Terça-feira, 09/02/2010
Acho que já fiz aqui minhas considerações nem sempre pertinentes sobre o Oasis. Shows não têm a grande capacidade de mudar muita coisa, com raras exceções. Se você gosta da banda, se o som estava bom, se o lugar oferece condições mínimas, então ok. Será divertido, mas não será um divisor de águas. Shows desse tipo, lendários e definitivos, são poucos.
Como o primeiro do Sex Pistols, aquele em que o Iggy Pop parou tudo e quis descer a mão em um motoqueiro, aquele em que o Ian Curtis não quis cantar as músicas e, em terras brasileiras, a apresentação do Nirvana no Hollywood Rock. Nenhum desses foi quadrado. Não foram bons na medida em que se define bom como aquela sequência de músicas coladas umas na outra, conversa com o público, parada pra água, bis e palminhas de agradecimento.
Um show caótico, em que a banda não consegue tocar todas as músicas e o vocalista sai se arrastando do placo tem muito mais chances de virar história.
No que me diz respeito, o que mais perto chegou de histórico foi o show de uma banda chamada And You Know Us By The Trail of Dead... no extinto Big Bowling (sim, acredite) na frente da Igreja do Água Verde, lá por 2001, 2002. Se tinha cinqüenta pessoas vendo os caras era muito e umas duas semanas antes eles tinham tocado num Reading Festival da vida para cinqüenta mil pessoas. Eles se importaram?Nem um pouco. Tocaram como garotos numa garagem. Fizeram uma das maiores balbúrdias que eu já vi em cima do palco. Trocaram de instrumentos, pularam, buscaram ultrapassar todos os limites de microfonia/ capacidade de audição do ouvido humano. Quebraram tudo, em suma. Um baita show.
Antônio Costa
Oasis: serviço feito.Dito isso, volto ao Oasis. Os ingleses são um grande clichê rock and roll. Liam é o frontman, classudo e maloqueiro ao mesmo tempo, com as mãos no bolso, parado no palco, olhando para a plateia. Estará debochando, entediado ou inspirado por litros de uísque e outras substâncias?
Noel é o cérebro e candidato a novo Paul McCartney. Vai estar com setenta anos e continuar fazendo grandes discos, sem precisar rebolar como os Stones. Saindo da dupla, a cozinha atual do Oasis é a melhor na história da banda. Em algumas partes, dá para ver uma pitadinha do Ride, antiga banda do baixista Andy Bell, com aquele climão mais arrastado e shoegazer. Chris Sharrock desce a mão com vontade, fazendo o que se espera de um baterista e Gem Archer é um segundo guitarrista dos mais competentes.
Sem firulas, o Oasis fez o que se esperava. Intercalou os grandes sucessos com as boas músicas do último disco. Uma hora e meia de show, com um pouco mais de conversa do que eu esperava, mas sem nenhum blábláblá. A banda entrou com o jogo ganho e não desperdiçou. Os fãs gostaram, com direito a menininhas com bandeira da Inglaterra e milhares de celulares tentando filmar alguma coisa. Um grande clichê do rock numa noite fria de domingo. O que poderia ser melhor?
Não vou comentar, vou apenas desabafar um pouco. Quem frequenta as praças de alimentação dos shoppings de Curitiba? quem de voces limpam as mesas após terminarem as refeições? reparem só, tanto em shoppings quanto em mcdonalds, as pessoas comem seus "fast foods" e correm levar as bandejas sujas até as lixeiras, e ficam se achando as pessoas mais educadas do mundo! Alguem ja foi a um restaurente e teve que limpar a mesa ao terminar a refeição? Vamos parar com isso! bando de faxineiros!!!
ana | 17/05/2009 | 14:58BLERG.
frederico | 12/05/2009 | 10:13Ultimo show do Oasis que fui dormi bastante Banda excelente no CD ao vivo é ZZZzzzzZZZzzz
Lucio Barbeiro | 11/05/2009 | 22:42O que é melhor do Oasis sabe o que é? Não estar no auge, mas tem a sua melhor formação musical da estória da banda. Isso já vale. Mas na boa, o Oasis faz pelo menos uns 5 setlists do mesmo nível do que estão sendo esta turnê. Quero um clichê róque como esse pra sempre. Keep the dream alive, Oasis. =) *guilherme sempre mandando bem nos textos. parabéns.
Caroline | 11/05/2009 | 22:34Gostei muito da crítica. Embora seja importante lembrar que os shows do Oasis nunca tiveram a proposta de deixar o público boquiabertos. Eles seguem o padrão britânico estilo beatlemaníaco de fazer um show. Todo mundo paradinho cantando a sua parte. Claro que o Liam vassora e tenta chamar atenção com o autismo dele. Mas não dá para negar que o show é maravilhoso. Porque eu dúvido que alguém ficou parado ao ouvir \"What\'s the story, morning glory\", entre outras. (:
gabriel | 11/05/2009 | 21:23uma coisa ninguém quer falar: liam, na maioria das músicas, não cantou nada, desafinadaço.
ZOH | 11/05/2009 | 20:11ae pinga! Tu tava muito loko no show! Segurando a bandeirinha da Inglaterra, e filmando tudo no celular... Mas cercado de menininhas... é isso ai! Abraço
Lucas | 11/05/2009 | 14:54"Candidato a Paul MacCartney": forçou a mão.
Ricardo | 11/05/2009 | 14:49De fato, o Ramones em 1994 marcou uma geração. O do Fugazi no mesmo ano foi sensacional. Pixies em 2004 foi incrível também. O de ontem, se não foi histórico, foi no mínimo ótimo.
marcus | 11/05/2009 | 13:54Acho que um show histórico em Curitiba foi o do AC/DC em 96. Acho que aquele show mudou muita coisa em Ctba pois até então vc nunca tinha ouvido AC/DC fora de um bar de rock. Depois do show, qualquer "playboy" passava ouvindo AC/DC, tocava nos rádios, cd nas lojas, etc... tenho a impressão, que junto com o Ramones em 94, eles deixaram Ctba mais rock and roll...
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