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Arquibancada Virtual

Enviado por rodrigof, 24/08/16 4:52:49 PM

Gabigol

 

Um dos jogadores mais questionados na final da Olimpíada Rio-2016, o atacante Gabriel Barbosa, o Gabigol, imortalizou a partida de sábado (20) na panturrilha.

O santista tatuou o Maracanã, o Cristo Redentor e os anéis olímpicos com o logo do evento na perna. Não faltou lugar-comum.

Ele segue assim o exemplo de Neymar, o primeiro a marcar na pela o triunfo, também o óbvio símbolo do Comitê Olímpico Internacional, os arcos.

E também de Luan, do Grêmio, que usou o mesmo clichê no peito.

Neymar e Luan.

 

 

Enviado por rodrigof, 24/08/16 4:20:19 PM

Weverton, 15 anos, no pequeno Juventus, do Acre, sonhava em ser campeão olímpico com a seleção de futebol. À época, com Alex e Ronaldinho Gaúcho, o Brasil acabava de fracassar em Sydney-2000. Pois Weverton, 28 anos, fez essa ficção ganha forma. Em uma postagem, nesta quarta-feira (24), em seu Instagram, o goleiro do Atlético abraçou e colocou o ouro nele mesmo, quando era adolescente.
“Deus é bom o tempo todo #acreditesempre #campeaoolimpico #13anosatrás”, escreveu o goleiro.
Confira.

 

Deus é bom o tempo todo #acreditesempre #campeaoolimpico #13anosatrás

A photo posted by Weverton 1⃣2⃣ (@weverton010) on

Enviado por rodrigof, 24/08/16 2:40:17 PM

 

Compare a Copa do Brasil com a Sula. O que vale mais a pena financeiramente? Título internacional ou triunfo no país? Melhores adversários? O drama do Brasileirão? Analise qual mata-mata é mais interessante.

 

  • TABELA

Copa do BR

O Atlético larga nas oitavas de final contra o Grêmio, a partir desta quarta-feira (24). Na fase seguinte haverá um sorteio entre os oito classificados para definir os duelos das quartas de final.
Atlético x Grêmio
Santos x Vasco
Atlético-MG x Ponte Preta
São Paulo x Juventude
Vasco x Flamengo
Palmeiras x Botafogo-PB
Internacional x Fortaleza
Fluminense x Corinthians

Sul-Americana

O Coritiba (entra como quarto melhor colocado no Brasileiro de 2014, eliminado antes da quarta fase da Copa do Brasil) abre na quinta-feira (25) a fase nacional.
(segunda fase)
Santa Cruz x Sport
Deportivo La Guaira (Venezuela) x Emelec
Cuiabá x Chapecoense
Bolívar x Atlético Nacional (Colômbia)
Estudiantes x Belgrano
Blooming (Bolívia) x Junior (Colômbia)
Figueirense x Flamengo
Cerro Porteño x Real Potosí
Real Garcilaso (Peru) x Palestino (Chile)
Zamora (Venezuela) x Montevideo Wanderers
Vitória x Brasil
Sol de América (Paraguai) x Sport Huancayo (Peru)
Lanús x Independiente
Banfield x San Lorenzo
Independiente Medellín x Sportivo Luqueño
Colômbia Santa Fe entra nas oitavas de final

 

  • PREMIAÇÃO

Copa do BR
A CBF fez assim o rateio de prêmio. Oitavas de final: R$840 mil; Quartas de final: R$960 mil; Semifinal: R$1,2 milhão; Vice-campeão: R$2 milhões; e Campeão: R$ 6 milhões.

 Sul-Americana

Os clubes que participam do torneio receberão mais do que em 2015. 2ª Fase: US$ 300 mil (aprox. R$ 966 mil); Oitavas de final: US$ 375 mil (aprox. R$ 1,2 milhão); Quartas de final: US$ 450 mil (aprox. R$ 1,44 milhão); Semifinal: US$ 550 mil (aprox. R$ 1,77 milhão); Vice-campeão: US$ 1 milhão (aprox. R$ 3,22 milhões); Campeão: US$ 2 milhões (aprox. R$ 6,44 milhões).

