que a religião não era um assunto questionado durante as aulas, pelo contrário, alguns professores até faziam uma pequena menção ao "Cara que criou tudo com regras e leis funcionam". Lembro que as críticas vinham mais dos alunos, principalmente os envolvidos com o grêmio estudantil e movimentos de esquerda.

Cyber | 05/08/2009 | 08:34

Religião é um atraso na vida do ser humano, sempre foi, tudo o que o homem não consegue explicar, atribui a um deus........

Ipojucan | 05/08/2009 | 08:13

Nínguém faz estrago na cabeça de ninguém. A Universidade é o espaço de construção de autonomia e cidadania. O desenvolvimento do espírito permite às pessoas fazerem opções esclarecidas. A opção pode ser a crença em Deus ou não, sem julgamentos de valor. Ao assumirmos a nossa posição como a posição certa e tratarmos a questão com juízos de valor estamos incentivando a intolerância. Liberdade de crença também significa a liberdade de não crer, e convivência respeitosa.

Marcos | 05/08/2009 | 07:51

Infelizmente muitos realmente deixam a fé de lado,mas,esses,na verdade nunca verdadeiramente estiveram ligados a DEUS.Mas,o fato é que jamais a ciência,preencherá o íntimo do ser humano.Podemos adquirir todo o conhecimento do mundo(se é que isso é possível),mas,o mundo espiritual,esse,a ciência e o conhecimento não preenchem

Augusto Tanaka | 05/08/2009 | 06:46

"• por outro lado, quem realmente faz estrago na cabeça dos universitários são as ciências Humanas e Sociais." Eu ri. Péssimo texto.

Thiago | 05/08/2009 | 01:11

Muito bom o texto. Fiz faculdade de física e não influenciou na minha religiosidade. Entrei afastado e me reaproximei da Igreja já com o 1º ano cursado. Me impressiona o quanto que as pessoas contrapoem ciência e religião, quando as duas podem caminhar lado a lado. Na maioria da vezes quem faz este contraste tem um conhecimento muito vago de alguma das partes.

Renato | 05/08/2009 | 00:13

\'\'creio que mais importante do que manter uma doutrina é manter um relacionamento íntimo com Deus,...\'\' Relacionamento íntimo? Hoje se vê que até aqueles que dizem amar a Deus, faz de uma forma bem esotérica e vazia; cheia de relativismos! \'\'Tomai sobre vós minha Doutrina, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.\'\' (Mt 11, 29)

Maite | 04/08/2009 | 22:51

Quando fiz a primeira faculdade, de Letras, perdi a fé após ler Freud, Nietszche, Marx... e só voltei a recobrá-la mais de dez anos depois, quando estava cursando Direito, faculdade que terminei ano passado.

Juliana | 04/08/2009 | 22:40

Márcio, Você não poderia ter sido mais feliz nesse texto. É a mais pura verdade. Ju

Joel Mozart | 04/08/2009 | 22:31

Eu entrei na faculdade ateu, mas hoje sou cristão. creio que mais importante do que manter uma doutrina é manter um relacionamento íntimo com Deus, através de oração e obediência. Deus não é uma filosofia, que muda com a cultura. Deus é imutável, vivo, poderoso, e se revela a quem o busca. busquemos.

Eliete | 04/08/2009 | 22:13

Excelente artigo!!! Ainda esta semana travei um debate sobre isto...Acredito mesmo que quanto mais conhecimento se obtém, mais duvidosas ficam as teorias religiosas. Para mim, foi exatamente assim. Aliás, quem passou pela reitoria da UFPR e saiu incólume que atire a primeira pedra!

Francini | 04/08/2009 | 22:13

Comigo fez total diferença ! Fiz ciências biologica e a teoria evolucionista, junto com os livros de Carl Sagan e Richard Dawkins fizeram toda a diferença, para reforçar o meu ateismo! Viva o estudo e a capacidade de abrir a cabeça para as coisas, principalmente para aquelas que dizem ser verades absolutas!

Thomaz A. | 04/08/2009 | 22:13

Nas ciências exatas as questões são respondidas por axiomas, tal como ocorre nas religiões. Já nas humanas invocam-se os porquês, derrubam-se mitos. Diante do infinito, a consciência tortura. Fé e ciência aplacam a angústia. Ambas podem aprisionar ou libertar. A escolha cabe a cada um de nós. Mas penso que como em quase tudo, a verdade não está nos extremos.

Bia | 04/08/2009 | 21:07

Passei pela faculdade há quase 10 anos e acredito que não tenha feito diferença pra mim. Mas minha religiosidade diminuiu mais tarde, quando passei a me interessar mais por ciência e astronomia e a ler os livros de Carl Sagan. Sou luterana e não-praticante. Mas estou me sentindo cada vez mais avessa a igreja... cada vez mais as coisas ligadas a "Deus" me fazem menos sentido. Mas não teve nada a ver com a faculdade.

ancora

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