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Teorias da conspiração reforçam poder do Corinthians no Brasileirão

O Corinthians começou o Brasileirão 2017 de forma avassaladora – sustenta nesta temporada 28 partidas de invencibilidade. Muitos antecipam que dificilmente o Timão deixará escapar o título, tamanha é a sua vantagem na tabela de classificação (oito pontos à frente do segundo, o Grêmio). E também há quem comece a levantar – sobretudo nas redes sociais – as tradicionais teorias da conspiração para explicar a arrasadora arrancada da equipe do Parque São Jorge. Confira alguns dos chavões usados para desvalorizar ou tentar entender o sucesso alvinegro.

Tabela e classificação do Brasileirão

1) “A CBF ajuda o Corinthians”

Pode-se dizer que existe uma clara simpatia, sim. Com base na tabela do Brasileirão é possível ver essa predileção de forma objetiva por parte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O gigante paulista joga quatro vezes seguidas em São Paulo entre as rodadas 11-12-13-14. No returno, joga quatro vezes em São Paulo e uma vez fora contra o Santos, entre as rodadas 21 e 25. Essas sequências são um claro sinal de favorecimento, pois apenas o Flamengo tem suporte similar entre os 20 participantes.

2) “É esquema da Globo”

Não existe explicação objetiva para essa afirmação.  A emissora escolheu seus jogos para TV aberta até a 20ª rodada e São Paulo e Atlético-MG aparecem dez vezes na grade de programação, com Corinthians, Palmeiras e Vasco na cola, com oito, à frente do Flamengo, que tem sete. A divisão por clubes, feita com base na audiência, mostra uma isonomia da emissora na escolha das equipes dentro do mercado paulista.

3) “O apito amigo ajuda o Timão”

Com base no levantamento de erros dos árbitros feito pela CBF, pode-se dizer que existe uma singela inclinação da arbitragem em favor do Corinthians. Em seu site, a confederação expõe equívocos e acertos da arbitragem. Após 13 rodadas, o Timão é o líder no quesito ‘beneficiado’, com três erros decisivos a seu favor, ao lado de Grêmio e Cruzeiro. Ao todo, 14 times contaram com vacilos do apito. E 13 foram prejudicados, inclusive os corintianos, pelo menos uma vez (segundo a CBF).

4) “Ganha por que tem dinheiro”

Não está prevalecendo a regra financeira na classificação. O Corinthians (R$ 360,37 milhões) tem receita inferior a Palmeiras (R$ 447,22 mi) e Flamengo (R$ 430,86 mi). E está um pouco à frente do São Paulo (R$ 357,98 mi), um dos piores times da competição. Além disso, com corte de despesas, a equipe do Parque São Jorge tem apenas o sétimo elenco mais valioso – atrás de Palmeiras, Flamengo, São Paulo, Grêmio, Cruzeiro e Atlético-MG.

5) “Lobby com ‘mídia do eixo’ facilita”

Uma das teorias preferidas nas redes sociais. Pelo forte apelo comercial do Corinthians, impacto jornalístico das suas notícias e desempenho em audiência, o clube goza de grande simpatia na pauta de emissoras de rádio, televisão e jornal de São Paulo – assim como o Flamengo no Rio.  Mas dizer que existe um conluio midiático para empurrar o Timão não se sustenta em fatos. Situações como o Corinthians brigando contra o rebaixamento, foi assim em 2007, ou no meio da tabela, vide o ano passado, não atenuam o impacto da agremiação no noticiário.

6) “Mas e a ajuda do governo…”

Em tempos de discussões e polêmicas sobre a reforma da Previdência Social, o Sportv fez um levantamento importante sobre as dívidas dos clubes com o setor. O número oficial é assustador: R$ 800 milhões, somando os 20 maiores inadimplentes. Só que o Corinthians é o sexto da lista, com R$ 41,72 mi em dívidas – atrás de Flamengo (R$ 83,8 mi), Atlético-MG (R$ 54,9 mi), Fluminense (R$ 49,7 mi), Botafogo (R$ 45,6 mi) e Vasco (R$ 41,75 mi). Ou seja: o líder do Brasileirão é ajudado, mas em proporção menor a de alguns rivais.

7) “É sorte de corintiano…”

Talvez a afirmação mais próxima, embora como força de expressão, para explicar o futebol do Corinthians, líder com sobras. Ao contrário do rival Palmeiras, que investiu milhões em reforços, o Timão acreditou nas categorias de base. Guilherme Arana e Maycon são hoje imprescindíveis – Pedrinho, Léo Jabá, Léo Príncipe e Pedro Henrique também ganharam oportunidades. Além disso, o clube confia no desconhecido e novato técnico Fábio Carille, desde 2009 no clube, que foi auxiliar de Tite. A estratégia econômica tinha tudo para dar errado, mas…

 

 

 
 
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