 

  • ALÉM DA TAÇA…

Copa do BR

A Copa do Brasil garante a classificação direta para a fase de grupos da Libertadores, sempre como cabeça de chave.

Sul-Americana
Já a Sul-Americana dá, desde 2010, uma vaga ao seu campeão na fase preliminar da Copa Libertadores do ano seguinte. Além disso, classifica o seu campeão à Recopa (contra o vencedor da Libertadores) e à Copa Suruga, contra o campeão da Copa do Japão.

 

  •  OLHAR DA TORCIDA

Copa do BR

Com grande tradição no país, a Copa do Brasil é uma disputa democrática que abre a possibilidade de um título nacional para clubes de porte médio/pequeno. O futebol paranaense bateu na trave três vezes, com derrotas nas decisões. Vencer o mata-mata nacional eleva o moral do clube, da torcida – além de colocar um troféu de valor na galeria.

 Sul-Americana
A Copa Sul-Americana tem como apelo a possibilidade de encarar grandes rivais da América do Sul, como San Lorenzo, Idependiente, Santa Fé e Atlético Nacional. Além disso, embora ainda menosprezado por parte dos clubes brasileiros, é um título internacional.

 

  • RISCO BRASILEIRÃO

Copa do BR

A Copa do Brasil parece surgir em boa hora para o Atlético. Em situação cômoda na tabela do BR-2015, o Furacão pode até se dar ao luxo de levar as duas competições simultaneamente, sem medo da escolha.

 Sul-Americana
A Sul-Americana pode ser uma armadilha para o Coritiba. Ameaçado de rebaixamento, o Coxa pode se distrair com o mata-mata. O desafio alviverde é conseguir conciliar o torneio internacional com a situação crítica na tabela do Brasileirão.

Enviado por rodrigof, 24/08/16 11:17:58 AM

Embaixadores dos Jogos Paralímpicos, os atores globais Cleo Pires e Paulo Vilhena participam da campanha Somos Todos Paralímpicos, com a ideia de engajar o público a comprar ingressos para o evento, que será entre 7 e 18 de setembro, no mesmo espaço dos Jogos Olímpicos Rio-2016.

A campanha é da agência África e o anúncio traz Cleo na pele de Bruna Alexandre, paratleta do tênis de mesa, e Paulo com o corpo de Renato Leite, da categoria vôlei sentado.

A iniciativa de usar Photoshop nos atores foi da revista Vogue e a ideia de substituir atletas por personalidades não agradou. Nos comentários da publicação, há inúmeras críticas a ação de marketing.

Veja os comentários contra a campanha

Postagem anterior tratou do tema (confira)

Saiba como comprar ingresso aqui

Cleo Pires e Paulo Vilhena com os paratletas Bruna Alexandre e Renato Leite

 

Veja os vídeos

Enviado por rodrigof, 24/08/16 10:51:23 AM

Rugbi ParaolímpicoOs Jogos Paralímpicos (vou seguir o nome oficial, embora prefira Paraolimpíada) não podem ser motivo de vergonha para o povo brasileiro. Não existe evento no mundo mais eletrizante, contagiante, emocionante do que esse. E apesar disso, o interesse do público parece minguado. Uma lástima.

Veja como comprar ingresso

Faltam duas semanas para o evento e apenas 20% dos 2,5 milhões de ingressos foram vendidos. Preocupado, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) faz campanha nas redes sociais convocando o público a prestigiar as disputas esportivas.

É um desprestígio para atletas tão fortes e capazes. Só para ter uma ideia, há quatro anos, em Londores, os 2,7 milhões de bilhetes colocados à venda acabaram sem vacilo.

E não é só o torcedor que decepciona. A organização está na ponta da bagunça e chegou a ameaçar – acredite – a realização dos Jogos por falta de dinheiro. Ao contrário dos Jogos Olímpicos, as delegações paralímpicas precisam de recursos do comitê até para viagens. E a arrecadação no Brasil só chegou a um quarto do planejado até agora.

O encalhe de ingressos ganhou repercussão na última semana, quando o Comitê Rio 2016 apelou publicamente ao governo federal e municipal que anunciaram repasse de R$ 250 milhões.

