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Cinco pontos a favor de Requião Filho como candidato a prefeito. E cinco contra
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O filho do senador Roberto Requião (PMDB) era um desconhecido para a maior parte da população do estado até o início de 2014. Lançado pelo pai como candidato a deputado estadual, foi eleito, mas com uma votação apenas regular. Desde a posse, no entanto, Requião Filho (PMDB) tem chamado a atenção. A ponto de agora estar sendo “lançado” como candidato a prefeito de Curitiba para o ano que vem.

O que mais ajudou Requião Filho neste período foi a greve dos professores. Os oposicionistas a Beto Richa (PSDB) se deram bem na época. E Requião Filho soube explorar o tema. Acabou nos braços dos professores (literalmente) e começou a aparecer nas pesquisas de intenção de voto com alguma chance. Mas, afinal, uma candidatura com o “selo” Requião tem chance de emplacar em 2016?

Em 30 anos de carreira, Requião se elegeu praticamente para o que quis, incluindo prefeito e três vezes governador. Mas nunca conseguiu eleger um aliado para a prefeitura da capital. Nem quando seu irmão, Maurício, foi candidato, em 2000 – não chegando nem ao segundo turno.

Sendo assim, o blog preparou uma lista de motivos “pró” e “contra” uma candidatura de Requião Filho.

A favor

1- O fator Requião
O pai do deputado tem uma votação extraordinária na capital. Não à toa se elegeu prefeito e governador. Pode ajudar também com os contatos que tem na cidade toda.

2- Aparência
Requião Filho tem boa aparência, fala bem e é jovem. Num mundo midiático como é o das eleições de hoje, isso conta muito.

3- Nome limpo
Como nunca foi governante, tem o nome “limpo”, sem estar associado a grandes escândalos nem a qualquer irregularidade na vida pública.

4- Estilo
Requião Filho tem o mesmo estilo do pai: bate firme. Em sua página de Twitter, se autodefine como “uma pessoa beligerante”. No caso de um candidato de oposição, o estilo cai bem.

5- Vácuo
O prefeito Gustavo Fruet (PDT) irá para a reeleição com alta rejeição. Há candidatos à direita, mas um vácuo à esquerda, principalmente em razão da falência do petismo na cidade.

Contra

1- O fator Requião
O velho senador está com o nome desgastado, depois de três mandatos no governo. Tanto que nem conseguiu forçar um segundo turno contra Beto Richa no ano passado.

2- Transferência
Requião é um campeão de votos, mas mesmo no auge da carreira nunca conseguiu transferir votos. Já foi definido como um “eucalipto”: imponente, mas nada cresce em volta. Em 2012, Rafael Greca, seu candidato, acabou em quarto lugar em Curitiba.

3- Inexperiência
Como “vender” um candidato que, de experiência, só terá dois anos como deputado estadual e nenhuma passagem pelo Executivo?

4- O PMDB local
O PMDB curitibano, que já foi fortíssimo, hoje é uma piada. Só tem uma vereadora na atual legislatura.

5- Estilo
Requião Filho tenta ir na mesma linha do pai. Mas o estilo agressivo sempre é uma linha tênue entre o acerto e a desgraça total. O próprio Requião vive trocando os pés pelas mãos.

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