A procura, traz o noticiário, tem aumentado dia a dia e entradas para sessões mais disputadas, como atletismo, judô e futebol de cinco, com grande chances de medalhas brasileiras, estão com ingressos praticamente esgotados para finais ou semifinais, mesmo os mais caros. Para as demais, como natação e goalball, ainda há entradas disponíveis entre R$ 10 e R$ 90.

Quem ainda não entende a magia paralímpica, veja estes vídeos. E corra comprar o ingresso.

Enviado por rodrigof, 23/08/16 6:14:04 PM

Cobertura Olimpíada Rio 2016 - FUTEBOL FEMININO -  Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016, no Brasil. Jogo entre Brasil e Suécia no Estádio Maracanã, válido pela semifinal da Olimpíada Rio 2016.

Marta e Formiga pediram aos brasileiros: “Não abandonem o futebol brasileiro”. Elas pediram com lágrimas nos olhos, comoveram os torcedores, mas o esquecimento à modalidade já estava selado.

Nesta quarta-feira (24) começa a 10ª edição da Copa do Brasil das meninas.

As partidas serão disputadas entre 32 equipes. O campeão da competição garantirá, junto com o Flamengo, uma vaga para disputar a Copa Libertadores de 2017. O Paraná tem o Foz como representante. As estrelas olímpicas não estarão em ação, mas possivelmente a base da seleção sub-20 que irá disputar o Mundial este ano sairá da disputa mata-mata.

Marta e Formiga não serão atendidas. Uma pena.

Confira a tabela (jogos de ida)

Quarta-feira, 24 de agosto

15h Ararangua-SC x Foz Cataratas-PR (Casa-Lar, Araranguá)

15h Estância Velha-RS x Chapecoense-SC (Passo D’Areia, Porto Alegre)

15h Náutico-PE x Botafogo-PB (Aflitos, Recife)

15h Boca Júnior-SE x São Francisco-BA (Augusto Franco, Estância)

15h UDA-AL x Vitória-PE (Rei Pelé, Maceió)

15h Barcelona-RJ x Comercial-MS (Estádio da Rua Bariri, Rio de Janeiro)

15h Cresspom-DF x Aliança-GO (Maria Abadia, Ceilândia)

15h União-RN x Caucaia-CE (Arena das Dunas, Natal)

17h JV Lideral-MA x Tiradentes-PI (Frei Epifânio, Imperatriz)

20h São Raimundo-RR x Iranduba-AM (Roberto Marinho, Boa Vista)

20h15 Intercap-TO x São José-SP (José Pereira Rêgo, Paraíso do Tocantins)

20h15 Vila Nova-ES x Ipatinga-MG (Kléber Andrade, Cariacica)

21h Porto-RO x Atlético-AC (Aluízio Ferreira, Porto Velho)

Quinta-feira, 25 de agosto

20h30 Oratório-AP x Flamengo-RJ (Zerão, Macapá)

Quarta-feira, 31 de agosto

15h Santos-SP x Mixto-MT (Vila Belmiro, Santos)

15h Audax-SP x Pinheirense-PA (José Liberatti, Osasco)

Enviado por rodrigof, 23/08/16 3:43:07 PM

Keila Costa, do salto em distância, uma das medalhistas de chumbo do Brasil.

Nenhuma delegação amargou tanto o último lugar nas disputas por medalha que o Brasil. O time anfitrião da Rio-2016 deixou o jogo como rei da ‘medalha de chumbo’ – expressão usada pelo americano Wall Street Journal.

Se o critério do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) de total de pódios fosse usado de forma invertida, com as medalhas de chumbo, lata (penúltimo) e zinco (antepenúltim0) somadas para definir o ‘pior’ dos Jogos, o Brasil faria ainda mais feio. Os donos da casa teriam um total de 45 medalhas. O segundo seria a Austrália, com 29.

Veja o quadro do Wall Street Journal.

Medalha de chumbo (último lugar)

Brasil 21

Egito 9

EUA 8

Austrália 7

Ucrânia 7

Japão 6

Alemanha 5

China 5

Turquia 3

Argentina 2

 

Medalha de lata (penúltimo lugar)

Brasil 13

Austrália 11

Japão 9

EUA 8

Egito 6

Turquia 6

China 6

Ucrânia 5

Alemanha 4

Argentina 2

 

Medalha de zinco (antepenúltimo lugar)

Argentina 14

Alemanha 13

Brasil 11

Austrália 11

Turquia 10

Egito 8

Japão 8

EUA 7

China 7

Ucrânia 6

 

Total

Brasil 45

Austrália 29

Egito 23

Japão 23

EUA 23

Alemanha 22

Turquia 19

Argentina 18

China 18

Ucrânia 18

Enviado por rodrigof, 23/08/16 11:05:47 AM

Cobertura Olimpíada Rio 2016 - ENCERRAMENTO DA OLIMPÍADA - Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016, no Brasil. Encerramento da Olimpíada Rio 2016 no estádio Maracanã no Rio de Janeiro

O Brasil é o país da mesada, da ajuda governamental. É esse o retrato deixado pelos anfitriões na Olimpíada Rio-2016.

À exceção do futebol, por motivos mais do que óbvios, todas as 18 medalhas conquistadas foram de atletas patrocinados pelo Programa Bolsa Atleta – apenas três atletas do vôlei também não faturam o incentivo.

De acordo com os números do Ministério do Esporte, foram investidos R$ 80  milhões neste programa, com 43 mil contemplados, apenas em 2016.

As bolsas concedidas variam de R$ 370 a R$ 15 mil.

Para quem não gosta de ver os impostos aplicados no setor esportivo, cuidado para não cometer injustiça. Muitos medalhistas vieram de programas sociais, como Rafaela Silva, Robson Conceição (ouro) Maicon Andrade (bronze). E não se pode resumir tudo ao pódio. A aplicação do recurso serve, em tese, para diminuir o ócio e semear valores esportivos à sociedade.

É possível notar que o perfil do medalhista local mudou. Tem gente da favela, negro, pobre, nordestino, não apenas a turma da vela e do hipismo (este nem chegou lá). O Brasil vencedor é mais plural, menos aristocrático.

O primeiro vestígio da mudança veio em Londres-2012, com três pódios do boxe.

Considerado o maior programa de patrocínio individual de atletas em todo o mundo, o Bolsa Atleta é também um nó para os cartolas, pois toda a grana vai direto para a conta do atleta, sem um dirigente atravessador e com outras prioridades. Aí vem o ippon, para ficar no termo do momento. O atleta é o gestor do recurso e aplica como melhor entender.

Em meio à crise, Ministério do Esporte anunciou nesta segunda-feira (22) que o governo federal manterá o apoio. É a única chance apresentada na Rio-2016 ao esporte olímpico nacional.

Sem a mesada do governo, com os esportistas nas mãos da iniciativa  privada ou das confederações, o Brasil da Rio-2016 seria um fiasco, uma festa exclusiva para a elite.

Os medalhistas do país

Ouro (7)

Rafaela Silva (judô) – Rio de Janeiro-RJ

Thiago Braz (salto com vara) – Marília-SP

Robson Conceição (boxe) – Salvador-BA

Alison e Bruno (vôlei de praia) – Vitória-ES e Brasília-DF

Martine Grael e Kahena Kunze (vela) – Niterói-RJ e São Paulo-SP

Vôlei masculino

Futebol masculino

Prata (6)

Isaquias Queiroz 2x (canoagem) – Ubaitaba-BA

Diego Hipólito (ginástica artística) – Santo André-SP

Arthur Zanetti (ginástica artística) – São Caetano do Sul-SP

Felipe Wu (tiro esportivo) – São Paulo-SP

Ágatha e Bárbara (vôlei de praia) – Curitiba-PR e Rio de Janeiro-RJ

Bronze

Isaquias Queiroz (canoagem) – Ubaitaba-BA

Arthur Nory (ginástica artística) – Campinas-SP

Poliana Okimoto (maratona aquática) – São Paulo-SP

Rafael Silva (judô) – Campo Grande-MS *Radicado em Rolândia-PR

Mayra Aguiar (judô) – Porto Alegre-RS

Maicon Andrade (tae kwon do) – Justinópolis/Ribeirão das Neves

Enviado por rodrigof, 22/08/16 7:11:40 PM

Cobertura Olimpíada Rio 2016 - volei masculino - Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016, no Brasil. Brasil medalha de ouro da Rio 2016Lipe comemora no Maracanãzinho.

Torcedor declarado do Coritiba, Lipe, 32 anos, se tornou no domingo (22) um dos grandes heróis olímpicos do Brasil – autor do ponto emblemático que garantiu o ouro para o vôlei na Rio-2016.

O ponteiro da seleção brasileira de vôlei é fã de Alex e chegou a fazer uma visita ao clube em 2013, justamente para conhecer o camisa 10.

Na ocasião, o curitibano Lipe (Luiz FelipMarques Fonteles ou Chupita) resenteou Alex e Deivid com a camisa do Fenerbahçe, clube que iria defender. E recebeu uma do Coxa. “Sempre acompanho o clube onde eu esteja”, disse o medalha de ouro durante a visita cortesia ao CT da Graciosa.

Lipe foi um dos destaques do time de Bernardinho na conquista do ouro olímpico. O ponteiro ganhou a condição de titular no jogo decisivo contra a França. Se perdesse, o Brasil terminaria na 9ª colocação, igualando a campanha de Cidade do México 1968, a pior da história. Bernardinho sentiu que o time precisava de energia, e ele se encaixava no quesito.

Foto divulgação do Coritiba: Deivid, Lipe e Alex.

 

 

Enviado por sgabardo, 29/07/16 2:21:00 PM

Texto: Sandro Gabardo

A fórmula da Copa do Brasil, que na terça-feira terá o sorteio das oitavas de final, reforça o que já está escancarado para qualquer torcedor minimamente atento: o protecionismo institucionalizado aos maiores clubes do país. Além de entrarem apenas na quarta fase da competição mata-mata, os times que disputaram a Libertadores (mais o Inter, quinto colocado do Brasileiro de 2015) têm direito a um pote VIP no sorteio da próxima etapa da competição.

O objetivo informal (ou formal mesmo?) é evitar que eles se enfrentem logo de cara e aumentar as probabilidades de mantê-los vivos por pelo menos mais uma fase – com mais uma partida para engordar o caixa, seja por premiação da entidade, seja com bilheteria, para quem ainda consegue essa proeza. Medida que tem a caneta da CBF, organizadora (?) do futebol brasileiro, mas que conta com a conivência dos maiores interessados, os clubes.

Os grandões (lembram do Clube dos 13?) ficam confortáveis com esse papel de protagonistas forçados. A tendência dos cartolas no Brasil é sempre de valorizar suas propriedades e não o produto final, o campeonato, que repartiria o louro para todos. Do outro lado, porém, os menos favorecidos midiaticamente e politicamente acabam aceitando o caminho das pedras calados. Não é justo.

Com esse formato, tem sido cada vez mais difícil para os clubes menores chegarem às fases decisivas da Copa do Brasil. O Botafogo-PB, por exemplo, batalhou para alcançar as oitavas de final deste ano. Sua recompensa será jogar contra Atlético-MG, São Paulo, Corinthians, Grêmio, Palmeiras, Internacional, Santos ou Cruzeiro. A tendência é dar adeus. Ah! Mas contra um time grande, dirão aqueles tais. Não importa. A verdade é que está lá, na visão de quem está no topo da pirâmide, para servir de sparring.

Já que os bonzões têm o direito de entrar nas oitavas – o que é já é uma barbaridade –, seria muito menos injusto que duelassem entre si por um espaço nas quartas de final. São intrusos protegidos por lei. Na pior hipótese, não deveria existir divisão de potes. Todos teriam direitos iguais de cair contra adversários de maior ou menor expressão – imaginando, claro, a não utilização das bolinhas geladas para “dirigir a sorte”. Voltando ao exemplo do Botafogo-PB, o time poderia tanto encarar uma pedreira como o líder do Brasileiro, Palmeiras, quanto um quase-irmão de status como o Juventude.

O futebol no Brasil é feito por muita gente (jogadores, técnicos, profissionais e torcedores), mas para o benefício de poucos clubes. Por sorte, em campo, o esporte das chuteiras ainda é pródigo em zebras, surpresas e acidentes de percurso. É o que ainda dá alguma graça.

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